Los Hermanos vai parar no teatro

Os órfãos de Los Hermanos poderão matar as saudades de um outro jeito: ouvindo (e vendo) algumas de suas músicas no teatro.

A peça “[O] Bloco do Eu Sozinho”, do grupo Atocontínuo, reestreou em São Paulo no último dia 7 e seu universo gira em torno do disco “Bloco do Eu Sozinho”, um dos melhores da carreira do Los Hermanos, lançado há 10 anos.

As músicas do disco  ditam o espetáculo e, a partir da relação delas com os atores, as cenas são criadas. Quem dirige a peça é Rafael Truffaut e no elenco estão Eder Bastos, Fernanda Otaviano, Tom Paranhos e Vanessa Ouros. A temporada acontece às quintas-feiras, às 21h, no Espaço Satyros II e segue até 28 de julho.

E pra não me alongar e opinar de maneira completamente parcial (afinal, Los Hermanos e teatro – pra mim – é amor <3), assista à peça e conte pra gente o que achou!

Serviço
[O] Bloco do Eu Sozinho
Texto: Grupo Atocontínuo
Direção: Rafael Truffaut
Com: Eder Bastos, Fernanda Otaviano, Tom Paranhos e Vanessa Ouros
07 a 28 de julho, quintas, 21hs
Espaço dos Satyros II – Praça Roosevelt, 134
Ingressos: R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia). Reservas: 11 3255-0994
50 minutos, classificação livre.


Vida de Bon Scott vai parar no teatro

A vida frenética de Bon Scott, ex-vocalista do AC/DC, será tema de uma peça de teatro, prevista para estrear em julho na Austrália.

Hell ain’t a bad place to be – The story of Bon Scott” (Inferno não é um mal lugar para estar – A história de Bon Scott), contará a história do cara que em 1974 deixou de ser o motorista para se tornar o frontman da banda, onde ficou até 1980, quando morreu engasgado com o próprio vômito após uma noite de bebedeira. Considerado uma das melhores vozes da história do rock, sua passagem pelo AC/DC rendeu álbuns clássicos, como o aclamado”Highway to Hell”, gravado em 1979. Scott tinha apenas 33 anos quando morreu.

A peça estreia no dia 12 de Julho no Anthenaeum Theatre, em Melbourne, e tem uma temporada prevista de duas semanas.

O protagonista será o ator Nick Barker, e a direção conta com Andrew Barker, conhecido por trabalhar com as montagens teatrais biográficas de astros como Johnny Cash e John Denver.

 

 

Música para cortar os pulsos

Teatro também é lugar para música (e por que não seria?). E quanto mais intensa a trilha, mais intensa a representação no palco. É esta a proposta da peça “Música para cortar os pulsos”, que estreia dia 7 no Sesc Pinheiros.

Três personagens em torno dos 20 anos abrem seu universo particular em dez cenas curtas em monólogos intercalados. A música, por sua vez, busca acompanhar os sentimentos expostos ali. E ainda sem cair na mesmice: a trilha pode variar a cada apresentação.

A peça também traz novidade fora do teatro. No blog e twitter ela busca dialogar com o público, indicando músicas, filmes e literatura referências, como “Esse Cara”, de Maria Bethânia, e “Mora na Filosofia”, do Caetano. Vídeo-ficções também contarão um pouco sobre os personagens em cartaz, que, junto com os ensaios, farão o longa homônimo que será produzido em 2011.

Os atores são Mayara Constantino, Kauê Telloli e Victor Mendes. Todos passaram pelo “Tudo O Que É Sólido Pode Derreter”. O criador e diretor desta série da TV Cultura, Rafael Gomes, também é responsável pela peça. Rafael é o mesmo do curta “Tapa na Pantera” e do site “Música de Bolso”, referência para quem gosta de música.

Quem quiser conferir, os ingressos, que custam entre 2 e 8 reais, já estão a venda. Vale correr, já que a peça só fica em cartaz às quintas, sextas, sábados e domingo até o dia 17 de outubro.

“Gotta sing!” – Um pouco sobre musicais

Musicais são musicais. Apesar de alguns afirmarem que não gostam, o fato é que este tipo de produção sempre atraiu um grande público. Sua história remonta às operas, passando ao teatro musical (alguém já ouviu falar em Broadway?), então aos filmes musicais e, principalmente, às adaptações de peças para a grande tela.

broadway

As óperas têm todo seu diálogo cantado em tons que todos nós já ouvimos algum lugar. Em cabarés, as danças começaram a surgir como apresentações. Já o teatro musical evoluiu unindo os diálogos convencionais com música e dança. As produções de maiores sucesso, quase sempre, são adaptadas – até mesmo na Índia, com Bollywood.

Mas é a Broadway, Nova Iorque, que tem lançado sempre os musicais mais elaborados. Nos palcos do Brasil (especialmente em São Paulo, no Teatro Abril, por exemplo) o público pôde conhecer destes “Os Miseráveis”, “A Bela e a Fera”, “Chicago”, “Miss Saigon”, “O Fantasma da Ópera”, “Noviça Rebelde”, “My Fair Lady”, “The West Side Story”, “Cats”, “Os Produtores”, entre outros.

thejazzsinger

Já na telona a história é diferente. Os primeiros filmes, mudos, eram acompanhados de música. Normalmente algum pianista tocava no mesmo instante da exibição. A música não era realmente parte da sétima arte. Mas foi com a tecnologia sonora que os musicais filmados tiveram espaço. E mal surgiu a possibilidade de um filme falado, logo veio um musical.

O primeiro “talking-movie” saiu em 1927, “The Jazz Singer”. Ainda em preto e branco, o primeiro filme com falas já foi um musical, como se estivesse prevendo a maior utilidade do som junto com as imagens.

Nem todas as cenas eram faladas, a primeira aparece aos dezessete minutos (e está desabilitada no You Tube…). Mas o filme marcou uma nova era para o cinema, embora os estúdios tenham demorado a entrar no ritmo.

singin_rain

No mesmo ano, 1927, passa a história do considerado, por Roger Ebert, o maior musical que Hollywood já produziu. Uma das adaptações mais famosas, “Cantando na Chuva” (Singin’in the Rain), demonstra um pouquinho de história também. O longa-metragem dos anos cinqüenta fala dos primeiros filmes com som, advento que fez possível a existência de musicais como ele mesmo. A metalinguagem é um dos fatores mais interessantes no clássico. Vale pela qualidade e pela aula de história.

Hoje em dia são várias as adaptações, seja da Broadway, em sua maioria, ou não. Filmes como “Sweeney Todd”, “Hairspray”, “Rent”, “Os Produtores”, “O Fantasma da Ópera”, “Chicago”, “Mamma Mia”, “My Fair Lady”, entre outros (vários) chamam a atenção do público maior. O lucro destas produções é quase sempre mais garantido, já que além dos filmes a massa vai atrás da trilha e, depois, das peças.

Ao lado das adaptações, produções musicais cinematográficas também surgem e fazem sucesso. “High School Musical”, “Across The Universe”, “The Wall”, “Grease”, “Moulin Rouge”, “Gigi”, “O Mágico de Oz “(que depois, como outros, foi adaptado para os palcos), constam entre estes.

Pode não cair no gosto de todos, mas os musicais são uma página importante na história do teatro e do cinema. A união das artes, neste sentido, faz mais do que uma bela melodia. Como diz Don em “Cantando na Chuva”: “Gotta dance”!

Abaixo as primeiras cenas de “The Jazz Singer”, ainda sem falas gravadas: