Não deixa o frio dessa segunda dominar o estado de espírito não! Tem novidade gostosa no ar. Os guris do Evora me mandaram há algum tempo o link para seus singles de 2011, mas eu estava sem computador. De certa forma, parece ter valido a pena: o dia de hoje é ideal para curtir em loop as cinco faixas disponibilizadas no site oficial da banda. Café em Sol Maior e Permita-se vocês já conhecem de postsanteriores, não? Mas ainda há Ego, O Lado de Lá e Quebre o Silêncio.
As faixas estão na pegada nova da banda, cada vez mais dentro do conceito próprio e ousado que eles vêm tentando seguir desde o ano passado: um rock bem tocado e cheio de influências da MPB. E parece que esses lindos vão continuar fazendo sexo com a música por muito tempo… Bom pra nós.
Me First And The Gimme Gimmes marcou minha adolescência com sua versão punk/hardcore para I Believe I Can Fly.
Por isso, sempre que rola novidades deles, faço questão de correr para o abraço e ver se tem algo tão bacana quanto os covers clássicos dos meus 13/14 anos.
A boa do dia é que eles lançaram hoje, em seu Myspace, o novo EP “Go Down Under”, que só tem covers de músicas australianas. Sempre vale a pena dar uma escutada.
*E se você tem problemas para ouvir música no Myspace (bugs por lá são coisa comum, eu diria), dá pra tentar caminhar por meios escusos.
Além das já conhecidas Rented Dreams, Not My Fault e So What, estão disponíveis agora: I Want My Hype In Money, Sei, Organized Orgy, Lack of Ability, Why Would You Read Shakespeare?, She e Roller Coaster. Todas deliciosamente grudentas.
Projeto de Rodrigo Brandão e Bianca Jhordão (os dois da banda Leela) e Carol Teixeira (escritora e filósofa) & Fredi Chernobyl Endres (guitarrista da Comunidade Nin-Jitsu e produtor do Bonde do Rolê), o Brollies & Apples é a banda que tocaria com Gossip, se eles não tivessem cancelado a turnê no Brasil. Sente o TAMANHO da responsa, dividir a noite com Beth Ditto.
Não é pra menos: eles são a orgia organizada daqui do Brasil. Orgia organizada? Nããão… É uma surubona mesmo: os quatro integrantes trocam o tempo todo de instrumentos e de lugar – todos cantam, todos tocam. Só dá pra entender ouvindo — às vezes nem assim. Mas o som deles é divertido, gostoso pra pirar.
Quando fui convidado a escolher um único álbum definitivo, que considero essencial, pensei: F*DEU. Não só porque é tarefa difícil pra qualquer um que goste de música, mas porque geralmente eu gosto de canções isoladas e faço minhas próprias coletâneas. Como se não bastasse, escrever sobre essa escolha é uma tarefa não menos complicada.
Tentando facilitar, pensei em álbuns que funcionam como uma música só. Explico: O The Wall do Pink Floyd, por exemplo, costuma ser classificado como uma ópera. Não no sentido clássico, claro! Mas porque uma música termina emendada na outra, e as letras se complementam para contar uma história. Por isso, as canções até podem ser ouvidas separadamente, mas foram feitas para serem apreciadas na sequência do disco.
Tá, eu não gosto de Pink Floyd. Mas consigo pensar em outros álbuns que funcionam desse jeito. Embora as músicas não sejam conectadas, nem contem uma história única, o sentimento que elas provocam parece bem linear. Eu poderia citar o clássico álbum Ten do Pearl Jam, todos da banda canadense Arcade Fire, o disco MCMXCL do finado grupo Enigma, ou ainda o Exile on Main Street dos Rolling Stones. Qualquer um desses discos pode ser ouvido inteiro na sequência, e você vai entender o que eu quero dizer. Mas, seguindo essa linha, o álbum essencial que eu escolho é o Mezzanine, do coletivo londrino Massive Attack.
