#musicmonday: Independence Folk Day

E hoje é o dia da Independência americana. Muitos cantaram seu amor a pátria do azul com listras vermelhas/brancas e estrelas. Do sem número de artistas de todos os gêneros que já fizeram versões do hino nacional “The Star Spangled Banner”, há também os que cantaram hinos do povo, do folclore americano, como a música “This Land is Your Land”, de Woody Guthrie (que daqui há 10 dias, caso estivesse vivo, faria 99 anos).

A música de Woody está entre as 50 listadas no “National Recording Registry” (Cadastro Nacional de Gravações) como uma das músicas que “são culturalmente, historicamente ou esteticamente importantes, e/ou informam ou refletem a vida nos Estados Unidos”. Além de uma homenagem ao país, a música ainda assim é um típico folk: de protesto, mesmo que abrandado pela serenidade da descrição das terras americanas, feitas por Woody.

Muitos artistas americanos e estrangeiros fizeram versões da música. Suecos, irlandeses, ingleses, belgas, israelenses, bahamenses, namíbios e outros adaptaram a letra e passaram o “hino folk” de Woody adiante.

Segue uma pequena playlist com algumas versões da música feitas por tarimbados como Bruce Springsteen, Johnny Cash, Bob Dylan, Everclear, Counting Crows e destaque pra versão em castelhano de Boom Boom Kid, genial!

Especial Bob Dylan – Parte 2: Hey, Woody Guthrie

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Bob Dylan chegou em Nova York em janeiro de 1961, com os objetivos de se apresentar na cena local e também visitar o músico que mais o influenciou, do sotaque às  letras engajadas tudo foi emprestado de Woody Guthrie.

Guthrie era, junto com Peter Seeger, o principal representante da chamada “canção de protesto” (topical song) dos anos 40 e 50: música socialmente engajada, feita com arranjos de folk e fortemente influenciada pelo pensamento de esquerda.  Uma década depois, a canção de protesto perdeu parte da sua orientação política esquerdista e adquiriu um espectro mais amplo, englobando as noções de “direitos iguais para todos” e “paz”. Tal mudança ocorreu também nos movimentos sociais como um todo.

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E foi no Greenwich Village dos anos 60, em meio ao burburinho de conversas, poesia e fumaça dos cafés, que a lenda de Bob Dylan foi construída. Fervilhante de juventude, política e arte, o bairro era o principal reduto da boemia intelectual da época, que não fazia muita distinção entre platéia e artista – praticamente qualquer um poderia subir no palco e fazer um discurso, declamar um poema ou cantar suas canções. Jack Kerouc, Allen Ginsberg e Dylan Thomas beberam e escreveram nos balcões do Greenwich Village, os quatro membros do “Mamas and the Papas” se conheceram e começaram a carreira no Village, bem como o Velvet Underground, Joan Baez e Jimi Hendrix.

Inicialmente conhecido no meio musical por “cantar músicas do Woody”, Dylan logo começou a delinear seu próprio repertório e estilo. Apesar e talvez exatamente por isso, a primeira música do seu primeiro álbum – “Bob Dylan”, de 1962 – seja “Song to Woody” (Canção para Woody):

“Hey, hey Woody Guthrie, I wrote you a song/ ‘Bout a funny ol’ world that’s a-comin’ along./ Seems sick an’ it’s hungry, it’s tired an’ it’s torn,/ It looks like it’s a-dyin’ an’ it’s hardly been born./ Hey, Woody Guthrie, but I know that you know
/ All the things that I’m a-sayin’ an’ a-many times more./I’m a-singin’ you the song, but I can’t sing enough,/’Cause there’s not many men that done the things that you’ve done.”

Parte 1: Ele estava lá
Parte 2: Hey , Woody Guthie
Parte 3: Na calçada, pensando sobre o Governo

Parte 4: Não sou eu, Baby