#playlist: partying everyday

Olha eu aqui de novo!

Meu #musicmonday é uma salada que muitos de vocês chamariam herege. Mas não me incomoda o fato de praticar constantemente isso que classificam como heresia — em especial quando no campo da música. Porque pra mim é essa a função dela, desvirtuar. No mais, são escolhas até bem clichês, mas como não quis aqui criar conceito nenhum (a ideia foi só unir o que me fazia bem), não liguei.

Misturei aí um pouquinho de tudo que ouço todos os dias. Muita coisa eu só não coloquei porque a brincadeira toda já estava ficando extensa, mas aguardem pra um futuro próximo.

Aos conservadores, não pedirei perdão. Não, peço mais é que vão procurar o que fazer (por exemplo, encher o saco em outras freguesias). #hatemaltine

Por aqui está tudo lindo — e tende a ficar melhor, porque apertei o play ali embaixo. façam isso também!

tracklist

all I can do is write about it, lynyrd skynyrd
baby it’s cold outside, ella fitzgerald
cocksucker blues, the rolling stones
easy, faith no more
either way, wilco
empty baseball park, whiskeytown
i ain’t got nobody, john lee hooker
i heard it through the grapewine, marvin gaye
i just wanna make love to you, etta james
it ain’t me, baby, johnny cash
love buzz, shocking blue
magic carpet ride, steppenwolf
no particular place to go, chuck berry
patience, guns’n'roses
proud mary, creedence clearwater revival
purple haze, jimi hendrix
respect
, aretha franklin
she wants to play hearts, ryan adams
the whores hustle & the hustlers whore, pj harvey
true love tends to forget, bob dylan
unhappy girl, the doors

player

(se o player não funcionar, arrisca direto no grooveshark. ele tá de doce hoje)

se você acompanha o blog pelo feed, clique aqui para ouvir a playlist.

Promoção Tuntz Now!

Fim de ano, cabeça cheia por conta de faculdade, trabalho, tensões…  A vontade é de largar tudo e cair na gandaia, não? Pensando nisso, a LG está promovendo uma megafesta exclusiva especialmente pra nós, universitários!

Está dada a largada:

DJs Mau Mau e Anderson Noise, dia 19 de novembro, em São Paulo. Enquanto a LG lança e apresenta a sua nova linha de celulares Music, a gente curte VIP VIP o som dos maiores DJs do Brasil. Fácil assim. Bora lá?! =D

Pra deixar todo mundo por dentro da promoção,  a LG montou estandes que simulam uma minibaladinha. Na FEA, estiveram de terça até hoje. Mas não precisa se preocupar: se você está longe ou perdeu a chance, semana que vem tem mais no Instituto Mauá de Tecnologia. E pra quem não estuda em nenhum dos dois, tem estandes espalhados pelos botecos de São Paulo, e é só acompanhar o blog  (ou o twitter) que eu aviso pra vocês onde a LG está a cada dia. :)

Além do convite para a balada, que rolará no A Seringueira,  quem se cadastrar ainda leva um VIP Pass que dá direito a 50% de desconto em cinco das melhores baladas de São Paulo! E o melhor? Não tem sorteio nenhum – só o que você precisa é entrar no hotsite, fazer seu cadastro e apertar o play: O convite você recebe direto na sua caixa de email. =)

Meu único conselho é… Corre lá agora pra garantir o seu e o dos seus amigos, porque a quantidade de convites é limitada!

UPDATE: INSCREVAM-SE AQUI.

Vejo vocês  lá?

LG Tuntz Now!

O que? Super balada com DJ Mau Mau e Anderson Noise
Onde? A Seringueira – Av. Francisco Matarazzo, 690
Quando? 19 de Novembro, 22h
Quanto? VIP!
Convites: http://tuntznow.com.br/

Toca, Raul!

Eu, minha infância e minhas lembranças, divididas entre A Verdade Sobre A Nostalgia e Você Ainda Pode Sonhar, nos tempos da Rua Wolstein, 74

Eu, minha infância e minhas lembranças, divididas entre "A Verdade Sobre A Nostalgia" e "Você Ainda Pode Sonhar", nos tempos da Rua Wolstein, 74

Uma das maiores recordações da minha infância, é engraçado, é a de como eu amava ouvir as fitas do meu pai: tinha coisas loucas, sempre, mas as minhas favoritas eram Queen, Beatles e, especialmente, Raul Seixas e Pink Floyd. O diabo é o pai do rock! O diabo é o pai do rock! Enquanto Freud explica as coisas o diabo fica dando toque! Pra mim, criança de tudo, era sensacional aquele cara gritando ali, no bom e velho português, algo sobre diabo e rock – coisas que eu, em casa, sequer podia falar naquele tempo sem ouvir poucas e boas, tamanha a rigidez de minha mãe – com aquela empolgação. Cantava junto baixinho, cantava junto escondido. - Faz o que tu queres: Há de ser tudo da Lei. Pulava ao som de Raul até sentir que as molas do sofá de couro preto pediam socorro.

