Paul McCartney no Rio

 

Mais uma vez o ex Beatle e genial Paul McCartney passa pelo Brasil, dessa vez pelo Rio de Janeiro, que havia ficado de fora em novembro passado, quando a turnê Up and Coming Tour passou por Porto Alegre e São Paulo. Serão dois shows, o primeiro foi ontem e hoje se realizará o segundo. Como não fui, aproveitei a transmissão do Terra e revi esse momento mágico que tive a oportunidade de presenciar dia 22 de novembro do ano passado.

O setlist variou mais na ordem do que nas músicas, que foram praticamente as mesmas dos shows de novembro, salvo o show ter sido aberto com “Hello Goodbye”, grata surpresa. Apesar dos shows dele serem parecidos, no sentido de ordem de pausas, falas ensaiadas, músicas tocadas e tudo o mais, é sempre um espetáculo. Não no sentido visual, de efeitos especiais, mas sim no sentido de qualidade. A banda é impecável, o som é ótimo, a empatia com o público é imensa e a energia dele absurda. Um senhor de 68 anos que não pára um segundo, nem para tomar água.

Como sempre, a homenagem a George Harrison com “Something” é mais calorosa que “Here Today”, em homenagem a John Lennon. Como sempre ele pede para a platéia cantar junto em “Ob-la-di-ob-la-da”. Como era de se esperar, os balões coloridos encheram o Engenhão em “A Day in The Life/ Let’s give peace a chance”. Mas o ponto alto do show foi mesmo os cartazes com a sílaba NA, erguidas no coro sem fim de na na nas em “Hey Jude”. Um mar de cartazes. Até ele achou incrível, elogiou. Provavelmente hoje teremos algumas mudanças de setlist ou de ordem das músicas, mas uma coisa é certa: será mais um showzaço, mais um momento inesquecível na vida de milhares de pessoas, como aquele 22 de novembro de 2010 na minha vida.

 

Setlist:

Hello, Goodbye” (The Beatles)

Jet” (Wings)

All My Loving” (The Beatles)

Letting Go” (Wings)

Drive My Car” (The Beatles)

Sing The Changes” (The Fireman)

Let Me Roll It” (Wings) / “Foxy Lady” (Jimi Hendrix)

The Long and Winding Road” (The Beatles)

Nineteen Hundred and Eighty-Five” (Wings)

Let ‘Em In” (Wings)

I’ve Just Seen a Face” (The Beatles)

And I Love Her” (The Beatles)

Blackbird” (The Beatles)

Here Today

Dance Tonight

Mrs Vandebilt” (Wings)

Eleanor Rigby” (The Beatles)

Something” (The Beatles)

Band on the Run” (Wings)

Ob-La-Di, Ob-La-Da” (The Beatles)

Back in the U.S.S.R.” (The Beatles)

I’ve Got a Feeling” (The Beatles)

Paperback Writer” (The Beatles)

A Day in the Life” / “Give Peace A Chance” (The Beatles)

Let It Be” (The Beatles)

Live and Let Die” (Paul McCartney & Wings)

Hey Jude” (The Beatles

 

bis

Day Tripper” (The Beatles)

Lady Madonna” (The Beatles)

Get Back” (The Beatles)

 

bis 2

Yesterday” (The Beatles)

Helter Skelter” (The Beatles)

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band / The End” (The Beatles

 

Foto: Terra.

Hey Jude!

Que o Sir Paul McCartney desembarca nesse final de semana aqui no Rio de Janeiro para fazer duas apresentações no Estádio do Engenhão (nos dias 22 e 23) everybody knows.

Que você que vai ao show está contando as horas e os minutos para chegar o tão esperado dia também não é nenhuma novidade. Mas vem cá…

Você já decorou todas as letras? Sabe todas as músicas de cor? Quero ver hein! Vê se não vai fazer feio na hora, senão tio Paul vai ficar bravo…brincadeira! Mas se liga:

Esse garotinho aqui do vídeo pelo visto seguiu a minha dica e  já está ensaiando para fazer bonito no dia.

