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Michael Jackson e chuva no Vale do Anhangabaú

Posted on 26 January 2010 by Tory Oliveira

A chuva torrencial que presenteou São Paulo conseguiu diminuir, mas não desanimar, o público esperado no Vale do Anhangabaú para a maratona de shows em comemoração ao aniversário da cidade.  A organização calcula que entre 40 e 50 mil pessoas passaram pelo Vale para assistir aos shows de artistas como Cine, Leci Brandão, Paula Lima, Negra Li e Toni Garrido.

A chuva que começou por volta das 13h20 estragou os penteados, mas não atrapalhou o astral do público, formado por adolescentes e fãs das bandas Restart e Cine. Com óculos de plástico coloridos e cabelo tratado com chapinha, Carlos Eduardo, 17 anos, veio acompanhado dos dois irmãos e do guarda-chuva. Equilibrando o guarda-chuva, ele pulava e cantava junto com a banda. “Eu já era fã deles bem antes de virar modinha”, garantiu.

Os fãs do Cine também engrossaram parte da flashmob – manifestação de duração instantânea, combinada pela internet – em homenagem a Michael Jackson. Marcada para começar às 14h, a flashmob enfrentou problemas de comunicação e começou com 26 minutos de atraso, ao som de “Thriller”, “Beat It” e gritos de “Michael! Michael!”. A manifestação marcou o anúncio do lançamento do DVD póstumo “Michael Jackson’s This Is It”, no próximo dia 27.

Cerca de 20 pessoas dançaram uma coreografia desajeitada, liderados pelo sósia de plantão, Marcelo Linatti. Aos 18 anos, cabelo comprido encharcado e óculos ray-ban, Marcelo disse ser fã de Michael Jackson desde criança “Essa homenagem é a realização de um sonho pra mim”.
Com a tampa do isopor na cabeça, a comerciante Maria de Lourdes, 51 anos, reclamava que, com um tempo daqueles, “ninguém parava para comprar cerveja”.

Quem optou por vender capas de chuva não reclamava. O preço da capa  variou de R$1,00 a R$7,00, dependendo do volume de água que despencava. O espaço em frente ao palco permaneceu lotado pelo resto da tarde, mas sem indícios de tumultos até o início do show de Leci Brandão.

Confira o vídeo publicado pela Sony Pictures com imagens do evento:

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Candy Rock

Posted on 02 July 2009 by Tory Oliveira

LEELA (RJ) no CCSP, 28.06.09

A equipe do Vitroleiros foi conferir o show da banda Leela no CCSP – e bateu um papo com o quarteto. A pauta? Influências musicais, o papel da Internet  e o agora onipresente Michael Jackson.

Com os olhos pintados de azul, Bianca Jhordão empunha sua guitarra, balança a cintura ao som da música e depois se joga no chão para solar de pernas quase entrelaçadas com o guitarrista Rodrigo Brandão. Difícil acreditar que aquela femme fatale do rock é a mesma que manipula com delicadeza o theremin e canta com uma voz doce letras sobre encontros e desencontros do amor.

A vocalista Bianca Jhordão é o centro de uma banda formada atualmente pelo guitarrista Rodrigo Brandão, o baixista Tchago Kochenborger e o baterista PHD Ronzoni – o Leela, uma banda nascida no underground do Rio de Janeiro em 2000 e cujo nome soa familiar para grande parte da geração que cresceu assistindo MTV.

Como acontece com quase toda banda com vocal feminino, a sonoridade do Leela  – marcada por guitarras altas e distorcidas – acaba diluída no apelo pop da voz de Bianca.  Talvez por isso, a banda conseguiu sair do limbo do anonimato e atingir um público maior. Em 2004, lançou um álbum homônimo pela EMI e, no ano seguinte, ganhou o prêmio de Revelação no VMB. “Te Procuro” foi parar na trilha sonora da novelinha “Malhação” e a banda já fez shows em quase todos os cantos do Brasil, inclusive abrindo para a Avril Lavigne. Com tudo isso, ainda não dá pra viver só de música?

Leela Is On fire!

“Ter uma banda de rock é uma filosofia de vida. Então não dá pra entrar nessa pensando em ganhar dinheiro – é lógico que você espera que gere, mas nem sempre isso acontece.” Responde Bianca, que também acumula a função de apresentadora do programa Fala + Joga, na PlayTv.

Em tempos de crise na indústria fonográfica, o Leela apostou na divulgação online do cd “Pequenas Caixas”, lançado em 2007 pela Universal/Arsenal. No site oficial da banda, é possível ouvir todas as faixas do disco e conferir suas respectivas letras e cifras. Sobre as mudanças no modo de se relacionar com a música hoje em dia, Bianca filosofa: “Acho que a Internet possibilitou a gente ouvir outras músicas e mais músicas do que a gente costumava”. “É uma coisa impressionante a facilidade de se baixar um disco e a dificuldade de se comprar um disco.”, espanta-se o guitarrista Rodrigo Brandão.

E o assunto que não quer calar: Michael Jackson. Será que o Leela ficou de luto por ele?

