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	<title>VITROLEIROS &#187; rock&#8217;n&#8217;roll</title>
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	<description>música por e para quem não vive sem</description>
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		<title>Pra onde foi a raiva?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Feb 2011 12:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[A onda grunge completa duas décadas e segue ignorado pela mania dos revivals Por Diego Sartorato @sartoratoato Agosto, setembro e outubro de 1991, há distantes 20 anos: chegam às lojas nos Estados Unidos Ten, Nevermind e Badmotorfinger, três álbuns que definiram uma geração inteira de hardrockers e headbangers que se uniram sob o selo do ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>A onda grunge completa duas décadas e segue ignorado pela mania dos revivals</em></p>
<p style="text-align: right;">Por <strong>Diego Sartorato</strong><br />
@<a href="http://twitter.com/sartoratoato">sartoratoato </a></p>
<p>Agosto, setembro e outubro de 1991, há distantes 20 anos: chegam às lojas nos Estados Unidos Ten, Nevermind e Badmotorfinger, três álbuns que definiram uma geração inteira de hardrockers e headbangers que se uniram sob o selo do grunge. É difícil imaginar o por quê –comparando apenas os autores dos discos citados acima (Pearl Jam, Nirvana e Soundgarden, respectivamente), tudo que parece colocá-los no mesmo gênero é uma preferência algo exagerada por camisas de flanela e jeans rasgados.</p>
<p><img src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2011/02/pearl-jam-live1.jpg" alt="" title="pearl-jam-live[1]" width="550" class="aligncenter size-full wp-image-5272 colorbox-5261" /></p>
<p>Digno de nota: no caso de Eddie Vedder, do Pearl Jam, o desleixo com a indumentária virou “uniforme”. Foram pelo menos três anos com a mesma camiseta verde-musgo-bosta do clipe de Even Flow, para os shows de promoção do Ten e do álbum seguinte, Vs.</p>
<p>Aqui:<br />
<iframe title="YouTube video player" width="550" height="443" src="http://www.youtube.com/embed/VbhsYC4gKy4?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Ah, e aqui. Foram 11 anos com a mesma camiseta, então:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="550" height="330" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/i-q3CosMA08&amp;NR" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="550" height="330" src="http://www.youtube.com/v/i-q3CosMA08&amp;NR"></embed></object></p>
<p>Todo o resto parece colocar as bandas chamadas grunges em categorizações distintas: estilo musical e influências, estética, ativismo político, abuso de drogas, relacionamento com as gravadoras e a mídia, e tudo o mais que vai na receita de uma banda de rock. Com exceção, talvez, de um componente que parece nortear ao menos os três primeiros discos das bandas que integraram o grunge: a raiva.</p>
<p>Abaixo: raiva.<br />
<iframe title="YouTube video player" width="550" height="443" src="http://www.youtube.com/embed/v4ygBladNLo?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>É justo atribuir ao punk os “direitos autorais” sobre o rock hidrofóbico, mas há uma grande diferença de contexto. Nas décadas de 70 e 80 do milênio passado, o mundo era dividido pela guerra fria, conceitos como tradição e moral ainda tinham algum peso e a juventude estava afogada por famílias e governos autoritários. Adolescentes, sendo adolescentes, escolhiam lados ou pregavam o “não-lado” do anarquismo; se não, ao menos o fim da hipocrisia.</p>
<p>A raiva dos grunges não tinha lado nem alvo, era emputecimento puro e simples: suco aborrescente. É até difícil entender o que querem dizer a maioria das letras –longas discussões pela internet têm tentado resolver isso, sem sucesso. Aqueles gringos magricelas berrando, berrando e a gente não entendendo nada, a não ser que eles estavam realmente bravos com sabe-se lá o que. E, pra dizer a verdade, quem é que não está? Tanto faz, soa tão bem.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="550" height="443" src="http://www.youtube.com/embed/x3wF0mZEuBY?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Passada a chatice do fim dos anos 80, o grunge catalisou um sentimento generalizado de desencanto, tédio e falta de futuro de uma década que prometia Califórnia e entregou, bem, Seattle. E então, um grito –a inquietação dos músicos grunges era a mesma de todos que queriam mandar o status quo à merda, no berro e no chute.</p>
<p>Era tanta gente que o alternativo virou mainstream – de 1991 a 1994, o que mais vendia discos no mundo era aquela barulheira ranzinza. Mas talvez pra nunca mais. Não voltou nem com a mania dos revivals que cobriu praticamente todas as décadas anteriores: dos 2000’s pra cá, apareceram bandas que ressoam acordes dos anos 50, 60, 70, 80&#8230; E os 90? Ao que tudo indica, não está nem por vir.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="550" height="443" src="http://www.youtube.com/embed/GvnyRHb1U0g?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A bem da verdade, a culpa não é nem da geração atual: quem viveu o tumulto grunge e hoje está engravatado no escritório esperando a aposentadoria chegar sabe bem. Mas a impressão que dá é a de que desaprendemos a ser desordeiros, desbocados e inconseqüentes. Olhamos para o grunge da mesma distância e com a mesma indiferença que a galera do início dos 90 olhava para a bicho-grilagem dos Doors (duas injustiças).</p>
<p>Uma coisa, pelo menos, não mudou nos últimos 60 anos: cada vez que a banda predileta de um adolescente não deixa os pais de cabelo em pé (não que o Restart não faça isso, mas por outros motivos), o rock morre um pouquinho. Pode ser exagero (esperemos que sim), mas, do jeito que vai, mais uns 10 anos e nos lembraremos do grunge como “o último suspiro do rock n’ roll” –assim, com o “n’ roll” que caiu em desuso e vai ver que é bem a parte que anda fazendo falta.<!-- boo-widget start --><br />
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            bb_keywords = "badmotorfinger";
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          <!-- boo-widget end --><img class="colorbox-5261"  src="http://vitroleiros.org/?ak_action=api_record_view&#038;id=5261&#038;type=feed" alt="" /></p>
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		<title>Wry: There&#8217;s no place like home</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 16:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rock]]></category>
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		<category><![CDATA[mario bross]]></category>
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		<description><![CDATA[De volta ao Brasil, a banda conta um pouquinho sobre sua história, seus lançamentos e seus planos para o futuro &#8211; em casa. Por Ariane Freitas e Tory Oliveira. Sexta feira, 17 de julho. 22 horas. A passagem de som já deveria ter acabado, mas, devido a alguns contratempos, está só começando. Não parece, definitivamente, ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>De volta ao Brasil, a banda conta um pouquinho sobre sua história, seus lançamentos e seus planos para o futuro &#8211; em casa.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Por Ariane Freitas e Tory Oliveira.</strong></span></p>
<p>Sexta feira, 17 de julho. 22 horas. A passagem de som já deveria ter acabado, mas, devido a alguns contratempos, está só começando. Não parece, definitivamente, o dia de sorte para o<a href="http://myspace.com/wrymusic"> Wry</a>: a caminho de São Paulo, a carreta que trazia o equipamento da banda sorocabana foi apreendida e não houve alternativa senão correr atrás de toda a burocracia necessária para retirá-la de lá. O motivo da apreensão? Ainda não estava emplacada. “Nosso despachante disse que podíamos viajar por 15 dias enquanto esperávamos documentação e placa ficarem prontos – mas no km 60 da Castelo Branco fomos parados e descobrimos que não era bem assim”, conta Mário Bross, vocalista, enquanto organiza, em uma bancada ao lado do palco, álbuns, camisetas e bottons personalizados. Com a confusão, além de gastarem uma boa grana em transporte e multas, perderam também a gravação do <em><a href="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/">Poploaded Sessions</a></em>, no iG.</p>
<p><a href="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/vinhetinha.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1305 colorbox-1281" title="vinhetinha" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/vinhetinha.jpg" alt="vinhetinha" width="550" height="125" /></a></p>
<p>No entanto, o <strong>Wry </strong>não deixou a peteca cair. Numa mistura hipnótica em que vocal, guitarras, baixo e bateria pareciam um só, <strong>Mario</strong>, <strong>Renato</strong>, <strong>Luciano</strong> e <strong>W27 </strong>derreteram o <strong>StudioSP</strong> na madrugada fria de sábado para domingo. Luzes e fumaça no palco, cada artista em seu mundo paralelo, os barulhentos <em>shoegazers</em> criaram toda uma atmosfera alternativa  que levou consigo o público, entre boquiaberto e envolvido, a cantar junto até o final.  Se em alguns momentos Wry deixa clara aquela que parece sua maior influência &#8211; <em>My Blood Valentine</em> &#8211; em outros o grupo mostra-se deliciosamente original. É a prova de que <strong>há esperança na cena indie brasileira</strong>, basta procurar com vontade. É música pra ouvir ao vivo e delirar. É música pra ouvir no iPod, no loop, até cansar &#8211; e não cansa.</p>
<h3>Basquete e rock&#8217;n'roll</h3>
<p>Os quase quinze anos de estrada são resultado de um sonho que começou na adolescência, quando Mario, Luciano e Renato jogavam basquete juntos, e, encantados pelo rock de <strong>John Lennon</strong> e o <strong>barulho punk</strong> da época – influências dos irmãos mais velhos de Mario – compartilhavam a vontade de montar uma banda, cantar em inglês e cair no mundo. Nesse tempo, ainda em Sorocaba, nenhum deles tinha ideia de que cantar em inglês não era algo raro aqui no Brasil – e ir para a Europa sempre esteve em seus planos.</p>
<p><a href="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/wry-studio-sp-117-copy.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1310 colorbox-1281" title="wry-studio-sp-117-copy" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/wry-studio-sp-117-copy.jpg" alt="wry-studio-sp-117-copy" width="550" height="318" /></a></p>
<p>O sonho vingou: foi na Inglaterra que passaram metade da carreira. Tanto que hoje são chamados por vários veículos especializados e críticos musicais de &#8220;<strong>A banda mais inglesa do Brasil</strong>&#8220;. Em tempos pré<em> Cansei de Ser Sexy</em> e <em>Bonde do Rolê</em>, quando os brasileiros ainda eram vistos como “exóticos” lá fora, eles ousaram &#8211; com sucesso &#8211; invadir as terras do rock. Não sofreram preconceito do público &#8211; talvez das gravadoras, mas “às escondidas”. “Na hora que iam decidir que bandas iam assinar ou não, parece que as inglesas eram sempre as preferidas. Não rolava um preconceito claro, talvez nos escritórios, mas só”. Segundo Mario, falta um pouco de infra-estrutura no Brasil, “lá é mais fácil de tocar, a qualidade do som é maior. Aqui não tocamos muito ainda, não sei como está agora, mas antes alguns lugares precisavam fazer bastante coisa pra melhorar”. No entanto, o público aqui é maior. “Lá o público era menor, mas era legal ter a experiência numa cidade mais antiga, onde o rock’n’roll é business&#8230; Aqui é bastante marginalizado”.</p>
<h3>It&#8217;s business, baby</h3>
<p>Na turnê de 2009, o Wry divulga três álbuns: o primeiro, <em><strong>She Science</strong></em>, já foi lançado. <strong><em>The Long-Term Memory Of An Experience</em></strong> sai provavelmente depois de julho e <em><strong>National Indie Hits</strong></em>, o terceiro, tem previsão de lançamento para o fim do ano. Mas por que tantos discos ao mesmo tempo? Não é exagero nem megalomania, segundo a própria banda. A verdade é que eles acabaram produzindo bastante nos últimos tempos e, atuando no mercado independente, não tinham como lançar um álbum duplo – um só ficaria longo demais, o que explica a existência dos dois primeiros discos. O terceiro é uma coletânea de covers que já foi gravada faz tempo e só demorou mesmo pra sair por &#8220;alguns probleminhas com direitos autorais&#8221;.</p>
<p><a href="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/wry-studio-sp-2-copy.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1308 colorbox-1281" title="wry-studio-sp-2-copy" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/wry-studio-sp-2-copy.jpg" alt="wry-studio-sp-2-copy" width="550" height="258" /></a></p>
<p>Aliás, direitos autorais à parte, Mario diz não ligar para o fato de ter os CDs disponíveis para download na internet. “Acho que<strong> tem muito mais gente apaixonada por música hoje</strong> do que antes, exatamente pelo fato de o acesso ser mais fácil. Talvez venda menos CDs, mas estimula as pessoas a tocarem ao vivo – afinal, essa se torna a única forma de ganhar dinheiro – e isso cria mais concorrência, mais mercado, mais casas cuidando do som. O MP3 gratuito é fantástico”. Mas há algumas restrições quanto a isso: “Eu não ligo de ter o <strong>She Science</strong> pra download de graça, desde que ele tenha saído”. Ele diz isso porque o álbum vazou na internet antes do lançamento, ainda incompleto, e já tinha mais de 500 downloads quando descoberto. Felizmente, o responsável pelo arquivo ouviu o pedido da banda e tirou o link do ar. Embora a favor do download, a ideia de lançar o álbum diretamente na internet, como fez o Radiohead, não é algo que os agrade. “A ideia do Radiohead foi algo sobre o qual se falou muito, não que deu certo. <strong>A ideia que dá certo é aquela que prolifera, que mais gente vai seguindo, fazendo igual</strong>”.</p>
<p><a href="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/wry.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1306 colorbox-1281" title="wry" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/wry.jpg" alt="wry" width="550" height="301" /></a></p>
<p>Hoje os integrantes do <strong>Wry</strong> vivem da música – a agenda lotada pelo lançamento dos três álbuns nem permite mesmo que se dediquem a outra coisa – mas, na Inglaterra, além de tocar, eles trabalhavam em um bar. Como gerente, Mario acabou conhecendo um pouco de cada função lá dentro e voltou para o Brasil apaixonado pela ideia de abrir um aqui também. Por enquanto, os planos de inauguração são para setembro. “Vai se chamar Asteroid”, conta. Mas não quer montá-lo em São Paulo. “Eu sou de Sorocaba. Quero fazer negócio lá, já fui imigrante demais na minha vida”, fala, sem pesar na voz. O rockeiro parece mesmo habituado a ser imigrante. Quando questionado sobre ter sentido falta do Brasil, responde sem pestanejar: “Onde estou, estou feliz. Se não estivesse feliz, nem estaria lá”. Sentiu foi saudade, completa: “Saudade dos amigos, da minha família, do Brasil em si. Conforme fui ficando lá fui sentindo mais saudades, mais saudades, mais saudades&#8230; Até que não dava mais pra aguentar. There’s no place like home”, completa. De Londres eles ainda não tiveram tempo pra sentir saudades: “o Brasil é tão cheio, tão maravilhoso, tem muita coisa ainda pra viver antes de sobrar espaço pra sentir falta da Inglaterra”.</p>
<h3>Debutantes</h3>
<p>Para quem está começando na música, a dica foi uma só: “Influencie-se naquilo que está acontecendo com você, no lugar onde você está – porque você é o lugar em que você vive”. Pode parecer contraditório, já que Wry toca shoegaze, um gênero que é bem pouco nacional – sem contar o fato de que eles mesmos começaram cantando em inglês. “Música não é regra, é arte, não tem barreira nenhuma”. Sem preconceitos, eles contam que essa nova “geração emo” de músicos colaborou, de certa forma, com a divulgação do rock hoje: “Se a banda é boa eu acho que não importa se é Heavy Metal, se é emo&#8230; Meus sobrinhos todos gostam de rock por causa do emo – isso eu acho massa. Agora, se fosse perguntar pra mim, eu diria ‘goste de outra coisa!’, mas é massa”, fechou Mário, rindo.</p>
