O guitarrista Vitor Cahu saiu da banda pernambucana Terceira Edição, mas vale a pena conhecer o rock dos rapazes.
(com contribuição de Clara Camargo e Tory Oliveira, imagens de Ariane Freitas)
No dia em que fomos cobrir o show da banda carioca Leela no Centro Cultural São Paulo acabamos conhecendo outra, o Terceira Edição. Para quem gosta do rock atual baseado em composições próprias, vale a dica.
A banda recifense empolgada abriu a noite em preto e branco – o figurino parecia uniforme combinado, mas formava uma imagem legal. De acordo com a vitroleira Clara Camargo, a banda veio com personalidade na música e nas letras. Para ela, “eles estão no limite entre a qualidade dos Detonautas e CPM 22”. Naquela noite quem tocava eram todos os integrantes: Vinicius Frota, no vocal, Vitor Cahu, guitarra, Thiago Régis, guitarra, Thiago Guerra, bateria, Tiago Tejo, baixo.
Terceira Edição (3E), no cenário desde 2003, já lançou dois álbuns: “O show da vida ideal” e “Sobre todos e sobre ninguém”. Pelo que contam, têm publico cativo em sua cidade-natal, Recife, onde já abriram shows de grandes bandas. Já em São Paulo, para onde vieram há algum tempo, ainda estão na batalha.
Dentre outras informações legais, vale lembrar que participaram do “Garagem do Faustão”. O guitarrista Vitor Cahu conversou com a vitroleira Tory Oliveira sobre o assunto e afirmou que “o programa do Faustão tem uma proposta interessante para as bandas novas, mas o resultado final é desvalorizado pelo pouco tempo que a banda tem para apresentar o seu trabalho”. Sobre a repercussão da aparição Global, Vitor adicionou: “mesmo assim, o programa gerou uma visibilidade incrível”.
Simpáticos, apesar da cara do vocalista de “sou super famoso” quando alguém cantava o refrão ou soltava um berro, o grupo realmente sabe estabelecer um elo. Clara também concorda: “o Thiago Régis enfeitava os solos de guitarra e olhava para o Vitor, que sentia o que ele estava transmitindo e o acompanhava. Isso é sintonia de banda”. Infelizmente, o guitarrista Vitor, que tocava demonstrando alegria, está saindo da banda. Ele parte para Portugal, mas vai continuar compondo para os amigos. Ainda assim, sentimos uma espécie de vácuo, visto que ele parece liderar um pouco o grupo e fazer uma parte muito importante para eles. Daqui pra frente, é ver como as coisas seguem.
A música está melhor no myspace do que ao vivo, quando em alguns momentos parecem barulho. E é na internet, acredita o 3E, que o trabalho chega ao público. Mas fãs, afirmam os músicos, ainda compram e preferem o disco físico, completo.
Termina o último show do Vitor Cahu no 3E e o vocalista Vinicius Frota pede aplausos de pé. “O Vitor abriu portas para a banda”, afirma e vibra. Depois de tudo, um fã da banda ainda pediu: “a palheta!”. E seguem a vida, tocando por aí no cenário brasileiro de rock.
Mais imagens do último show do Vitor no 3E aqui.