Tears for Fears no Brasil

A dupla Tears for Fears,  sucesso e ícone nos anos 80, está devolta e com cinco datas de shows confirmados no Brasil nesse segundo semestre cheio de festivais e shows internacionais.

As apresentações serão em outubro entre dia 04 e 16, em Belo Horizonte, Sâo Paulo. Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Recife.

Máquina de hits, como “Shout”, “Head over Hills”,  “Woman in Chains”, entre outros, o Tears for Fears retorna após um hiato de alguns  anos e a praticamente certeza sobre o final da banda.

A dupla composta por Roland Orzabal e Curt Smith se separou em meados da década de 1990 e voltou a se unir em 2003.

Curt Smith divulgou as informações sobre os shows em seu twitter, agora só falta a confirmação dos locais e o início da venda dos ingressos. Eu vou!

 

Conheça Rancore com o Vitroleiros nos estúdios do Sonora Live!

UPDATE: PROMOÇÃO ENCERRADA! Vencedor: @jutahir_cbjr! – http://sorteie.me/1LIA1s

Nessa quinta-feira, às 16h, o Sonora Live recebe os guris do Rancore, que lançaram em abril o álbum Seiva (ouça aqui!). O encontro nos estúdios você já sabe como acontece: sob o comando da jornalista Lorena Calábria, a banda responde perguntas e apresenta suas músicas pra gente, ao vivo. =)

Nunca assistiu? Perdeu algum dia? Pois veja só: é possível assistir tudo lá no canal do Sonora Live no Terra TV. Já se apresentaram no programa: Emicida, Baile do Simonal, Zeca Baleiro, Thiago Pethit, Manu Gavassi, Los Sebosos Postizos e Lobão.

Quem tiver perguntas, pode tuitar utilizando a hashtag #SonoraLive, que a produção seleciona as melhores. E se quiser conhecer o Rancore de perto e assistir ao programa direto do estúdio… Fica, vai ter sorteio! As regras são simples, VEM GENTE.

Tuite:

“Quero encontrar @rancore no estúdio do #SonoraLive com o @vitroleiros! http://kingo.to/BQX”

- Para participar, é preciso ser de São Paulo – Capital.
- O tweet deve conter, obrigatoriamente, o link http://kingo.to/BQX
- Você precisa seguir o @vitroleiros para que o resultado seja válido e entremos em contato.
- A locomoção até o ponto de encontro (Av. das Nações Unidas – Brooklin) é de responsabilidade do participante.
- O sorteio será feito no dia 17/04, às 18h, usando a ferramenta sorteie.me
- Caso não recebamos retorno até a quarta-feira, 18/04, às 14h, o sorteio será anulado.
- No dia do show, não será permitida a entrada após o início da gravação, por isso certifique-se que consegue chegar lá, no máximo, às 15h15.

Tiê cheia de amigos e um lançamento em parque aberto

Em entrevista dada ao Vitroleiros em setembro de 2010, a multitalentosa Tulipa Ruiz disse que estamos vivendo um momento de movimento na música. A pergunta era sobre as novas “panelinhas” do meio. “Não existe uma preocupação estética de um coletivo, mas existe um caráter colaborativo, que também não é uma coisa pensada, é completamente natural.”, responde a cantora.

Foto: Eduardo Gabriel | Focka.virgula.uol.com.br

Tiê – amiga de Tulipa – seguiu à risca o novo movimento. O álbum “A coruja e o coração”, lançado nesta sexta no Auditório Ibirapuera, traz grandes parcerias e regravações. Ela não é mais independente, em vários sentidos. A musa cresceu, virou mãe – da pequena Liz –, foi contratada pela grande Warner e agora tem uma banda de apoio.

A fase “Sweet Jardim”, disco de estreia da cantora lançado em 2009, parece ter ficado pra trás. De um disco voz, violão e piano, Tiê pulou para um segundo mais vivo e realmente colaborativo, como havia descrito Tulipa. Das onze músicas do novo álbum, somente duas são de autoria única de Tiê, diferentemente do primeiro disco, que era completamente autoral.

Três canções são regravações. Só sei dançar com você, que veio do primeiro disco da mesma Tulipa – “Efêmera” – é acompanhada lindamente pelo acordeon de Marcelo Jeneci. Mapa Mundi é do companheiro inseparável da moça, Thiago Pethit, de seu também disco de estreia, “Berlin, Texas”. E a terceira, um tanto mais inusitada, é Você não vale nada, clássico brega da banda Calcinha Preta, que ganha uma versão doce e comportada.

