O som agridoce (e melancólico) de Pitty e Martin

“Pitty é o novo folk”, dizia o Churrasco na Laje em junho do ano passado. Nas caixas de comentários por aí, fizeram fila pra condenar. Inclusive eu, fã confessa de Pitty – há sei lá, quase dez anos? – debochei de Agridoce, seu projeto paralelo com o guitarrista Martin Mendonça. E debochei assim que lançado, quando todos apontavam para as influências e riam: “Nick Drake, Elliot Smith, Velvet Underground e Leonard Cohen… Será?”.

A versão folk-hipster do rock de Pitty?


Agridoce,Ne Parle Pas

Pois bem, “vinte minutos em seis” foi meu primeiro julgamento. “É tão chato que parece infinito”, encontrei em anotações antigas. Mas tudo é uma questão de ponto de vista. Tudo depende do momento, da disposição, da vontade. Seis meses depois, e era a hora certa. Felizmente, resolvi fuçar o que havia de novo pelas bandas do som baiano Agridoce numa das madrugadas do início desse ano. Pelo rádio, soube enquanto estava na praia que a cantora liberara novas músicas.

Sem essa de “fofolk”. O  projeto, oficialmente categorizado entre “Canção popular melodramática / Experimental / Shoegaze”, agrada por ser doce sem vomitar unicórnios. Não consigo imaginar Pitty num palco com a postura Shoegaze, mas também não vou aqui me prender a rótulos. Marcante mesmo foi ser surpreendida pela melancolia que poucas vezes alguma música me despertou sem motivo aparente.

E eu adoro melancolia. De repente, percebi que é isso o que mais gosto nas músicas dela e que havia ignorado solenemente na primeira vez que ouvi o projeto. Como se eu tivesse esquecido do poder que as letras de Pitty costumam exercer sobre mim, da força que a voz rouca e atípica da pequena tem sobre meus caprichos. Não é um vocal fácil, ele arranha. Incomoda. Deixa marcas. Desde sempre ela foi a intérprete que mais me agradava — mesmo ao soar irritante. Tudo por uma característica simples:  a singularidade. A identidade que às vezes parece em falta na música atual.

Agridoce me fisgou, seja no francês tímido e marcado de Pitty em Ne Parle Pas, seja em 20 passos, quando a voz de Martin briga com os arranjos de piano e violão. Aliás, acho que Martin deveria assumir o vocal mais vezes, sua performance é ímpar. Está aí o dezenove vezes amor que não me deixa mentir.


Agridoce, 20 passos

Continuo torcendo levemente o nariz para Dançando e Epílogos e Finais — algo não se encaixa para mim — mas é lembrança boa a de que sempre vale a pena dar uma segunda chance, especialmente quando a gente ouve algo já com conceitos formados. Às vezes o pretenso conhecimento é um grande vilão.

Tudo isso pra dizer: quem curtiu também e está em São Paulo pode ouvir ao vivo amanhã, no STUDIO SP, em Noite Fora do Eixo especial. VEM, GENTE!

Pitty lança o clipe de Só Agora, assista aqui

Essa semana a Pitty está com tudo, hein? Bom pra nós. Depois de lançar a inédita “Comum de Dois”, que tocará na gravação do DVD ao Vivo no Circo Voador, a baiana lançou nessa madrugada o clipe de uma das músicas mais marcantes de Chiaroscuro: Só Agora.


Vontade de morder, quem tem?

O clipe tem um clima vintage fofíssimo: foi filmado em Super 8, durante o feriado de Proclamação da República, no interior de São Paulo. Com cara de álbum de família dos sonhos, teve a participação dos amigos e filhos de amigos da banda. É assinado por Ricardo Spencer, que, além de amigo de Pitty de longa data, também responde por outros vídeos da cantora, como o clipe de Déja Vú e o documentário “Sessões Anacrônicas”.

