Um clipe precioso

Se você pensa que baiano é preguiçoso, os meninos do Vivendo do Ócio – apesar do nome – estão aí para tentar tirar essa ideia da sua cabeça. Tanto que Jajá Cardoso (voz e guitarra), Dieguito Reis (bateria) e os irmãos Davide Bori (guitarra) e Luca Bori (baixo e vocal) foram até Londres para gravar o novo clipe, da música Meu Precioso, terceira faixa do disco de estreia da banda, Nem Sempre Tão Normal.

Na verdade, não foi necessariamente nessa ordem. Os baianinhos passaram vinte e dois dias de agosto deste ano na Europa, em uma mini turnê para divulgar o álbum, e aproveitaram a passagem pela Inglaterra para gravar mais um videoclipe. Dias bem aproveitados: há menos de duas semanas postado no Youtube, o vídeo já beira 18 mil acessos.

Inspirado no filme Blow Up, de Michelangelo Antonioni, o clipe mostra o vocalista Jajá à procura de uma menina – interpretada pela linda atriz francesa Alice Ramis –, passando por várias ruas da capital inglesa e cruzando com os companheiros de banda. A ideia foi de Luca e Dieguito que, junto com Rafael Kent – também diretor do clipe – escreveram o roteiro.

Para quem não conhece a banda, olha como eles se definem: “Pegue Arctic Monkeys, Strokes, Clash e Hermanos, misture tudo e jogue no meio do Pelourinho. Assim é o quarteto Vivendo do Ócio”. E essa mistura de rock britânico com o som de garagem baiano já rendeu aos meninos a vitória no concurso GAS Sound em 2008 – que lhes permitiu gravar o disco pela Deck –, o prêmio de Aposta MTV, no VMB de 2009, e o de Melhor Show, no Bahia de Todos os Rocks, no mesmo ano.

Dá uma sacada no clipe, super bem feito:

Confira os shows da Expomusic em São Paulo

A Expomusic chega a São Paulo recheada de shows e estandes com equipamentos absurdamente incríveis. O evento promove bandas e artistas recém saídos do forno e outros já mais divulgados na mídia. Os destaques são para as bandas Jamirulus, Fractius, Dejavu e Shaman.

O Jamirulus, que inclusive já deu uma entrevista contando a história do grupo aqui no Vitroleiros, estará à partir das 16h no estande da empresa Leson, nesta sexta-feira (24) e no sábado (25). Se você quiser ouvir um rock nacional novo em folha e de destaque, apareça por lá!

Já os Fractius fará um tributo aos dinossauros do clássico rock ‘n roll do Deep Purple no espaço Music Hall, às 13h do sábado.

O Dejavu de que estou falando não é esse que você pensou, o sucesso das paradas tecnobrega/forró. É um outro estilo bem diferente, mais próximo de um pop rock à la Paralamas e Legião Urbana. Ouça aqui para saber e apareça na Expomusic para apreciar  :)

 Além das atrações citadas, muita gente boa vai marcar presença em pocket shows em estandes do evento. No sábado (25), o guitarrista do Sepultura Andreas Kisser, a banda Lipstick, Kiko Loureiro & Cuca Teixeira, Crazy Legs e muito mais. No domingo (26), tocam O Teatro Mágico, a banda Detonautas, Vanguart e outros artistas excelentes que valem muito a pena ver ao vivo.

Os shows começam às 11h da manhã e o evento abre os portões às 10h. Não esqueça de levar R$ 15 para pagar a entrada. Os únicos dias que o evento é aberto ao público são neste sábado (25) e no domingo (26). Portanto, se você quiser comprar microfones, amplificadores, guitarras, baterias, baixos, violões, violas, violinos, rabecas, teclados, cabos, fios, mesas de som, enfim qualquer aparato musical, ou simplesmente quiser conhecer  mais sobre este maravilhoso mundo da música, da qual ninguém vive sem, a Expomusic é uma ótima oportunidade.