As parcerias não param por aí. O cantor uruguaio Jorge Drexler empresta sua voz em Perto e distante, uma das músicas que mais chama a atenção no novo disco, já que Tiê coloca o violão de lado pela primeira vez. E Hélio Flanders, o menino à frente do Vanguart, toca dobro em Hide & Seek. Sem contar com o coro de Tulipa e Pethit em diversas músicas.

LANÇAMENTO

No palco, os sete músicos – Plinio Profeta (guitarra), Gianni Dias (baixo), Naná Rizinni (bateria), André Henrique (violão), Karina Zeviani (backing vocal), Ana Eliza Colomar e Luciana Rosa (cellos) – festejavam a nova fase da moça de nome de passarinho.

Thiago Pethit e Tiê. Foto: Eduardo Gabriel | Focka.virgula.uol.com.br

O único de fora a participar foi Thiago Pethit, que cantou metade de sua própria canção. Ou melhor, Tulipa também deu sua contribuição. Ao Tiê apresentar a música que acabara de cantar, de autoria da amiga, e confessar não saber o que esta havia achado de sua versão, Tulipa gritou da plateia: “Amei!”.

Do primeiro disco, cinco canções entraram no repertório: Dois, Passarinho, Stranger but mine, Chá Verde e Assinado eu, nesta ordem. Mas o auge do show foi em Passarinho, em que a imensa porta por detrás do palco do Auditório do Ibirapuera se abriu, deixando todo o verde à mostra no fundo.

Quando fechou, três músicas depois, Tiê contou que ali começava a parte alegre do show. Revezando-se entre o piano e o violão e aproveitando o silêncio entre uma canção e outra pra fazer a plateia rir, a cantora embalou as divertidas Hide & Seek e Você não vale nada.

Os “bises”, como ela mesma pronunciou, vieram sem nem mesmo a banda sair do palco. “O salto é muito alto, vou economizar a caminhada”, soltou a sempre sincera Tiê. Assinado eu, hit do disco de estreia, deixou primeiro a plateia de coração aflito. O que fez A varanda de Liz – que já havia aberto o show – ressurgir com ainda mais contraste e alegria, fazendo jus aos inúmeros aviõezinhos de papel que enfeitavam o palco.

Assista abaixo a um trecho do espetáculo:

 

O primeiro e último show

A Fabulosa Banda do Curinga volta aos palcos para o primeiro show desde a volta do vocalista, Rafael, e para o último antes do lançamento do segundo disco, em produção. Confira a conversa que a banda teve com o Vitroleiros

O barulho anda solto no Fabuloso Sítio da Quinta da Cachoeira. Motivo: os sete meninos que compõem a Fabulosa Banda do Curinga têm trabalhado sem parar na pré-produção do segundo disco do grupo, previsto pra sair em junho de 2011. O nome do estúdio é somente lúdico. Igor Fediczko, o guitarrista, mora em um sítio no condomínio Quinta da Cachoeira, no Embu das Artes, e a sala de estar de pé direito alto da casa acabou virando o ponto de encontro dos músicos.

A banda começou naqueles cantos, mais precisamente na Granja Viana, na região oeste de São Paulo. Com quatro anos de estrada e um disco – homônimo à banda – lançado em 2008, a Fabulosa já passou por uma recente troca na formação. Rafael Benevides, dono da voz inconfundível que se ouve no primeiro álbum, ficou afastado do grupo por dois anos e, agora, está de volta para encantar mais uma vez, no disco ainda sem nome.

Para celebrar a nova composição do grupo e matar a saudade dos palcos, a Fabulosa Banda do Curinga faz hoje um último show antes de entrarem de cabeça na gravação do CD. O repertório também vai ser de matar a saudade, com músicas que já estão na cabeça de todos, mas o público também pode esperar canções inéditas, que ainda nem entraram no forno. A banda – formada por Rafael (voz e violão), Igor (guitarra), Rodrigo Théo (bateria), Brunno Cunha (baixo), Paulo Gianini (teclado), Sidnei Barros (trompete) e Renato Silva (violino) – conversou com o Vitroleiros sobre a nova fase, o show de hoje e o próximo disco.

