BMW Jazz Festival traz Sharon Jones & The Dap Kings ao Brasil

Desde o finado Free Jazz Festival, o gênero não teve grandes momentos por aqui. A promessa de uma big session no mesmo formato acontece entre os dias 10 e 12 de junho, no Auditório do Ibirapuera. É o BMW Jazz Festival, que trará os principais nomes do jazz e soul contemporâneos, entre eles, a diva Sharon Jones, acompanhada pela banda The Dap Kings, conhecidos pela sua participação no álbum “Back to Black”, da cantora Amy Winehouse. Serão ao todo 9 atrações divididas em noites temáticas, além de workshops e apresentações gratuitas ao ar livre.

Na sexta-feira, dia 10, a noite “Sax Reunion” apresenta Billy Harper Quintet, Joshua Redman Trio e Wayne Shorter, ex-integrante da banda de Miles Davis, com seu quarteto formado pelo pianista Danilo Perez, o baixista John Patitucci, e a baterista Terri Lyne Carrington.

A noite “Roots”, no dia 11, traz outras propostas vinculadas com o jazz, como o gospel, música africana e soul. O grupo vocal Zion Harmonizers abre a programação, seguida do encontro entre o jazz e o candomblé com os brasileiros da Orkestra Rumpilezz, comandada pelo maestro baiano Letieres Leite. Pra fechar, Sharon Jones & The Dap Kings apresentam a turnê de seu quarto disco, “I learned the hard way”, um dos shows mais esperados do festival.

O último dia é dedicado à música instrumental. A noite “Global”, no dia 12, apresenta o pianista lírico norueguês Tord Gustavsen e seu trio, seguida do baixista francês Renaud Garcia-Fons, que mistura flamenco, música erudita e jazz. O multi-intrumentista Marcus Miller encerra a noite com o show “Tutu Revisited”, releitura do álbum “Tutu”, de Miles Davis, lançado em 1986.

O BMW Jazz Festival terá ainda uma edição em formato especial no Rio de Janeiro. Sharon Jones & The Dap Kings, Marcus Miller e Wayne Shorter, as quatro principais atrações do evento, se apresentam no Teatro Oi Casa Grande nos dias 13 e 14 de junho.

Os ingressos custam R$ 100,00 (inteira) e R$ 50 (meia), e podem ser adquiridos pela Ingresso.comT4F, na bilheteria do Auditório do Ibirapuera (11 4003-5588)  e Oi Casa Grande (21 4003-2330). O show em São Paulo conta com setores a preços populares, R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), vendidos somente na bilheteria do Auditório do Ibirapuera.

Nirvana em jazz – The Bad Plus em SP

Conhecidos por adaptarem os acordes de Nirvana e Blondie para o jazz, a banda norte-americana The Bad Plus é uma boa pedida para amanhã à noite no SESC POMPEIA, em São Paulo.

O trio formado por Ethan Iverson, Reid Anderson e Dave King faz música junto há 10 anos, mas só lançou um disco com composições próprias em 2010. Batizado de Never Stop, o álbum provavelmente será o grosso do setlist da passagem pelo Brasil. Mesmo assim, vale a pena ouvir hinos consagrados do rock reinterpretados pelo trio. O belo vocal de Lithium e Comfortably Numb é da cantora Wendy Lewis.

O show faz parte do projeto Jazz na Fábrica e  acontece às 21h. Os ingressos custam 16 reais (inteira).

Jazz no mapa do nordeste

Para quem mora fora do circuito São Paulo – Rio de Janeiro e vive em busca de bons sons pode separar um espacinho na sua agenda. O 6º Maceió Jazz vai rolar entre 25 e 28 de novembro e pretende recolocar a cidade no roteiro brasileiro de música instrumental. O festival existe desde 1995 e volta depois de um tempo sem ocorrer com o objetivo de tornar-se anual.