Veja o resto da programação:


DIA 25 DE SETEMBRO
HORÁRIO BANDA / MÚSICO GÊNERO MUSICAL CIDADE
13H00 BANDA SHAMAN ROCK SÃO PAULO
14H00 RENATO LELLIS & BANDA POP ROCK ALTERNATIVO SÃO PAULO
15H00 BANDA W.U.T.(EX-INTEGRANTES DER WAHNSINN) METAL INDUSTRIAL SÃO PAULO
16H00 DANIEL GRANADO E BANDA BLUES CURITIBA
17H00 BRENDA DOS SANTOS POP SÃO PAULO
18H00 BANDA SAVIOR POWER METAL FRANCA
19H00 BANDA SuperOverDrive ROCK PROGRESSIVO CAMPINAS
20H00 BANDA IT’S ROCK / HARD CORE ATIBAIA

DIA 26 DE SETEMBRO

HORÁRIO BANDA / MÚSICO GÊNERO MUSICAL CIDADE
12H00 ELIZABETH WOOLLEY – INFINDAVEL POP SÃO PAULO
13H00 FRACTIUS – DEEP PURPLE TRIBUTE ROCK / CLASSIC ROCK / HARD ROCK SÃO PAULO
14H00 BANDA HE SAIKE ROCK SÃO PAULO
15H00 COMITIVA DO ROCK METAL SERTANEJO SÃO PAULO
16H00 BANDA DEJAVÚ (PRIDE MUSIC) POP ROCK SÃO PAULO
17H00 ORQUESTRA SINFÔNICA DE FRANCA ERUDITO INSTRUMENTAL FRANCA
18H00 BANDA DARLING ROCK

Mais informações no site da Expomusic 2010.

Horários:

25/09 das 10 às 21h
26/09 das 10 às 19h

Endereço:

Expo Center Norte
R. José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo

O que você quer: clipe novo da Evora

No dia 29 de abril de 2010…

Vitroleiros: Vai rolar o lançamento de um videoclipe?

Evora: Sim, iremos gravar muito em breve o clipe de “Permita-se”. O projeto está bem encaminhado (…)

Prometeram e aí está! O Clipe novo da Evora, do hit “Permita-se” (álbum “Ignore a Inércia”).

Para quem não lembra, a Evora é aquela banda mutio bem apessoada, de meninos lindos e talentosos que deixam seu ouvido assim, querendo escutar mais desse misto de rock e MPB que é o resultado do que costumamos chamar de personalidade.

Paulinho no vocal, Guima e Adriano nas guitarras, Dan na batera e voz e Rufles no baixo.

Dê o play e veja um clipe de trás para frente que vai deixar seus anseios rock ‘mpb de cabeça para baixo.

Site oficial da Evora

Comunidade no Orkut com novidades da banda

@evorarock

Fotolog

Trama Virtual

Myspace

Quer um Rock inovador? Conheça o Jamirulus


LISTEN:


Pessoas com seus 20 e tantos anos, um pouco mais, um pouco menos, podem se sentir perdidas quando ligam o rádio e ouvem as músicas que estão nas paradas nestes últimos anos e meses. Três tipos definem: pop rock emo/“colorido”, black music e Lady Gaga.

Quando ouvi o som do Jamirulus, aquela esperança de buscar algo bom e diferente que não fosse restrito a um público de pseudo cults ou excêntricos musicais, que parecia ter morrido, veio à tona de novo.

“O Jamirulus é uma banda com a energia do pop, o peso do rock e o groove do funk. A proposta da banda é inovar o cenário musical atual do Brasil, com um estilo diferenciado mas sem deixar o gosto popular de lado”, conta Simba, o guitarra do Jamirulus.

Sete anos de banda. É um tempo longo suficiente para saber exatamente como agradar ao público. Os simpáticos e talentosos integrantes da banda desta #Entrevista são:

Bruno Geddy – Vocal
Leandro Piru – Baixo
Yuri – Teclado e Guitarra
Simba – Guitarra
Don Boccalini – Bateria

O primeiro álbum do grupo, denominado “54” está previsto para ser lançado no mês de agosto de 2010. O disco já foi gravado e está sendo finalizado em fase de mixagem. Os garotos prometem que logo menos estará disponível no site www.jamirulus.com.br, junto com um clipe novo.

E neste fim de semana, nos dias 24 e 25 de julho, os caras vão tocar em Carapicuíba num evento de bandas independentes e domingo no evento da rádio Metropolitana no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo.

