As datas oficiais de lançamento de álbuns parecem não fazer mais diferença nos tempos da internet e o caso do aguardado novo disco do Arctic Monkeys, “Suck it and see”, não fugiu à regra. Previsto para dia 06 de junho, “Suck it and see” surgiu na internet na última terça-feira e rapidamente links para que o seu download fosse feito se propagaram nas redes sociais.
A banda já havia liberado duas faixas para audição, “Brick by Brick” e “Don’t Sit Down Causa I’ve Moved Your Chair”, além de ter tocado outras faixas em seus mais recentes shows na Suécia e Noruega e no conhecido programa britânico, Later With Jools Holland. Isso só fez com que a ansiedade pelo lançamento se tornasse cada vez mais latente.
Muita gente tinha esperança de que os ingleses voltassem a soar cruamente como no seu disco de estréia “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, enquanto outros torciam para que eles seguissem a mesma linha do terceiro e, até então último, álbum da banda “Humbug”. Após uma audição do disco inteiro, fica claro que a segunda corrente de fãs tem mais motivos para ficar feliz. Mesmo voltando à produção de James Ford (produtor de “Favourite Worst Nightmare”), é visível a influência de Josh Homme (Queen of Stone Age e produtor do “Humbug”) na sonoridade da banda. Melodias mais bem trabalhadas e batidas mais lentas na maioria das músicas formam esse novo trabalho dos Monkeys, que gerou divergência de opinião entre fãs. Enquanto alguns afirmaram ser o melhor lançamento do ano de 2011 até agora, outros se mostraram bastante desapontados.
Como uma das líderes da cena do rock’n'roll mundial nos últimos anos, todo trabalho da banda merece atenção. Porém, fica fácil perceber que eles, captaneados por Alex Turner, desejam dar novos rumos ao seu som. A outra banda de Turner, Last Shadow Puppets, com Miles Kane (ex-Rascals) e o próprio trabalho solo do vocalista ao compor a trilha sonora do filme “Submarine”(inclusive uma das trilhas do EP, “Piledriver Waltz, está no lançamento) também parecem ser influências fortes no caminho que a banda está tomando. A adolescência e os riffs cortantes de guitarra não parecem estar mais no centro das atenções e deram lugar a músicas mais maduras.
Com isso, estariam os Arctic Monkeys se arriscando demais ao tentar mudar de som ou todo artista tem direito a evoluir? Seria mesmo uma evolução no som ou a banda estaria perdendo o Rock’n'roll? Para que você possa formar sua própria opinião e responder a essas perguntas, apenas dando uma ouvida com atenção a esse novo trabalho. Vale a pena.
Tracklist:
1. She’s Thunderstorms
2. Black Treacle
3. Brick by Brick
4. The Hellcat Spangled Shalalala
5. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
6. Library Pictures
7. All My Own Stunts
8. Reckless Serenade
9. Piledriver Waltz
10. Love is a Laserquest
11. Suck It and See
12. That’s Where You’re Wrong

A história vai parecer um tanto ridícula, mas no auge do Orkut, quando era legal participar de comunidades legais, eu seguia uma que tinha o título “sad boys with guitars”. Lá rolavam discussões sobre os clássicos garotos tristes que não largavam o violão: Elliott Smith, Jeff Buckley, Nick Drake e por aí vai. Eu confesso que nem sei o verdadeiro rumo que essa expressão tomou, mas não consegui deixar de usá-la (pra mim mesma) toda vez que viciava em algum disco do gênero.










