Caetano Veloso, Araçá Azul

por Débora Lopes

“Que é um sonho que tive e que, simbolicamente, eu botei como nome do disco”
Caetano Veloso

Estamos em 1973, Caetano Veloso lança “Araçá Azul”, um álbum cheio de experimentalismo, diversidade, poesia e algo ainda sem nome, inclassificável, um quê de doçura, psicodelia e genialidade; talvez a medula óssea poética do próprio Caetano. São dez faixas que a qualquer momento podem ser interrompidas por cânticos, vozes, violinos ou palmas. Um disco que virou tese de mestrado na Universidade de São Paulo, defendida pelo Prof. Dr. Peter Dietrich, em uma detalhada análise semiótica sobre o que Caetano proporcionou a seu público, tornando-se alvo de críticas e boicote de vendas.

“Vem comigo no trem da leste, peste…
Vem no trem pra Boranhém, nhém nhém nhém, nhém”

Caetano, na época com 30 anos de idade, usou em “Araçá Azul” elementos lúdicos, às vezes infantis, transcendeu em corpo, alma, música e fez a Bahia chegar até os nossos ouvidos já na primeira faixa. O álbum, que oscila sinestesicamente entre sonho e pesadelo, tem folclore nas letras e tristeza nas melodias. As letras não são apenas cantadas, elas saem de sua boca balbuciadas, faladas, arranhadas, grunhidas e proporcionam, muitas vezes, estranheza em quem ouve. Quando se aperta o “play” em “Araçá Azul”, fica difícil prever o que acontecerá nas próximas faixas.

“Sugar Cane Fields Forever” é a música preferida (na vida) desta que vos fala. Uma canção que exige olhos fechados e concentração total. Funcionaria bem como trilha sonora. Há horror e amor, há facetas diversas de um artista que cria sem medos. Inúmeros elementos que tecem o caos poético proporcionado por Caê. E, ah, lindas melodias numa só canção. Lindíssimas, meus caros.

A letra de “Júlia – Moreno”, oitava música na ordem do disco, por exemplo, foi construída como uma espécie de poesia concretista, um holograma. Durante as gravações de “Araçá”, o filho de Caetano – em começo de gestação – tinha seu sexo desconhecido pelos pais. Daí a brincadeira na letra “Uma talvez Júlia, um quiçá Moreno…”

Elementos regionais, étnicos, experimentalismo desenfreado e um orgulho brasileiro que pulsa nas habituais criações de Caetano marcam “Araçá Azul”. Mas o disco não sobrevive apenas com o que o cantor e compositor sabe fazer de olhos fechados. Influenciado pelo viés rock and roll de seu parceiro musical e amigo Gilberto Gil, que dois anos antes lançara o também lendário “Expresso 2222”, Caetano acrescenta psicodelia e guitarra elétrica ao álbum como em “De cara – Eu quero essa mulher”. Guitarras que, vale lembrar, são tocadas pelo mestre Lanny Gordin, que participou de gravações com diversos artistas brasileiros, tais como Roberto Carlos, Tim Maia, Gal Costa, Rita Lee e Erasmo Carlos.

Mas será que Caetano voou alto demais no sonho que virou vinil? Na época, grande parte dos discos distribuídos em loja foi devolvida à gravadora por falta de venda, sendo “Araçá Azul” relançado apenas em 1987. Faltou veia poética aos fãs de Caetano em plena década de 70 ou faltou ao artista tino comercial, gana por sucesso? A resposta para essa pergunta, talvez seja exatamente a frase que fecha o disco, onde Caetano, solto, com ar de menino, revela “Araçá Azul é brinquedo…”

a desafiada

Débora Lopes. Poeta e estudante de jornalismo. Cantou e compôs por quatro anos na Siete Armas, largou o rock and roll e criou o Clube da Chapadócia, pra misturar samba e poesia. Tem como paixões recém descobertas o teatro e a dança contemporânea. Prometeu não cortar o cabelo por quatro anos – já cumpriu 1/8. Gosta de ler o jornal, ver o sol e escrever poemas. Urbanóide a contragosto, quer mesmo é fugir pro meio do mato pra fazer filhos e livros.

