A morte de Malcolm McLaren casou com o aniversário de Vivienne Westwood, dois dos maiores alicerces do movimento punk. Pouco antes, houve o suícido de Alexander McQueen. Já que este espacinho é focado no casamento moda & música, cabe falar aqui de como esses designers influenciaram o que se vê hoje nas vitrines brasileira. A SEX, loja de Westwood e McLaren quando ainda eram um casal, foi um dos maiores sedimentadores da estética punk, formando o look característico de Sid Vicious e Johnny Rotten, além, é claro, dos outros integrantes do Sex Pistols. Já McQueen, bem, o símbolo da marca é uma caveira, não preciso dizer mais.
O que me intriga é que a nova tendência das grandes magazines para outono/ inverno parece ter saído do underground londrino. Não é possível entrar numa Renner (aliás, com novíssima filial na Avenida Paulista \o/) ou numa C&A sem se deparar com um imenso guardarroupa à la Joan Jett – e aqui me lembro da Ariane – com tachas, couro e metal, muito metal. .
Como uma ex-revoltadinha adolescente (das que usavam spikes e cadeados em todo o figurino), fico meio indignada ao ver o que antes afugentava meus colegas figurar nas passarelas, catálogos e etc. Não que eu ache propriamente ruim, afinal meu armário está agradecendo e muito por essa nova onda, mas me espanta como um visual que antes era tido como excêntrico se tornar o maior exemplo de uniformização de pessoas. E também não é que isso seja novidade, estilistas totalmente consolidados no mainstream usam e abusam das referências rocker há anos. O que acontece ultimamente é o exagero, o tão famigerado surgimento das fashion victims. Estas são criaturinhas curiosas que compram todas as peças de uma coleção x de uma loja y e vestem tudo junto ao mesmo tempo agora. Poluição visual, no mínimo. Exemplo abaixo. Fergie não é lá conhecida por looks primorosos, mas não precisava chegar a tanto…
Enfim, os Ramones, os Sex Pistols e toda a trupe do DIY (do it yourself - máxima punk) passariam despercebidos nas ruas das maiores cidades do mundo. A moda não perdoa ninguém, por mais marginal que ele possa ser.
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