#essencialbuns XXII: The Beatles, The Beatles

ou ainda: The White Album, The Beatles

Por Marcelo Gross
@marcelogross_

Yes, eu tenho um disco favorito. E ele se chama simplesmente “The Beatles”.
Não haveria melhor nome para um disco.

Também conhecido como Album Branco (ou White Album), esse é o disco mais multifacetado da melhor banda de todos os tempos. É o disco que marca o tipo de música que cada um dos quatro iria fazer a partir de então, mostrando fortes características do que seriam suas carreiras solo. E pela primeira vez aceitando as diferenças individuais com parte de um todo. Daí a diversidade sonora, que é um dos maiores charmes do disco.

Uma canção não tem muito a ver com a outra (ao contrário do Sgt Peppers, onde as músicas vão se interligando).

Um antagonismo quase radical.

Desde a arte da capa, “the Beatles” é uma Peça de popart que leva o ouvinte a um verdadeiro caledoscópio musical,abrangendo quase todo tipo de rock que era popular na época: de Donovan (I Will, Mother natures son, Julia), Beach Boys (Back in the UssR), Dylan (Rocky Racoon), Hendrix e The Who (Helter Skelter, Birthday), coisas mais vaudevile anos 20 (Honey Pie, Martha my dear), Blues inglês (Yer Blues), Sinatra (Good night) e experimentalismos a lá John Cage (Revolution 9)…

É um disco denso, que foi gravado sob um clima tenso em uma atmosfera hostil, onde até o técnico de som (Geoff Emerick) pediu pra ir embora das gravações devido ao baixo nível de respeito entre os integrantes e demais pessoas envolvidas (George Martin também largou no meio… até o Ringo saiu da banda nessa época!).

Mas também ouve muitos momentos de união, como quando os quatro entraram numa sala minúscula pra gravar “Yer Blues” a fim de conseguir um som mais coeso, ou como na sessão final de mixagem em que John e Paul ficaram 24 horas dando os retoques finais e bolando a ordem e a ligação entre as faixas. Enfim, esse é o disco que eu nunca vou cansar de ouvir, e que a cada audição encontro coisas novas.

E eu tenho uma históra peculiar pessoal com esse disco:

Qdo eu tinha uns 10 anos, eu era muito fã dos Beatles e já tinha uns 5 discos deles,mas os outros eu não conhecia. O pessoal da minha rua sabia que eu era fã, tava sempre pra cima e pra baixo com aqueles discos debaixo do braço. Um garoto da esquina tava fazendo uma limpa na casa dele e jogando um monte de tralha velha fora e o outro garoto falou:

-”não joga esses discos sem capa aí fora, dá pro guri do fim da rua lá que ele é fã dos Beatles!”
Daí tô eu em casa e batem palmas na frente, chamando:
-”ô, é daí que mora o guri que gosta dos Beatles?”
minha mãe me chamou, eu fui lá e o garoto me deu dois discos de vinil sem capa, (meio arranhados, claro) dentro de um plástico e disse:
-”tava botando fora na limpa lá de casa e o fulano me disse que tu curtia, então trouxe pra ti aí”…
Agradeci, levei as duas Bolachas pra dentro de casa, dei uma bela limpada e pousei a agulha do aparelho National da sala…

E lá estava ele, me chamou na frente da minha casa e veio ao meu encontro: “The Beatles”, o tal do Album Branco.

o desafiado


Órfão de John Lennon, Marcelo Gross é um gaúcho do qual você certamente já deve ter ouvido falar: além de guitarrista e backing vocal de Cachorro Grande, também já foi baterista de Júpiter Maçã. pula linha
pula linha

tracklist

Disco 1
Lado A

1. “Back in the U.S.S.R.”
2. “Dear Prudence”
3. “Glass Onion”
4. “Ob-La-Di, Ob-La-Da”
5. “Wild Honey Pie”
6. “The Continuing Story of Bungalow Bill”
7. “While My Guitar Gently Weeps”
8. “Happiness Is a Warm Gun”
Lado B
1. “Martha My Dear”
2. “I’m So Tired”
3. “Blackbird”
4. “Piggies”
5. “Rocky Raccoon”
6. “Don’t Pass Me By”
7. “Why Don’t We Do It in the Road?”
8. “I Will”
9. “Julia”
Disco 2
Lado A

