Aloe Blacc: ele mesmo, Jay-Z, James Brown, Kanye ou Velvet Underground

ele é bom de qualquer jeito!

Final de semana, minha obrigação é compartilhar coisa boa, então VEM, GENTE!, que a vibe hoje é black music e não tem quem não desperte com um groove. Me derreto por Aloe Blacc desde a primeira vez que ouvi Love You Is Killing Me, um presente do Rapha via twitter.

É um prazer enorme ouvir alguém que mexe contigo nas primeiras duas frases que você ouve. No entanto, ele se supera ainda mais no quesito tornar mais belas músicas que já são conhecidas e incríveis. No último feriado, conheci sua versão de Femme Fatale numa de minhas zapeadas. Ponto pra MTV:

Outra surpresa veio essa semana. O rapper mexeu com os grandes e se saiu bem: uma versão de 99 Problems com um hit de James Brown, influência de Kanye, toda trabalhada no soul e sem Jay-Z, que tal?

Aloe Blacc – “99 Problems” (Jay-Z x Kanye West x James Brown Medley) by vitroleiros

Não conhece o cara? Bom, tudo o que você precisa saber é que Aloe Blacc começou sua carreira como MC nos anos 90, mas foi só em 2006 que gravou o primeiro álbum solo, “Shine Through”. Sua música une jazz, R&B, soul e hip hop e seu segundo disco foi lançado no ano passado, com o título de “Good Things”. Dois álbuns que você precisa ouvir ainda hoje, por favor. Talvez você até já tenha ouvido falar dele e nem sabe: “I Need A Dollar”, single do último disco, bombou nas paradas do ano passado. Te liga:

Curtiu? Então demorou pra correr atrás dos discos ou acompanhá-lo pelo Myspace e pelo seu site oficial.

domingo: salada soul

da série rapidinhas: pra quem, como eu, curte o dia chuvoso em casa, a playlist do dia começou comigo e um dvd de marvin gaye, gostinho de saudades. desembestou numa mistura de tesão, agonia, alegria… saudável para o equilíbrio mental. não consegui não compartilhar.

ao apertar play, você desfrutará de:

i’m wild about you, al green
respect, aretha franklin
let’s get it on, marvin gaye
i just wanna make love to you, etta james
d’angelo, cruisin’
pimps don’t cry, eva mendes & cee-lo
aloe blacc, shine through
ain’t no mountain high enough, diana ross
crazy, gnarls barkley
nothing even matters, lauryn hill

então vai!

(bônus: também encontrei minha definição de domingo perfeito)

apertar play pela vitória:

75 anos de Elvis: Rock n’ Roll Meme

Em uma tarde de Dia das Crianças, o pequeno Elvis Presley, saído de seus dez anos, pisou pela primeira vez ao palco. Presley foi convidado por sua professora, Oleta Grimes, para se apresentar na feira de Laticínios de Alabama-Mississipi, em 1945. Nesse exato momento,  para além dos alagadiços sulistas, o mundo já havia conhecido os horrores de duas grandes guerras que dizimaram um contingente sem paralelos e levaria ainda o conhecimento dos horrores da bomba de fissão nuclear. Altivo em seu traje de cowboy, o menino não tinha tempo para pensar na reação de Neutrons, Urânio e Plutônio, ocupado que estava com o prêmio que recebera com sua colocação em segundo lugar na feira: singelos 5 dólares e passe livre para todos os brinquedos do parque improvisado. A homenagem é ainda mais singela se comparada ao que Elvis conquistou no fim de sua carreira: mais de um bilhão de discos vendidos mundialmente e a chave mestra de todo um gênero musical, que ele ajudou a moldar e sobre o qual, com personalidade ímpar até então, construiu sua linguagem e reinado. Não a toa, Elvis foi um estouro!<br><br>

Depois de mais de cinco décadas de carreira (que realmente decolou em 1955 com o contrato entre Elvis e a gravadora RCA Victor) é mais fácil perceber o que atraia tanta gente no que Elvis Presley fazia. A mistura de sua sonoridade – do Gospel (de sua infância em Tupelo, Mississipi) ao R&B e Jazz (das calçadas da lendária Beale St. em Memphis, Tennessee, onde residiu a partir de 48) – não era lá uma grande novidade, mas com músicas de ritmo agitado e melodias bem construídas e viciantes, sem exagerar nos ataques, a fórmula bem balanceada levava o Rock ao patamar do mainstream. Com Elvis, o Rock era uma música de todos os homens, para todos os homens. Uma mensagem musical um bocado forte, principalmente considerando que, enquanto o rei fazia sucesso durante a década de 50, o apartheid sul-africano estava à todo o vapor e movimentos segregacionistas agitavam até mesmo os quintais norte-americano, com o retorno de protestos da famosa Ku Klux Klan.

Por outro lado, é seguro dizer que muito do que tornava Elvis Presley especial estava no visual. Sua carreira é um dos primeiros exemplos de um músico que percebe que fazer Rock é mais do que pegar uma guitarra elétrica e soltar alguns acordes agressivos. Mais do que isso, Rock é atitude, algo que Elvis despejava não apenas em sua música, mas em toda sua imagem pública, que simplesmente brilhava nos televisores norte-americanos em shows de sucesso como os de Ed Sullivan, onde gente como os Beatles também deram suas caras. Se o Rock de hoje tem seu que intrínseco de glamour, roupas arrojadas e penteados fora de série, há muito a que se agradecer ao casaco de couro, regata, jeans e topete arrassa-quarteirão do bom e velho Elvis Presley. A mensagem visual era tão potente que deu inspiração para uma centena de sósias e “wannabes” que andam por aí até hoje. Elvis, em seus plenos 75 anos, de fato não morreu, e sua existência hoje pode ser comparada a um “Meme”: um fenômeno cultural que segue até hoje nas entranhas de seu gênero, altivo com sua roupa de cowboy e seus 5 dólares no bolso.


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