#essencialbuns XXIV: Black Album, Metallica

Por Rafael Kent
@okent

Quando me fizeram a proposta de falar sobre um álbum que tivesse marcado a minha vida eu fiquei, como sempre, meio sem saber o que falar, já que eu sou bem difícil de citar bandas e discos e filmes que me marcaram porque foi tanta coisa e em várias épocas da minha vida que eu nunca sei qual é melhor ou pior (se é que isso existe) ou o mais marcante e o menos marcante.

Mas me lembro que quando eu era pequeno lá em salvador, fui morar por lá com 4 anos e me considero mais baiano do que qualquer outra coisa, já tinha alguma percepção de vida e entendia algumas coisas.

Era engraçado porque eu via anuncios de discos (vinil, claro) na televisão e me lembro que dentre todos os que eram anunciados eu pirava no ELVIS (aquelas famosas coletâneas) e no grande Jackson.

Tenho até uma história engraçada pra contar: quando eu já tinha meio que começado a trabalhar com bandas por lá pela capital baiana fui apresentado pra galera da Mosiah, uma das bandas de destaque na cena alternativa baiana de reggae. Nesse dia, quando fui apresentado ao guitarrista, Boquinha (que toca DEMAIS), ele me perguntou se eu havia estudado em tal escola, e eu disse que sim, foi quando ele disse que lembrava de mim, o estranho é que eu não me lembrava dele e a escola era bem pequena. Perguntei o porque dele se lembrar de mim e ele me disse que lembrava do dia em que tinha rolado uma festinha na escola e que eu tinha aparecido com um disco do Elvis debaixo do braço, bem… Esse era eu. rs

Depois, com mais ou menos 12 anos, fui apresentado ao Iron Maiden e ao Metallica, no famoso álbum preto. Acho que o álbum preto do Metallica é um dos álbuns que mais me marcou porque me mostrou um outro lance além do que eu conhecia, muita bateria, muita guitarra, e me impressionou na época. Lembro que quem tinha me passado era um amigo, em uma fita cassete que alguém tinha gravado pra ele.

Logo depois fui morar a 30 km da capital, numa cidade chamada Lauro de Freitas, e como na época não existia internet e pra se conhecer e ter acesso as coisas era mais difícil (ainda mais em Salvador), eu acabei entrando naturalmente na galerinha do axé — sim, tive um passado musical negro (se bem que o axé de verdade que tocava naquela época era mais legal e mais truz), mas até se justifica, não tinha com quem compartilhar nada, não sabia do que acontecia em Salvador — e infelizmente perdi a cena da música baiana dos anos 90, que foi MEGA ANIMAL. Perdi o início do Cascadura, Inkoma, Dois sapos e meio, Dead Billies e etc…

Graças a Deus essa minha viagem que parecia sem volta terminou eu voltei pro lado bom da força. Depois do álbum preto, vários outros me marcaram, mas imagino que essa época seja a mais marcante pra qualquer um… Poderia citar mais alguns, mas acho que esse álbum realmente mudou muita coisa na minha vida.


o desafiado

Rafael Kent é fotógrafo e diretor de vídeo, com um currículo que carrega clipes de nomes como Beeshop, Vivendo do Ócio e Terceira Edição. Dá pra espiar suas fotos vídeos em seu portfólio: http://www.rafaelkent.com/.pula
pula
pula

black album para ouvir

Clique aqui para ouvir o álbum Metallica via streaming.

tracklist

1. “Enter Sandman”
2. “Sad but True”
3. “Holier Than Thou”
4. “The Unforgiven”
5. “Wherever I May Roam”
6. “Don’t Tread on Me”
7. “Through the Never”
8. “Nothing Else Matters”
9. “Of Wolf and Man”
10. “The God That Failed”
11. “My Friend of Misery”
12. “The Struggle Within”

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#essencialbuns VI: Metallica, Load

(Load, do Metallica, comentado por @dbastos)

Load, Metallica

por Daniel Bastos
@dbastos

É o POP (U2), o Nine Lives (Aerosmith), o Chinese Democracy (GnR), o Americana (Offspring) deles.

Desviando de pedras, devo dizer que o Load foi criado em um momento delicado pro Metallica. A banda estava meio encostadona, preguiçosa, querendo perder a postura de “banda do capeta” e colocar todas as influências não-metal deles nas músicas. Depois de serem duramente criticados pelo Black Album, que é considerado pelos metal-xiitas como o último disco METALLICA do Metallica, eles mostraram que construções melódicas, trejeitos vocais e riffs também transmitem a mensagem do metal.

Até hoje considerado o pior álbum deles (pior que o Reload), eu acho indispensável pelo simples fato de que eles se propuseram a arriscar o status conquistado fazendo o que eles queriam e mudaram completamente a sonoridade da banda. É um ótimo álbum, mal visto apenas pelos já citados metal-xiitas, que não percebem que até o sensacional Death Magnetic tem resquícios dessa revolução artísitica interna, deles.

Ou algo assim.

o desafiado

Daniel Bastos, quando não é gerente do Crediário, é webdesigner. Conhecimento avançado no uso de boas palavras e ironia fina, diz por aí que não possui nenhuma meritocracia informal na internet, mas há controvérsias. Afinal, @dbastos vive lá pelas bandas de Brasília, Na Rota Do Rock, é do “qualquercoisacast” 100+ delongas e já foi até modelo de corrente das internets.

load para ouvir


(clique aqui para ouvir se você acompanha o blog pelo feed)

tracklist

1. “Ain’t My Bitch”
2. “2 × 4″
3. “The House Jack Built”
4. “Until It Sleeps”
5. “King Nothing”
6. “Hero of the Day”
7. “Bleeding Me”
8. “Cure”
9. “Poor Twisted Me”
10. “Wasting My Hate”
11. “Mama Said”
12. “Thorn Within”
13. “Ronnie”
14. “The Outlaw Torn”

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