CONFIRA A #ENTREVISTA:

Como a banda começou?

O Jamirulus existe desde 5 de abril (05/04 – para quem não sabe, 54 é intitulado o nome do nosso priemiro álbum) de 2003, quando os amigos Leandro (Piru) e Phillip (Simba) começaram a fazer aulas de baixo e guitarra respectivamente, e o irmão de Piru, Guilherme (Don) começou a estudar bateria e decidiram montar uma banda. Vizinho de Piru, Daniel Broetto assumiu o posto de vocalista e um amigo de infãncia de Simba e Piru Carlos “Toss”, a outra guitarra. Estava formado o Jamirulus Anos mais tarde, por escolha própria, os membros Daniel e Carlos deixaram a banda e entraram Yuri Blackhammit na guitarra e teclados e seu colega de conservatório Bruno Geddy nos vocais. Formação atual da banda.

Quais são as influências do Jamirulus?

Nossas influências são todas possíveis, do pop ao rock, da MPB ao jazz e por aí vai: Red Hot Chili Peppers, Rush, Guns ‘n Roses, Charlie Brown Jr, Talisman….

De onde veio o nome diferente e curioso da banda?

Jamirulus veio de uma brincadeira entre Simba e Piru com uma amiga de escola que apelidamos de Jamirulus Octavius (antigo nome da banda). Pra ficar mais fácil deixamos só Jamirulus. Existe, inclusive, na internet e no nosso site, um vídeo nosso no CQC respondendo a essa pergunta no top five, graças a “brilhante” explicação do baixista. (risos)

>>> Assista à explicação (…) que o baixista Piru deu sobre o nome Jamirulus ao CQC, programa da TV Bandeirantes:

Contem sobre a participação de vocês em programas eventos.

Além de programas de internet, aparecemos pela primeira vez no programa On Stage em guarulhos. Era um programa para bandas independentes que queriam dar uma divulgada no material, também tivemos a participação no programa Lu na TV (de onde foi tirado o video que foi pro Top Five do CQC) e tivemos uma breve aparição no programa do Jô Soares num cartaz anunciando o Manifesto Rock Fest (festival organizado pelo Piru com o Manifesto bar) onde apareceu nossa foto como banda de encerramento do evento que teve menção pelo Jô. Temos que agradecer, e muito, à banda Capital Inicial, pois no dia 1º de maio de 2010 tivemos a oportunidade de tocar com eles e sem dúvida foi uma experiência incrível.

Para ganhar fama e notoriedade no mundo da música, é necessário ter Q.I. (quem indica) e “padrinhos”?

Para ser reconhecido ter contatos e “padrinhos” é muito importante. Não nos lembramos de uma banda que ficou muito famosa sem ajuda de grandes produtoras ou gravadoras ou dinheiro para investir na divulgação de imagem. Nós do Jamirulus, como nossas letras dizem, acreditamos também em perseverança, acreditar nos seus sonhos, lutar, correr atras e fazer acontecer. Isso para nós é o principal, além do talento musical. Acreditamos que o cénario musical está sempre mudando. As bandas ditas como “coloridas” vieram talvez por abordar temas mais jovens, ou o modo como se vestem não sabemos dizer ao certo, o mundo musical é absurdamente vasto. O Jamirulus não é uma banda colorida e quer tentar trazer um estilo novo para os jovens e adultos do mundo inteiro.

Na opinião do Jamirulus, existe ajuda entre as bandas menos divulgadas pela mídia que fazem parte do cenário independente?

No cenário independente existe sim mais ajuda entre as bandas. Todas as bandas independentes deveriam pensar dessa forma, assim todos chegaremos juntos ao lugar mais alto.

O Jamirulus indica alguma banda para quem está a fim de novidade?

Estamos fazendo shows juntos com a banda LYS, parceiros de longa data com um som de primeira qualidade.

Youtube

Site Oficial

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@jamirulus54

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Republica: We Don’t Need a 303

Você já ouviu falar na banda Republica? Deveria.

