Confira “Staircase”

A banda britânica Radiohead, lançou nessa terça feira uma nova música chamada Staircase“. A faixa foi extraída da próxima edição do “From The Basement”, que vai ao ar dia 1º de julho, na Inglaterra. O programa reúne artistas importantes em performances ao vivo em estúdio. Em 2008, a banda participou tocando as músicas do álbum “In Rainbows”

Staircase segue o estilo do último álbum da banda, o“The King Of Limbs” que foi lançado em março deste ano.

 O grupo ainda contou com a participação do baterista Clive Deamer, do Get The Blessing, para ajudar o baterista Philip Selway na execução das músicas.

Confira Staircase:

Nação Radiohead

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Ana veio de Curitiba, Bruno saiu de Natal e Hemanuel, desbancou-se de Manaus. Representantes dos quatro cantos do país reunidos com um objetivo comum: assistir a um dos shows mais aguardados dos últimos tempos. A banda inglesa Radiohead demorou 15 anos, sete álbuns e dezenas músicas para vir até o Brasil – uma eternidade para grande parte dos 54 mil que inundaram Rio de Janeiro e São Paulo com camisetas, letras decoradas e Ipods recheados com as melodias de Thom York, Ed O’Brian, Phil Selway e dos irmãos Colin e Jony Greenwood.

O Radiohead nasceu com o duvidoso nome de “On a Friday”, uma referência ao único dia da semana que os cinco frequentadores da escola exclusiva para rapazes da cidade de Abingdon conseguiam conciliar as agendas e ensaiar. O ano era 1985 – 8 anos antes da banda lançar o fundamental “Ok Computer”, que rompeu os padrões estéticos de uma “banda de rock” e adicionou às guitarras melodias fragmentadas, barulhinhos eletrônicos e letras sobre o vazio da vida moderna.

Em 2007, a banda foi ainda mais longe e desintegrou padrões da indústria fonográfica ao disponibilizar o álbum “In Rainbows”, na íntegra, para download. Porém, muito antes do gesto, Ana de Curitiba já atestava “Eu só conheço o Radiohead graças à Internet”. Ana Áurea tem 20 anos e pertence a uma geração que cresceu descobrindo, trocando e compartilhando arquivos de música na rede. Fã da banda, a estudante de Medicina na UFPR deixou de comparecer a uma prova afim de vir ao show, que em São Paulo aconteceu no domingo, 22 de março.

Hemanuel Jhosé é fã de Radiohead desde 1998. Para sair do Amazonas e vir a São Paulo, ele gastou quase mil reais em passagens e sacrificou meio expediente. A odisséia valeu a pena, uma vez que a banda mesclou o repertório mais recente com clássicos como “Fake Plastic Trees” e “Creep”, dos dois primeiros álbuns. “Além disso,a banda se mostrou muito competente e Thom York é um frontman bem seguro”, comenta ele.

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Setlist do show em São Paulo

Estudante de Rádio & TV da UFRN de Natal, Bruno Evangelista adquiriu o ingresso assim que começaram as vendas online – pontualmente à meia-noite do dia 5 de dezembro de 2008. Em São Paulo, Bruno hospedou-se em um albergue e ficou espantado com a quantidade de hóspedes que estavam lá exclusivamente para o show. Da massa de fãs, ele colecionou histórias como a do tatuador profissional fã do Radiohead que marcou a pele de meia dúzia de alberguistas com o nome da banda, frases de músicas e o famoso “ursinho chorão” símbolo do Radiohead.

Durante quase uma década, circulou na internet a campanha “Radiohead Come To Fucking Brazil” (“Radiohead Venha a Droga do Brasil”), feita por fãs brasileiros inconformados com a ausência de shows da banda em terras tupiniquins. Finalmente foram atendidos – e a altura – por um show classificado de “irretocável”, “impecável” e o “melhor da minha vida”.

Da lama ao caos

O festival Just a Fest conseguiu trazer o Radiohead para o Brasil, mas pecou pela falta de organização. Em São Paulo, o público de 30 mil pessoas sofreu com a sinalização precária e o caos generalizado na saída do show, que aconteceu na Chácara do Jóquei, zona Oeste da cidade. Motoristas que desembolsaram 35 reais para ficar no estacionamento oficial esperaram até 3 horas para conseguir sair de lá, sina compartilhada por centenas de pessoas que não conseguiam pegar um táxi. Alguns taxistas, aproveitando-se do desespero geral, chegavam a cobrar 150 reais por uma corrida com o taxímetro desligado até a região da Av. Paulista. Um rapaz inconformado resumiu tudo: “O show foi incrível, mas a desorganização foi vergonhosa”.