Bianca Jhordão confessa que tinha medo do Michael Jackson quando era criança – principalmente do clipe de Thriller. Traumas infantis a parte, ela lamenta a morte do astro pop: “Acho triste sim, ele era um gênio, dançava e cantava muito bem. Mas depois de um tempo sua vida pessoal acabou deixando ele paranóico e maluco com o mundo. Ele ficou meio perdido e não fez mais nada de legal no campo musical.”

Rodrigo acredita que Michael Jackson – e a indústria do entretenimento por trás dele – teve uma influência bastante negativa para o mundo da música: “Esse mundo pop descartável é todo derivado do Michael Jackson.  Além disso, o golpe que ele deu no Paul McCartney eu achei muito maldoso. Desde que eu soube dessa história, eu parei de gostar tanto do Michael Jackson. Apesar dele ser genial, cantar e dançar muito e eu lamentar a morte dele – não dá pra ficar de luto não.

PHD e Tchago: "Peraí, eu gosto de Michael Jackson!"

PHD e Tchago: Peraí, eu gosto de Michael Jackson!

Lá do seu canto, o baixista Tchago Kochenborger protestou “Vocês estão falando muito mal do Michael Jackson! Ele foi o grande responsável por mostrar as linhas de baixo para o mundo.”

Então tá, né? O Tchago gosta tanto do Michael Jackson que resolveu incluir o cantor na lista de influências do Leela. O resto da banda completou: Radiohead, PJ Harvey, Nirvana, Pixies, Beatles, Queens of The Stone Age, The Hives, Franz Ferdinand, Led Zeppelin. Entre as bandas nacionais, Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho (“das antigas”) e Hanoi-Hanoi.

O show do Leela rolou no Centro Cultural São Paulo, no dia 28 de junho. O ponto alto foi a Bianca com o seu theremin – e o fato da Jessica ter levado uma Melissa na promoção que rolou por lá. =)


Abaixo, uma galeria com algumas fotos que separamos pra vocês. Pra conferir todas as fotos do show, é só clicar aqui.

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Bye bye, MJ!

Posted on 26 June 2009 by Ariane Freitas

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Já é a segunda vez no ano que acontece: estou trabalhando sossegada e, de repente, um nome do qual não se fala com tanta frequência aparece na timeline do Twitter. Um burburinho, infarte, uma possível morte. Primeiro foi com o Clodovil: eu estava cobrindo o lançamento de um livro, e, embora precisasse ficar focada na cobertura, não resisti e acabei acompanhando também as notícias sobre sua morte. Viva o Twitter Search, amigos.

Ontem foi ainda mais incrível, porque (não subestimando meu amado Clodovil – sem ironias!), a vítima foi uma estrela maior. De repente, foi um tal de Michael Jackson infartouMichael Jackson morreu? Michael Jackson não morreu! Michael Jackson! Michael… Twitter e Google caindo, notícias duvidosas, piadinhas limpas, humor negro, transmissões ao vivo, galera discutindo sobre pegar pesado ou não.

Tinha acabado de receber da faculdade um email cancelando as aulas desse semestre devido a confirmação, pela vigilância sanitária, de dois casos de gripe suína no prédio. Sequer me recuperara das notícias sobre a morte de Farrah Fawcett e o contrato de Gugu com a Record. Pra ajudar, provas e deadlines me impediram de ver o Andersson, que tinha vindo de Curitiba e passou  dia aqui em São Paulo. Não podia encanar com nada disso, corria o risco de surtar. Daí, a próxima vítima seria eu. Então dividi a atenção entre um ensaio sobre o tema “A morte na obra de Manuel Bandeira” (é, eu sei, deveria ter me concentrado mais) e a tal da história do controverso rei do pop, metamorfose ambulante, que vivia um eterno (e polêmico) finding Neverland. Em resumo: ontem senti que estávamos vivendo o apocalipse.

Depois, uma puta insônia (não por conta do Michael, mas do trabalho) me fez passar a madrugada em claro lendo meus feeds – e a cada minuto tinha uma coisa nova, incrível. Eu li, sem brincadeira, no mínimo trinta artistas diferentes dizerem que “só são músicos graças à MJ”. Fui tentar fechar os olhos lá pelas cinco da manhã, soltando apenas um “Ok, então”. Sabe o que é? Prefiro acreditar que foi o calor do momento, a chance de aparecer um pouquinho. Também não posso falar muito: eu não era fã.


Thriller pra vocês

Claro, me lembro de umas duas vezes ter faltado na escola pra assistir Moonwalker na Sessão da Tarde, lá no comecinho da década de noventa – mas isso foi o máximo de contato que tive com o ídolo. (Até porque, nasci em 1990… convenhamos.) Lembro também de ter twittado no começo da semana que estava louca pra aprender a dancinha do Thriller. É, eu sempre quis saber inteira, shame on me. Não deu tempo. Achei até engraçada essa coisa dele morrer bem na semana em que falei isso, porque, convenhamos, a gente sempre acha alguma coisa pra classificar como anormal nessas horas. Enfim, eu não tenho muito o que dizer sobre Michael aqui. (Aliás, O Inagaki, lá no Pop Cabeça, já disse tudo!)

Fica somente o “Adeus” sincero da equipe do Vitrola.

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