#drops: LULINA NO SESC

Hoje Lulina e sua formação cristalina voltam de férias da Lulilândia,

No SESC Vila Mariana, a recifense abre sua temporada de shows do ano para apresentar seu recente álbum “Cristalina”.

Onde: SESC Vila Mariana – Auditório

Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana

Auditório – às 20h30

Quando: Hoje, 21/01/2010

Valor: R$ 12 (inteira) R$ 6 (meia)

Terrorist!

jumbo

Cinco anos depois do lançamento de Freak to Meet You: The Very Best Of Jumbo Elektro, o Jumbo lança seu segundo disco, Terrorist!?The last Album.  Dez faixas de pura loucura, como já era de se esperar. O álbum,  que saiu primeiro em formatos digitais (MP3, FLAC e WAV) no dia dia 11 de setembro (pegou, pegou?!) para só no dia 28 estar disponível em CD, terá seu único show hoje, dia 03 de outubro, no SESC Pompéia.

Único show, Vitrola? Pelo menos é o que promete a banda:  Terrorist! precede um “chá de sumiço”. É, Jumbo Elektro vai desaparecer por um tempo e só volta… “Depois do carnaval ou quando as trombetas do armageddon soarem ali por 2012″. Vindo deles, a gente não pode duvidar, né? Então o melhor é não perder!

Programe-se aí:

Jumbo Elektro @ Choperia do SESC Pompéia – 03/10

Rua Clélia, 93 – Pompéia – São Paulo/SP
Capacidade: 800 pessoas.
Horário: 21h
Ingressos: R$16 (inteira), R$8 (meia) e R$4 (comerciários)
Classificação etária: 18 anos

www.sescsp.org.br

Mais informações sobre o show e o CD:  jumboelektro.com.brmyspacetramavirtuallastfm

“Terrorist!? The Last Album”:  Tracklist

01. “Dylan Sings Bowie”
02. “Japoteca”
03. “Eh O Zizi”
04. “Manifesto”
05. “Sunday Squirrel”
06. “Rachel”
07. “Elétrons Medievais”
08. “I Wanna Fuck”
09. “Terrorist”
10. “Run Away From The Picnic Majestic”

(Dá pra comprar direto pela Phonobase)

BE THERE!

Iates, mulheres, dinheiro, mulheres… 80 anos de Serge Gainsbourg

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(Por Diego Sartorato)

Tudo parecia já começar mal, muito mal. Nos alto-falantes, a voz de um funcionário do SESC Paulista anunciou solenemente: “é proibido fumar durante o show”. Mas antes que a ira anti-tabagista coloque o leitor contra mim, explico: choca o contra-senso de sentar para ouvir os rocks e “chansons” de Serge Gainsbourg sem poder acender um cigarro e mandar pra dentro uns bons goles de vinho. Sinal dos tempos politicamente corretos. Os shows, que ocorreram em todas as quartas-feiras de julho e serão encerrados com uma festa no dia 31 (ingressos esgotados), são parte da comemoração do ano da França no Brasil – que coincidiu com o aniversário de 80 anos do cantor. No fim das contas, não decepcionaram nem um pouco.

Por mais que já tenha passado da hora de aproveitar o evento, vale a oportunidade para correr atrás de conhecer o legado de um dos cantores mais influentes e originais do século passado. Todo mundo conhece pelo menos uma, “Je t’aime mon non plus”, notória pelos sussurros e orgasmo (supostamente genuíno) da modelo e então namorada Jane Birkin. A parceria com beldades no estúdio e entre quatro paredes foi uma constante na vida do boêmio Gainsbourg, que namorou e gravou dois discos com Brigitte Bardot. “Charlotte é o grande amor da minha vida que eu não posso levar para a cama”, dizia da própria filha.

Serge Gainsbourg & Jane Birkin

Serge Gainsbourg & Jane Birkin

Filho de judeus russos que fugiram da revolução comunista e criado em uma França sob ocupação do exército nazista, Gainsbourg misturou sua formação em música erudita com uma profunda admiração pelo rock n’ roll norte-americano (e toda a cultura yankee, evidenciada em canções como “Comic Strip” e “Bonnie and Clyde”), e mais tarde incorporou elementos de reggae e rap. Parece a união de todos os ingredientes de um fracasso flamejante, mas é Gainsbourg. E é bom demais.


Gainsbourg, The initials BB

Tudo isso pôde ser observado – sem cigarro e sem vinho, mas com as musas de sempre – nos shows de Edgar Scandurra et Les Provocateurs (lês provocatérs, pra pronunciar sem passar vergonha). Bons músicos, convidados interessantes como Fausto Fawcett, Arnaldo Antunes e Guilherme Arantes, e todo o clima mezzo mod, mezzo cult que a coisa toda propicia. Destaque para a ala feminina, uma personificação em três tempos de Melody Nelson, personagem lolitesca do álbum conceitual de mesmo nome lançado em 1971. A voz da ninfeta fica a cargo da esposa de Scandurra, Andréa Merkel. A juventude propriamente dita com a menina Juliana R, e a sensualidade com Bárbara Eugênia – que merece atenção redobrada para suas apresentações solo no Studio SP.