Já estão confirmadas as presenças do saxofonista Leo Gandelman, do baixista Arthur Maia e da dupla formada pelo pianista, compositor, arranjador e maestro Gilson Peranzzetta e pelo saxofonista Mauro Senise. Além dos shows, haverá oficinas oferecidas aos músicos locais. Destes, estarão presentes nomes como o saxofonista Everaldo Borges, o maestro Almir Medeiros e o Mestre Chau do Pife.

As apresentações serão espalhadas por hotéis, bares e restaurantes de Maceió, além do palco principal na Praça Multieventos, bem na praia da Pajuçara. O festival ainda não tem um site, portanto fique atento para mais novidades.

Pharoah Sanders fará show em São Paulo

Fãs do jazz podem já separar o próximo final de semana para ouvirem pessoalmente uma das feras do estilo. O saxofonista de sessenta anos Pharoah Sanders tocará no Sesc Pinheiros no dia 21 às 21 horas e também no dia 22 às 18 horas.

Considerado melhor sax-tenorista do mundo, o músico será acompanhado por outros americanos como Rob Mazurek, também do jazz e morador de São Paulo, o guitarrista Chad Taylor e o funkeiro Matt Lux. Entre os convidados brasileiros estão dois instrumentalistas reconhecidos, companheiros em bandas como Hurtmold e São Paulo Undergroud: o baterista Mauricio Takara e Guilherme Granado, que coordena o projeto musical Bodes e Elefantes.

Vai lá: Sesc Pinheiros, Rua Paes Leme, 195. Os ingressos custam de R$ 7,50 a 30, com venda antecipada em qualquer unidade do SESC.

aprecie sem moderação

uma dica pra quem, como eu, anda num corre impossível e/ou passando por uma OVERDOSE de hormônios/sentimentos e o que quer que seja. dá para ouvir em loop o dia todo.

[quem desconhece precisa assistir urgente, quem conhece aproveita pra lembrar. :P ]

wyclef jean, niia & jerry wonda no acústico de “sweetest girl”, single do sexto álbum de jean (de 2007).

she used to be the sweetest girl ever / now she like sour ameretta / she wears a dress to the T like the letter / and if you make it rain she will be under the weather…

ps: como meu combustível é música e estou na fase vinde a mim, respeito muito quem me mandar dicas de sons que valham a pena. pode ser aqui nos comentários, via reply no meu twitter ou recado na last.fm. que tal?

#Playlist: Pirotechnia

Essa é minha estréia na sessão pessoal de Playlists, então que tal um insight breve? Pois quem diria: essas últimas semanas foram bem interessantes para mim. Novas oportunidades profissionais, alguns bons momentos entre amigos e um ou outro livro interessante. Afinal, quando o maior de seus problemas é uma entrega atrasada da Saraiva e o fato dos Estados Unidos estarem na frente nas Olimpíadas de Inverno (estava realmente torcendo pro Egito esse ano), algo de bom está acontecendo. Por isso mesmo, minha playlist da semana está tão experimental. Vamos aos selecionados: começamos com Beautiful, do Smashing Pumpkins. Depois, a prova de que os garotos do Trans-Siberian Orchestra andam tomando gemada demais nos fins de ano: resultado nada estranho, For The Sake of Our Brothers é uma releitura de uma famosa canção natalina e hino da Harpa Cristã americana, tudo na voz poderosa e irônica de Peter Shaw. Hey! Não é natal se não estamos nos divertindo, certo?

Logo em seguida, uma homenagem ao genial trabalho de Akira Yamaoka (e um brinde ao seu novo emprego) com a sentimental Love Psalm, seguida por Cage and the Elephant, sem qualquer motivo aparente. Herbie Hancock segue com duas fantásticas composições instrumentais, exemplos de como se cozinhar um bom Jazz contemporâneo (ao menos dos mais modernos que consigo ouvir). E por que somos todos tradicionais, Ella Fitzgerald com The Best is Yet to Come, e, claro, os americanos loucos do Beirut, fechando uma playlist curiosamente vazia de qualquer metal melód… opa! Não tão rápido: Symphony X fecha a Playlist dessa semana com uma dessas canções que te fazem querer sair correndo por aí com um machado nas mãos (tipicamente, a fase final dos meus surtos de bom humor).

