100 estádios do Morumbi lotados. Esse é o valor equivalente mais próximo dos 8 milhões de pessoas que assistirão ao show da banda vencedora do Levi’s Music.
Calma, nós explicamos: cinco bandas do cenário independente nacional foram selecionadas por gente que vive música. Cinco bandas que merecem minutinhos da sua atenção e mais: dos teus amigos! O hotsite do concurso entrou no ar para que o público conheça essas bandas e escolha qual deve ganhar. No dia 7 de junho, será divulgada a vencedora — que ganha um videoclipe e a exibição na homepage do YouTube, acessado por cerca de 8 milhões de pessoas.
Sim, nós já apresentamos o concurso aqui no vitrolas. Mas agora, na reta final, nós batemos um papo com os curadores e os membros da banda pra que quem ainda não conheceu descubra em tempo o que está perdendo! Aperte o play e se prepare pra conhecer melhor cada uma das concorrentes! E, claro, não esqueça de ajudar quem você julga merecedor! A votação será encerrada no dia 4 de junho.
Nevilton
por Jessica Grant
Quem diria que uma banda formada no interior do Paraná iria concorrer num dos maiores concursos de música contemporânea brasileira? O grupo umuarense Nevilton, composto por Nevilton de Alencar, Tiago Inforzato e Éder Chapolla, conseguiu a proeza, ainda por cima indicados por Pablo Miyazawa, editor da Rolling Stone Brasil. “A gente se conheceu no primeiro show que fizemos em São Paulo”, lembra Nevilton do encontro com o jornalista. A apresentação, comemoração de um ano do podcast de José Flávio Júnior, Max de Castro e Paulo Terron, o Qualquer Coisa, e também aniversário do Paulo, ocorreu na Neu Club em fevereiro de 2009. “O Pablo estava lá, ele viu, gostou do show, a gente foi conversar, trocamos ideia e tínhamos vários gostos parecidos de música”, conta o vocalista que, depois, teve a chance de aparecer algumas vezes na revista do seu padrinho. O jornalista logo gostou da banda. “Achei [o show] bastante energético e gostei que ele cantava em português e tocava bem a guitarra, me surpreendi com o fato de ser bem técnico.”
Quando a Levi’s convidou Miyazawa para apadrinhar uma banda no concurso, ele não pensou em outra. “[Nevilton] tem cheiro de novidade, frescor, e preenchem lacunas na música jovem brasileira hoje. E os caras são muito bacanas, o tipo de gente que você pega e simpatiza, sabe que eles merecem estar num lugar melhor de onde estão hoje”, defende. A humildade e simpatia ressoa na voz do vocalista, que quando perguntado porque merece ganhar, logo passa a bola. “Quem tem de responder isso é o Pablo e o público [risos]. A gente tá fazendo som, tá vindo do nosso suor mesmo. A gente cativa pelo nosso trabalho porque se envolve com ele”, e dá o mesmo valor ao concurso anterior da Levi’s que ganharam uma das 12 edições anuais, o Be Original.
Se vencer o concurso, Nevilton terá dado mais um passo na sua carreira musical. “Somos uma banda que, apesar de estar bastante exposta, é carente em vários sentidos, por exemplo em material de vídeo. E ganhando isso já ganharíamos um clipe, algo que seria muito bom”, destaca. Já Pablo defende o trio com um argumento simples, mas de peso: novidade e qualidade. “Eu acho que é uma banda original e eles tem essa qualidade melódica musical, as composições são boas.”
Stellabella
por Emanuelle Herrera

Stellabella é sinônimo de rock’nroll, puro e simples. “Eu, André Stella (voz e guitarra), formei a banda em 2000. Já tinha tocado em outras bandas, mas dessa vez queria formar um grupo que realmente levasse música a sério. Chamei o André Mafra (China, baixo), que eu já conhecia desde a época de colégio e ele me apresentou o Diego Laje (bateria), que é argentino e veio para o Brasil também com a vontade de entrar para uma banda e tocar. Nessa época eles tocavam em uma outra banda e eu acabei “roubando” eles para tocar comigo”.
O powertrio carioca, junto há 10 anos, lançou um disco homônimo em 2008 com apoio do curador e amigo da banda, Tico Santa Cruz (Detonautas e Raimundos). “Nossa amizade com o Tico Santa Cruz e com todos do Detonautas vem desde 2001, quando tocamos juntos aqui no Rio pela primeira vez. Nós estávamos bem no início da banda e eles nos incentivaram muito. Desde então nós nunca perdemos contato e eles sempre nos deram a maior força, inclusive nos chamando para abrir alguns shows”, conta André.
“A química entre a gente foi imediata e nossa vontade de conseguir mostrar nosso trabalho e um dia poder viver só de música fez com que a gente chegasse até aqui”. A parceria com Tico e a química entre a banda é que estão fazendo a campanha para o Levi’s Music. Pois bem: StellaBella tem apoio de peso e um disco no forno que sai ainda esse ano. No MySpace, Tico Santa Cruz defende: “O disco [antigo] rodou muito nas estradas por onde passei. Fiz questão de distribuir em rádios, indicar em festivais, mostrar aos amigos, porém nada disso adiantaria se o mais importante não estivesse presente, a boa música”. E com essa mesma parceria, saem em campanha para tocar para 8 milhões de pessoas.
Stop Play Moon
por Ariane Freitas