Como rolou a volta do Rafael pra banda?
Rafael: Foi meio na brincadeira, um convite e tal. Poderia ser outra coisa, mas eu respondi brincando: “Beleza, vamos lá”. Aí eles me ligaram no outro dia e disseram que trocaram de vocalista. “Vamos lá, Rafa”. Foi mais ou menos assim… Estou muito feliz agora, pode apostar!

O que você ficou fazendo nesse meio tempo?
Rafael: Trabalhando com outros projetos. Com música também. Fiz alguns jingles e locuções.

E você sente que mudou nesse intervalo? Está mais maduro musicalmente?
Rafael: Mudei muito, hoje sou mais calmo, mais transparente e mais centrado nos meus objetivos. Estou mais maduro, claro. Experiência… Normal, eu acho. Tenho novas influências. E a gente fica mais crítico também com o tempo.

E a banda também amadureceu? Qual a diferença entre o primeiro show que vocês fizeram pro próximo, do dia 9?
Rafael: Sim, a banda inteira. No primeiro show não existia ainda uma visão do todo. Era extensão ligada em tomada, amplificador pequeno, cabo com emenda, repertório com rasura. Hoje a gente já sabe fazer tudo sem precisar se preocupar. Se tiver um show daqui a pouco, a gente faz tranquilo. Ops. Vai ter um show daqui a pouco!

Vocês tão com um baixista novo também. Como ele entrou pra banda?
Igor: É, o Brunno acabou entrando junto com o Rafael pra banda. Ele já conhecia todas as músicas, tinha ido em vários shows e tudo mais, então também foi super tranquilo. Ele é um cara super gente boa, engraçado e tudo mais. Nesse show, em específico, ele vai estar com a Pitty em Curitiba [Brunno toca teclado na banda da cantora], e quem vai fazer o show com a gente é o Leonel Villar, grande baixista. Só pelo Leonel já vale o ingresso.

Vocês tinham dado uma pausa para gravar o segundo disco. Por que resolveram fazer um show agora?
Théo: Realmente a “culpa” para a realização deste show foi do Paulo e minha. Conseguimos uma data na Livraria da Esquina e apresentamos para a banda, que discutiu os prós e contras. Além da vontade de estar novamente no palco, existiam milhares de motivos para um show neste momento. Assim como também existiam outros tantos motivos para a não realização. Mas acabou pesando o pedido dos fãs, admiradores e amigos da Fabulosa que, após a volta do Rafael aos vocais, questionavam de maneira incisiva quando haveria um show celebrando este acontecimento. A recente participação no TV Trama e a boa audiência gerada pelos vídeos tirados do programa também mostraram que era um bom momento para a realização de um grande show. E querendo ou não, lugar de banda independente é no palco, já que os holofotes ainda não nos dão o destaque necessário para curtirmos tranquilamente o processo de composição e pré-produção de um disco, privilégio de bandas e artistas com certa estabilidade e carreira consolidada.

O que a gente pode esperar do show?
Rafael: Vai ser o melhor show do dia 9 de dezembro de 2010 na cidade de São Paulo.
Théo: Podem esperar um show grandioso. Vai ser um momento especial pra mim, que estou curtindo muito poder trabalhar ao lado do Rafa, alguém que eu admirava muito como músico e que, agora, convivendo diariamente e compartilhando do mesmo sonho, admiro como pessoa e amigo. As surpresas estão reservadas para a execução de algumas músicas ainda desconhecidas pela maior parte do público. O clima será de descontração e muita naturalidade em cima do palco. Esperamos estender isso aos espectadores que poderão interagir cantando as músicas mais antigas, que serão maioria no repertório.

E como as gravações do segundo disco vão rolar?
Igor: Tem muita coisa acontecendo, e já está rolando. O lançamento de um disco não conta apenas com a gravação, existem muitas etapas, como pré-produção, produção, repertório, arranjos, e aí sim a gravação, captação, mixagem, e também capa, encarte, fotos e tudo mais. Estamos com mais de oito músicas na ponta dos dedos, ensaiadas, arranjadas, pré-produzidas, prontas para entrar no estúdio e captar, e mais umas oito músicas para ensaiar, estudar, definir timbres, tons, arranjos… É um processo gostoso demais, muito trabalhoso, mas que é muito legal. Algumas músicas já são conhecidas, como Do Outro Lado, Parece Uma Música, Sonho do Pianista. Outras, nunca ouviram falar, como Eletrizante, Terra em Primeira Pessoa, Largue essa Rosa. Mas ainda não sabemos o que entra no disco e o que não entra.