Difícil mesmo foi convencer o público paulistano a soltar as amarras pra entrar no clima da contra-cultura francesa dos anos 60. Ok, talvez seja pedir demais. Mas vale a pena correr atrás de ouvir o melhor de Gainsbourg o quanto antes para o caso de, ano que vem, acontecer um show de 81 anos. Dá tempo de decorar as letras, mesmo não entendendo nenhum dos versos de rebeldia, alucinação e promiscuidade, e não cantar em coro um “acunbensurdaletrasit” embolado no lugar do “Aucun Boeing sur mon transit” do início do hit L’ananamour.

serge-gainsbourg-paris-1970Pra conhecer mais (torrents, ativar):
Initials BB (1968)
Jane Birkin/Serge Gainsbourg (1969)
Cannabis (1970)
Histoire de Melody Nelson (1971)
Rock Around the Bunker (1975)
Love on the Beat (1984)

Ela, mais uma vez

 Noite fria e luzes quentes. Casa cheia, mas nem tanto. Os ouvintes, atentos e interessados, sentados no chão ou à mesa. A voz suave era a mesma de sempre, o sorriso cativante surpreendente. Tentava sempre ver o público, chateada por esconder-se atrás do piano em algumas músicas. Cantava com a alma, do lado do produtor. A blusa, bonita e cheia de estrelinhas, fez uma espécie de percussão sem querer no início do show. Vez ou outra revelava alguma espécie de nervosismo (raro em essas experientes de palco) tremendo, especialmente ao tocar “A Bailarina e o Astronauta”.
Tiê canta "Bailarina" com a alma

Tiê canta "Bailarina" com a alma

Em mais uma edição do Prata da Casa no SESC Pompéia, ontem (19/05) às 21 horas, podemos finalmente ver a Tiê tocando. Já falamos dela aqui e aqui, eu já decorei algumas músicas, mas nunca tínhamos (eu, Jessica Grant, e o Bruno Zerbini) visto esse passarinho a tocar e cantar ao vivo. Valeu a pena.

Recém-chegada da “gringa”, Tiê trouxe alguns comentários da viagem. Lá fora, disse, teve vergonha de cantar “Stanger but mine” com seu inglês. Mas achou interessante as faces dos ouvintes de lá tentando adivinhar o que ela cantava em português. “Eu falava que era sobre amor, e acho que eles ficavam pensando sobre amor ou dor…”, ria. Prefere tocar em casa.

O público, atento as letras, cantou somente suavemente “Chá Verde”, a pedidos da cantora. Mas na platéia muita gente de outras bandas (alternativas ou não) foi prestigiá-la. Pelo jeito (ou melhor: pelos aplausos) gostaram do que ouviram. Alternando instrumentos com seu produtor, Plínio Profeta, eles garantiram a simplicidade e lírica que a musa reflete em todo seu trabalho também no palco. Plínio, silencioso e com óculos de sol, foi apresentado duas vezes com alegria e brincadeiras de Tiê.

Tiê e Plínio Profeta

Tiê e Plínio Profeta

Depois do show que terminou com flores presenteadas pela mãe, Tiê foi rodeada por diversas pessoas. Simpática, linda e humilde. Não falamos com ela, mas valeu vê-la somente. O mais curioso é que o Bruno é amigo de um cara (tmb músico) que morou no mesmo prédio que ela e eu namoro um cara (oi Fê!) que era amigo do irmão dela (Gianni Dias, também músico). Parece que o mundo conspirou para que virássemos fãs da Tiê. Recomendo, mais uma vez, que escutem este passarinho, promessa de diva, “too sexy for her shirt”.

Tiê no piano e Plinio

Tiê no piano e Plinio

Voando de Volta

tieApós fazer shows em vários países da Europa e nos Estados Unidos, Tiê (já falamos aqui sobre ela – Doce Passarinho) retornará ao Brasil para diversos shows. O primeiro será no SESC Pompéia, no dia 19 de Maio, 21 horas.

Depois de toda as experiências no exterior, a paulistana marca o encontro com os fãs e continua com a divulgação do seu cd Sweet Jardim. A novidade é que agora todas as músicas estão disponíveis para serem escutadas no myspace da cantora. Mesmo assim, vale a pena dar uma força e comprar o cd, de qualidade indiscutível. A Fnac e a Livraria Cultura já estão vendendo!

Para quem quiser ficar sabendo de primeira mão as novidades desse passarinho, vale a pena ficar de olho no twitter. O mais divertido é saber de algumas coisas que a mídia tradicional não publica: a artista, por exemplo, contou que estava tocando na rua em Nova Iorque e ganhou 20 dólares e brincou: “acho que vou ficar por aqui”.

Finalmente, para os que gostam de tirar o som agradável de seus ídolos, aí vão as cifras que a Tiê colocou no seu site, pra todo mundo poder tocar junto:

tie-cifras