Quer um Rock inovador? Conheça o Jamirulus


LISTEN:


Pessoas com seus 20 e tantos anos, um pouco mais, um pouco menos, podem se sentir perdidas quando ligam o rádio e ouvem as músicas que estão nas paradas nestes últimos anos e meses. Três tipos definem: pop rock emo/“colorido”, black music e Lady Gaga.

Quando ouvi o som do Jamirulus, aquela esperança de buscar algo bom e diferente que não fosse restrito a um público de pseudo cults ou excêntricos musicais, que parecia ter morrido, veio à tona de novo.

“O Jamirulus é uma banda com a energia do pop, o peso do rock e o groove do funk. A proposta da banda é inovar o cenário musical atual do Brasil, com um estilo diferenciado mas sem deixar o gosto popular de lado”, conta Simba, o guitarra do Jamirulus.

Sete anos de banda. É um tempo longo suficiente para saber exatamente como agradar ao público. Os simpáticos e talentosos integrantes da banda desta #Entrevista são:

Bruno Geddy – Vocal
Leandro Piru – Baixo
Yuri – Teclado e Guitarra
Simba – Guitarra
Don Boccalini – Bateria

O primeiro álbum do grupo, denominado “54” está previsto para ser lançado no mês de agosto de 2010. O disco já foi gravado e está sendo finalizado em fase de mixagem. Os garotos prometem que logo menos estará disponível no site www.jamirulus.com.br, junto com um clipe novo.

E neste fim de semana, nos dias 24 e 25 de julho, os caras vão tocar em Carapicuíba num evento de bandas independentes e domingo no evento da rádio Metropolitana no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo.

CONFIRA A #ENTREVISTA:

Como a banda começou?

O Jamirulus existe desde 5 de abril (05/04 – para quem não sabe, 54 é intitulado o nome do nosso priemiro álbum) de 2003, quando os amigos Leandro (Piru) e Phillip (Simba) começaram a fazer aulas de baixo e guitarra respectivamente, e o irmão de Piru, Guilherme (Don) começou a estudar bateria e decidiram montar uma banda. Vizinho de Piru, Daniel Broetto assumiu o posto de vocalista e um amigo de infãncia de Simba e Piru Carlos “Toss”, a outra guitarra. Estava formado o Jamirulus Anos mais tarde, por escolha própria, os membros Daniel e Carlos deixaram a banda e entraram Yuri Blackhammit na guitarra e teclados e seu colega de conservatório Bruno Geddy nos vocais. Formação atual da banda.

Quais são as influências do Jamirulus?

Nossas influências são todas possíveis, do pop ao rock, da MPB ao jazz e por aí vai: Red Hot Chili Peppers, Rush, Guns ‘n Roses, Charlie Brown Jr, Talisman….

De onde veio o nome diferente e curioso da banda?

Jamirulus veio de uma brincadeira entre Simba e Piru com uma amiga de escola que apelidamos de Jamirulus Octavius (antigo nome da banda). Pra ficar mais fácil deixamos só Jamirulus. Existe, inclusive, na internet e no nosso site, um vídeo nosso no CQC respondendo a essa pergunta no top five, graças a “brilhante” explicação do baixista. (risos)

>>> Assista à explicação (…) que o baixista Piru deu sobre o nome Jamirulus ao CQC, programa da TV Bandeirantes:

Contem sobre a participação de vocês em programas eventos.

Além de programas de internet, aparecemos pela primeira vez no programa On Stage em guarulhos. Era um programa para bandas independentes que queriam dar uma divulgada no material, também tivemos a participação no programa Lu na TV (de onde foi tirado o video que foi pro Top Five do CQC) e tivemos uma breve aparição no programa do Jô Soares num cartaz anunciando o Manifesto Rock Fest (festival organizado pelo Piru com o Manifesto bar) onde apareceu nossa foto como banda de encerramento do evento que teve menção pelo Jô. Temos que agradecer, e muito, à banda Capital Inicial, pois no dia 1º de maio de 2010 tivemos a oportunidade de tocar com eles e sem dúvida foi uma experiência incrível.

