Justin Bieber vive romance com fã no clipe de U Smile

Na linha “tirei o dia para postar coisas old”, a segunda aparição de hoje é o clipe de U Smile, do Justin Bieber, também da semana passada. Na “historinha”, Justin se apaixona pelo sorriso de uma fã e vive um romance com ela. Confira:

No dia do lançamento, via twitter, o cantor dedicou o vídeo às fãs e pediu para que elas se imaginassem no lugar da personagem ao assistirem. Quer dizer, tá iludindo todas nós, né? haha. Mas ficou uma gracinha, como sempre.

Notas ao altar

Músicas de casamento são desde as mais tradicionais, como a Marcha Nupcial e outras composições clássicas, até as mais pops e românticas. Enquanto corais oferecem serviço especializado, os noivos buscam variedade.

Muitos dos pombinhos que têm decidido juntar os trapos têm realizado festas dignas de high society. Muitos juntam por anos, outros torram as economias e alguns ainda criam dívidas para garantir o casamento perfeito. Entre docinhos, decorações ostentosas e pequenos charmes, como supresinhas do chef – um petisto distribuído em meio a madrugada na pista de dança -, os casais ainda buscam a música mais requintada possível.

casarSejam aqueles que se encaixam no perfil da marcha nupcial ou sejam os que preferem um rockzinho básico na hora de desfilar o vestido branco, há diversas opções musicais para quem quer extravasar neste dia. Tradicionalmente, a música no momento do casamento era voltada ao ritual e nem tanto ao entretenimento. A Marcha Nupcial é a mais tradicional (panpanpanpan…), e ela origina da composição do coro nupcial de Richard Wagner na ópera Lohengrin. Esta parte do ato III é cantada após o casamento de Elsa e Lohengrin, ao contrário da tradição que estamos acostumados, sem letra e antes da cerimônia. Mas há outra música comumente utilizada na entrada da noiva ocidental, a composição de Mendelssohn para a suíte de Sonho de Uma Noite de Verão.

Além das consolidadas notinhas na entrada da noiva, muitos casamentos também costumam ter música durante a cerimônia como uma pausa. É nesta hora que começam as exigências e variedades de estilo.

Na verdade, antes disso, para a entrada do noivo e dos padrinhos, já há detalhes que podem ser adicionados, como trombetas (ok, clarinado) que ainda levam bandeiras vermelhas. Depois, a variedade leva desde músicas românticas tradicionais, mpb, rock’n'roll até corais religiosos. Entre as opções, os casais mais conservadores podem optar por músicas a capella e em latim ou por longas composições célebres instrumentais.

Estes tradicionais, contam com empresas já reconhecidas no mercado como o Coral e Orquestra Del Chiaro. Voltado para um público de maior valor aquisitivo, o coral apresenta em notas concorridas o que há de melhor da música clássica. Do site é possível ouvir um pouco do trabalho da empresa, que também sugere DJs e bandas. Ao lado da Marcha Nupcial, surgem melodias conhecidas como Ave Maria e Jesus Alegria dos Homens que podem ser executadas com até 60 músicos e num piano de cauda, detalhes que só alguns podem pagar. Este tipo de música é o mais procurado para os pombinhos que desejam realizar as promessas numa igreja católica em cerimônia tradicionalíssima.

Para quem busca uma trilha sonora baseada no romance, perfeita para casamentos um pouco menos clássicos, pode contar com grupos como o Coral e Orquestra ND. Eles oferecem aquelas conhecidas como “Can’t Help”, “Como é grande o meu amor por você” e “Endless Love”, além de “Pela luz dos olhos teus” e “Love Story”. Este tipo de música é mais procurado por casamentos em buffet e de religiões diversas ou igrejas não católicas. No Youtube estão alguns vídeos que dá para ter noção, apesar da baixa qualidade, de como são estes momentos na comemoração.

Can’t Help, do Coral ND

Apesar de existir diversos corais diversos e de muitos variarem seu repertório, é difícil encontrar um que agrade a todos os gostos. Por isso se você vai casar, vale procurar pelo estilo que você quer antes de qualquer outro filtro. Para os músicos, por sua vez, os casamentos são um grande mercado de trabalho, mas também vale lembrar que você nunca será a estrela da festa.

São músicas para cá, arroz e flores para lá. No meio de toda esta brincadeira de casar, as trilhas sonoras ficam repelidas como um acessório a mais, quando poderiam ser utilizadas para demonstrar a personalidade dos noivos. Variações em reproduções, por sua vez, têm aparecido e resta ao mercado continuar se adaptando a esta demanda.

No one knows about Iran indie rock band!

 

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Se muitos músicos brasileiros reclamam da falta de incentivo que encontram aqui no Brasil, imagine no Irã. O longa “No one knows about persian cats” (ainda sem nome em português), de Bahman Ghobadi, foi exibido pela primeira vez nesta quinta-feira, dia 14 de maio no Festival de Cinema em Cannes e trata justamente das inúmeras dificuldades que os músicos passam em um país onde nem cães e gatos podem sair para passear nas ruas –sim, o título remete a uma lei iraniana que realmente existe!

Há tempos o filme vem sendo comentado nos burburinhos dos apaixonados por cinema, visto que Ghobadi foi impedido de filmar em seu próprio país e teve que recorrer a alternativas clandestinas para poder concluir seu trabalho. Vale ressaltar também que ele foi preso duas vezes durante as filmagens por ser acusado de separatista pelo governo.

Para romantizar ainda mais a história do make do filme, o diretor é namorado da jornalista americana-iraniana Roxana Saberi – para quem não se lembra do episódio, em janeiro de 2009 a correspondente da BBC foi presa por porte de documentos ilegais do governo e acusada de espionagem.

A trama do polêmico longa gira em torno de um casal dos personagens de Askan (Koshanejad) e Negar (Shaghaghi), jovens músicos da cidade de Teerã que tentam promover sua banda de indie rock. Mesmo terem nascido de famílias ricas e crescido com grande influência da cultura pop americana e européia, precisam de autorização do governo não só para gravar suas músicas em estúdio, mas também em qualquer tipo de evento na cidade –inclusive em “reuniões” nas residências.

Não resisti e baixei o filme pela Internet. Quem está esperando uma super produção norte-americana, mil cores e alta resolução, desencana. Contudo, o filme tem uma magia ímpar que não precisa de tais recursos. Por exemplo, não tem como não se apaixonar pela jovem Negar, que sofre as piores conseqüências em nome da paixão pelo seu trabalho. Ênfase que as mulheres no Irã são impedidas de interpretar qualquer tipo de música. Pelos atores serem todos músicos e não “atores-profissionais”, você acaba se espantando com a interpretação deles. Foi posta tanta emoção, foi projetada a história dos próprios “atores”, que o longa ficou impecável.

Um filme voltado para o público jovem também necessita de uma pontinha de humor e malandragem, que fica por conta de Nader (Behdad), um adorável empresário que promete ao casal conseguir os papéis do visto, para que consigam tocar no festival europeu. Não tem como não dar risada com a cena onde ele convence um policial a reduzir a pena por porte ilegal de bebidas alcoólicas e DVDs americanos.

Tá aí uma boa pedida para quem está saturado de enlatados americanos e pretende entrar na onda dos filmes orientais.