Confira o clipe de Só Agora:

Direção: Ricardo Spencer
Assist. de Direção: Rafael Kent
Produção: Juliana Dias e Rodrigo Santos

Pitty lança música nova para gravação de DVD no Circo Voador

“Como eu previa, confusão. ‘fala de traveco?’, ‘ih, é sobre homossexualismo’, ‘não entendi a letra’… Bem… não é ‘sobre travesti’, nem ‘sobre Laerte’. A história dele (que é crossdresser) me inspirou a criar esse personagem da música. Se quiser, tome isso como metáfora. no final das contas, eu só estou falando de liberdade.”

Essas foram as palavras de Pitty, em seu twitter, pouco depois de liberar a nova faixa, Comum de Dois, que integrará seu DVD ao vivo no Circo Voador. A cantora reagia à repercussão dos fãs, por meio da tag #PittyDVDnoCirco.

A gravação, segundo ela, é uma demo ao vivo e foi feita num dos ensaios. O show especial que dará origem ao DVD acontece no dia 18 de dezembro e contará com a participação de Fábio Cascadura e Hique Gomez.

Para ouvir a música nova da Pitty, é só dar play abaixo.

Não esqueça de tuitar o que achou depois, hein? A própria Pitty tá checando a tag. =)

Confira a letra de “Comum de Dois”:

Quis se recriar, se fantasiar
No quarto de vestir, despiu-se do pudor
Quis se adornar Quis se enfeitar

Vestido e salto, enfim pra si tomou

Se transformou, se arriscou
Se reinventou, e gostou
Ele se transformou, precisou correr
Uma vida pra entender
Que ele era assim, um comum de dois
E hoje vai sair com a melhor lingerie
Não pra afrontar, só quer se divertir
Mas ele afrontou provocou assombrou
Incomodou, e ele nem ligou…
Se acabou

E beijou, e dançou
Ele aproveitou…

Quando apontam aquele olhar
Ele sabe, e deixa passar
O salto dói, ele sorri
Mais machucava ter que omitir .
Prazer e dor de ser mulher por essa noite,
É o que ele quer

Degusta bem, vê que valeu
Ele se transformou…
Sua dama ao seu lado amparando o motim
Juntos rolam pela noite
Nunca dantes par assim

(E se você pode ir ao show, vá e curta por nós! Estou aqui aos prantos por não poder cobrir essa!)

Vinis, mp3 e direitos autorais: Tecnologia e música no #debatenokia

O artista como arte
SER ARTISTA É UMA ARTE!! a indústria é realmente decepcionante porque os artistas se contentam em ser medíocres!!“, disse Chris Brown em seu twitter na segunda-feira. E esse seu comentário não só faz sentido como também foi um dos grandes pontos abordados no último domingo, 7/11, no Debate Nokia sobre Tecnologia e Música. Lobão soltou já quase no fim da discussão: “é preciso restituir às boas bandas o desejo de chegar ao topo das paradas sem perder a qualidade”. Sim, porque, segundo ele, hoje todo mundo quer dinheiro e sucesso – não importa a que custo. E aí, o que chega ao mainstream se torna, em sua maioria, sinônimo de porcaria para aqueles que conhecem do assunto.


“Vi a morte total do CD e acabei crescendo dentro disso, dessa historia de se adaptar aos novos tempos, de não ficar parada reclamando” — Pitty, no #debatenokia

Com um computador e acesso a internet, qualquer um é artista. Ou acredita ser. Pitty, que saiu do que chama de “underground do underground” – a cena de rock na Bahia – comentou inclusive que, ao mesmo tempo em que maravilhosa – um espaço democrático, afinal, cheio de músicos (amadores ou não) – a tecnologia tem seu lado ruim. “As pessoas não querem ser artistas, elas querem ser famosas. Eu não quero ser mainstream, underground ou alternativa. Eu quero viver da minha música”.