Para ganhar fama e notoriedade no mundo da música, é necessário ter Q.I. (quem indica) e “padrinhos”?

Para ser reconhecido ter contatos e “padrinhos” é muito importante. Não nos lembramos de uma banda que ficou muito famosa sem ajuda de grandes produtoras ou gravadoras ou dinheiro para investir na divulgação de imagem. Nós do Jamirulus, como nossas letras dizem, acreditamos também em perseverança, acreditar nos seus sonhos, lutar, correr atras e fazer acontecer. Isso para nós é o principal, além do talento musical. Acreditamos que o cénario musical está sempre mudando. As bandas ditas como “coloridas” vieram talvez por abordar temas mais jovens, ou o modo como se vestem não sabemos dizer ao certo, o mundo musical é absurdamente vasto. O Jamirulus não é uma banda colorida e quer tentar trazer um estilo novo para os jovens e adultos do mundo inteiro.

Na opinião do Jamirulus, existe ajuda entre as bandas menos divulgadas pela mídia que fazem parte do cenário independente?

No cenário independente existe sim mais ajuda entre as bandas. Todas as bandas independentes deveriam pensar dessa forma, assim todos chegaremos juntos ao lugar mais alto.

O Jamirulus indica alguma banda para quem está a fim de novidade?

Estamos fazendo shows juntos com a banda LYS, parceiros de longa data com um som de primeira qualidade.

Youtube

Site Oficial

Fotolog

@jamirulus54

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Republica: We Don’t Need a 303

Você já ouviu falar na banda Republica? Deveria.

Formada em 1991, em São Paulo, a banda tem em sua formação atual Luiz Fernando Vieira, Jorge Marinhas, Marco Vieira e Guto Marinho e  já se apresentou em diversas cidades do Brasil: Planeta Atlantida, Festival de Verão de Salvador, São Paulo Moto Festival… Os publicitários levam a banda como um “hobbie sério” e, além de tocar, produziram o próprio CD. Quer dizer, Republica não é mais uma banda dessa nova safra de pretenso rock nacional, não.

Em suas principais influências, Metallica, Led Zeppelin, Deep Purple, AC/DC, Black Sabbath e os nacionais Ira!, Paralamas do Sucesso, Titãs e Ultraje à Rigor, que tornam Republica um mix entre várias fases do rock. Nas palavras da banda, um “hard rock contemporâneo com um pouquinho de grunge”, sempre deixando claro que, com o excesso de influências que sofremos hoje em dia, fica difícil caracterizá-los com apenas um estilo.

Pois bem, a Republica lançou no último dia 18 o clipe de We Don’t Need a 303, do álbum  There’s No Fucking Electronic Modern Loop. É rock’n'roll como pouco se vê aqui no Brasil. Checa aí e depois conta pra gente o que achou!

Gostou? Dá pra seguir Republica no twitter, vasculhar vídeos de shows do Republica no Youtube e ainda ouvir mais no Myspace Oficial da banda. :)

Ganhe o CD do Apanhador Só

Para ganhar o álbum do Apanhador Só autografado é só twitter o trecho de qualquer música deles com o link “http://migre.me/E924” no final do tweet

Peça única

Boas metáforas e figuras divertidas aparecem nas letras do disco homônimo da banda gaúcha Apanhador Só, lançado em abril [conheça a banda]. A qualidade das composições, diferentes, bem amarradas, delicadas e com ótimas sacadas, é bem acompanhada pelo som, trazendo unidade e diversidade em todo o álbum de Alexandre Kumpinski, Felipe Zancanaro, Fernão Agra e Martin Estevez.

O quarteto toca o rock, trilha típica do cenário de Porto Alegre, e a MPB, uma mistura não inovadora, mas em um resultado único. Cada integrante leva sua história, que, juntas, são bem costuradas no produto final. Os pontos certos estão desde a guitarra em ”Peixeiro” e “Nescafé”, até o baixo em “Maria Augusta”, uma das faixas mais antigas e divertidas. A percussão feita pela amiga e ex-integrante Carina Levitan adiciona à receita diversão e variedade, destacando ainda mais. Outros detalhes também marcam o álbum, como o tango em “Balão de Vira Mundo”.

