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Sinais do Apocalipse

Posted on 26 November 2008 by clara

nojento1

“Agora é pra valer. A cantora Mallu Magalhães assumiu o seu namoro com o também cantor Marcelo Camelo, na noite deste sábado, 22, durante uma apresentação no Morro da Urca, na Zona Sul do Rio. Quando questionada sobre a diferença de idade entre ela e o namorado, Mallu respondeu: “Não vejo problema nenhum com essa história de idade. Isso existe?”, disse ela, que aos 16 anos vive um romance com um homem de 30 anos. “¹

Mallu Magalhães, 16, e Marcelo Camelo, 30.

O Problema não é nem a idade. ( São só 14 anos, 6 meses e 24 dias de diferença). Antigamente meninas de 13 anos casavam-se com homens de 40 bem mais barbudos.

Imagine que você é uma garotinha adolescente, que cheira a talco de bebê, é um prodígio musical pega um violão, um banjo, um piano, uma gaita e por aí vai, toca todos estes instrumentos e ainda é dona de uma voz agradável e melódica, usa vestidinhos listrados e coloridos bem passados pela mãe e seu pai  te obriga a cancelar um show, porque você tem que estudar para a semana de provas do primeiro colegial. Agora Imagine um tufo de pelos, mas bem peludo mesmo entrando da sua boca e… urgh! Bom, é melhor eu parar por aqui.  É essa impressão que tive quando fiquei sabendo que Mallu Magalhães e Marcelo Camelo estavam namorando.

Isso NÃO é um blog de fofoca, certamente, mas foi a melhor maneira de externalizar minha indignação. Desculpem meus amigos que são a favor de tal relacionamento… não que eu seja contra, só quero que a Mallu seja feliz! (longe de um pedaço de Bombril enferrujado).

Sabe aquela filha que você cria a leite com pêra, cuida, educa e na hora dela andar com as próprias pernas você fala “Vá filha, você já pode encarar o mundo! Seja livre!”. Você solta a guria e ela encontra um sedutor ex-Los Hermanos, com cornos de Anna Júlia e visual a la Tom Hanks no Náufrago…e faz dele seu homem. E você pensa ” Foi pra isso que eu te criei Mallu? Volte para os braços do papai!”

Brincadeiras a parte, Mallu, desejo seu sucesso gradativo e sua felicidade incondicional, sério mesmo! A verdade é que tudo isso é uma questão de gosto. Nada contra os barbudos de 30 anos que beijam menininhas. Mas agora estou torcendo para a Anna Júlia voltar pra esse cara estranho que chegou! E se for para a eternidade este novo amor eterno, quem tratar a Mallu como janta vai se ver comigo!

That’s it folks, desculpem o desabafo!

¹Trecho e imagem extraídos do link http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL872380-9798,00-MALLU+MAGALHAES+E+MARCELO+CAMELO+ASSUMEM+ROMANCE.html

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Sobre Lídios, Mallus e Julias

Posted on 14 November 2008 by Andersson

julianuneswithukulele

Ok, ok, é cada dia mais comum que pessoas bobas como eu e minhas amigas aleatórias se gravem cantando qualquer coisa a torto e a direito e postem no youtube. Taí o belo exemplo do nosso amigo Lídio, o emo revoltado que ficou conhecido como Fresco Boiola pela internet afora. Mas não é só de bobeiras que é feita a rede. Não, tem muito talento espalhado no meio das palhaçadas, é só garimpar. E um dia, por muita sorte (eu disse MUITA, mas muita MESMO), o Renaton me apresentou à Julia Nunes.

Sim, Julia Nunes, uma americana com nome de brasileira, nascida em 89 (!!!), que grava vídeos simples, com uma webcam, um ukulele e alguns layers, já tem quase 55 mil inscritos em seu canal no youtube. #noffa! Vocês têm noção do que são 55 mil negos assinando seu canal?

O segredo? Julia tem carisma e doçura inigualáveis. Sem falar na atitude: ela basicamente se jogou pro mundo gritando "OI, ESTOU AQUI!". Até aí, isso muita gente faz. Verdade seja dita, ela tem um talento imenso – esse é o diferencial. Seus vídeos são engraçados sem que percam a qualidade por isso, comofas// ok quero ter aulas com a junu ;~

Além de covers e músicas próprias, Julia costuma gravar vídeos respondendo a perguntas de fãs e amigos. Suas visualizações, só no canal, já são de quase um milhão e meio. Está lançando seu segundo CD e, no comecinho do ano que vem, estará em turnê na Europa. Oi? Dezenove anos, gente. Quando eu crescer quero ser igual ela, mãe!