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tracklist

“Viola, meu bem (canta Edith Oliveira)”
“De conversa/Cravo e canela”
“Tu me acostumbraste”
“Gilberto misterioso”
“De palavra em palavra”
“De cara/Eu quero essa mulher”
“Sugar Cane Fields Forever
“Júlia/Moreno”
“Épico”
“Araçá azul”

Você pode ouvir o álbum online e ler mais sobre ele.

Rock ‘n girls a la Siete Armas

Por Clara Camargo e Emanuelle Herrera

Uma banda feminista diferente. Elas não querem um público exclusivamente de meninas e mulheres. Tocam porque gostam e para todo mundo ouvir. Conversamos com as meninas da banda Siete Armas sobre a produção musical das gurias, a cena alternativa no Brasil, mulheres, feminismo e muita coisa que infelizmente não dá para sentir lendo um texto, mas oferecemos a opção de entrar agora no Myspace da banda, colocar play em “Those Flowers“, aumentar o som e chamar os amigos para dançar e beber umas boas cervejas. Mas antes, leia a entrevista para se inspirar ;)

As principais influências femininas da banda não poderiam deixar de ser Bikini Kill, Team Dresch, The Butchies, Sleater Kinney,  Breatmobile e  Joan Jett, percussoras do movimento riot girrrl! e punk rock feminista.  O primeiro EP (Extended Play) da banda saiu no dia 8 de março deste ano (2010), inclusive soltamos o review do show de lançamento aqui no Vitroleiros e sorteamos dois EPs.  A baterista Helena Krausz conta que a banda conseguiu unir o blues, o rock mais dançante e um pouco de folk nas cinco músicas que compõem o mini-álbum.

Quem toca: Débora Lopes (Dé) no vocal, Lu Carvalho e Nessa Salvado nas guitarras, Sarah C. Si. no baixo e Helena Krausz na percussão.

EP:

1. A dreamer’s photographic mind

2. So blues

3. All my sisters

4. Purple

5. Those flowers

@Sietearmas

Fotolog

Orkut

Formspring (perguntas bizarras e respostas estupendas)

Trama Virtual

Música, garotas, feminismo, cerveja e Siete Armas é o que você vai ler agora:

-Vitroleiros: Como foi a criação do EP “Siete Armas”?

Siete Armas (Dé): O EP aconteceu. Não como um filho inesperado, mas como fruto de algo que estávamos plantando há algum tempo. “So blues” e “Purple”, foram nossas primeiras canções, ambas faziam parte das raízes da banda, da época que nosso estilo musical ainda não era tão definido quanto hoje. Com as músicas já engatilhadas, decidimos gravar um disco compacto. Parte por conta do orçamento curto, parte por falta de tempo. Daí surgiu a ideia do EP. Fizemos um intensivo de ensaio e gravamos em dois ou três dias, já não me recordo bem. Foi simples e natural. Gravado no Estudio El Rocha, por Fernando Sanches, que foi super bacana e mixado por Artur Joly e Lu Carvalho, nossa guitarrista.

Lu Carvalho comenta: “Os amigos, namoradas e namorado foram muito importantes nesse processo. A arte foi feita por amigos, as fotos, tiradas por amigas… sem eles, o que seria de nós? Além disso, houve muita força de vontade de nós mesmas. Nossos horários não batem muito, estamos sempre ralando na vida, mas conseguimos realizar esse sonho.

-Vitroleiros: Vocês pretendem gravar um CD? De forma independente ou por gravadora?

Siete Armas (Dé): Pretendemos gravar um outro disco, com certeza. Se alguma gravadora se interessar pelo nosso som, respeitar nossa essência e arcar com os custos todos, por que não? (Será muita exigência?) Seria uma bela parceria. Somos musicalmente esforçadas, conciliamos nossas vidas pessoais, empregos e etc com a música. O que não é tarefa fácil.