Questionamentos eternos
Além dos músicos Pitty e Lobão, Carlos Affonso de Souza, advogado e representante do Creative Commons no Brasil participou do painel. Em foco, os benefícios e prejuízos das tecnologias para o mercado musical: como precificar uma obra autoral? Como divulgá-la e vendê-la depois do estouro do MP3? O que é e o que não é pirataria? Por que as rádios no Brasil são tão restritas? São perguntas às vezes até intangíveis, mas que precisam ganhar espaço entre artistas, gravadoras, rádios e até mesmo o público.

Terra do jabá?
O desabafo comum a ambos os músicos partiu da ideia de que, se na internet as músicas são ouvidas como são, é nas rádios que o grande público toma conhecimento delas. E para estar na rádio a dificuldade vai além do grande problema do jabá: é preciso se encaixar num padrão comercial nem sempre parecido com aquilo que foi inicialmente composto. “A cada novo single, o Martin, meu guitarrista, é o primeiro que sofre”, brinca Pitty, que já fez um desabafo bem lúcido em seu blog a respeito das rádios e o rock no início desse ano. O resumo, simples demais, veio de Lobão: “falta PAUDURESCÊNCIA no rock do Brasil”. E as rádios alimentam isso, exigindo que tudo seja “pop” demais o tempo todo. Enquanto isso, escondidas por aí, bandas de qualidade, mas que não se submetem às mudanças ou não têm dinheiro para pagar sua entrada na programação lutam por um lugarzinho ao sol sem nunca saber se conseguirão ou não. A verdade é que hoje não basta talento, tecnologia: é preciso dinheiro ou sorte também.


“Basicamente, a gente tem que readquirir o hábito de ouvir realmente a música.” Lobão no #debatenokia

Direitos e formatos
Direitos autorais e formatos de áudio também foram destaque do debate. Afinal, imposto em cima de imposto e quem sai no prejuízo é a arte. “O que a gente vai fazer? Como continuar atribuindo valor para a música e vivendo dela nessa hora em que ela virou um arquivo solto, que qualquer um vai lá e pega?”, desafia a baiana. Foi a deixa para Lobão comentar a necessidade de valorização do vinil, que tem retornado às lojas atualmente depois de um tempo no limbo. Aliás, a defesa não foi só o vinil: foi da experiência auditiva como um todo.

O questionamento principal é: com toda essa tecnologia, os fones de ouvido baratos, os mp3 de baixa qualidade e a banalização do videoclipe, quando foi a última vez que você ouviu um álbum do início ao fim, colocando a música em primeiro lugar, captando todo o conceito que o artista criou ali? Pois é. Isso também se banalizou demais — o que pode não ser de todo ruim, mas é triste. Afinal, quem cria o faz com a intenção de que aquilo seja ser ouvido, observado, compreendido. Não há mais — não de todo, mas em grande parte do mundo — o ritual de ouvir um disco. As crianças de hoje riem-se diante de um CD, ora essa. Quem dirá de um bolachão. Mas vinil é tecnologia também, amigos. E há fones de ouvido que oferecem experiências auditivas incríveis. Os bons artistas continuam pensando em seus álbuns de forma íntima, escolhendo a ordem das músicas, mixando os áudios fora daqui. Então é tudo uma questão de escolha — e de lutarmos ou não para que isso não acabe. Afinal, “mais do que tecnologia, é o que você faz com ela”, não? E, se podemos fazer dela ferramenta para que a música se torne algo melhor e mais proveitoso, por que deixarmos que ela faça da música o que quiser?

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A discussão, muito interessante, não parou lá no MIS.  Quem se interessa pelo assunto, pode ler:
(São pontos de vistas distintos, mas que alimentam a discussão em vários dos aspectos citados ali em cima)

- Por que precisamos de audiófilos, do Gizmodo
- Radio Days, da Pitty
- O futuro da música depois da morte do CD, de Sérgio Amadeu da Silveira e Irineu Franco
- Qual o Futuro da Música?, da BRAVO
- O futuro da música, da SUPERINTERESSANTE
- O que rolou no debate da Nokia, por Namoral Produções
- #debatenokia no Twitter.
- O que é o #debatenokia e quais as discussões aconteceram além da música?