Formada em 1991, em São Paulo, a banda tem em sua formação atual Luiz Fernando Vieira, Jorge Marinhas, Marco Vieira e Guto Marinho e  já se apresentou em diversas cidades do Brasil: Planeta Atlantida, Festival de Verão de Salvador, São Paulo Moto Festival… Os publicitários levam a banda como um “hobbie sério” e, além de tocar, produziram o próprio CD. Quer dizer, Republica não é mais uma banda dessa nova safra de pretenso rock nacional, não.

Em suas principais influências, Metallica, Led Zeppelin, Deep Purple, AC/DC, Black Sabbath e os nacionais Ira!, Paralamas do Sucesso, Titãs e Ultraje à Rigor, que tornam Republica um mix entre várias fases do rock. Nas palavras da banda, um “hard rock contemporâneo com um pouquinho de grunge”, sempre deixando claro que, com o excesso de influências que sofremos hoje em dia, fica difícil caracterizá-los com apenas um estilo.

Pois bem, a Republica lançou no último dia 18 o clipe de We Don’t Need a 303, do álbum  There’s No Fucking Electronic Modern Loop. É rock’n'roll como pouco se vê aqui no Brasil. Checa aí e depois conta pra gente o que achou!

Gostou? Dá pra seguir Republica no twitter, vasculhar vídeos de shows do Republica no Youtube e ainda ouvir mais no Myspace Oficial da banda. :)

Rock ‘n girls a la Siete Armas

Por Clara Camargo e Emanuelle Herrera

Uma banda feminista diferente. Elas não querem um público exclusivamente de meninas e mulheres. Tocam porque gostam e para todo mundo ouvir. Conversamos com as meninas da banda Siete Armas sobre a produção musical das gurias, a cena alternativa no Brasil, mulheres, feminismo e muita coisa que infelizmente não dá para sentir lendo um texto, mas oferecemos a opção de entrar agora no Myspace da banda, colocar play em “Those Flowers“, aumentar o som e chamar os amigos para dançar e beber umas boas cervejas. Mas antes, leia a entrevista para se inspirar ;)

As principais influências femininas da banda não poderiam deixar de ser Bikini Kill, Team Dresch, The Butchies, Sleater Kinney,  Breatmobile e  Joan Jett, percussoras do movimento riot girrrl! e punk rock feminista.  O primeiro EP (Extended Play) da banda saiu no dia 8 de março deste ano (2010), inclusive soltamos o review do show de lançamento aqui no Vitroleiros e sorteamos dois EPs.  A baterista Helena Krausz conta que a banda conseguiu unir o blues, o rock mais dançante e um pouco de folk nas cinco músicas que compõem o mini-álbum.

Quem toca: Débora Lopes (Dé) no vocal, Lu Carvalho e Nessa Salvado nas guitarras, Sarah C. Si. no baixo e Helena Krausz na percussão.

EP:

1. A dreamer’s photographic mind

2. So blues

3. All my sisters

4. Purple

5. Those flowers

@Sietearmas

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Formspring (perguntas bizarras e respostas estupendas)

Trama Virtual

Música, garotas, feminismo, cerveja e Siete Armas é o que você vai ler agora:

-Vitroleiros: Como foi a criação do EP “Siete Armas”?

Siete Armas (Dé): O EP aconteceu. Não como um filho inesperado, mas como fruto de algo que estávamos plantando há algum tempo. “So blues” e “Purple”, foram nossas primeiras canções, ambas faziam parte das raízes da banda, da época que nosso estilo musical ainda não era tão definido quanto hoje. Com as músicas já engatilhadas, decidimos gravar um disco compacto. Parte por conta do orçamento curto, parte por falta de tempo. Daí surgiu a ideia do EP. Fizemos um intensivo de ensaio e gravamos em dois ou três dias, já não me recordo bem. Foi simples e natural. Gravado no Estudio El Rocha, por Fernando Sanches, que foi super bacana e mixado por Artur Joly e Lu Carvalho, nossa guitarrista.

Lu Carvalho comenta: “Os amigos, namoradas e namorado foram muito importantes nesse processo. A arte foi feita por amigos, as fotos, tiradas por amigas… sem eles, o que seria de nós? Além disso, houve muita força de vontade de nós mesmas. Nossos horários não batem muito, estamos sempre ralando na vida, mas conseguimos realizar esse sonho.