Tudo muito visual e moderno. Uma vocalista que é modelo e atriz, um fotógrafo na guitarra e um ilustrador gráfico na bateria compõem a Stop Play Moon: Geanine Marques, Paulo Bega e Ricardo Athayde, que começaram a tocar em novembro de 2007. “Paulo acabava de sair da banda Vague, convidou Geanine, Ricardo e eu para começarmos um novo projeto. O convite veio pelo fato de nos conhecermos, termos amigos em comum e trabalharmos no mesmo meio, a moda”. Alexandre Youssef, que apresentou a banda ao Levi’s Music, conhecia os integrantes de longa data e gostou de início da proposta do som. E ele é mesmo um padrinho: foi o anfitrião do primeiro show da banda — quando o Studio SP ainda era na Vila Madalena — e apresentou o então produtor do quase pronto CD de estreia.
O diferencial da banda, segundo Alê Youssef, é a inovação: “Acho que são modernos, mesclam música e moda como poucos: o vocal forte da Geanine Marques foge do convencional, as bases e composições bem pop de Ricardo Athaide e Paulo Bega e produção caprichada do craque Plinio Profeta”. Ricardo conta que o que os motiva é a harmonia entre os integrantes e os ritmos: “Desde os primeiros ensaios o resultado sempre foi incrível, uma sonoridade original. Com o tempo a personalidade da banda foi se solidificando. A Stop Play Moon tem vida própria e isso nos motiva”.
Com influências que vão do Jazz ao Technopop, o grupo está sempre misturando e evoluindo. Essa é sua principal característica. “Aposto [na Stop Play Moon] pois são antenados e contemporâneos. Com nítido potencial internacional. Foi por isso que os achei perfeitos para se associarem a uma marca como a Levi’s”, defende Alê. Potencial não falta mesmo – só falta o apoio de vocês.
Sweet Fanny Adams
por Leonardo Ávila

Os Pernambucanos do Sweet Fanny Adams trazem ao ringue um estilo completamente destítuido de firulas e regrinhas. Não, o estilo dos caras é diversão pura, um rock montado com desapego ao próprio Rock e a paixão cega de fazer todo mundo sair do chão. E não é só a guitarra dançante e divertida o trunfo dos garotos. A banda tem experiência adquirida em suas passagens por diversos festivais nacionais em estados como Goiás, Pernambuco e Pará. Rock indepedente do norte como poucos.
Quem coloca a mão no fogo pela banda no Levi’s Music é Ana Garcia, redatora do site pernambucano Coquetel Molotov. Ana aposta nos refrões e riffs descolados, e acredita que é justamente esse niilismo juvenil por tudo que não seja diversão que colocará a Sweet Fanny Adams como a banda mais inovadora do festival. É ver pra crer.
Vote aqui em Sweet Fanny Adams
Zémaria
por Bruno Guerrero

Tá em uma festa? Tem luzes coloridas? Coisas brilhando? Luz negra? Não tem nada disso? Tudo bem, não precisa. Zémaria transporta a gente pra um lugar assim só com notas musicais, sintetizadores e seu eletro-rock quase surreal. Os capixabas que vieram do rock e do hardcore, com o esquemão básico guitarra-baixo-bateria, transformaram a música do início de sua formação para abraçar as diversas texturas eletrônicas de um jeito um pouco mais forte: “os timbres dos sintetizadores e das baterias eletrônicas nos pegaram de jeito”. A banda é formada por Sanny Lys, Spon, Marcel e Nargoléo. Dizendo que instrumentos são todos iguais (da guitarra ao moog), e que a única restrição para se fazer música é que ela tem que ser boa, Zémaria se mostra como minha favorita pra levar o prêmio da Levi’s Music.
Seu primeiro grande passo foi em 2002, quando lançaram o seu primeiro álbum. Desde então, 3 EPs e 3 CDs depois, já tocaram na Noruega, Inglaterra, França, Irlanda, Alemanha, Portugal, Argentina e, é claro, no nosso país do futebol. Para Marcel, a principal dificuldade de aparecer na cena brasileira é a enormidade do país, sendo que ela fica mais restrita ao “velho eixo RJ-SP”. Esse problema não é só vivido por eles, mas por muitos outros também. Com isso, a internet é a boa e (já) velha aliada na conversão cultural. E é com isso que Marcel explica que só dá pra conhecer de verdade mesmo Zémaria e sua energia ao assistir a um de seus shows: “é onde da pra entender a real”. E nada melhor para a divulgação, então, que concorrer à produção de um videoclipe que será veiculado na home do YouTube durante um dia inteiro. É por isso que eles pedem sua ajuda no Levi’s Music: “Estamos quase em primeiro, só falta o seu voto!”. Só mesmo.
Ainda indeciso? Corre no site da Levi’s Music pra ouvir um pouco mais de cada uma e espalhe pros seus amigos. :]














Stellabella, afilhada do Tico Santa Cruz, é um trio formado no fim do ano 2000 por André Stella, China e Diego. Nesses quase dez anos, já passou por diversos palcos com seu som quente e cotidiano, ao lado de muitos representantes de peso da cena indie. O padrinho, Tico, foi responsável por apresentar o trabalho deles a Von Kilzer, da Coqueiro Verde Records, e acabou participando nas música “Alguém” e “Às vezes”, ambas do disco agora intitulado Stellabella. Pra quem gosta, presentão.