<h2>Fotos</h2>
<p><iframe align="center" src="http://www.flickr.com/slideShow/index.gne?set_id=72157621658296146" width="550" height="550" frameBorder="0" scrolling="no"></iframe></p>
<h2>Mais informações</h2>
<h3>Na internet</h3>
<p>Quase todas as músicas já lançadas da banda estão disponíveis para download no <a href="http://tramavirtual.com.br/wry">TramaVirtual</a>.<br />
As novidades a respeito de Wry você encontra no blog <a href="http://wrynow.blogspot.com">WryNow</a>.<br />
E se você curtiu mesmo, dá pra ouvir no <a href="http://myspace.com/wrymusic">Myspace</a> e seguir o <a href="http://twitter.com/wry">Wry no Twitter</a>. =)</p>
<h3>Agenda</h3>
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="2" width="440" bgcolor="#ffffff">
<tbody>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0"></td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><strong>AGENDA -WRY</strong></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>17 jul 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>22:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38568613">StudioSP</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Sao Paulo, São Paulo</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>8 ago 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>22:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38568615">Groselha Fuzz @ Bronze</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Ribeirão Preto, São Paulo</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>13 ago 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>21:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38569322">A Obra</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Belo Horizonte, Minas Gerais</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>15 ago 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>22:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38568617">BDZ</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Campinas, São Paulo</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>29 ago 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>20:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38568618">Sorocaba Clube</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Sorocaba, São Paulo</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>4 set 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>22:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38568619">Proibido Divulgar</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Proibido Divulgar, São Paulo</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>5 set 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>22:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38568620">Studio Eleven</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Franca, São Paulo</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="120" bgcolor="#b1d0f0">
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" width="120">
<tbody>
<tr>
<td width="85"><span>26 set 2009</span></td>
<td width="35" align="right"><span>22:00</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="191" bgcolor="#d5e8fb"><span><a href="http://music.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music.showDetails&amp;friendid=19366981&amp;Band_Show_ID=38569278">Tribo’s</a></span></td>
<td width="115" bgcolor="#d5e8fb"><span>Maringá, Paraná</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Iates, mulheres, dinheiro, mulheres&#8230; 80 anos de Serge Gainsbourg</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 00:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Por Diego Sartorato) Tudo parecia já começar mal, muito mal. Nos alto-falantes, a voz de um funcionário do SESC Paulista anunciou solenemente: “é proibido fumar durante o show”. Mas antes que a ira anti-tabagista coloque o leitor contra mim, explico: choca o contra-senso de sentar para ouvir os rocks e “chansons” de Serge Gainsbourg sem poder ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1269 colorbox-1266" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/g.jpg" alt="g" width="550" height="308" /><br />