-Vitroleiros: Como funciona o processo de criação das músicas? A letra e a melodia são compostas separadamente?

Siete Armas (Helena): Normalmente, a Lu chega com uma base nova, a gente se reúne na minha casa e fazemos todas juntas. Sempre uma acabada opinando no instrumento da outra, a música sempre acaba sendo feita por todas.

Nessa Salvado complementa: A Débora se senta numa posição “Chico Xavier”, se inspira e escreve na hora uma letra enquanto vamos criando, compondo e estruturando a música.

E Lu Carvalho finaliza: todas se envolvem e colocam a própria pegada na música, sejam escalas de baixo da Sarinhah, batidas e ritmos da Helena, riffs e acordes da Nessinha, mas, principalmente, todas nós montamos a estrutura. Cada uma se põe nas músicas.

-Vitroleiros: O que inspira vocês a comporem?

Siete Armas: A vida, o samba, o rock, a poesia, a cerveja, as cagadas, as conquistas, a rotina, a falta de dinheiro, o amor, o cinema, as eleições, o Brasil.

-Vitroleiros: Compor em inglês é mais fácil? Existe somente uma música de vocês em português, que é a “Mi casa, su casa”.

Siete Armas (Nessa Salvado): Apesar de “Mi casa, su casa” ser uma música bacana, divertida e que todos gostam, é uma piada interna que não representa o atual trabalho da banda.

(Dé): Não sei se é mais fácil. Escrevo em português também, minha língua nativa, mas não para o Siete Armas. No começo, escolhemos cantar em inglês sem motivo aparente. E levamos isso adiante. Tanto o inglês quanto o português são idiomas lindos. Mas para a sonoridade do Siete, que tem uma pegada setentista, crua, preferimos o inglês. Pode ser que um dia façamos algo em português. É um desejo meu não muito comentado. Quem sabe.

-Vitroleiros: Depois de quatro anos de estrada, vocês acham que a cena musical mudou muito?

Siete Armas (Helena): Cada vez as casas de shows apoiam menos as bandas independentes, e o público está cada vez menos afim de ir num show, de conhecer coisas novas. É muito mais fácil acessar o Youtube e ver um show completo de uma banda que a pessoa gosta, do que ir no show ao vivo. Pelo que vejo, a galera nova que quer tocar, começa a se inspirar nas bandas novas, coloridas e emotivas que aparecem na TV. O lado bom disso é que pelo menos a galera não é pagodeira. (risos)

Lu Carvalho, é mais romântica: Acho que a música não pode ter fronteiras e devemos sempre fazer o que gostamos. Acredito que sempre haverá alguém pra apoiar o que você faz.

Nessa diverge de Helena em alguns pontos dessa questão: Eu acredito que mudou sim! Hoje vemos demanda muito maior de shows, seja nas novas casas e baladas ou nas festas com bandas tocando. Além disso, acho que ficou mais fácil conseguir montar uma banda hoje em dia, mesmo que por hobby apenas. A cena vai se expadindo, há mais gente aceitando e se incorporando. Mas mesmo assim, em termos de colaboração e incentivo, ainda falta muito. As bandas ralam muito pra fazer o que mais gostam e na maioria das vezes têm pouco reconhecimento. Há muito mais vontade do que espaço.

Dé: O mundo muda sempre. Toda cena muda. Hoje em dia, não sabemos mais à qual cena pertencemos. Ficamos entre os amigos da cena punk e do rock alternativo. Não existe um cenário estabelecido pro Siete Armas, como o grunge ou a Tropicália. Tocamos rock em lugares nos quais pessoas que gostam de rock frequentam, basicamente.

-Vitroleiros: Qual a importância da cena independente para a música brasileira hoje?