Espero que gostem.

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(se você acompanha o blog pelo feed, clique aqui para ouvir a playlist)

#essencialbuns II: John Coltrane, A Love Supreme

a love supreme, john coltrane

por Renmero Rodriguez
@renmero

quando conheci stella eu tinha quatorze anos. havia mudado de turma no colégio e ela era a mais linda guria de toda a sala. uma sala em que entrei como objeto estranho. era difícil não encará-la. cabelos loiros longos. olhos azuis. um cheiro incrível. um dos maiores que já senti até hoje. observá-la conversando com alguém era um passatempo que cultivei por um bom tempo – ou qualquer medida de de tempo que seja “um bom tempo” quando se tem quatorze anos.

um dia, ela me pegou. começou a me encarar também. havia ali um pequeno prêmio para mim. como se ela dissesse tudo bem, você não precisa mais fazer isso. agora eu quero ver o que mais você sabe fazer. nossa primeira conversa foi mais ou menos assim:

oi.
oi.
vi que você me pegou ali te olhando.
é, por que você estava fazendo isso?
é difícil não fazer.
hum, é bom, não é?
muito.
eu gostei também.

a primeira vez que me despedi de stella foi numa tarde quente de novembro há seis ou sete anos. na frente de sua casa. eu iria me mudar de cidade. apesar de anos convivendo em colégios, nunca havíamos realizado nada de mais entre nós. sabíamos que havia algo muito bom ali. mas deixamos coisas bestas entrarem no caminho. eu era muito diferente do que sou agora, ela era praticamente outra pessoa. desperdiçamos uma grande chance e estávamos percebendo isso. mas já era tarde.

a segunda vez que me despedi de stella foi numa noite chuvosa de dezembro há menos de algumas semanas. nos detalhes do seu corpo pude perceber o que havia acontecido com ela nos últimos anos. uma marca na nuca. um furo extra na orelha. o modo como olhava para ao chão. a força com que segurava a minha mão. nos anos em que ficamos distantes, em que abandonamos um ao outro, aconteceram coisas tristes com ela. eu queria resolver todas, queria curá-las. queria os olhos azuis do mesmo jeito que eram. queria agora a mulher que ela era. stella, eu te amo e dessa vez não vou te deixar. foi você que me ensinou a apreciar as mulheres. mas nunca apreciei você.

o jeito errático como ela montava suas respostas entregava uma ferida nova. uma grande. tinha chegado nos olhos, nas unhas, em todo o corpo. estava consumindo a guria mais linda que já conheci. e eu não podia fazer nada. com tudo que aprendi, estudei, ensinei. tudo inútil. mais uma despedida longa e silenciosa.

ela me disse, antes de entrar num táxi: aqueles minutos em que você ficava me encarando na sala de aula.

a love supreme.

o desafiado

Renmero Rodriguez é comandante do Bunker, não cansa de fazer sentido no twitter e também colabora no impop. Após três anos treinando em um dojo no sul do japão, Renmero agora mora na Vila Madalena e escreve histórias todo o dia para pagar o aluguel. Fontes confiáveis afirmam que ele nutre um certo rancor pela editora da coluna porque ela demorou muito pra publicar esse texto.

a love supreme pra ouvir

A Love Supreme, John Coltrane @ Grooveshark

tracklist


1. Part I – Acknowledgement
2. Part II – Resolution
3. Part III – Pursuance
4. Part IV – Psalm

// sobre o álbum (artigo da Wikipédia, em inglês)

// WTF #essencialbuns?