Foto por Silvio Tanaka

You. Who? Her!

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Desculpem o trocadilho. Eu estou falando da banda nova yorkina Uh Huh Her, formada por Camila Grey (baixo, guitarra e vocal) e Leisha Hailey (teclado e vocal) no início de 2007. O electropop indie tocado pela banda soa muito familiar no primeiro álbum, denominado Common Reaction, lançado em agosto de 2008 pela Nettwerk Records. As influências do som do Uh Huh her passam por David Bowie e The Cure,  com a melancolia do Radiohead acompanhando alguns momentos das composições e refrões a la The Smiths. O nome “Uh Huh Her” foi inspirado pelo álbum de mesmo nome, da cantora PJ Harvey, lançado em 2004.

Leisha Hailey foi integrante do grupo The Murmurs, mais tarde chamado Gush e abandonou a música por um tempo para estrelar na série The L Word, do Showtime, como a personagem Alice Pieszecki, uma jornalista bissexual. Camila Grey foi baixista e tecladista da cantora Kelly Ousbourne, Melissa Auf der Maur e outros músicos, além de ser ex-integrante da banda de rock Mellowdrone. Inicialmente o Uh Huh Her tinha três integrantes, sendo Alicia Warrington a baterista, que  deixou a banda antes do lançamento do clipe Not a Love Song.

Sons parecidos: Tegan and Sara, Kinnie Starr, The Organ, An Horse, Télépopmusik, Metric.

Destaques do Álbum Commom Reaction: Say So, Wait Another Day, Not a Love Song e Common Reaction.

Confira no youtube e ouça no myspace.

Listen to Uh Huh Her.

Um paradoxo no arco-íris

radioheadTodo mundo sabe que não é de hoje que várias bandas, além da indústria fonográfica em geral, passam por maus-uns-bocados desde que a música foi parar na internet, podendo ser compartilhada por quem quer que seja, a torto e a direito.

Foi-se o tempo que pra ouvir a sua banda predileta, era preciso comprar um CD. Agora é possível realizar downloads de discografias inteiras, sem pagar um centavo sequer. E isso irrita muita gente engravatada, e até mesmo, sem gravata, como foi o caso da banda Metallica.

Mas pra quebrar toda a lógica já conhecida sob esse mesmo universo, eis que surge o Radiohead, da forma mais inusitada possível no mundo virtual. Em 10 de outubro do último ano, a banda lançou o sétimo álbum de sua carreira, entitulado In Rainbows, que veio como um divisor de águas pra “resolver” o problema de quem ainda achava que a polêmica iria muito mais além: O disco foi inteiramente disponibilizado para download. E o preço? A escolha dos fãs. Foi quase como assistir a uma propaganda das Casas Bahia, em que o rapaz pergunta “Quer pagar quanto?”.

Com a saída do LP e a vinda do CD, basicamente tivemos uma melhora na portabilidade e qualidade do som, mas ainda era necessário a adesão do disco e de se ter um aparelho pra reprodução. O que não acontece no caso do MP3, que desde o seu surgimento, revolucionou a relação que as pessoas tem com a música.

Com o surgimento dos downloads, há uma quebra na antiga relação CD + Player, e o Radiohead por sua vez, radicalizou totalmente o processo, rompendo o elo de toda uma discussão da indústria. Isso acabou causando uma relação mais forte ainda entre fãs e a banda, que além de pagarem pela obra online – 2/3 dos que realizaram o download, pagaram pelo disco – boa parte acabou fazendo questão de correr até as lojas pra comprar o Box do In Rainbows, com direito a CD, encarte, fotos, letras, e tudo o mais que se tem direito. E é devido a isso, que venho por meio deste humilde artigo parabenizar e pedir aplausos à Thom Yorke e sua turma, não somente pela qualidade de toda a obra criada por eles. Mas também pela incrível estratégia de divulgação e vendagem deste último álbum, que na minha opinião, é excelente. Músicas como 15 Step, Jigsaw Falling into Place, All I Need, dentre as outras, me fazem lembrar porque Radiohead é uma das minhas bandas preferidas.

PS: A notícia é antiga, mas eu senti a necessidade de deixar isso registrado aqui no Vitroleiros.org. Então, taí! :-)