Como foi participar do TV Trama? Grandes nomes da música já passaram por lá…
Igor: Fomos muito bem recebidos, por toda a produção, por toda a equipe.
Rafael: Foi muito importante pra nós, e ficamos muito satisfeitos com a quantidade de views que tivemos na página da Trama, tivemos um feedback bem legal do público, fomos uma das bandas mais vistas no mês no site. Foi muito legal.
Théo: Foi uma experiência muito legal. Fiquei tão feliz por estrear minha bateria nova. Ficou tão bonita no vídeo [Risos]. Além de todo o profissionalismo do pessoal da Trama, a interação e bem estar predominaram no ambiente. O resultado foi um material audiovisual muito bom. Acredito que aproveitamos bem a oportunidade.

Confira uma das músicas que a banda apresentou na participação no programa, chamada Sonho do Pianista:

Show da Fabulosa Banda do Curinga
Onde: Livraria da Esquina | Rua do Bosque, 1254 – Barra Funda
Quando: 09 de dezembro, às 21h
Quanto: R$ 10

Imagem é tudo, sua cabeça não tem nada + Jason em SP esse final de semana

Poucas coisas me fazem tanta falta quanto a minha fase pré, durante e ligeiramente pós adolescência. Era lindo poder cantar o que eu quisesse onde eu quisesse e quando quisesse, sem medo de assustar chefia, clientes ou qualquer coisa do gênero. Não que eu tenha me tornado uma pessoa educada e boca limpa — quem me segue no twitter ou ouviu o podcast percebeu — mas, em geral, eu tento me conter em certas ocasiões.

E tem o espírito e o brilho da época. Eu perdi. Era lindo cantar “Imagem é Tudo, Sua Cabeça Não Tem Nada” — aliás, era lindo cantar “Odeia Eu”, o disco todo do Jason — aos berros e acreditando em cada palavra. Ver a mãe horrorizada com os palavrões, a irmã menor achando aquilo o máximo (ui, que subversivo) e as amigas patricinhas diretamente ofendidas.

Por pouco não tatuei a letra dessa música. Tinha na parede do quarto, nas capas de cadernos e apostilas, em header de fotolog (sim, eu era fotologger) e, enfim, sempre arranjava algum contexto pra enfia-la. Eu também tinha uma banda e letras que tentavam ser parecidas e nao chegavam nem perto. Bons tempos de hardcore, viu?

Hoje bateu uma saudade no ônibus… Talvez seja porque o Marcelo, baterista, me contou que tem show esse final de semana no Hocus Pocus, em São José dos Campos, e minha mente de fã ficou tentando arrumar um jeito de me convencer de que SIM, preciso me locomover até lá de alguma forma. Ainda não sei da minha ida, mas já alerto vocês:

Aqui ficaram registradas duas coisas, então: preciso da minha convicção de volta e você precisa ir ao show do Jason comigo. Fechou?

(Tudo bem, minha rapidinha extrapolou o tempo previsto, mas foi por uma boa causa. Se quiser saber mais de Jason pode dar uma fuçada no perfil oficial da banda e seguir @jasonoficial no twitter)

De nada.

Já se preparou pro SAMPA MUSIC FESTIVAL?

Eu disse que encontraria programa pra vocês ainda esse mês, lembram? Pois então! Dia 30 de maio, domingo, no Espaço Victory em São Paulo, das 10h às 23h, rola o SAMPA MUSIC FESTIVAL.

Um pouco diferente dos eventos que já sugerimos por aqui, o Sampa Music Festival mistura bandas independentes e seladas — algumas delas eu ouvia lá pelos 15 anos e ADORARIA ver ao vivo de novo — com o objetivo de trazer de volta a São Paulo os grandes festivais de rock.

Na sua primeira edição, eles unirão como principais atrações: Forfun, Gloria, Scracho, Hevo 84, Envydust, Evox e Replace. E isso é só o aperitivo: são mais de 20 bandas divididas em dois palcos. Tem para todos os gostos e idades.

Quer saber mais? Corre lá no site oficial e você fica por dentro de tudo que vai rolar no dia. Dá também pra tirar as dúvidas no formspring do evento e segui-lo de pertinho no twitter @sampamusicfest . Corre!

Informações Gerais

Site Oficial: www.sampamusicfestival.com.br
Data: 30/05/2010 (Domingo) – Horário: Das 10h às 23h.
Local: Espaço Victory (Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – Penha/SP).
Faixa Etária: 14 anos.

