E, como sempre, os ingressos no Brasil são disputados a tapa (especialmente quando vendidos porcamente pela #TicketsforFail).
Graças à pré-venda para clientes Mastercard Citibank, os ingressos para os shows do Pearl Jam no Brasil para o público geral começaram a ser vendidos com alguns setores já esgotados. O início das vendas aconteceu à 0h de hoje, e antes disso o site da T4F já apresentava problemas. Eu mesma não consegui acessar nenhuma vez (beijo celular que me salvou! \o/), e pelo jeito o acesso ainda está zicado.
Com o frenesi internético, para o show em São Paulo só sobraram ingressos para arquibancadas azul, especial, vermelha e laranja.
E, considerando o espaço de datas entre uma cidade e outra, vem a esperança dúvida: será que vai ter show extra?
O Pearl Jam se apresenta em São Paulo no dia 04/11, no Morumbi, dia 06/11 na Apoteose, no Rio de Janeiro, dia 09/11 no Estádio do Paraná Cllube, em Curitiba, e por fim dia 11/11, no Estádio Zequinha, em Porto Alegre.
E os festivais continuam bombando, tirando o sono e o dinheiro dos fãs de música por aqui.
Rock in Rio com dia extra com show de Stevie Wonder, Joss Stone, Ke$ha, Jamiroquai, entre outros.
Planeta Terra que, depois de ter os ingressos esgotados em algumas horas, quando ainda não haviam divulgado muito nomes, (e entre os primeiramente divulgados, The Vaccines, que preferiram sair em turnê com o Arctic Monkeys a participar do festival …), confirma uma lista de ótimas atrações: Interpol, Goldfrapp, White Lies, Broken Social Scene, The Name, Garotas Suecas e Criolo.
E o SWU, que mudou de endereço, esse ano se realizará em Paulínia e fará dias mais temáticos, confirmou presença no “Dia Rock” de 311, Miyavi e Primus para se juntar com Megadeath, Faith No More e Sonic Youth.
Além dos festivais, confirmaram shows por aqui: Rihanna, Pearl Jam, Britney Spears, Red Hot Chili Peppers e a lista segue.
Você já decidiu em quais irá? Fora o Planeta Terra, esgotadérrimo, ainda há ingressos para todos. Haja dinheiro…
Enfim os boatos foram confirmados: Pearl Jam vem ao Brasil e se apresenta em quatro cidades diferentes: 4/11 em São Paulo (Estádio do Morumbi), 6/11 no Rio de Janeiro (Apoteose), 9/11 em Curitiba (Estádio do Paraná Clube) e 11/11 em Porto Alegre (Estádio Zequinha). Esta é sua segunda passagem pelo país e os shows fazem parte da turnê em comemoração aos 20 anos da banda.
Formada em 1991, o Pearl Jam é uma das maiores bandas do grunge de Seattle que se mantém em atividade até hoje. Nesses vinte anos, lançaram 9 discos em estúdio e 2 ao vivo, além das bootlegs oficiais, que trazem o registro de praticamente todos os shows desde 2000.
A venda para o público em geral começa no dia 1º de agosto, à meia-noite, pelo site da T4F, nas bilheterias oficiais e pelo telefone 11 4003-5588. Em São Paulo, os preços vão de R$ 190 a R$ 380. E o melhor de tudo: sem pista vip!
E, se ainda tiver alguma dúvida de que este show é imperdível, confira o vídeo abaixo e tenha uma ideia de como foi a apresentação de 2005 em São Paulo:
O contraste de um ukulele frenético com o azul relaxante do mar é quase uma poesia. Assim é o novo clipe de Eddie Vedder, “Can’t Keep”, faixa tirada do álbum “Riot Act”, do Pearl Jam, de 2002.
“Ukulele Songs” foi lançado oficialmente hoje, mas se você quiser conferir o álbum antes de qualquer aquisição, ele caiu na rede há algumas semanas.
Agosto, setembro e outubro de 1991, há distantes 20 anos: chegam às lojas nos Estados Unidos Ten, Nevermind e Badmotorfinger, três álbuns que definiram uma geração inteira de hardrockers e headbangers que se uniram sob o selo do grunge. É difícil imaginar o por quê –comparando apenas os autores dos discos citados acima (Pearl Jam, Nirvana e Soundgarden, respectivamente), tudo que parece colocá-los no mesmo gênero é uma preferência algo exagerada por camisas de flanela e jeans rasgados.
Digno de nota: no caso de Eddie Vedder, do Pearl Jam, o desleixo com a indumentária virou “uniforme”. Foram pelo menos três anos com a mesma camiseta verde-musgo-bosta do clipe de Even Flow, para os shows de promoção do Ten e do álbum seguinte, Vs.