-Vitroleiros: Vocês pretendem gravar um CD? De forma independente ou por gravadora?

Siete Armas (Dé): Pretendemos gravar um outro disco, com certeza. Se alguma gravadora se interessar pelo nosso som, respeitar nossa essência e arcar com os custos todos, por que não? (Será muita exigência?) Seria uma bela parceria. Somos musicalmente esforçadas, conciliamos nossas vidas pessoais, empregos e etc com a música. O que não é tarefa fácil.

-Vitroleiros: Como funciona o processo de criação das músicas? A letra e a melodia são compostas separadamente?

Siete Armas (Helena): Normalmente, a Lu chega com uma base nova, a gente se reúne na minha casa e fazemos todas juntas. Sempre uma acabada opinando no instrumento da outra, a música sempre acaba sendo feita por todas.

Nessa Salvado complementa: A Débora se senta numa posição “Chico Xavier”, se inspira e escreve na hora uma letra enquanto vamos criando, compondo e estruturando a música.

E Lu Carvalho finaliza: todas se envolvem e colocam a própria pegada na música, sejam escalas de baixo da Sarinhah, batidas e ritmos da Helena, riffs e acordes da Nessinha, mas, principalmente, todas nós montamos a estrutura. Cada uma se põe nas músicas.

-Vitroleiros: O que inspira vocês a comporem?

Siete Armas: A vida, o samba, o rock, a poesia, a cerveja, as cagadas, as conquistas, a rotina, a falta de dinheiro, o amor, o cinema, as eleições, o Brasil.

-Vitroleiros: Compor em inglês é mais fácil? Existe somente uma música de vocês em português, que é a “Mi casa, su casa”.

Siete Armas (Nessa Salvado): Apesar de “Mi casa, su casa” ser uma música bacana, divertida e que todos gostam, é uma piada interna que não representa o atual trabalho da banda.

(Dé): Não sei se é mais fácil. Escrevo em português também, minha língua nativa, mas não para o Siete Armas. No começo, escolhemos cantar em inglês sem motivo aparente. E levamos isso adiante. Tanto o inglês quanto o português são idiomas lindos. Mas para a sonoridade do Siete, que tem uma pegada setentista, crua, preferimos o inglês. Pode ser que um dia façamos algo em português. É um desejo meu não muito comentado. Quem sabe.

-Vitroleiros: Depois de quatro anos de estrada, vocês acham que a cena musical mudou muito?

Siete Armas (Helena): Cada vez as casas de shows apoiam menos as bandas independentes, e o público está cada vez menos afim de ir num show, de conhecer coisas novas. É muito mais fácil acessar o Youtube e ver um show completo de uma banda que a pessoa gosta, do que ir no show ao vivo. Pelo que vejo, a galera nova que quer tocar, começa a se inspirar nas bandas novas, coloridas e emotivas que aparecem na TV. O lado bom disso é que pelo menos a galera não é pagodeira. (risos)

Lu Carvalho, é mais romântica: Acho que a música não pode ter fronteiras e devemos sempre fazer o que gostamos. Acredito que sempre haverá alguém pra apoiar o que você faz.

Nessa diverge de Helena em alguns pontos dessa questão: Eu acredito que mudou sim! Hoje vemos demanda muito maior de shows, seja nas novas casas e baladas ou nas festas com bandas tocando. Além disso, acho que ficou mais fácil conseguir montar uma banda hoje em dia, mesmo que por hobby apenas. A cena vai se expadindo, há mais gente aceitando e se incorporando. Mas mesmo assim, em termos de colaboração e incentivo, ainda falta muito. As bandas ralam muito pra fazer o que mais gostam e na maioria das vezes têm pouco reconhecimento. Há muito mais vontade do que espaço.

Dé: O mundo muda sempre. Toda cena muda. Hoje em dia, não sabemos mais à qual cena pertencemos. Ficamos entre os amigos da cena punk e do rock alternativo. Não existe um cenário estabelecido pro Siete Armas, como o grunge ou a Tropicália. Tocamos rock em lugares nos quais pessoas que gostam de rock frequentam, basicamente.