Ingressos

1º Lote Promocional: R$ 20,00 – ESGOTADO
2º Lote (Limitado): R$ 25,00 – À VENDA
Área Vip Premium (Área reservada na frente dos palcos – Limitado): R$ 75,00 – À VENDA
(Valores promocionais e de meia entrada)

#Lançamento: para o alto e avante, Valentinos!

A banda porto-alegrense Valentinos lança nesta quinta-feira, dia 6 de maio, o primeiro disco do grupo, intitulado “Avante”. Formada por Che Wodarski na bateria, Jonts e Foppa nas guitarras e vozes, Ferry no baixo, Lorean Linchen no piano. O álbum produzido por Ray-Z, masterizado na Carolina do Norte (EUA) e lançado pela produtora Beco 203 Discos é uma produção muito fina.  Além de 11 deliciosas canções, O CD conta com um curta-metragem dos bastidores da gravação do disco e mostra os passos da história da banda.

Mais do que nunca, o plano de voo dos caras vai esquentar suas tardes frias e até as cenas de jantar. Para quem não entendeu a frase, antes de perguntar, veja os títulos das faixas do Avante:

O som excelente dos caras é envolvente, não dá para parar de ouvir. A track “Mais que Nunca” tem aquela vibe de animação para quem está precisando de incentivo para viver. É a cara do título do álbum, “Avante”. O refrão chiclete (no bom sentido), gruda  “Eu preciso continuar, eu quero ser alguém, não me contento em ser só mais um”. Vale conferir o som no Myspace. Ouça e depois continue lendo o post.

Bateu aquela saudade de uma banda rock ‘n roll dos anos 90?

Quando Jonts pronuncia “Pare onde está, alto quem vem lá”, da faixa “Plano de Vôo”,  na hora já pipoca na cabeça o som “Roll With It” do Oasis. As composições musicais dos guris são bem parecidas com o tradicional rock britânico e não poderia deixar de ter influências dos Beatles, Rolling Stones e Supergrass. O melhor é que todas as letras são  muito bem musicadas em português.

É talento imperdível e de qualidade.

A banda inaugura o álbum com um show no Beco 203 Discos, que fica na Rua Independência, número 936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O agito começa às 23h. Quem tem nome na lista paga R$10 e sem o nome, R$ 12.

Valentinos

Site oficial

Myspace

Youtube

Trama Virtual

@valentinos

Placebo Tecnicamente falando


Tecnicamente, o show do Placebo, no dia 17 de abril, em São Paulo – última parada da terceira turnê da banda pelo Brasil – foi ótimo. Das instalações, não havia o que reclamar: o Credicard Hall é espaçoso e confortável, ainda mais com a casa apenas relativamente cheia, com cerca de 4 mil pessoas. O timing do grupo inglês também não foi nada menos que britânico: o show começou às 22h em ponto e durou quase exatos 90 minutos, com apenas 3 de intervalo antes do bis. A parte de iluminação e efeitos também foi boa; a videoarte que acompanhava a apresentação, em um telão no fundo do palco, era bonita, ainda que em alguns trechos fosse difícil estabelecer a relação entre esta e o que estava sendo tocado.

A apresentação começou com o pé direito, ao som das batidas vibrantes das canções do álbum Battle for the Sun (2009), For what is worth e Ashtray Heart. A plateia pulava e cantava junto, palavra por palavra, com uma animação que não foi reprisada nem durante a execução do maior hit da banda, a über conhecida Every You Every Me, sétima canção na set list.
Outros momentos que muito agradaram à plateia foram as interações com o vocalista, Brian Molko. Tiveram os (praticamente mandatórios para bandas internacionais, a essa altura) ‘óbrigadôu, sáo paulo’, em português. E ainda uma introdução interessante para a música Speaking in tongues,a quinta tocada.

Para apresentar a canção, Molko contou uma pequena história sobre as possessões em programas religiosos de televisão e em como os voluntários das ‘possessões por Jesus’ muitas vezes começavam a falar em línguas desconhecidas. Em inglês, esse fenômeno é chamado justamente de speaking in tongues.

Não duvido que tenha quem deteste o blablablá de cantores durante uma apresentação e fique só esperando a música começar logo. A minha opinião quanto a isso, é outra: a interação ídolo/público é um dos principais motivos que me levam a ir a um show. Como as improvisações do vocalista do Placebo pararam por aí, eu senti falta de mais, embora isso tenha prejudicado a performance de um modo geral.