Batendo na porta do Brasil

Voz sussurrada, beleza, diferenças e um toque de originalidade. Gostei tanto que tenho de reproduzir por aqui algo que vi na Revista Cult e na Folha Online. Tok Tok Tok é uma banda européia de música soul fundada em 1998. Ele é Morten Klein, ela é Tokunbo Akinro. Ele é alemão, ela é nigeriana. Ele é saxofonista e violonista, ela é vocalista e letrista. Eles cantam soul com um toque de jazz em inglês e o album é “She and he”. Viva a globalização… Este album é o que chegou por aqui, primeiro de uma grande gravadora mas nono da dupla que já tem mais de dez anos de estrada e festivais.

toktoktokDe acordo com Tokunbo, o album é romântico, mas diferente:

“”A maioria das canções deste álbum fala de amor, mas queríamos fugir de letras óbvias do tipo ‘eu te amo’, ‘nós nos amamos’. Quando escrevo uma canção, penso que estou criando uma história para um filme. Eu valorizo muito as imagens”, diz a cantora.” Fonte: Folha Online, Carlos Calado.

Os dois fizeram, até este disco, um trabalho com eco no Jazz. Desta vez as composições são mais pop, mas a banda se define pelo Soul:

“”As canções da soul music falam de pessoas comuns, que são capazes de enxergar a realidade em que vivem sem se colocarem na condição de vítimas”, analisa o saxofonista, observando que muitos clássicos do soul rejeitam o escapismo, diferentemente de outros gêneros musicais.” Fonte: Folha Online, Carlos Calado.

A maturidade musical dos dois, que se encontraram em um conservatório e começaram como um trio, faz da música referência quanto a qualidade. Para admiradores de soul, jazz e músicas variadas dentro deste repertório, a banda fica como uma boa dica que, agora, podemos finalmente adquirir o cd por aqui.

“Gotta sing!” – Um pouco sobre musicais

Musicais são musicais. Apesar de alguns afirmarem que não gostam, o fato é que este tipo de produção sempre atraiu um grande público. Sua história remonta às operas, passando ao teatro musical (alguém já ouviu falar em Broadway?), então aos filmes musicais e, principalmente, às adaptações de peças para a grande tela.

broadway

As óperas têm todo seu diálogo cantado em tons que todos nós já ouvimos algum lugar. Em cabarés, as danças começaram a surgir como apresentações. Já o teatro musical evoluiu unindo os diálogos convencionais com música e dança. As produções de maiores sucesso, quase sempre, são adaptadas – até mesmo na Índia, com Bollywood.

Mas é a Broadway, Nova Iorque, que tem lançado sempre os musicais mais elaborados. Nos palcos do Brasil (especialmente em São Paulo, no Teatro Abril, por exemplo) o público pôde conhecer destes “Os Miseráveis”, “A Bela e a Fera”, “Chicago”, “Miss Saigon”, “O Fantasma da Ópera”, “Noviça Rebelde”, “My Fair Lady”, “The West Side Story”, “Cats”, “Os Produtores”, entre outros.

thejazzsinger

Já na telona a história é diferente. Os primeiros filmes, mudos, eram acompanhados de música. Normalmente algum pianista tocava no mesmo instante da exibição. A música não era realmente parte da sétima arte. Mas foi com a tecnologia sonora que os musicais filmados tiveram espaço. E mal surgiu a possibilidade de um filme falado, logo veio um musical.

O primeiro “talking-movie” saiu em 1927, “The Jazz Singer”. Ainda em preto e branco, o primeiro filme com falas já foi um musical, como se estivesse prevendo a maior utilidade do som junto com as imagens.

Nem todas as cenas eram faladas, a primeira aparece aos dezessete minutos (e está desabilitada no You Tube…). Mas o filme marcou uma nova era para o cinema, embora os estúdios tenham demorado a entrar no ritmo.

singin_rain

No mesmo ano, 1927, passa a história do considerado, por Roger Ebert, o maior musical que Hollywood já produziu. Uma das adaptações mais famosas, “Cantando na Chuva” (Singin’in the Rain), demonstra um pouquinho de história também. O longa-metragem dos anos cinqüenta fala dos primeiros filmes com som, advento que fez possível a existência de musicais como ele mesmo. A metalinguagem é um dos fatores mais interessantes no clássico. Vale pela qualidade e pela aula de história.

