Quinta-feira é dia de chorinho. Se é coincidência ou tradição, não sei, mas pode procurar pela cidade de São Paulo que toda quinta tem algum lugar tocando choro. Até julho, por sinal, o Teatro Coletivo, localizado na r. da Consolação número 1623, será um dos pontos paulistanos com roda de choro grátis, toda quinta às 21 horas.
O grupo responsável pela noite é o Choro da Casa, formado em 2009 por músicos experientes que já tocaram juntos antes em diferentes formações, como com o “Gafieira de Bolso” e “Os Pagãos”. Hoje em dia, de acordo com um dos músicos Sérgio Audi, o grupo ainda toca no Café du Rêve (Bar do Cidão), Lua Nova, Bar Brahma e outras rodas como a do Isaías e a da Contemporânea. Marcel Martins (Cavaquinho de cinco cordas), Felipe Soares (Acordeon e Piano), Carlinhos Amaral (violão de sete cordas), Diego Baptista (violão de seis cordas) e Pimba (percussão) também fazem parte do grupo.
Além das famosas composições de choro, o projeto também leva o som desconhecido dos grandes nomes, músicos nem tão conhecidos e canções dos próprios integrantes do grupo, indo além do estilo. Os shows serão toda quinta-feira, até o dia 29 de julho.
Choro da Casa
Quintas, às 21h – Teatro Coletivo (rua da Consolação, 1623)
Maio: 20 e 27
Junho: 03,10,17 e 24
Julho: 01, 08,15, 22 e 29
Ela não é somente bonita e estilosa – estava vestindo um figurino à la anos 20 que ficaram uma graça no corpo fino, esguio, alto e com uma bela ginga. Bruna também tem uma das mais belas vozes paulistanas das novas figuras. Além de forte, cantando notas sem nenhum mínimo desafino e uma força maravilhosa, seu tom transpira o que sai da boca. Aliás, Bruna Caram canta tudo como se cada letra saísse do fundo da alma. Uma mistura de interpretação com sinceridade. Algo que falta nos cenários artísticos atuais… mas talvez fique um pouco exagerado na sua pele.