<strong>(Por Diego Sartorato)</strong></p>
<p>Tudo parecia já começar mal, muito mal. Nos alto-falantes, a voz de um funcionário do SESC Paulista anunciou solenemente: “é proibido fumar durante o show”. Mas antes que a ira anti-tabagista coloque o leitor contra mim, explico: choca o contra-senso de sentar para ouvir os rocks e “chansons” de Serge Gainsbourg sem poder acender um cigarro e mandar pra dentro uns bons goles de vinho. Sinal dos tempos politicamente corretos. Os shows, que ocorreram em todas as quartas-feiras de julho e serão encerrados com uma festa no dia 31 (ingressos esgotados), são parte da comemoração do ano da França no Brasil – que coincidiu com o aniversário de 80 anos do cantor. No fim das contas, não decepcionaram nem um pouco.</p>
<p>Por mais que já tenha passado da hora de aproveitar o evento, vale a oportunidade para correr atrás de conhecer o legado de um dos cantores mais influentes e originais do século passado. Todo mundo conhece pelo menos uma, “Je t&#8217;aime mon non plus”, notória pelos sussurros e orgasmo (supostamente genuíno) da modelo e então namorada Jane Birkin. A parceria com beldades no estúdio e entre quatro paredes foi uma constante na vida do boêmio Gainsbourg, que namorou e gravou dois discos com Brigitte Bardot. “Charlotte é o grande amor da minha vida que eu não posso levar para a cama”, dizia da própria filha.</p>
<div id="attachment_1267" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-1267 colorbox-1266" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/hh.jpg" alt="Serge Gainsbourg &amp; Jane Birkin" width="550" height="346" />
<p class="wp-caption-text">Serge Gainsbourg &amp; Jane Birkin</p>
</div>
<p>Filho de judeus russos que fugiram da revolução comunista e criado em uma França sob ocupação do exército nazista, Gainsbourg misturou sua formação em música erudita com uma profunda admiração pelo rock n&#8217; roll norte-americano (e toda a cultura yankee, evidenciada em canções como “Comic Strip” e “Bonnie and Clyde”), e mais tarde incorporou elementos de reggae e rap. Parece a união de todos os ingredientes de um fracasso flamejante, mas é Gainsbourg. E é bom demais.</p>
<p><object width="550" height="401"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NuZklVrHspM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NuZklVrHspM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="401"></embed></object><br />
<span style="font-size: xx-small;">Gainsbourg, The initials BB</span></p>
<p>Tudo isso pôde ser observado – sem cigarro e sem vinho, mas com as musas de sempre – nos shows de Edgar Scandurra et Les Provocateurs (lês provocatérs, pra pronunciar sem passar vergonha). Bons músicos, convidados interessantes como Fausto Fawcett, Arnaldo Antunes e Guilherme Arantes, e todo o clima mezzo mod, mezzo cult que a coisa toda propicia. Destaque para a ala feminina, uma personificação em três tempos de Melody Nelson, personagem lolitesca do álbum conceitual de mesmo nome lançado em 1971. A voz da ninfeta fica a cargo da esposa de Scandurra, Andréa Merkel. A juventude propriamente dita com a menina Juliana R, e a sensualidade com Bárbara Eugênia – que merece atenção redobrada para suas apresentações solo no Studio SP.</p>
<p>Difícil mesmo foi convencer o público paulistano a soltar as amarras pra entrar no clima da contra-cultura francesa dos anos 60. Ok, talvez seja pedir demais. Mas vale a pena correr atrás de ouvir o melhor de Gainsbourg o quanto antes para o caso de, ano que vem, acontecer um show de 81 anos. Dá tempo de decorar as letras, mesmo não entendendo nenhum dos versos de rebeldia, alucinação e promiscuidade, e não cantar em coro um “acunbensurdaletrasit” embolado no lugar do “Aucun Boeing sur mon transit” do início do hit L&#8217;ananamour.</p>