1. “Birthday”
2. “Yer Blues”
3. “Mother Nature’s Son”
4. “Everybody’s Got Something to Hide Except Me and My Monkey”
5. “Sexy Sadie”
6. “Helter Skelter”
7. “Long, Long, Long”
Lado B
1. “Revolution 1″
2. “Honey Pie”
3. “Savoy Truffle”
4. “Cry Baby Cry”
5. “Revolution 9″
6. “Good Night”

//mais informações sobre o álbum >>

(A notícia triste do dia é que os Beatles não têm albuns disponíveis para streaming, amigos!)

Nowhere Boy (O Garoto de Liverpool)

O filme é de 2009 e, talvez por não ser entusiasta dos Beatles, talvez por ter me afastado dos sofás e cinemas, ainda não havia ouvido falar a respeito. No entanto, comprei um DVD recentemente e, nos trailers de abertura, acabei me deparando com o dele. Me interessei na hora, por vários motivos. O primeiro? É música. Para mim, isso basta. Mas não foi só: a história de como alguém se apaixona pela música sempre me é atrativa. E tem também a meninice: sou “fã” de Aaron Johnson e de Thomas Sangster e, assim que o trailer começou, já ganhou karma points comigo por conta do elenco.

O britânico Nowhere Boy retrata a história de John Lennon pré-Beatles: a infância sem a mãe e a adolescência rebelde. Não é um filme ousado, tampouco pretende-se assim. É uma história para alimentar qualquer público, com uma personagem ilustre e a dose certa de drama. Entra na onda das dicas imperdíveis especialmente pela trilha sonora. Lançada pela Sony Music, a trilha é repleta de músicas dos anos 50 — período em que se passa a história — e conta com nomes como Jerry Lee Lewis, Elvis Presley, Walda Jackson… Fica na vitrola pra sempre. Afinal, todo dia é dia pra colocar um pouco mais de rock’n'roll em nossas vidas, não?

Se eu fosse você, corria agora na locadora (ou no Paul Torrent, como preferir). Como não sou, vou só dar o play por aqui e curtir a trilha.

Nowhere Boy Original Soundtrack
01. Wild One – Jerry Lee Lewis
02. Mr Sandman – Dickie Valentine
03. Rocket 88 – Jackie Brenston & His Delta Cats
04. Shake, Rattle & Roll – Elvis Presley
05. Hard Headed Woman – Wanda Jackson
06. I Put A Spell On You – Screamin’ Jay Hawkins
07. Maggie May – The Nowhere Boys
08. That’ll Be The Day – The Nowhere Boys
09. Rockin’ Daddy – Eddie Bond & The Stompers
10. Twenty Flight Rock – Eddie Cochran
11. That’s Alright Mamma – The Nowhere Boys
12. Movin and Groovin – The Nowhere Boys
13. Raunchy – The Nowhere Boys
14. Hound Dog – Big Mama Thornton
15. Be-Bop-A-Lula – Gene Vincent and the Blue Caps
16. Hello Little Girl – Aaron Johnson
17. In Spite Of All The Danger – The Nowhere Boys
18. Mother – John Lennon

#Playlist: Nostalgia desajustada


Quem nasceu no fim dos anos 80 é uma vítima inegável da nostalgia desajustada. Sentimos saudades de fatos que não vivemos, de festivais e shows memoráveis aos quais não fomos, somos apaixonados pelas músicas de uma época que não era nossa – se é que música pode ser considerada temporal.

Os anos 60 e 70 são os queridinhos dos “nostálgicos desajustados”. Quem nunca sonhou em estar em Woodstock e participar do movimento hippie, ou ainda dos movimentos anti-belicistas? Levantar a bandeira do poder jovem, do amor livre?

Querer assumir as características de tempos anteriores ao nosso se tornou uma forma que muitos encontraram de fugir do nosso próprio tempo, de buscar originalidade nas artes, na política e na própria vida cotidiana.

Em meio a era da música digital, ressurge o LP. Em meio aos fãs de bandas como Cine e Nx Zero, surgem os novos apreciadores de Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Beatles, Rolling Stones.