A banda definitivamente não é mesma de seu primeiro álbum, Placebo, de 1996. Mas tudo bem, porque nada é pior para um artista do que a inércia. Apesar do tom melancólico dos primeiros anos ter se metamorfoseado em algo mais positivo em Battle fo the Sun – álbum que inclusive teve bastante influência do baterista Steve Forrest, que substituiu Steve Hewitt, em 2005 -, isso só é indicativo de que o Placebo procura novas formas de expressão e que, por isso, conseguiu agregar aos fãs antigos, um público mais jovem, como o que foi em massa ao show.

O encerramento da apresentação ficou por conta da música Taste in Men – do álbum Black Market Music – após a qual todos os membros da banda deram as mão e agradeceram ao público, como no final de uma apresentação de teatro.

Como saldo final, mesclando antigos sucessos às músicas mais novas de Battle for the Sun, o Placebo conseguiu sustentar um show e animar o público, apesar de a apresentação ter sido extramamente empolgante apenas em um ou outro momento. Foi um show verdadeiramente britânico, que deu ao fã nem mais nem menos do o que ele pagou para ver.

Set list:

For What It´s Worth
Ashtray Heart
Battle for the Sun
Sleeping with Ghosts
Speak in Tongues
Follow The Cops Back Home
Every You Every Me
Special Needs
Breathe Underwater
Julien
The Never-Ending Why
Bright Lights
Devil in the Details
Meds
Song to say Goodbye
Special K
Bitter End

Bis
Trigger Happy
Infra-Red
Taste in Men

Foto: Daigo Oliva
Destaque: Bruna Sanches

Siete Armas: As flores que agitam

No último domingo, o frio até tentou prender as pessoas em casa vendo filmes embaixo das cobertas. Mas havia outro convite mais interessante: o lançamento do EP da banda paulistana Siete Armas.

Eram 19 horas e já rolava um burburinho na altura do número 500 da Rua Bela Cintra. Era noite de lançamento e uma fila começava a se formar em frente à Funhouse. Enquanto isso acontecia a passagem de som, e uma vez ou outra se ouvia alguns trechos das músicas, o que gerou mais agitação do lado de fora da casa. A ansiedade era tanta que o garoto na porta ligou o MP3 e ficou ouvindo o que em breve lhe seria apresentado ao vivo.

Na entrada, todos ganharam adesivos. Os 100 primeiros concorreriam ao sorteio de 4 EPs — a casa encheu rapidamente e ainda sim continuava a chegar gente. O público, em sua maioria mulheres, era de fãs, amigos e familiares que foram prestigiar esse passo importante para a Siete Armas. Antes do show, as meninas circularam pela casa conversando com aqueles que pediam atenção.

Todas as expectativas foram devidamente superadas: logo na primeira música o quinteto mostrou a que veio. “A Dreamer’s Photographic Mind” fez com que um pouco mais de 200 pessoas se espremessem para dançar. Acompanhadas pelo público, mandaram “All My Sisters”, e “Silence is Gold” que mesmo não estando no EP agitou… Um sutiã foi parar nas mãos da vocalista Débora Lopes, que vestiu a peça e seguiu com “Purple”.

Depois de “Those Flowers”, a última música do setlist, agradecimentos para todos os lados. Ficou no ar a sensação de que faltava algo. Insistentes pedidos de bis fizeram  Siete Armas  presentear os fãs executando magistralmente “I Just Wanna Make Love To You” da diviníssima Etta James, depois de alegar nunca ter tocado cover em seus shows.

Para quem perdeu, é só ficar atento à agenda da banda,  publicada no Myspace (http://www.myspace.com/sietearmas).

Queria ouvir o som em casa, no carro, no trabalho? Não se preocupem, a banda deixou dois EPs autografados com o Vitroleiros para sortearmos entre vocês leitores. Para participar, basta preencher o formulário abaixo e cruzar os dedos!

UPDATE: PROMOÇÃO ENCERRADA!

Obrigada a todos que participaram. Segue o print do sorteio e dos participantes. =)

Flavia Mayumi Okamura, de João Pessoa e Janaina Aparecida Alves de Oliveira, de São Paulo levaram os EPS! Entraremos em contato via email, meninas! =)

Segura aí, galera, que logo mais tem promoções novas. ;)

Fotos: Carol Andrewsk