-Vitroleiros: Qual a importância da cena independente para a música brasileira hoje?

Siete Armas: A cena independente pode ser uma forma de escape pra galera que não aguenta consumir o que tá passando por aí. É nela que você encontra a livre expressão e a criatividade pura. Porque não há uma gravadora ou um produtor manipulador querendo ganhar dinheiro em cima do artista/banda. Sem a tal cena independente, ou o “faça você mesmo” dos artistas, a música tende a ser mais comercializada do que ja é, vendida. A cena independente, na maioria das vezes, faz arte e não dinheiro.

-Vitroleiros: Que artistas da cena underground que vocês recomendam?

Siete Armas: The Dealers, Some Community, Comma, Letuce, Renato Godá, Casuarina, Otis Trio, Liquidus Ambiento, Lanny Gordin, Marcella Bellas, Renato Godá, Tulipa Ruiz, Cérebro Eletrônico, Tiê, Tiago Petit, Cumadre Fulozinha, OBMJ, Circo Motel, Tipo Uísque e por aí vai.

-Vitroleiros: Contem um pouquinho da história da banda.

Siete Armas (Lu): Tudo começou entre eu e Didi, a ex-guitarrista. Conhecemos Helena, nos juntamos, convidamos a Débora Lopes pra cantar e sabíamos que tinha uma puta voz. Primeiro ensaio, muita ansiedade, muita ceveja, e o resultado: “So Blues”. Nossa primeira linda música. Depois de alguns desentendimentos e saída da Didi convidamos a Nessa para completar com a segunda guitarra e eu havia acabado de conhecer a Sarinhah, que entrou tocando baixo. Daí pra frente, só alegria.

Vitroleiros: De onde surgiu a ideia do nome?

Siete Armas: O nome surgiu num boteco. Estávamos pensando em alguma coisa com “sete” e com “armas”. Pensamos em um nome em inglês, mas ficou muito grande e normal. A Didi falou ” E se for em espanhol? Siete Armas?” Sim! gostamos e somos até hoje o Siete Armas.

-Vitroleiros: Quais são as suas referências musicais?

Apesar de gostos em comum, cada integrante, é claro, tem um gosto pessoal. Misturamos tudo:

Siete Armas: começamos a tocar ouvindo Bikini Kill, Team Dresch, The Butchies, Sleater Kinney,  Breatmobile e Joan Jett. E mais: The Doors, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Stones, Beatles, Led Zeppelin,Johnny Cash, Elis, Bethânia, Adoniran Barbosa, Cartola, Demônios da Garoa, Caetano Veloso, Jorge Ben, Tom Jobim, João Gilberto, Astrud Gilberto, ex-mulher de João Gilberto. Jazz: Coltrane, Glenn Miller, Miles Davis.

-Vitroleiros: Qual o posicionamento de vocês em relação ao feminismo?

Siete Armas:

Helena foi breve no comentário: Todas da banda somos feministas desde os 13 anos. Não carregamos isso com a banda por não carregarmos nenhum rótulo com ela. Somos uma banda de rock.

Nessa Salvado: Todas nós somos feministíssimas assumidas (!). É por causa dessa luta que hoje temos uma banda de mulheres, conseguimos subir no palco e mostrar nosso som pra todos que quiserem apreciar. Essa é a nossa atuação como mulheres e como feministas. É sincero, cru, pacífico e convidativo.

Lu Carvalho: Acho que cada uma fala por si nessa questão, mas eu me considero feminista por conquistar a cada dia o meu espaço. Acho que as outras quatro também pensam assim. Tenho meu trampo, ganho minha grana, não dependo de ninguém. Além de tudo, ainda tenho uma banda de rock and roll só de mulheres e sou lésbica. Meio contraventora, né? Não é fácil, mas é aí que entra a questão: assumir as responsabilidades. Para mim isso é além do feminismo.

Débora Lopes: O movimento feminista mudou de forma. Acreditamos que o feminismo efetivo de hoje é o discernimento de que a mulher e o homem podem habitar os mesmos lugares e postos, com total respeito e paz. E a nossa versão de feminismo é essa, respeito e paz.

Capisco? ;)

YES!ROCK MUSIC FEST 3!