Quer dar sua opinião ou sugerir mais uma leitura? Comente aí embaixo ou mande email para contato@vitroleiros.org. ;)

O fracasso lhe subiu à cabeça

“O que trago sobre os ombros é meu e é só meu / Sustento sem implorar a benção e o pesar / Mas vil é desdenhar do que não se pode ter”

Uma diva decaída, cheia de altos e baixos, presa a complexos e baixa auto-estima. A loucura de ser artista — mais: de viver — pela qual tantos passam. Essa é a história de Fracasso, novo clipe da Pitty.

Sempre linda, a baiana teve uma atuação digna de troféu Drama Queen (o look em geral sempre é drama, mas hoje ela foi rainha). Abusando do azul e do preto nos olhos verdes e o clássico batom vermelho, a maquiagem pesada é a coadjuvante no vídeo em que, durante os desvarios de loucura, a cantora consegue se passar até pela figura do Curinga, toda borrada, rindo do próprio desespero.

Mas não tem clima pesado, não: dá até pra dar boas risadas com o clipe. Isso, é claro, se você conseguir fugir da identificação pesada com a letra não tão sutil da canção: “A ofensa é pessoal: quem aponta o traidor é quem foi traído / Já sabe o que é cair, ao menos tentou ficar de pé / E vítima de si, despreza o que nunca vai ter”.

Se pra você nenhuma das minhas justificativas é suficiente, emendo: Tem a Pitty de lingerie. Isso sempre alegra o dia. ;)

*Fracasso é o segundo single do álbum Chiaroscuro, lançado em 2009.

E vocês, o que acharam? Comentem aí!

#drops: Pitty fala sobre Rita Lee

“Não sei pinçar exatamente em que aspecto da minha carreira tenho-a como influência, mas percebo que é algo entranhado profunda e inconscientemente. Mais do que usar sua obra como referência, a questão é que sinto uma identificação grande nas coisas que ela fez e faz, no jeito de levar a vida. Talvez a gente só tenha vindo do mesmo planeta e, quando olho para ela, me reconheço de alguma forma, como se de repente no meio de uma raça estranha encontrasse alguém da minha espécie.”

Pitty, sobre Rita Lee
[original]

Ficaí a dica: Quando o Gabriel Louback entrevistou a Pitty para o perfil de Rita Lee na  Revista da Cultura, veio conversar comigo, fã confessa, sobre o quão bacana tinham sido suas respostas. Concordei assim que terminei de ler, não podia ser diferente: a baiana parece sempre ter algo a acrescentar. Comentei que uma das coisas que mais me faz gostar da Pitty é o fato dela saber se expressar tão bem. Então ele decidiu: Depois que a matéria saísse, disponibilizaria,  na íntegra, a entrevista feita com a Pitty  sobre a Rita Lee.

As publicações saíram ontem e, da minha parte, recomendo as duas leituras com fervor.

[a foto é a única que já tirei dela, no LG Mobile Worldcup]

Chiaroscuro

chiaro

Faltam só dois dias para o lançamento oficial do novo álbum de Pitty,  Chiaroscuro: Banda faz pocket show para os fãs na véspera, na Saraiva Morumbi.

Vazaram na web há mais de uma semana links para download do álbum “Chiaroscuro”, da Pitty. Em seu twitter, a cantora deixou um singelo “É, vazou. Mas ‘quem ama espera’, rsrs. Dia 11 tá chegando” – o que não deixa de ser verdade: Os fãs apontam o vazamento como aspecto positivo, afinal, se tinham dúvidas sobre comprar ou não o disco, agora têm certeza de que o investimento vale a pena.

Álbum de contrastes – a começar pelo nome – Chiaroscuro não fugiu ao estilo da baiana. De certa forma, pode causar um estranhamento inicial  (a banda ousou nas experimentações) mas o resultado não desaponta. Os tradicionais elementos obscuros, tom de crítica, apelo emocional, temática da alienação e riffs criativos estão lá, firmes e fortes. No quesito influências, aparecem os já conhecidos QOTSA, Muse e Stone Temple Pillots, além de inclusões que vão do blues ao tango, com passagens pela jovem guarda, pelo indie rock atual e (por que não?) por Admirável Chip Novo e Anacrônico – prova de que sua identidade musical foi preservada, mesmo depois de tantos anos de estrada.