<blockquote>
<div><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1268 colorbox-1266" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/07/serge-gainsbourg-paris-1970-150x150.jpg" alt="serge-gainsbourg-paris-1970" width="90" height="90" />Pra conhecer mais</strong> (torrents, ativar):</div>
<div>Initials BB (1968)</div>
<div>Jane Birkin/Serge Gainsbourg (1969)</div>
<div>Cannabis (1970)</div>
<div>Histoire de Melody Nelson (1971)</div>
<div>Rock Around the Bunker (1975)</div>
<div>Love on the Beat (1984)</div>
</blockquote>
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		<title>Paranoid</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 01:21:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fofoca]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava eu secando o cabelo pra poder ir dormir (é, amigos, não durmam com seus cabelos gigantes molhados, sério!) quando, de repente, me vieram à cabeça os acordes de Paranoid. É, os primeiros e repetidos acordes do riff que preenche a música toda. Enfim, eu não sei por que cargas d’água me lembrei de Paranoid ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-571 alignleft colorbox-570" title="black_sabbath_black_and_white" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/03/black_sabbath_black_and_white.jpg" alt="black_sabbath_black_and_white" width="322" height="438" /></p>
<p>Estava eu secando o cabelo pra poder ir dormir (é, amigos, não durmam com seus cabelos gigantes molhados, sério!) quando, de repente, me vieram à cabeça os acordes de <em>Paranoid</em>. É, os primeiros e repetidos acordes do riff que preenche a música toda. Enfim, eu não sei por que cargas d’água me lembrei de <em>Paranoid</em> àquela altura, mas lembrei. E aí, (o melhor de tudo!) eu me fiz apenas uma pergunta: “Por que diabos eu havia me esquecido disso?”. E continuei cantarolando a música e competindo, no quesito “pior barulho”, com o ruído do secador.<br />
Quer dizer, quando eu digo “esqueci”, não quer dizer que eu tenha me esquecido completamente. Se pegar a Neguinha ali no quarto e gastar algum tempinho nela, certamente eu lembro como tocá-la inteirinha de novo. E de novo. É simples, até. Mas a questão não é essa. A questão é: <strong>onde foi que eu deixei meu lado rocker</strong>? Sim! Fez todo o sentido pensar nisso agora.<br />
Eu era pequena e a minha casa era cheia de fitas dos meus pais. Infestada de Beatles, Rolling Stones, Raul Seixas, Pink Floyd, BeeGees, Abba, Queen, um monte de coisa boa &#8211; e bizarra também  (tinha umas fitas do Zezé de Camargo, mas essas a gente abafa!). Eu pirava no Raulzito, mas eventualmente também saia bradando por aí “We don’t need no education&#8230; We don’t need no thought control”. Porra, aprendi a falar inglês cantando, isso você pode perguntar pra qualquer um que me conheceu nova. E pode confirmar me ouvindo cantar por dois segundos e falando por dez. Eu ainda sou muito melhor no inglês cantado. Mas divago.</p>
<p>Eis que eu, ainda pequena, já era uma garota do rock. Tinha lá meus vinis da Xuxa, da Angélica, da Mara Maravilha, da Eliana, do Fofão, mas nunca fui muito da turma dos dedinhos. A única coisa que eu curtia de verdade além do Raul e daqueles caras que começavam a música com um puta som de avião fudido e moedas caindo era<span style="text-decoration: line-through;"> Zezé de Camargo </span>um vinil  do Vinícius de Moraes e do Toquinho. As fitas deram lugar a um CD player e eu, então lá pelos dez anos, ouvia Miucha, Tom Jobim, Chico Buarque&#8230; Mas preferia o Cazuza, Mamonas Assassinas, Raul, mais Raul, Raul de novo.  Ouvia muita coisa quem nem sabia o que era, CDs loucos de rock que meu pai trazia e eu ouvia sem nem querer saber o que era, só querendo mesmo mais.<br />