Vim assaltada por essas recordações no caminho da faculdade, meu pai, eu, a radial e o toca-fitas prata do fusquinha vermelho. Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa! A vinte e oito dias de meus dezenove anos, entre o chiado da fita e o inconfundível barulho do motor do besourinho VW, comecei essa semana no início dos anos noventa. Pense num dia com gosto de infância, sem muita importância, procure lembrar: você por certo vai sentir saudades… Incrível como o mês de março para mim é sempre nostálgico, como que me dizendo, na voz de Raul: Faça uma força; você não está velho demais prá voltar e sorrir.

Eu não nasci há dez mil anos, mas aprendi de pequena que quem não tem colírio usa óculos escuros, ora ora. Como vivi Seixas! Éramos três, meu pai e seu gurgel ‘conversível’ branco, minha mãe e seu fusquinha azul, eu a cantarolar Eu sou a mosca que posou em sua sopa… Eu sou a mosca que pintou prá lhe abusar… – cantarolar quando ainda mal sabia falar. Quantas vezes, no decorrer da minha vida (que ainda nem foi tão longa assim, convenhamos!), não aconteceu de, em diálogos com minha mãe, uma das duas aludir a Tente Outra Vez, que a vida nunca nos pareceu fácil: ela sempre trabalhando muito, eu sempre a estudar, até quando brincava. Mamãe sempre diz que essa música lhe faz bem. Tente! Levante sua mão sedenta e recomece a andar… Não pense que a cabeça agüenta se você parar… Não! Não! Não! Realmente, sempre me lembrará a força que ela teve durante esses anos todos – e que só quem a conhece sabe quão grande realmente foi.

No alto de meus quinze anos, revoltada com a politização excessiva de alguns, alimentada pela necessidade de afirmação comum da adolescência, minha espada era guitarra na mão. É. Saía bradando por aí, não sem causar estranhamento em alguns: Se você acha o que eu digo fascista, mista, simplista ou anti-socialista, eu admito, você tá na pista: Eu sou ista, eu sou ego, eu sou ista, eu sou ego, eu sou egoísta… Por que não? Por motivos diversos, mesmo depois de mudar muito, concluí hoje, parada num farol da Avenida Rebouças, cabeça entre noventa e uns e 2009, que essa é ainda a música que melhor me sintetiza. O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço.

Estávamos já chegando à Faculdade de Educação quando começou a tocar Metamorfose Ambulante. Nem meu desprezo por Paulo Coelho, nem minha espécie de ‘TOC’ quanto à regência do verbo “preferir” me impedem de gostar dela – talvez porque ambas as informações me tenham chegado ao conhecimento depois da própria música, que eu tenho impressão de ouvir desde muito antes de compreender qualquer palavra. Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Engraçado como mudei, como estou sempre a mudar, cada dia mais diferente e, no entanto, sempre a mesma. A memória, a essência, o caráter, os princípios (agora não tão inocentes quanto antes)… Tudo intacto aqui dentro.

Hoje podia ser domingo, segundo de janeiro, pra mim vai dar no mesmo lugar: vai dar na minha alegria. Eu não quero mesmo nada, eu não tenho nada a ver com isso. Às seis e dez da manhã, o motor do fusquinha 68 se desligou completamente, e eu sorri por dentro, um sorriso de gratidão, porque não há prazer maior que saber que devo a Raul todo esse meu amor ao rock. Demos sorte, nós que tivemos essa oportunidade. Tem gente da minha idade que diz ser do rock graças ao som de Avril Lavigne – não estou brincando nem sendo preconceituosa, é só somar dois e dois pra ver que realmente posso me considerar privilegiada. E sobraram lições, pra toda vida. A de que hoje me valho, todo um contexto que aqui não cabe explicar leva-me a isso, é uma das melhores: Se o rádio não toca a música que você quer ouvir, não procure dançar ao som daquela antiga valsa! Não! Não! Não! É muito simples! É muito simples! É só mudar a estação, é só girar o botão…

Todo Mundo Está Feliz Na Terra, penso. E aí, casperiana sem lar, como me intitulei ano passado numa carinhosa alusão a Raulzito, eu saio do carro, pronta pra mais um ano. Cansei de passar os dias só, sem ter ninguém. Vivo a sofrer, me lamentando, também procurando toda verdade esquecer. Penso nas últimas ilusões que vivi enquanto subo as escadas do prédio deserto do bloco B. Eu posso ficar melhor sozinha. Quando eu me sentia caída você me botava pra baixo,tão pra baixo… Você tem sido uma pedra bem no meu caminho, e eu nunca tive coragem pra dizer. Eu realmente não preciso de você… Tento me convencer. Todo homem tem direito de pensar o que quiser. Agora é que o ano começa de verdade. E eu fico imaginando quantas vezes a voz de Raul ainda não fará todo o sentido do mundo para mim nos momentos mais aleatórios… Gente é tão louca… E no entanto tem sempre razão.

Desabafo piegas publicado originalmente no meu blog, em 02 de março de 2009, mas que, com certo receio, resolvi deixar também por aqui. Homenagem até tardia ao Raulzito.