ALÔVOCÊ, adolescente cheio de hormônios que ainda não se programou para o dia 12 de junho: a partir das 11h, no Victoria Hall, em São Caetano do Sul, vai rolar a terceira edição do Yes!Rock Music Fest, cheia de atrações voltadas para o pop rock nacional: Cine, Replace, Catch Side, Mash, Dj Arikawa…  Pras meninas, ainda tem a presença dos Colírios da Capricho: Dudu Surita, Emílio Eric, Caíque Nogueira, Trio Sampaio, Hector Mosterio, Matheus Donadio, Fe Ribeiro, Piconn, Samir Rachid, Luan Sacomani, Victor Carbono, Alex Batista

Tudo bem, tudo bem. Também estamos entediados e procurando programas pro mês de maio. MAS, enquanto isso, a gente acerta junho, não? Os ingressos já estão à venda e o preço varia entre R$25 (pista) e R$45 (camarote). Dá pra conferir os pontos de venda no site da YES!ROCK, e acompanhar as novidades via Orkut (YES! ROCK MUSIC FEST), Twitter e Fotolog. Quem sabe você não consegue VIPs para festa?

A classificação é livre, mas menores de 12 anos devem estar acompanhados por pais ou responsáveis. Também será proibida a entrada de qualquer tipo de alimento ou bebida, objetos cortantes, perfurantes ou qualquer coisa que comprometa a segurança do festival.

Ah! Fiquem espertos: As pulseiras para sessão de fotos com artistas e Colírios serão vendidas no dia do evento, a partir das 11 horas,  com quantidade limitada e sem reservas. Portanto, você que deseja conhecer alguma banda ou garotos, chegue CEDO. ;)

Pra conhecer melhor as bandas, fiquem de olho aqui no Vitroleiros agora em Maio. Rolarão as devidas apresentações, prometemos.
E em junho a gente quer trombar com vocês por lá, hein?

Serviço

YES! ROCK MUSIC FEST
Data: 12 de junho de 2010, a partir das 11 horas
Local: Victoria Hall – Rua Baraldi, 743 – Centro – São Caetano do Sul – São Paulo (próximo a estação de trem)
Informações: 4232- 7537 ou contato@yesrockfest.com.br.
Twitter: @yesrockfest Orkut: YES!ROCK MUSIC FEST

#Lançamento: novo EP da banda Evora

E para a estreia da coluna semanal de lançamentos do Vitroleiros, selecionamos o novo EP (Extended Play) da banda Evora! O download do “Ignore a Inércia” está disponível no Myspace dos meninos desde a quinta-feira, dia 22 de abril. O mini-álbum é fruto de três meses de composição musical, e soa bem mais MPB que o “Inconstante”, primeiro CD dos caras. Segundo a banda, essa pegada um pouco bossa nova+pop rockque chega a lembrar Cérebro Eletrônico/Jumbo Eletro. É o tipo de som que eles queriam ter feito desde o começo.

Os talentos são: Paulinho no vocal, Guima e Adriano nas guitarras, Dan na batera e voz e Rufles no baixo.

Confira na íntegra a entrevista com Evora: 

Vitroleiros: Esse é o primeiro EP da banda?

Evora: Sim, em 2007 lançamos uma demo com 2 músicas. Em 2008 lançamos o álbum “Inconstante” e agora em 2010 nós achamos que o melhor formato seria um EP.

V: Qual a identidade musical e as influências do “Ignore a Inércia” em comparação com o “Inconstante”?

E: O “Inconstante” foi um trabalho mais baseado em rock e as músicas refletiam influências antigas da banda. Já no “Ignore a Inércia” nós nos permitimos experimentar, deixando mais evidente nossas influências musicais. As inspirações foram muitas, música brasileira em geral, além de Rock, MPB, Jazz, Funk, Soul, R&B. O disco “Inconstante” tinha influências de bandas como Foo Fighters, Incubus, Coldplay, Rufio e Anberlin, entre outras menos evidentes. Já no EP algumas dessas influências foram descartadas e outras acrescentadas; Incubus, Foo Fighters e Coldpay permanecem agora acompanhados de Los Hermanos, Chico Buarque, João Gilberto, Teatro Mágico, Arctic Monkeys e Queens Of The Stone Age, entre as principais.