Chiaroscuro foi gravado em clima ‘lar doce lar’, no Estúdio Madeira – montado na casa do baterista Duda. É o terceiro disco de inéditas da cantora – o último, Anacrônico, saiu em 2005. Seu lançamento, que está marcado para 11 de agosto (terça-feira), começa na véspera. Dia 10 de agosto, às dez e meia da noite, Pitty toca na Saraiva Morumbi – e logo em seguida iniciam-se as vendas do CD e uma sessão de autógrafos. Se você é de São Paulo, não dá pra perder.

UPDATE: Saiu no UOL Música uma matéria falando das referências literárias e com um faixa-a-faixa comentado pela própria Pitty. :)

PITTY NA SARAIVA MEGA STORE MORUMBISHOPPING
10 de Agosto de 2009, a partir das 21h – Grátis
Endereço:

Av. Roque Petroni Jr,1.089 – Morumbi
São Paulo – SP
Cep: 04707-000
Tel: (11) 5181.7574 / 7901
Fax: (11) 5181.6427

Mais sobre Chiaroscuro

[Tracklist] 8 ou 80, Me Adora, Medo, Água Contida, Só Agora, Fracasso, Desconstruindo Amélia, Trapézio, Rato na Roda, A Sombra, Todos Estão Mudos.

[Letra e clipe de "Me Adora", primeiro single]

[Letra de "Água Contida"]

#drops: Saiu o clipe de “Me Adora”, novo single da Pitty!

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Pitty liberou em primeiramão no 256tonsdecinza o primeiro clipe do Chiaroscuro. Me Adora, que já está tocando em todas as rádios do país, estreia na TV ainda essa semana, tem versão em clima de baladinha – e o melhor, é em HD!

Assistam agora ao clipe de Me Adora!

Pra quem gosta de acompanhar, a letra:

ME ADORA

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

É, “Me Adora” gruda duma forma na cabeça da gente… Refrão maldosamente pegajoso (como definiu o Inagaki) e que você pode até não gostar na primeira vez que ouve, mas de repente…

#drops: Saem nome e capas do novo álbum de Pitty

Chiaroescuro está com lançamento oficial marcado para 11 de agosto, fãs podem concorrer ao disco antes do lançamento.

FINALMENTE! Depois de especulações, ansiedade e alguns mal-entendidos, saiu hoje no 256tonsdecinza a capa do novo álbum da Pitty. Chiaroscuro é o nome da obra que terá como primeiro single “Me Adora” – que já teve um trecho divulgado e você pode ouvir aqui.

Agora, o que todos esperávamos… As capas!

capa_pitty_final_1_baixa

capa_pitty_final_2_baixaTudo a ver com a campanha toda de divulgação do 256tonsdecinza, né?

Eu não sei porque, mas sinto que esse álbum estará mais para Admirável Chip Novo do que para Anacrônico. Aliás, se pensar bem, para nenhum dos dois. A baixinha mudou muuuuuuuuuuito do início da carreira pra cá. E a gente fica aqui assistindo (e amando muit0) tudo isso. ;)

E se você é megafã e está disposto a aparecer pra receber o disco antes do lançamento… Bom, corre lá no post da promoção e comece já a pensar em que loucura fará pra ganhar!!

Me adora!

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Pros Pittymaníacos que, como eu, estão acompanhando de perto a saga do novo CD da baixinha baiana… Eis que o novo single já foi definido! Me Adora começa a tocar nas rádios em 14.07 e seu clipe está em fase de edição por Ricardo Spencer, que já gravou Memórias e Déja Vu.


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As fotos são de Otavio Sousa e a informação é do 256tonsdecinza.