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Empresário do punk uma merda!

Posted on 08 May 2010 by Jessica Grant

Malcom McLaren faleceu há um mês, no dia 8 de abril, e todo mundo se lembrou do ícone do punk. Mas a vida dele foi muito além – se é que um dia ele foi punk

Dia 8 de abril, quinta-feira, a internet ficou repleta com a notícia da morte de Malcolm McLaren. “Antigo empresário dos Sex Pistols”, “empresário do punk”, “fundador dos Sex Pistols”, noticiavam sites importantes como Rolling Stone, NME e Billboard. O britânico nascido dia 22 de janeiro de 1946 ficou realmente marcado pelo seu trabalho aos 29 anos ao lado dos primeiros grandes punks. Brigas, polêmicas, tudo que se conhece dele são os anos que ficou com o grupo inglês, e talvez seu nome seja o primeiro que muitos lembram ao ouvirem falar “Sex Pistols”. Alguns ainda lembram no New York Dolls, de seu trabalho na Let It Rock e depois na SEX, onde marcou a moda da época com Vivienne Westwood (quem, por sinal, fazia 69 anos no dia da morte dele). Mas será que isso é tudo?

Dentre os anarquistas, Malcolm sempre foi o mais capitalista de todos – e isto não era uma contradição, ao menos para ele. Montou aqueles punks de uma forma altamente vendável, adotou a postura de roqueiro encrenqueiro, questionador dos valores da época e marcou seu nome na indústria e cultura. Queria gritar contra esta cultura corporativa, mas ele mesmo ficou com a grana dos royalties de algumas das músicas dos Sex Pistols. Sobre seu lado bagunceiro, Bob Gruen bem que disse: “Malcom adorava quando as coisas ficavam fora de controle. Ele não achava divertido a menos que as coisas ficassem fora de controle.” Malcolm dizia que queria mesmo mudar a cultura, provocar uma geração inteira. “Havia uma lista de coisas ‘boas’ e de coisas ‘más’, e esta lista foi o começo pra eu me decidir de que forma usar o ‘mau’ e como fazê-lo funcionar de uma maneira que pudesse transformar definitivamente a própria cultura popular”, conta no livro Mate-me Por Favor, onde também fala que a normalidade o irritava. Na obra ele também comenta que “a raiva era simplesmente por causa do dinheiro, porque a cultura tinha se tornado corporativa, porque a gente não a possuía mais”. Mas bem que ele possuiu muita grana lucrada com o punk… contoverso, como sempre.

O ego de Malcolm sempre foi meio “super”. Como a Billboard contou, uma vez ele disse que “rock’n'roll não necessariamente significa uma banda. Não significa um cantor, e nem uma letra, realmente. É aquela questão de tentar ser imortal”. Seja pra mudar a cultura, seja pra marcar seu nome na história, Malcolm conseguiu se tornar um dos porta-vozes de todo um movimento de contra-cultura.

Mas isso não é tudo que Malcolm fez. Em 1978, depois de toda confusão com os Pistols, Malcolm formou o quarteto de new wave Bow Wow Wow e partiu para uma carreira solo. Punk? Que nada! O cara fez diversas experimentações com hip-hop, dance e eletrônica. As mixagens, cara dos anos 80, traziam também elementos da new wave e influências da música africana, algumas até um pouquinho de ópera. Até o midcult Yanni fez parcerias com o empresário-do-punk, uma delas era a adaptação do “The Flower Duet” da ópera Lakme (Leo Delibes).

Em 1983 o agora cantor lançou seu primeiro álbum solo, Duck Rock, do qual conseguiu alguns hits emplacar nas rádios da Inglaterra e dos Estados Unidos, como “Buffalo Gals” e “Double Dutch”. “Madame Butterfly” foi seu próximo single, e em 1985 ele lançou outro álbum, o Swamp Thing. Entre estes dois trabalhos também teve um disco americano, o mini-LP Scratchin’. Quatro anos depois, Malcolm reapareceu com Waltz Darling, que também fez sucesso na ilha da rainha Elizabeth. Em 90 lançou outros dois discos e em 94 veio o álbum Paris, justamente quando ele se mudou para França. Seu último projeto, um tanto quanto diferente e fora de algumas discografias suas, foi Shallow – Musical Paintings.

Lembra do documentário Fast Food Nation? O Malcolm co-produziu. Sabe estes realities-shows? Ele competiu no britânico The Baron e num Big Brother para famosos. Nos últimos anos fez filmes, como alguns sobre o Sex Pistols e Paris: Capital of the 21st Century, rodou a cena cultural, e ficou quieto na Suíça morrendo aos poucos com câncer. É, Malcolm é muito mais que um personagem do punk. Ele foi essencial para a formação do movimento contracultural dos anos 70, mas nem ele mesmo era tão punk, e nem o punk foi muito a cara do Malcolm.