Foi assim que um dia meu pai chegou com um DVD player, quando isso não era nem comum. Tudo bem, ele trabalha com audiovisual, extremamente aceitável ter um treco desse em casa. Eu não via sentido naquele aparelho, afinal, <em>O Rei Leão</em>, que era meu vídeo favorito (shame on me, eu chorava com esse filme!) só funcionava no meu pré-histórico videocassete. Não foi difícil, no entanto, fazer com que o DVD passasse a fazer todo o sentido do mundo. Isso porque, junto com ele, meu pai criou uma coleção de clássicos duca. Elvis, Beatles, Rolling Stones, Jimmy Hendrix, Santana, Police&#8230; E, dentre os vários disquinhos, lá estava ele, o glorioso. Não tinha nome, ele mesmo havia gravado. Cheia de clipes antigassos de fazerem qualquer um mijar de rir. Eu ria. Até que dei de cara com um canhoto féladaputa. Ele segurava uma guitarra  preta, chifrudinha, com cruzes nas casas. O cara era animal. E eu nem vou comentar minha reação diante do Ozzy gritando “Can you help me? Occupy my brain? Oh, yeaaaah”. É desnecessário descrever isso pra qualquer um que já teve uma mínima paixão por <em>Black Sabbath</em>. Pra quem não teve, é simplesmente indescritível, desculpe. Enfim, eu assistia àquilo várias vezes. Incansavelmente. Eu devorava Paranoid. Daí <span style="text-decoration: line-through;">vieram as más influências, a vontade de integração, a Sandy e o Júnior gritando “vamo pulá!” e </span>eu passei por uma fase negra chamada pré-adolescência, que nem comentarei aqui.<br />
Um dia, exorcizadas essas minhas crises de pré-adolescente, decidi que aprenderia a tocar. Não queria um violão, queria uma guitarra. “Violão não é rock’n’roll”, minha inocência dizia. Coisas de menina. Caminhando pela Teodoro Sampaio, cabelos castanhos abaixo da cintura com suas pontas rosa-pink, sainha de sarja, regatinha roxa-halloween, olhos exageradamente contornados com o lápis preto, coturnão com cara de all-star, eu me deparei com ela. A <em><strong>Neguinha</strong></em>. Uma Epiphone SG Signature do Tony Iommi. Ninguém menos que o cara mais féladaputa do mundo. O cara que eu mais admirava. Um dos guitarristas mais fodas que eu já ouvi. Lá estava a guitarra toda pretinha, com as cruzinhas brancas gravadas nas casas e um preço que minha mãe certamente não pagaria – já que era suficiente pra comprar, no mínimo, 4 guitarras “normais”. Carinha de “por favor”, súplicas infinitas, um mimimi com a minha mãe – que tinha esperanças de que eu fosse aprender música pra tocar na igreja (hahaha!) – tentando explicar que aquela guitarra não significava nenhum pacto com o demo, <em>pelo menos nenhum pacto meu</em>.<br />
Agora a Neguinha vive pedurada, dentro de sua bag, na lateral do guarda-roupas. No meu player não há nem sinal de algo parecido com Black Sabbath. A última vez que toquei Paranoid, gloriosa e perfeitamente, foi há incontáveis anos, numa banda só de meninas, “noite do Metal” lá no conservatório.  Eu cresci e mudei pra caralho. Todo mundo muda. Eu não sou nem de longe xiita como eu era. Não. Já não brado Wasted Years por aí. Não consigo mais pensar em Sonata Arctica como a trilha sonora da minha vida (é, eu já pensei nisso!). Eu ouço Luiz Melodia, Mart’nália, eu morro por um bom samba hoje em dia. Mas não é que – eu descobri hoje – eu ainda gosto do bom e velho rock’n’roll? Tem mais, inclusive – eu acho que é isso que está faltando. Está faltando rock’n’roll na minha vida. Está faltando rock’n’roll no mundo, na atualidade. Já não se faz mais música como antigamente. Pelo menos eu acho que não. E eu tenho dó de quem nasce e não tem a chance de ouvir as coisas que eu ouvia. O Raulzito. Pink Floyd. Sabbath. Ozzy em toda sua glória. Não, hoje em dia eu não vejo nada disso por aí&#8230; Não há mais rock&#8217;n'roll como o de antigamente.</p>
<p>Mas quem tiver sugestões pra me provar o contrário, to aceitando. O que eu quero mesmo é agitar essa minha vida. Quem sabe eu não descubro a esperança pra contá-la pros meus filhos?</p>
<p>Enquanto isso, o clipe que me fez me apaixonar pela Neguinha:<br />
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