Enfim, a idéia é que, a despeito de Lídios da vida, (e ignorando fatores como a Mallu) falta um pouco disso aqui no Brasil. De alguém que se destaque pelo talento, que meta as caras. Se vocês quiserem eu posso tentar virar um sucesso podem mandar dicas, #achodigno. Hahaha.

Aqui vale tudo. Só não vale… bom, vocês decidem o que não vale. #ficadica

Vou deixar um gostinho do que é a Julia aqui com um dos meus vídeos favoritos, All My Loving, uma versão dos Beatles. Mas sério, vale a pena acessar a página da loirinha e escutar os outros, e outros, e outros… É viciante.

Gostou?

Vá à Junumusic.com , Ou visite seus canais no Youtube e no Myspace.

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Alô! Alô?! Planeta Terra chamando!

Posted on 12 November 2008 by Andersson

Das 17 horas do último dia 8 até algo por volta de 3:40 da madrugada do dia 9, o Main Stage do festival Planeta Terra 2008 dominou o público. Os ingressos vendidos por R$65,00 valeram a pena. Nas próximas linhas, tentarei descrever minhas impressões desse grande evento. Mais do que uma matéria ou resenha, esse texto será apenas minha visão dos acontecimentos desse dia, elegido por mim como um dos melhores do ano.

Localizado na Avenida Nações Unidas, número 20003, a Villa dos Galpões comportou cerca de 15 mil pessoas que foram ao festival que mais prometia desse ano (pelo menos para mim). O local era bem grande e dividido em três grandes palcos: Main, Indie e DJ stages. Placas ajudavam na sinalização de lugares de uma forma, digamos, suficiente para bêbados encontrarem o que queriam. Os balcões dos bares eram extensos, então não havia tanto problema para comprar uma cerveja por R$4,00. A comida era cara como tudo lá dentro, mas mesmo assim, depois de mais de 10 horas lá dentro aquela fome bateu e tive que apelar para um hot-dog, R$6,00. Os banheiros pareciam uma árvore de natal, lotados de galhos de pinheiros no chão para deixar o cheiro um pouco melhor, o que, pelo visto, funcionou até o fim do evento.

Ao entrar no evento, praticamente todos ganhavam um guia, com um mapa do lugar e as atrações com seus respectivos horários e um “porta-bitucas”, para não sujar o chão com os cigarros já fumados. Alguns já fizeram um uso diferente para o tubinho: lança-perfume. Alguns baseados também rolavam soltos em alguns grupinhos. Durante os shows, telões anunciavam os nomes das músicas tocadas pelos artistas, conseguindo, quase sempre, errar. Esse foi o maior erro que consegui perceber no Planeta Terra 2008: enquanto tudo estava perfeito, apenas escolheram as pessoas erradas para nomear as músicas do telão. Mesmo assim, foi um problema apenas para quem não conhecia as diferentes bandas. Nos intervalos dos shows, reprisavam imagens do último e passavam entrevistas (que para nós do palco principal eram transmitidas sem som).

Mas vamos ao que realmente o festival se propunha: a música!

Mallu Magalhães - Foto: Reinaldo Marques

Dos quatro shows que assisti, o primeiro foi de Mallu Magalhães. Antes dela, o Vanguart havia se apresentado. O show da Mallu correspondeu ao esperado. Tocou alguns de seus sucessos, como Tchubaruba, Vanguart e J1. Pelo que parece, Mallu está evoluindo bem rápido no campo musical. Em alguns outros shows que vi e ouvi, desafinava algumas vezes, mas, nesse, foi impecável. Trocando várias vezes seu figurino e tirando e colocando a cartola com a qual se apresentou e agindo com aquele seu jeito meigo e um pouco ingênuo de ser, ela conseguiu atingir o público com Town of Rock’n Roll, que foi a que mais animou o público. Tocou também covers dos Beatles e de Cash. Entretanto, a música que mais me chamou atenção (e que eu mais gostei) foi Noil, com Mallu tocando sua escaleta no começo e usando bastante a voz, com altos e baixos, para criar um clima melancólico para a música.