Siete Armas: A cena independente pode ser uma forma de escape pra galera que não aguenta consumir o que tá passando por aí. É nela que você encontra a livre expressão e a criatividade pura. Porque não há uma gravadora ou um produtor manipulador querendo ganhar dinheiro em cima do artista/banda. Sem a tal cena independente, ou o “faça você mesmo” dos artistas, a música tende a ser mais comercializada do que ja é, vendida. A cena independente, na maioria das vezes, faz arte e não dinheiro.

-Vitroleiros: Que artistas da cena underground que vocês recomendam?

Siete Armas: The Dealers, Some Community, Comma, Letuce, Renato Godá, Casuarina, Otis Trio, Liquidus Ambiento, Lanny Gordin, Marcella Bellas, Renato Godá, Tulipa Ruiz, Cérebro Eletrônico, Tiê, Tiago Petit, Cumadre Fulozinha, OBMJ, Circo Motel, Tipo Uísque e por aí vai.

-Vitroleiros: Contem um pouquinho da história da banda.

Siete Armas (Lu): Tudo começou entre eu e Didi, a ex-guitarrista. Conhecemos Helena, nos juntamos, convidamos a Débora Lopes pra cantar e sabíamos que tinha uma puta voz. Primeiro ensaio, muita ansiedade, muita ceveja, e o resultado: “So Blues”. Nossa primeira linda música. Depois de alguns desentendimentos e saída da Didi convidamos a Nessa para completar com a segunda guitarra e eu havia acabado de conhecer a Sarinhah, que entrou tocando baixo. Daí pra frente, só alegria.

Vitroleiros: De onde surgiu a ideia do nome?

Siete Armas: O nome surgiu num boteco. Estávamos pensando em alguma coisa com “sete” e com “armas”. Pensamos em um nome em inglês, mas ficou muito grande e normal. A Didi falou ” E se for em espanhol? Siete Armas?” Sim! gostamos e somos até hoje o Siete Armas.

-Vitroleiros: Quais são as suas referências musicais?

Apesar de gostos em comum, cada integrante, é claro, tem um gosto pessoal. Misturamos tudo:

Siete Armas: começamos a tocar ouvindo Bikini Kill, Team Dresch, The Butchies, Sleater Kinney,  Breatmobile e Joan Jett. E mais: The Doors, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Stones, Beatles, Led Zeppelin,Johnny Cash, Elis, Bethânia, Adoniran Barbosa, Cartola, Demônios da Garoa, Caetano Veloso, Jorge Ben, Tom Jobim, João Gilberto, Astrud Gilberto, ex-mulher de João Gilberto. Jazz: Coltrane, Glenn Miller, Miles Davis.

-Vitroleiros: Qual o posicionamento de vocês em relação ao feminismo?

Siete Armas:

Helena foi breve no comentário: Todas da banda somos feministas desde os 13 anos. Não carregamos isso com a banda por não carregarmos nenhum rótulo com ela. Somos uma banda de rock.

Nessa Salvado: Todas nós somos feministíssimas assumidas (!). É por causa dessa luta que hoje temos uma banda de mulheres, conseguimos subir no palco e mostrar nosso som pra todos que quiserem apreciar. Essa é a nossa atuação como mulheres e como feministas. É sincero, cru, pacífico e convidativo.

Lu Carvalho: Acho que cada uma fala por si nessa questão, mas eu me considero feminista por conquistar a cada dia o meu espaço. Acho que as outras quatro também pensam assim. Tenho meu trampo, ganho minha grana, não dependo de ninguém. Além de tudo, ainda tenho uma banda de rock and roll só de mulheres e sou lésbica. Meio contraventora, né? Não é fácil, mas é aí que entra a questão: assumir as responsabilidades. Para mim isso é além do feminismo.

Débora Lopes: O movimento feminista mudou de forma. Acreditamos que o feminismo efetivo de hoje é o discernimento de que a mulher e o homem podem habitar os mesmos lugares e postos, com total respeito e paz. E a nossa versão de feminismo é essa, respeito e paz.