Ou você acha que este vídeo abaixo, feito cinco anos depois dos anos punks do produtor, é punk? E vai dizer que esta música, um dos maiores singles de McLaren, não te lembra nada…:
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Férias Punk

Posted on 06 July 2009 by Jessica Grant

Aprender, compor, tocar, gravar e viajar com os grandes astros do rock&roll é um sonho impossível para meros leigos. Certo? Errado. The Rock & Roll Experience é um projeto de turismo que alia o sonho das boas férias com o da boa música.

rockandrollexperienceCom a chance de tocar com os músicos famosos, gravar um disco e DVD com eles e com os melhores da engenharia de som e da produção, além de um show, fotografias e aulas – ou seja, da criação ao produto final – qualquer um pode incluir nas histórias para os netinhos sua página no mundo do rock. Os produtores executivos da idéia brilhante são Todd Kasten e Zak Einstein.

A partir de US$ 7999 os dias entre 7 e 11 de outubro em Honolulu, no Havaí, se tornarão a realização deste sonho. Incluso a hospedagem em hotel de luxo – porque astros do rock não ficam em qualquer lugar -, que serão 5 noites no New Designer Boutique Hotel. Também conta no preço a passagem aérea (para o Havaí, ou seja, não do Brasil para lá), traslado privativo (er… isso quer dizer, limosine exclusiva) e os melhores restaurantes. Se quiser ir em um grupo de amigos, melhor ainda, você ainda pode economizar 500 dólares. Agora se puder desembolsar um pouco (muito) mais, é possível jogar golfe com os astros e até curtir um spa. Ainda há vagas para os dispostos a gastar e serem astros do rock por alguns dias.

Nem todas as presenças estão fechadas, mas entre os astros garantidos está Al Jardine, guitarrista e um dos fundadores do Beach Boys. Para os punks, a presença marcada é de Glen Matlock, um dos adolescentes do Sex Pistols e, portanto, um dos fundadores do movimento. Ele é nada além de autor de Never Mind the Bollocks, Anarchy in UK e God Save the Queen. Expulso da banda, formou o Rich Kids, tocou com Sid Vicious e se uniu a banda de Iggy Pop, além de muito mais de lá prá cá.

Gerald V. Casale é outros dos grandes músicos confirmados. Marco na música new wave e dos anos setenta, a “Devo” (diabo…) também foi um dos pioneiros da revolução dos vídeo-clipes e do surgimento da MTV nos anos oitenta. Wayne Kramer, cofundador do inovador MC5 e, pela Rolling Stone, um dos 100 melhores guitarristas, também participará destas férias peculiares.

Earl Slick, um dos “deuses da guitarra”, vai estar por lá. Ele toca com David Bowie desde os setenta e, nos 80, foi recrutado por John Lennon e Yoko Ono para tocar no album Double Fantasy (Grammy para Album do Ano). Tocou com vários outros nomes desde então, contruindo uma carreira de sucesso. Para os bateristas, há Steve Ferrone na lista. Foi da Average White Band (1974) e atualmente toca no Tom Petty & The Heartbreakers desde 94. Tocou com craques como Eric Clapton, Steve Winwood, Paul Simon, Michael Jackson, Aretha Franklin, Diana Ross, Duran Duran, Johnny Cash, George Harrison, Stevie Nicks, The Bee Gee’s, só para citar alguns… Clem Burke é outro grande nome presente. Sucesso nos anos 70 e 80, participou da Blondie e, depois, tocou com váários artistas, entre eles Bob Dylan e The Ramones.

Mais informações no site www.rockandrollexperience.com.

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Are you experienced?

Posted on 25 April 2009 by Ariane Freitas

logo_rnrJá imaginou estudar música com ídolos  do rock? Agora isso é possível! O  The Rock & Roll Experience é um retiro musical de cinco dias no Havaí, em que músicos iniciantes participarão de oficinas, seminários, aulas particulares e jam sessions com  músicos, além de terem a chance de compor e ensaiar com a ajuda de um produtor conhecido. “Você será acomodado e tratado como uma estrela do rock”, diz o site oficial. E quanto custa a aventura? Bom… Em cinco dias, uma pessoa paga US$ 7.499, com direito a acomodação num hotel cinco estrelas. Salgado, digamos assim.

Acontece que o evento, que acontecerá entre os dias 7 e 11 de outubro em Honolulu, recebeu a confirmação de integrantes de bandas clássicas do rock dos anos 60 e 70, como Sex Pistols, Blondie, Beach Boys e Devo. É, isso mesmo. Os iniciantes assistirão aulas com Glen Matlock, Gerald Casale, Al Jardine, Wayne Kramer e Clem Burke. ÍDOLOS.

A ideia do retiro, segundo o site, é fazer com que os participantes, independente de idade ou habilidade, consigam se parecer com seus ídolos e soar como eles. No final, os participantes terão a chance de abrir o show de uma banda consagrada que ainda não foi anunciada. Bem vibe filme de sessão da tarde, fala a verdade! Mas isso não é uma crítica não, se quiserem pagar pra mim, vou numa boa! haha!

Mais informações: Rockandrollexperience.com

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