Aqui:
Ah, e aqui. Foram 11 anos com a mesma camiseta, então:
Todo o resto parece colocar as bandas chamadas grunges em categorizações distintas: estilo musical e influências, estética, ativismo político, abuso de drogas, relacionamento com as gravadoras e a mídia, e tudo o mais que vai na receita de uma banda de rock. Com exceção, talvez, de um componente que parece nortear ao menos os três primeiros discos das bandas que integraram o grunge: a raiva.
Abaixo: raiva.
É justo atribuir ao punk os “direitos autorais” sobre o rock hidrofóbico, mas há uma grande diferença de contexto. Nas décadas de 70 e 80 do milênio passado, o mundo era dividido pela guerra fria, conceitos como tradição e moral ainda tinham algum peso e a juventude estava afogada por famílias e governos autoritários. Adolescentes, sendo adolescentes, escolhiam lados ou pregavam o “não-lado” do anarquismo; se não, ao menos o fim da hipocrisia.
A raiva dos grunges não tinha lado nem alvo, era emputecimento puro e simples: suco aborrescente. É até difícil entender o que querem dizer a maioria das letras –longas discussões pela internet têm tentado resolver isso, sem sucesso. Aqueles gringos magricelas berrando, berrando e a gente não entendendo nada, a não ser que eles estavam realmente bravos com sabe-se lá o que. E, pra dizer a verdade, quem é que não está? Tanto faz, soa tão bem.
Passada a chatice do fim dos anos 80, o grunge catalisou um sentimento generalizado de desencanto, tédio e falta de futuro de uma década que prometia Califórnia e entregou, bem, Seattle. E então, um grito –a inquietação dos músicos grunges era a mesma de todos que queriam mandar o status quo à merda, no berro e no chute.
Era tanta gente que o alternativo virou mainstream – de 1991 a 1994, o que mais vendia discos no mundo era aquela barulheira ranzinza. Mas talvez pra nunca mais. Não voltou nem com a mania dos revivals que cobriu praticamente todas as décadas anteriores: dos 2000’s pra cá, apareceram bandas que ressoam acordes dos anos 50, 60, 70, 80… E os 90? Ao que tudo indica, não está nem por vir.
A bem da verdade, a culpa não é nem da geração atual: quem viveu o tumulto grunge e hoje está engravatado no escritório esperando a aposentadoria chegar sabe bem. Mas a impressão que dá é a de que desaprendemos a ser desordeiros, desbocados e inconseqüentes. Olhamos para o grunge da mesma distância e com a mesma indiferença que a galera do início dos 90 olhava para a bicho-grilagem dos Doors (duas injustiças).
Uma coisa, pelo menos, não mudou nos últimos 60 anos: cada vez que a banda predileta de um adolescente não deixa os pais de cabelo em pé (não que o Restart não faça isso, mas por outros motivos), o rock morre um pouquinho. Pode ser exagero (esperemos que sim), mas, do jeito que vai, mais uns 10 anos e nos lembraremos do grunge como “o último suspiro do rock n’ roll” –assim, com o “n’ roll” que caiu em desuso e vai ver que é bem a parte que anda fazendo falta.
Quando me pediram pra escolher um álbum (um só, que é como me pedir pra escolher um órgão pra me sobrar no corpo) adorei a idéia. Cerca de quinze segundos depois minha vontade era dar com a cabeça de quem pediu na quina de alguma parede. Ou reproduzir a cena de ‘American History X’. Sim, aquela cena. Suponho que boa parte dos que atenderem ao pedido farão uma introdução parecida, mas acho importante fazer também, de modo que entendam de uma vez por todas que um pedido desses não se faz nem pro pior inimigo.
Dito isso, escolhi o álbum que mais ouvi. Não por ser o disco que mais amo, porque se fosse esse o critério ia gastar mais uns meses escolhendo e não sairia com texto nenhum. Era necessária uma lista que tivesse algum álbum no topo e odeio ordem alfabética, que não passa da eterna celebração da criança que aprende o alfabeto e repete pra mostrar a descoberta.
Ten. Posso assobiar todas as suas faixas. De trás pra frente. Debaixo d’água. E ainda assim não tenho muito o que dizer sobre ele. Na Wikipedia tem um monte de infos, ó só.
Pensei em fazer como o Renmero e contar uma história que de alguma forma envolvesse o disco. Não seria difícil. Amei ouvindo Ten, briguei, apanhei também, comprei meu primeiro ténis ouvindo Ten, com grana ganha trabalhando enquanto ouvia Ten. Cometi meu primeiro crime com Ten nos fones de ouvido. Destruí meu primeiro violão segundos depois de conseguir tocar Alive inteira pela primeira vez, sem o solo. Cantei Black no ouvido dela, no dela e no dela.
