Já ouviu falar de Rankin? Talvez não, mas provavelmente já se deparou com trabalhos dele por aí. O fotógrafo clicou celebridades do mundo da música, da moda e do entretenimento no geral, produziu capas para diversas publicações importantes, além de ser co-fundador da revista britânica Dazed & Confused, aquela revista descolada que dita moda e comportamento. Dá uma olhada no trabalho do cara para refrescar a memória:
Agora, em parceria com a Swatch, Rankin lança uma linha de relógios e é editor convidado do projeto Swatch MTV Playground, que vocês já conheceram aqui com Fred Butler e Alex Noble. Se liga nesse vídeo em que ele fala do seu trabalho e do amor pelo que faz:
Ah! Com o premiado cantor de R&B Kelis, ele faz parte do @Talk, onde discutem arte, criatividade, música e moda. Confira o papo em http://bit.ly/rankintalkpt!
Existe de fato muito pouco material quando se fala em bibliografia a respeito da cena independente nacional. Aliás, além do tradicional “O que é punk”, do Antônio Bivar, não me vem a mente, assim de cor, mais nenhum livro – e, acreditem, eu já fiz longas pesquisas a respeito.
Pensando nisso, o jornalista Gustavo Pelogia escreveu o Diário de Palco. O livro agrupa 10 reportagens feitas por ele em 2008 com pessoas ligadas ao hardcore e ao emocore de São Paulo – que, querendo ou não, são hoje as principais vertentes de sucesso do rock nacional: é só observar a explosão de bandas como CPM 22, Nx Zero, Gloria e similares na mídia.
Diretamente do Bonus Track do livro
“Era tudo muito caro, e o punk aqui era muito pobre. Mas mesmo hoje, as coisas continuam assim. O emo poderia ter se organizado mais e tornado isso uma coisa mais séria.” Felipe, da Ideal Records“
“Emo pra essa galera nova é visual. Para nós era o som. Era o cara que tocava um som meio melódico e com letras de amor, mas era um cara veio, não era essa coisa style de hoje.” Sandro, do Aditive
Francesco Coppola, Felipe Ideal, Dario Barbosa, Fausto Oi, Fabiano Nick, Sandro Luis, Sonrisal, Cuper, Capilé e Marco Badin: Esses foram os escolhidos para mostrar que esta cena nem de longe se resume ou se prende às bandas que estão no mainstream. Trechos longos de diálogos reconstroem a história de bandas, locais e personagens responsáveis por aquele que hoje é o cenário independente que tem mais visibilidade no país. Destaque para o áudio de algumas das entrevistas, disponibilizado no diariodepalco.com.br.
[Abaixo, a entrevista de Gustavo ao Acesso MTV, contando um pouquinho mais sobre o livro]
Da união MTV e Diário de Palco surgiu um blog homônimo onde Gustavo fala das novidades do Hardcore nacional. Vale conferir.
Como eu demorei consideravelmente pra terminar de ler e tomar coragem pra escrever sobre o livro, a tiragem esgotou. Mas trechos dele estão disponíveis no site oficial e o autor pretende liberá-lo para download em breve.
Este é um dos pedaços do programa de estréia do Udigrudi, uma idéia que parece não ter dado muito bem. A notícia não é nova, é do ano passado, mas vale os detalhes que conseguimos. O programa piloto – que, dizem alguns, era pra ir à MTV - não deu certo.
O nome é baseado em um movimento underground de Recife dos anos 70 que lançou nomes como Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho. O estilo musical e artístico seguia tendências da psicodelia aliada ao regionalismo e tropicalismo. Já o programa piloto do You Tube seguiu tendências alternativas não muito promissoras…
A primeira – e única - edição tem a participação do ator Pascoal da Conceição, da banda Vanguart e do guitarrista Luiz Carlini. Para os vitroleiros de plantão, vale assitir pelos últimos dois.
Mas uma das pessoas que participou da gravação nos revelou detalhes de atrás das câmeras. O pessoal da banda e Carlini comeram todos os sanduíches que, dizem, eram muitos. A suposta raiz (ou seria erva?) de sua fome foi descoberta por alguns que temeram que o estúdio descobrisse, colocando em risco todo o trabalho.
A droga em questão – maconha – também é assunto de uma das entrevistas do vocalista Helio Flanders durante o programa. Ele também deu ares de “rockstar”, falando com certo desprezo da Mallu Magalhães e tendo pequenas frescuras com os que trabalhavam no local.
Música a parte, eu realmente acho alguns do Vanguart um tanto quanto imaturos. Quanto a vocês, assistam os vídeos e tirem suas próprias conclusões.