Acompanhe-me nessa viagem psicodélica em 10 músicas!


(se você acompanha o blog pelo feed, clique aqui para ouvir a playlist)

Beatles dividido por dois

Para os fãs de Beatles há uma novidade por aí… Paul McCartney e Ringo Starr, os “remanescentes” da banda, tocaram juntos. O fato (extraordinário) ocorreu em New York no Radio City Music Hall neste último sábado, 4 de abril. O show, parte do evento “Change Begins Within”, era destinado à arrecadação de fundos para ensinar crianças técnicas de meditação, ação da Fundação David Lynch.

Paul e RingoNo final dos anos 60, quando inclusive consultaram um guru indiano, os Beatles popularizaram a meditação e levaram muito desta cultura para o ocidente. Então, nada mais perfeito do que tocarem em um evento como este… Ainda assim, não há como evitar a dúvida quanto ao real valor desta fundação (será que meditação melhora a fome, a pobreza e outros problemas mundiais?).

Os dois ex eternos Beatles cantaram juntos sucessos antigos da banda inglesa e algumas músicas próprias, incluindo “Here Today”, de Paul para John Lennon, e “It don’t come easy”, de Ringo para George Harrison. Eles não tocavam juntos desde novembro de 2002 no “Show por George”. Paul McCartney foi o mais festejado da noite entre outras celebridades que pisaram no palco, como Sheryl Crow, Eddie Vedder e Ben Harper.

Ainda não vi por aí, mas se alguém souber de algum vídeo (no You Tube), dê um aviso! Vale muito a pena ver estes dois juntos e relembrar o que jamais será esquecido!

Sobre Lídios, Mallus e Julias

julianuneswithukulele

Ok, ok, é cada dia mais comum que pessoas bobas como eu e minhas amigas aleatórias se gravem cantando qualquer coisa a torto e a direito e postem no youtube. Taí o belo exemplo do nosso amigo Lídio, o emo revoltado que ficou conhecido como Fresco Boiola pela internet afora. Mas não é só de bobeiras que é feita a rede. Não, tem muito talento espalhado no meio das palhaçadas, é só garimpar. E um dia, por muita sorte (eu disse MUITA, mas muita MESMO), o Renaton me apresentou à Julia Nunes.

Sim, Julia Nunes, uma americana com nome de brasileira, nascida em 89 (!!!), que grava vídeos simples, com uma webcam, um ukulele e alguns layers, já tem quase 55 mil inscritos em seu canal no youtube. #noffa! Vocês têm noção do que são 55 mil negos assinando seu canal?

O segredo? Julia tem carisma e doçura inigualáveis. Sem falar na atitude: ela basicamente se jogou pro mundo gritando "OI, ESTOU AQUI!". Até aí, isso muita gente faz. Verdade seja dita, ela tem um talento imenso – esse é o diferencial. Seus vídeos são engraçados sem que percam a qualidade por isso, comofas// ok quero ter aulas com a junu ;~

Além de covers e músicas próprias, Julia costuma gravar vídeos respondendo a perguntas de fãs e amigos. Suas visualizações, só no canal, já são de quase um milhão e meio. Está lançando seu segundo CD e, no comecinho do ano que vem, estará em turnê na Europa. Oi? Dezenove anos, gente. Quando eu crescer quero ser igual ela, mãe!

Enfim, a idéia é que, a despeito de Lídios da vida, (e ignorando fatores como a Mallu) falta um pouco disso aqui no Brasil. De alguém que se destaque pelo talento, que meta as caras. Se vocês quiserem eu posso tentar virar um sucesso podem mandar dicas, #achodigno. Hahaha.

Aqui vale tudo. Só não vale… bom, vocês decidem o que não vale. #ficadica

Vou deixar um gostinho do que é a Julia aqui com um dos meus vídeos favoritos, All My Loving, uma versão dos Beatles. Mas sério, vale a pena acessar a página da loirinha e escutar os outros, e outros, e outros… É viciante.

Gostou?

Vá à Junumusic.com , Ou visite seus canais no Youtube e no Myspace.