Capisco? ;)

Siete Armas: As flores que agitam

No último domingo, o frio até tentou prender as pessoas em casa vendo filmes embaixo das cobertas. Mas havia outro convite mais interessante: o lançamento do EP da banda paulistana Siete Armas.

Eram 19 horas e já rolava um burburinho na altura do número 500 da Rua Bela Cintra. Era noite de lançamento e uma fila começava a se formar em frente à Funhouse. Enquanto isso acontecia a passagem de som, e uma vez ou outra se ouvia alguns trechos das músicas, o que gerou mais agitação do lado de fora da casa. A ansiedade era tanta que o garoto na porta ligou o MP3 e ficou ouvindo o que em breve lhe seria apresentado ao vivo.

Na entrada, todos ganharam adesivos. Os 100 primeiros concorreriam ao sorteio de 4 EPs — a casa encheu rapidamente e ainda sim continuava a chegar gente. O público, em sua maioria mulheres, era de fãs, amigos e familiares que foram prestigiar esse passo importante para a Siete Armas. Antes do show, as meninas circularam pela casa conversando com aqueles que pediam atenção.

Todas as expectativas foram devidamente superadas: logo na primeira música o quinteto mostrou a que veio. “A Dreamer’s Photographic Mind” fez com que um pouco mais de 200 pessoas se espremessem para dançar. Acompanhadas pelo público, mandaram “All My Sisters”, e “Silence is Gold” que mesmo não estando no EP agitou… Um sutiã foi parar nas mãos da vocalista Débora Lopes, que vestiu a peça e seguiu com “Purple”.

Depois de “Those Flowers”, a última música do setlist, agradecimentos para todos os lados. Ficou no ar a sensação de que faltava algo. Insistentes pedidos de bis fizeram  Siete Armas  presentear os fãs executando magistralmente “I Just Wanna Make Love To You” da diviníssima Etta James, depois de alegar nunca ter tocado cover em seus shows.

Para quem perdeu, é só ficar atento à agenda da banda,  publicada no Myspace (http://www.myspace.com/sietearmas).

Queria ouvir o som em casa, no carro, no trabalho? Não se preocupem, a banda deixou dois EPs autografados com o Vitroleiros para sortearmos entre vocês leitores. Para participar, basta preencher o formulário abaixo e cruzar os dedos!

UPDATE: PROMOÇÃO ENCERRADA!

Obrigada a todos que participaram. Segue o print do sorteio e dos participantes. =)

Flavia Mayumi Okamura, de João Pessoa e Janaina Aparecida Alves de Oliveira, de São Paulo levaram os EPS! Entraremos em contato via email, meninas! =)

Segura aí, galera, que logo mais tem promoções novas. ;)

Fotos: Carol Andrewsk

#drops: All my sisters at Funhouse

O blues me lembra aqueles bares de New Orleans com poucas pessoas e um clima introspectivo.  O rock ‘n blues ainda resgata essa lembrança, mas com mais alegria e leveza. Essa é a proposta da banda paulistana Siete Armas, que com uma levada dançante recria de forma criativa o clima dos anos 60, através de letras que falam de liberdade, amor, comportamento, poesia, e do universo feminino em geral.

A banda composta por Helena Krausz (bateria), Lu Carvalho (guitarra), Nessa Salvado (guitarra), Sarah C. Si (baixo) e Débora Lopes (voz) está na estrada desde 2006 e aproveita da experiência de cada integrante no cenário alternativo para compor um conjunto homogêneo e ao mesmo tempo diverso, provando a maturidade do grupo.

Em 8 de Março, a Siete Armas lançou um EP em sua página do Myspace (confere lá) com destaque para as músicas “Those Flowers” , “A Dreamer’s Photographic Mind” e “All My Sisters”. No próximo domingo acontece o lançamento ao vivo do trabalho na Funhouse, com muito rock, blues e poesia.

Lançamento EP Siete Armas
Funhouse – Rua Bela Cintra, 567.
Data: 11/04
Horário: 19hs
Entrada: R$ 20 – consumíveis