Hoje em dia são várias as adaptações, seja da Broadway, em sua maioria, ou não. Filmes como “Sweeney Todd”, “Hairspray”, “Rent”, “Os Produtores”, “O Fantasma da Ópera”, “Chicago”, “Mamma Mia”, “My Fair Lady”, entre outros (vários) chamam a atenção do público maior. O lucro destas produções é quase sempre mais garantido, já que além dos filmes a massa vai atrás da trilha e, depois, das peças.

Ao lado das adaptações, produções musicais cinematográficas também surgem e fazem sucesso. “High School Musical”, “Across The Universe”, “The Wall”, “Grease”, “Moulin Rouge”, “Gigi”, “O Mágico de Oz “(que depois, como outros, foi adaptado para os palcos), constam entre estes.

Pode não cair no gosto de todos, mas os musicais são uma página importante na história do teatro e do cinema. A união das artes, neste sentido, faz mais do que uma bela melodia. Como diz Don em “Cantando na Chuva”: “Gotta dance”!

Abaixo as primeiras cenas de “The Jazz Singer”, ainda sem falas gravadas:

Esperança feminina no Jazz

esperanza1Ela não é brasileira, mas canta com um português surpreendente. Também não é nascida em nenhum país latino, mas tem nome espanhol. É daquelas mulheres privilegiadas com um talento musical incrível, uma beleza sutil e um estilo único. A moça não é novidade, mas vale a pena falar um pouco dela.

Esperanza Spalding é contrabaixista, vocalista e compositora, além de ser considerada a nova diva do Jazz. Com seus 25 anos ela já conquistou o respeito de muita gente. Ela não teve, digamos, uma infância privilegiada. Foi criada só pela mãe em um gueto e teve dificuldades com o ensino tradicional da escola. Mas, com persistência, descobriu (aos 4 anos) que queria era fazer carreira no mundo musical. Começou aprendendo violino (sozinha), depois descobriu o contrabaixo. Já tocou música clássica, blues, funk, hip hop, entre outros. Isso tudo antes dos 16, quando ela largou a escola e começou a ir em cursos de música (superiores, diga-se de passagem), nos quais já dá aula. Spalding já tem um currículo e tanto, trabalhou, inclusive, com artistas notáveis como Michel Camilo, Dave Samuels, Stanley Clarke, Pat Metheny, Patti Austin, Donald Harrison e Joe Lovano.

esperanza2Seu primeiro álbum solo, Junjo, veio em 2005. O segundo, Esperanza, surgiu em maio do ano passado. Canta em inglês, espanhol e português. Consegue se destacar em um meio quase exclusivo dos homens. Seu jazz apresenta influências da música brasileira, do blues, e de muita coisa, demonstrando que a moça conhece, mesmo, o mundo musical. Para quem não a conhece, vale ir atrás.

Pessoalmente eu acho que a voz de Esperanza Spalding esbanja personalidade. Só de ouvir algumas de suas músicas fico contagiada com alegria e já percebo a “força” desta nova mulher. Ela é, sim, um prodígio que já está no auge da carreira. Mas ainda acredito que possa crescer muito mais. Ela vai além do Jazz clássico, inova e inova com características únicas. Porém ela não deixa de ser Jazz, como todos conhecemos. Spalding é forte e talentosa mesmo.

 Quer ver além de ouvir? Há notícias de que Esperanza vai estar no Brasil em junho. Em São Paulo ela se apresenta no dia 7 no Telefonica Open Jazz que será no Parque da Independência. No mesmo evento ela aparece no Rio de Janeiro, dia 8 de junho, no Vivo Rio.

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