A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

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“Big Band de Ska”  interpreta músicas brasileiras com ritmos da Jamaica

Aposto que você nunca pensou em dançar ao som da música-tema de “A Voz do Brasil”, não é mesmo? Acontece que a sisuda, séria e antiga ópera “O Guarani”, composta por Carlos Gomes, virou música para ser dançada com todas as bençãos de Jah. Os responsáveis pela anarquia são os 9 músicos da “Orquestra Brasileira de Música Jamaicana”, grupo de nome quase auto-explicativo que resolveu adaptar clássicos do repertório musical brasileiro para o ska, o dub e o reagge.

Formada por músicos experientes, a Orquestra nasceu com uma constatação: músicas brasileiras eram tocadas e adaptadas por bandas da Europa e do Japão, mas não havia ninguém no Brasil fazendo esse tipo de coisa.Jogando longe o tal banquinho e violão, o grupo pretende colocar todo mundo pra dançar com versões de “Garota de Ipanema”, “Águas de Março” e “Carinhoso”. Outras escolhas inusitadas são marchinhas de carnaval, “Tico-Tico No Fubá” e o clássico de Adoniran Barbosa, “Trem das Onze”.

A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana é formada por Sérgio Soffiatti (guitarra, vocal), Rafael Toloi (baixo), Fabio Luchs (bateria), Felipe Pipeta (trompete), Ruben Marley (trombone), Marcelo Cotarelli (trompete), Fernando Bastos (sax e flauta), Igor Thomaz (sax) e Lulu Camargo (teclado).

Com tanta gente, será que existe um maestro para essa orquestra? Apesar de ter sido um dos idealizadores da banda, o vocalista e guitarrista Sérgio Sofiatti avisa: “Nós somos uma banda. Eu faço alguns arranjos, mas não tenho formação de maestro. Aqui todo mundo acaba dando sua contribuição.”

Quando?
Sexta-feira, dia 18 de setembro. A partir das 22 horas já tem música rolando e a Orquestra sobe no palco à meia-noite.
Onde? na Aldeia Turiassú. Rua Turiassú, 928, Perdizes.
Quanto? Os ingressos custam 30 reais na porta ou 20 com nome na lista – é só mandar um e-mail com os nomes para obmj@gmail.com.
Por que? Sacudir o esqueleto com ska e ainda fazer Carlos Gomes revirar no túmulo não tem preço