Ser clichê não é com eles. “Bem me leve” é no feminino e “Porta-Retrato” conta com Estevão Bertoni, do Bazar Pamplona. A canção “Vila do 1/2 Dia” traz um ritmo divertido e grudento (laiá, laiá, laiá…), mas nem por isso possui uma letra feliz. Já em “Prédio”, single destacado pela Rolling Stone, o ritmo acompanha, em alguns momentos, até o significado da letra, de forma criativa.

O Apanhador Só disponibiliza todas as músicas para download, e não é por isso que o CD físico vai ser menos cogitado. Pelo contrário, ganhou uma atenção especial. O projeto gráfico, de Rafael Rocha, é bem bolado e bonito. As letras das músicas estão na caligrafia de parcerias, amigos, produtor e outros que acompanharam o álbum pelos dois anos que levou para ficar pronto. Até o momento, um dos melhores discos nacionais de 2010.

Sorteio do álbum

Para ganhar o seu álbum autografado basta twittar o trecho de qualquer canção do Apanhador Só (para isso, baixe o álbum aqui ou escute o som aqui), mencionando, no final do tweet, o seguinte link: http://migre.me/E924 . [Quem não mencionar o link completo, nem entra no critério de sorteio!] Aproveite e siga @vitroleiros e @apanhador_so para que a gente possa enviar uma DM avisando do resultado do sorteio! O sorteio acontecerá dia 25 de maio, dois dias antes do próximo show deles em São Paulo (27/05, SESC Santana).

Vencedor

O grande vencedor foi @IsraelGChan, como vocês podem conferir no link http://sorteie.me/mB4. Parabéns!

Lulilândia no SESC

Nesta última quinta-feira (21/01), o SESC Vila Mariana teve uma noite de puro Folk nacional com o show da cantora recifense Lulina. Nova nas paradas de sucesso – e bem familiar para qualquer um que acompanhe o cenário Indie paulistano a fundo – a simpática vocal comemorou sua primeira apresentação em um SESC, assim como seu primeiro show do ano. Como não poderia deixar de ser, convocamos das trincheiras vitroleiras Leonardo Ávila e Clara Camargo para contar em mais detalhes a experiência do show. Confira!

Clara Camargo

Ontem de manhã vi no jornal o anúncio do show “Lulina no SESC Vila Mariana”. Nem pisquei e já decidi: “Eu vou”. Afinal sou fã incondicional e há uns bons meses não apreciava o som lulínico.

No corre-corre, sob um céu negro e tempestuoso, Leonardo e eu chegamos lá para comprar os ingressos 20 minutos antes de o show começar. Hello! Lulina é pura fama e obviamente os ingressos já haviam esgotado. O que fazer? Usar o poder do magnetismo jornalístico, é claro! Conversamos com o porteiro, com o moço da bilheteria, com a organizadora do evento no SESC, com a produção do evento, telefonamos até para a própria Luciana Lins (o nome mesmo da Lulina) e nada. Quando de repente, ilustremente sai do elevador o Leo Monstro, braço direito da nossa cantora recifense – Monstro espreme sons distorcidos dos teclados e faz o backing vocal, além de ajudar Lulina a compor muitas de suas canções. Mais do que logo, corremos e cumprimentamos o músico, conhecido nosso de uma tarde de ensaios da Lulina que tivemos a oportunidade de acompanhar, antes do lançamento do disco “Cristalina”. E ele nos salvou com dois ingressos que guardava como reserva, caso alguém aparecesse de última hora, justinhos para a nossa entrada. Eram nossos. Agarramos os bilhetes e asseadamente sentamos na terceira fileira do auditório, que aguardava ansioso.