O grupo reuniu gente conhecida da cena underground da Inglaterra, em 1983: Andrew Mushroom, Tricky, e Daddy G são os DJs compositores das músicas, enquanto o grafiteiro 3D faz os vocais da maioria delas. Mas não todas, já que uma das coisas mais legais do grupo é ter vários vocalistas diferentes! O álbum Mezzanine contou com os convidados Horace Andy, cantor jamaicano de reggae, e Elizabeth Fraser, da banda de pop rock inglês Cocteau Twins.
A combinação parece confusa, eu sei. Mas fica perfeita nas mãos desse que é um dos melhores times de produtores da música eletrônica. E embora não tenham sido os criadores do trip-hop — que nasceu da fusão de diferentes tipos de hip-hop, dub, grooves, guitarras e bateria —, os DJs do Massive Attack foram os pioneiros do estilo. A sensualidade densa e hipnótica desse som, que se tornou sucesso graças a eles, influenciou muito do que veio depois, durante a era do poperô putz-putz dos anos 90. Na trilha deles, também vieram o Portishead, o Morcheeba, e outros nomes famosos do trip-hop e do lounge. Hoje o álbum Mezzanine é cult. O maior sucesso do Massive Attack já tem 12 anos de idade, e muitas das músicas ainda aparecem em filmes e séries de sucesso.
Andrew Mushroom deixou o grupo logo depois do Mezzanine. Daddy G, além de compositor, continua por trás da voz mais grave das músicas. Tricky canta em algumas delas, com seu sotaque caribenho inconfundível, mas seguiu carreira solo. E o ex-grafiteiro 3D ainda é o vocalista principal do coletivo. Depois de 6 anos sem novidades, eles estão pra lançar o novo álbum Heligoland, ainda em 2010. Mal posso esperar pra ouvir!
o desafiado
O Trotta, dentre muitas de suas funções, comanda o Trottolices. Foi o primeiro convidado porque recentemente publicou por lá as 30 músicas que marcaram sua vida e babamos na série. Hoje é Analista de Mídias Sociais da Polvora! Comunicação, mas já trabalhou como designer, ilustrador, redator, ator, tradutor, dublador, músico, tradutor…
E ainda arranja pique pra fazer piadas ruins diariamente. =P
Vitrolinhas do meu coração, é o seguinte: a partir de hoje, todas as segundas-feiras um de nós aqui da equipe cria uma lista de músicas/vídeos pra animar o início da semana de vocês. Pra começar, eu – @lovemaltine – separei dez músicas da minha infância, tipo lá dos anos 90.
Foi difícil escolher, mas como o intuito era mais fazer rir e lembrar, o resultado ficou… hmn… divertido. Claaaaro que, como eu nasci em 1990 e ouço quase de tudo, não dá pra ser levada a sério. hahaha. Mas as próximas virão com mais significado [e músicas mais decentes]!
Chiaroescuro está com lançamento oficial marcado para 11 de agosto, fãs podem concorrer ao disco antes do lançamento.
FINALMENTE! Depois de especulações, ansiedade e alguns mal-entendidos, saiu hoje no 256tonsdecinza a capa do novo álbum da Pitty. Chiaroscuro é o nome da obra que terá como primeiro single “Me Adora” – que já teve um trecho divulgado e você pode ouvir aqui.
Agora, o que todos esperávamos… As capas!
Tudo a ver com a campanha toda de divulgação do 256tonsdecinza, né?
Eu não sei porque, mas sinto que esse álbum estará mais para Admirável Chip Novo do que para Anacrônico. Aliás, se pensar bem, para nenhum dos dois. A baixinha mudou muuuuuuuuuuito do início da carreira pra cá. E a gente fica aqui assistindo (e amando muit0) tudo isso.
E se você é megafã e está disposto a aparecer pra receber o disco antes do lançamento… Bom, corre lá no post da promoção e comece já a pensar em que loucura fará pra ganhar!!