Quando éramos guris, o Dênis tinha um violão e não sabia tocar, mas aprendeu o baixo de Even Flow. Conseguia tocar e cantar ao mesmo tempo (eu ainda não consigo) e era tão idiota e cheio de clichês quanto eu. Depois de uma festa, voltando pra casa não lembro de quem, sentamos ao lado de Sêo Pedro e tocamos Even Flow, em dueto violão, violaixo e voz. Nem morador de rua ele era, mas pelo menos não entendia inglês. Sorriu feliz e voltou pra dentro da casa que estava reformando. Sêu Pedro deve estar até hoje com cara de WTF, mas sem clichê babaca não se faz um adolescente, então I’ve been there, done that.
Enfim, não vou escrever um texto em que a relação com o disco é TRICKY, mas também não vou contar uma história pra cada faixa. Nem lembro de todas as histórias pra poder contar, mas acredite: quando se ouve um único disco quase o tempo todo, se tem história pra cacete.
O ponto é que o disco não termina. Até hoje ouço inteiro esperando que o disco termine. Até prometo que I’ll hold the pain, release me, mas it doesn’t and it goes right back to Once upon a time. Estou preso no repeat desde moleque.
O leitor que é mais babaca vai notar que não mencionei todas as faixas do disco, mas adianto que não sei falar de música. “Writing about music is like dancing about architecture – it’s a really stupid thing to want to do.” — Elvis Costello (thank you NIGGA* for giving me the perfect quote).
Se toda a história da indústria fonográfica estivesse a ponto de ser destruída e coubesse a mim escolher um disco pra salvar, seria o Ten. Não é me gabar, a ideia não é na esperança do mundo viver como eu vivi, é que a única vida que conheço é a minha e se ela foi boa o bastante em seus altos e baixos até o momento, foi em parte por conta desse disco. Ou no mínimo sob sua supervisão numa grande porção do tempo.
Já disse que sou cheio de clichês, então cabe um aviso: Erros de digitação, gramática ou qualquer outra coisa que passaram batidos foi porque parei a revisão quando terminou Master/Slave. Nada mais clichê que usar só o tempo do disco pra escrever sobre ele e revisar.
o desafiado
Trecker é do tipo que até tem cara de mau, mas não engana: constrói e destrói amores em poucas palavras, sofre de DOENÇA EDITORIAL no twitter, é apaixonado por comunicação & tecnologia e sempre tem referências bacanas sobre toda sorte de assuntos. Enquanto vocês lêem esse post e trabalham, ele se prepara para desbravar EL RELAMPAGO DEL CATATUMBO.
É aquela vontade de sair correndo sem direção nem motivo. De querer algo novo e diferente. De tentar mudar alguma coisa, sabendo que no final das contas quem muda mesmo é a gente. É isso o que se sente quando se ouve pela primeira vez a trilha sonora original de Into the Wild (Na Natureza Selvagem, em português). A trilha é feita por Eddie Vedder, conhecido por sua longa história no Pearl Jam e que, pela primeira vez, aparece com um projeto solo.
Pé na estrada
O protagonista – baseado na figura real de Christopher McCandless – viaja pelos EUA com o propósito de chegar no Alasca, para viver um tempo sozinho sobrevivendo de caça e buscando algum sentido para a felicidade. Ao longo do caminho, conhece pessoas e lugares que qualquer um de nós poderia conhecer – e que nos faz questionar os motivos pelos quais não jogamos tudo pro alto e procuramos algo assim para nossas vidas.
A música cria a atmosfera perfeita para a relação da história do viajante com os locais, as pessoas e situações. Abusando da voz, Vedder nos induz a pensar em conceitos sociais e morais, o que acompanha a jornada do então chamado Alexander Supertramp, o nome adotado por McCandless para atingir um grau mais elevado de liberdade.
É muito difícil tratar da música sem relacioná-la com o filme (e o mesmo vale para o contrário). A idéia é de que um é essencial para o outro. Ao conhecer os dois, no entanto, pode-se aproveitar ao máximo tudo que ambas as obras podem oferecer. Por isso paro por aqui, por enquanto. Caso não encontrem mais nada meu por aqui, que já fique avisado. Fui pra não voltar tão cedo. Pra não querer mais do que preciso. Não é difícil perceber que precisamos de poucas coisas no final das contas; mas, definitivamente, música não dá pra ficar sem.
CD Eddie Vedder – Trilha Sonora do filme "Into the Wild"
1. Setting Forth 2. No Ceiling 3. Far Behind 4. Rise 5. Long Nights 6. Tuolumme 7. Hard Sun 8. Society 9. The Wolf 10. End Of The Road 11. Guaranteed