The Jesus and Mary Chain - Foto: Reinaldo Marques

Meu segundo show, logo após o da adolescente prodígio, foi o dos veteranos do The Jesus and Mary Chain. Esse foi um show que, me arrisco dizer, foi um dos melhores do festival. Mesmo sem conhecer muito da banda dos anos 80, as músicas tocadas eram boas e, apesar de não muito animadas, conseguiram prender o público. Mesmo assim, grande parte das pessoas que dominavam a grade eram jovens com a camiseta do Offspring, que seria o próximo show. Para mim, o ponto alto do show foi algo que me pegou de surpresa: a interpretação de Just Like Honey, a música final da trilha sonora de Lost in Translation (Encontros e Desencontros), de Sophia Coppola (um de meus filmes preferidos e, com certeza, um dos melhores finais de filme que já vi, favorecidos pela música). Antes mesmo da melodia começar, apenas com as batidas da bateria, o público já gritava e aplaudia.

Dexter Holland, vocalista - Foto: Reinaldo Marques

O Offspring foi, para muitos, o show do festival. Eu mesmo estava indo principalmente para vê-los, mas não me surpreendi. Tocaram alguns dos seus maiores sucessos como All I Want, Gone Away e The Kids Aren’t Allright, que animaram muito a platéia. Mesmo assim, pelo que percebi (e senti) enquanto estava em uma roda punk, Bad Habit causou grande furor nos quase violentos jovens que pulavam loucamente. Ao que me parece, a música mais cantada pelo público foi Hit That, mas não posso nunca afirmar, já que mudei de lugar várias vezes. Provavelmente mais perto da grade, a maioria conhecia quase todas as músicas da banda e acompanhava as canções. Greg K teve seu momento de glória em Have You Ever, na qual luzes de seu baixo acenderam como uma espécie de neon azul. Dexter ainda fazia piadinhas como sempre, e Noodles apareceu com a camisa 9 da seleção brasileira e brincou mostrando a barriga. Ao acabar o show, a banda se retirou e esperou o encore (bis). Mesmo não sendo tão clamada pelos fãs, percebe-se que em poucos minutos a banda seguiu o script e voltou aos palcos (como anteriormente combinado, provavelmente). Parece que foi aí que o público se tocou que não veria o Offspring por mais um bom tempo e resolveu aproveitar pra valer as três últimas músicas: Can’t Get My Head Around You, Want You Bad e, finalmente, Self Esteem, que fechou com chave de ouro para os antigos fãs.

Após o Offspring, foi a vez de Bloc Party, show que não tinha a mínima vontade de conferir, já que estava cansado, com sede e com fome, depois de três shows seguidos próximos à grade. Mesmo assim, depois do fracasso no VMB, parece que a banda conseguiu restituir sua reputação com o festival, tocando suas músicas ao vivo.

Wilson com boina de fã - Foto: Reinaldo Marques

O último palco da noite foi do Kaiser Chiefs, que conseguiu reunir grande platéia por ser o último palco a apresentar alguma atração. Todos pareciam acabados, mas foram revitalizados pela presença de palco do vocalista Ricky Wilson em um show com uma interatividade marcante com a platéia. A agitação da banda transpirava aquela vontade de estar ali, como nenhum outro teve no festival todo. Tentando falar em português várias vezes e arremessando as coisas no palco e até no público, como as baquetas que havia usado, o vocalista pulava do palco para conseguir proximidade com seus fãs. Chegou a colocar uma boina cedida por um deles e a subir em um amplificador fora do palco. Wilson pediu para cantarem Na Na Na Na Naa e todos atenderam, levantando folhas de papel com Na, Na e Naa. Uma das mais conhecidas da banda, Ruby, agitou bastante o público cansado e fez todo mundo esquecer que já estava em pé e pulando por algumas horas. Mas foi The Angry Mob que fez o povo ir mais alto: como último grande acontecimento da noite, a platéia inteira esgotou suas últimas energias restantes. A banda finalizou o show com Oh My God.

Depois disso, as pessoas só procuravam pensar em como ir para a casa depois de um dia cansativo, mas que tinha valido a pena. O festival todo foi – arrisco dizer mesmo só tendo estado no Main Stage o tempo todo – ótimo. Tenho certeza que algumas das bandas que se apresentaram para um público desconhecido ganharam novos fãs. Além disso, renovaram o espírito de que ainda hoje temos qualidade musical. Isso é tudo uma questão de gosto, claro, mas gosto não se discute.

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