V: Como está a recepção do público diante das músicas novas?

E: Estamos super felizes e satisfeitos porque as pessoas estão entendendo bem a proposta. Nos dias de hoje nós percebemos que algumas pessoas estão carentes de rock e abertas a novas propostas musicais.

V: Há previsão para lançar novo álbum com mais músicas? Projetos futuros?

E: Sim, nosso planejamento é lançar já no primeiro semestre de 2011 o novo disco do Evora. O álbum deverá seguir a mesma linha do EP “Ignore a Inércia”.

V: Como está a agenda da banda?

E: Estamos preparando o show de lançamento do EP, no entanto, já temos outras propostas que devem ser confirmadas em breve. É só ficarem ligados em nossa agenda!

V: Vai rolar o lançamento de um videoclipe?

E: Sim, iremos gravar muito em breve o clipe de “Permita-se”. O projeto está bem encaminhado e a previsão é de ser rodado já no mês de maio.

No Ipod do Paulinho toca…

Paulinho: As bandas que mais tenho ouvido são Arctic Monkeys e Incubus. É muito difícil sair dessas duas. (risos). Mas gosto muito da Maria Gadú. Tenho visto muitos vídeos e curtido alguns sons dela também.

Acesse, conheça e ouça:

Site oficial da Evora  - Comunidade no Orkut com novidades da banda  - @evorarock - Fotolog  - Trama Virtual - Myspace

Sobre a coluna

Esta é a digníssima estreia da coluna de #lançamentos do Vitroleiros!

A ideia surgiu de uma tarde desesperada em encontrar algo recém-colocado da agulha da vitrola. Sabe aquela sede por algo novo que toma conta da gente a cada momento em que colocamos pela décima vez o mesmo CD no repeat?

Eu sempre me pergunto: onde estão as produções musicais novas? Todo mundo só fica sabendo dos lançamentos comerciais e “obrigatórios”, mas e quanto aos trabalhos independentes ou com selos de gravadoras alternativas?

Bandas como Facas voadoras, Siete Armas, Lulina, agora Evora e todas as outras ótimas produções que passaram pelo nosso site são exemplos disso. Mas na maioria das vezes, só depois de muitos Googles que conseguimos encontrar o que precisávamos.

A coluna veio para dar uns pitacos em tudo que for novo! Comercial, não comercial, dependente, independente, selado, enfim. Basta ter aquele cheirinho de novidade boa que a gente coloca no ar!

Trazemos isso para todos nós que somos Vitroleiros de equipe e de coração. Sempre com música por e para quem não vive sem!

Não deixem de mandar sugestões para o contato@vitroleiros.org e/ou cadastre sua banda aqui.

Aguardem por mais entrevistas e novidades sobre esta banda e outros lançamentos!

#drops: All my sisters at Funhouse

O blues me lembra aqueles bares de New Orleans com poucas pessoas e um clima introspectivo.  O rock ‘n blues ainda resgata essa lembrança, mas com mais alegria e leveza. Essa é a proposta da banda paulistana Siete Armas, que com uma levada dançante recria de forma criativa o clima dos anos 60, através de letras que falam de liberdade, amor, comportamento, poesia, e do universo feminino em geral.

A banda composta por Helena Krausz (bateria), Lu Carvalho (guitarra), Nessa Salvado (guitarra), Sarah C. Si (baixo) e Débora Lopes (voz) está na estrada desde 2006 e aproveita da experiência de cada integrante no cenário alternativo para compor um conjunto homogêneo e ao mesmo tempo diverso, provando a maturidade do grupo.

Em 8 de Março, a Siete Armas lançou um EP em sua página do Myspace (confere lá) com destaque para as músicas “Those Flowers” , “A Dreamer’s Photographic Mind” e “All My Sisters”. No próximo domingo acontece o lançamento ao vivo do trabalho na Funhouse, com muito rock, blues e poesia.

Lançamento EP Siete Armas
Funhouse – Rua Bela Cintra, 567.
Data: 11/04
Horário: 19hs
Entrada: R$ 20 – consumíveis