Com uma espécie de jardineira-shorts preto (meu [não]conhecimento em moda me limita a uma descrição mais precisa), entrou nossa querida Lulina, tímida, porem sorridente, cantando “Nós”, segunda faixa do “Cristalina”. Seguiu com mais meia dúzia de canções, até chegar na “Balada do Paulista”, momento de maior empolgação dos amigos e fãs. Esta música ficou entre as 50 melhores do ano de 2009, segundo a Rolling Stone, como o CD Cristalina, que conseguiu um lugar merecido no ranking dos 50 melhores discos do ano.

Quem não sabia, descobriu que o Sangue de ET tem poder, que criar minhocas é um negócio lucrativo, além de vislumbrar uma fração cristalina e límpida da Lulilândia, que ainda tem muito a ser explorada. Para mim só faltou tocar Blebs e Birigui, as duas canções-poesia que mais me divertem no mundo da nossa amiga Lulina.

Consegui o último exemplar da noite do “Cristalina”, e ainda recebemos um convite para tomar um café com Lulina. Até coloquei aqui a mensagem que revela o que todos já imaginavam: somos garotas abduzidas.

Leonardo Ávila

Minha colega já fez questão de relatar nossa pequena aventura pessoal – acredite, a tensão de se chegar numa noite de evento enquanto uma chuva cai pesada lá fora só para descobrir que não temos vagas tem uma carga melodramática digna de qualquer literatura russa que se preze. O que vou dissecar aqui é algo um pouco mais voltado para minha impressão técnica do show. Conheço a voz da Lulina boa parte devido à uma ou outra tarde com a Clara trocando casuais playlists, há coisa de, digamos, dois anos atrás. O que me atraiu nessa irreverente nordestina estava justamente no teor de suas letras: um humor salpicado por gordas doses de nonsense e ingenuidade. Um fundo instrumental tímido, mas afiado, completava o pacote, e imprimia no trabalho de Lulina algo de extremamente pessoal. Personalidade é também o que acaba me atraindo para qualquer música Folk. Pude vê-la em pessoa poucas vezes, mas foi em sua apresentação na Vila Mariana que mais me identifiquei com seu som.

Veja bem, pode soar bizarro para alguns, mas a comparação entre Lulina e Mallu Magalhães é bem comum por aí, e nada deixa a cantora mais inquieta. E ela tem toda razão, afinal Lulina está para Mallu assim como que, digamos, Janis Joplin está para Joan Jett. A recifense usa e abusa de tons menores, polarizados por uma cadência levemente mais acelerada e de maior ataque. O som é complementado com o que mais se assemelha ao blip-blop 8-Bit que sai dos teclados loucos de seu companheiro de viagens, Leo Monstro. A seleção musical foi bem variada, incluindo variantes de Folk Rock e até um samba no final, com o qual Lulina fez questão de agitar o público paulistano que, acostumado a tardes de ócio, cigarros e à porcaria do James Joyce, não arriscou sequer uma rebolada (juro que vi a Clara mexendo levemente os quadris em cima da cadeira em certo ponto, mas talvez tenha sido impressão minha. Não podíamos entregar o garbo jornalístico assim de bandeira,não é?) . Enquanto ajustava a lapela da minha camisa, as metâforas de sua canções não deixavam de esquentar um pouco meu coração. Juro, é o tipo de coisa que te arranca um sorrisso sem querer.

No final fomos dar um alô do tipo “velha amizade” para a Lulina, conhecidos que somos depois de uma sessão de perguntas, café e pão de queijo. A timidez e surpresa com o qual ela nos recebeu, antes de uma conversa de alguns minutos, parecia ser o fac-símile exato de sua linguagem musical, a Lulilândia feita sólida nos gestos inconfundíveis de sua ditadora alegre.

(Fiquem ligados, quem comparecer em futuros show da cantora não deve se esqueçer de levar imprimido o Passaporte de Lulilândia – disponível no site oficial – que, preenchido, pode servir para concorrer à prêmios exclusivos da banda.)

Saiba mais sobre Lulina em:

http://lulilandia.wordpress.com (blog da cantora)

http://www.lulilandia.com.br (site oficial)