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Lulilândia no SESC

Posted on 22 January 2010 by leonardoatorama

Nesta última quinta-feira (21/01), o SESC Vila Mariana teve uma noite de puro Folk nacional com o show da cantora recifense Lulina. Nova nas paradas de sucesso – e bem familiar para qualquer um que acompanhe o cenário Indie paulistano a fundo – a simpática vocal comemorou sua primeira apresentação em um SESC, assim como seu primeiro show do ano. Como não poderia deixar de ser, convocamos das trincheiras vitroleiras Leonardo Ávila e Clara Camargo para contar em mais detalhes a experiência do show. Confira!

Clara Camargo

Ontem de manhã vi no jornal o anúncio do show “Lulina no SESC Vila Mariana”. Nem pisquei e já decidi: “Eu vou”. Afinal sou fã incondicional e há uns bons meses não apreciava o som lulínico.

No corre-corre, sob um céu negro e tempestuoso, Leonardo e eu chegamos lá para comprar os ingressos 20 minutos antes de o show começar. Hello! Lulina é pura fama e obviamente os ingressos já haviam esgotado. O que fazer? Usar o poder do magnetismo jornalístico, é claro! Conversamos com o porteiro, com o moço da bilheteria, com a organizadora do evento no SESC, com a produção do evento, telefonamos até para a própria Luciana Lins (o nome mesmo da Lulina) e nada. Quando de repente, ilustremente sai do elevador o Leo Monstro, braço direito da nossa cantora recifense – Monstro espreme sons distorcidos dos teclados e faz o backing vocal, além de ajudar Lulina a compor muitas de suas canções. Mais do que logo, corremos e cumprimentamos o músico, conhecido nosso de uma tarde de ensaios da Lulina que tivemos a oportunidade de acompanhar, antes do lançamento do disco “Cristalina”. E ele nos salvou com dois ingressos que guardava como reserva, caso alguém aparecesse de última hora, justinhos para a nossa entrada. Eram nossos. Agarramos os bilhetes e asseadamente sentamos na terceira fileira do auditório, que aguardava ansioso.

Com uma espécie de jardineira-shorts preto (meu [não]conhecimento em moda me limita a uma descrição mais precisa), entrou nossa querida Lulina, tímida, porem sorridente, cantando “Nós”, segunda faixa do “Cristalina”. Seguiu com mais meia dúzia de canções, até chegar na “Balada do Paulista”, momento de maior empolgação dos amigos e fãs. Esta música ficou entre as 50 melhores do ano de 2009, segundo a Rolling Stone, como o CD Cristalina, que conseguiu um lugar merecido no ranking dos 50 melhores discos do ano.

Quem não sabia, descobriu que o Sangue de ET tem poder, que criar minhocas é um negócio lucrativo, além de vislumbrar uma fração cristalina e límpida da Lulilândia, que ainda tem muito a ser explorada. Para mim só faltou tocar Blebs e Birigui, as duas canções-poesia que mais me divertem no mundo da nossa amiga Lulina.

Consegui o último exemplar da noite do “Cristalina”, e ainda recebemos um convite para tomar um café com Lulina. Até coloquei aqui a mensagem que revela o que todos já imaginavam: somos garotas abduzidas.

Leonardo Ávila

Minha colega já fez questão de relatar nossa pequena aventura pessoal – acredite, a tensão de se chegar numa noite de evento enquanto uma chuva cai pesada lá fora só para descobrir que não temos vagas tem uma carga melodramática digna de qualquer literatura russa que se preze. O que vou dissecar aqui é algo um pouco mais voltado para minha impressão técnica do show. Conheço a voz da Lulina boa parte devido à uma ou outra tarde com a Clara trocando casuais playlists, há coisa de, digamos, dois anos atrás. O que me atraiu nessa irreverente nordestina estava justamente no teor de suas letras: um humor salpicado por gordas doses de nonsense e ingenuidade. Um fundo instrumental tímido, mas afiado, completava o pacote, e imprimia no trabalho de Lulina algo de extremamente pessoal. Personalidade é também o que acaba me atraindo para qualquer música Folk. Pude vê-la em pessoa poucas vezes, mas foi em sua apresentação na Vila Mariana que mais me identifiquei com seu som.

Veja bem, pode soar bizarro para alguns, mas a comparação entre Lulina e Mallu Magalhães é bem comum por aí, e nada deixa a cantora mais inquieta. E ela tem toda razão, afinal Lulina está para Mallu assim como que, digamos, Janis Joplin está para Joan Jett. A recifense usa e abusa de tons menores, polarizados por uma cadência levemente mais acelerada e de maior ataque. O som é complementado com o que mais se assemelha ao blip-blop 8-Bit que sai dos teclados loucos de seu companheiro de viagens, Leo Monstro. A seleção musical foi bem variada, incluindo variantes de Folk Rock e até um samba no final, com o qual Lulina fez questão de agitar o público paulistano que, acostumado a tardes de ócio, cigarros e à porcaria do James Joyce, não arriscou sequer uma rebolada (juro que vi a Clara mexendo levemente os quadris em cima da cadeira em certo ponto, mas talvez tenha sido impressão minha. Não podíamos entregar o garbo jornalístico assim de bandeira,não é?) . Enquanto ajustava a lapela da minha camisa, as metâforas de sua canções não deixavam de esquentar um pouco meu coração. Juro, é o tipo de coisa que te arranca um sorrisso sem querer.

No final fomos dar um alô do tipo “velha amizade” para a Lulina, conhecidos que somos depois de uma sessão de perguntas, café e pão de queijo. A timidez e surpresa com o qual ela nos recebeu, antes de uma conversa de alguns minutos, parecia ser o fac-símile exato de sua linguagem musical, a Lulilândia feita sólida nos gestos inconfundíveis de sua ditadora alegre.

(Fiquem ligados, quem comparecer em futuros show da cantora não deve se esqueçer de levar imprimido o Passaporte de Lulilândia – disponível no site oficial – que, preenchido, pode servir para concorrer à prêmios exclusivos da banda.)

Saiba mais sobre Lulina em:

http://lulilandia.wordpress.com (blog da cantora)

http://www.lulilandia.com.br (site oficial)

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O rock de Wry

Posted on 16 July 2009 by Ariane Freitas

Eu sei, eu geralmente falo sobre novidades – mas dessa vez eu vou falhar com vocês. Nem tanto: a banda não é novidade (está no cenário independente desde 1994), mas a volta deles pro Brasil é recente. Tô falando do Wry (é, o título “azedinhos” é um trocadilho infeliz), um grupo sorocabano de rock alternativo da melhor qualidade que, dos 14 anos na estrada, passou sete em Londres – mas diz que agora voltou pra ficar.

wry2

Formada por Mario Bross, Luciano Marcello, Renato Bizar e W27, Wry é toda “ciências, sonhos e memórias” – pelo menos é isso que diz o Myspace da banda. Seu último LP, “Flames in the Head”, foi produzido por Tim Wheeler (vocalista da banda irlandesa Ash) e Gordon Raphael (produtor dos dois primeiros álbuns dos Strokes) e fechou a turnê de 2006, no Brasil, com a apresentação no desfile da grife Ellus (SPFW) tocando ao vivo sob a direção de Bia Lessa.


Na passarela.

Na bagagem, três álbuns: “She Science”, cuja turnê de divulgação estreou no Studio SP e vai percorrer boa parte dos estados brasileiros, “The long-term memory of an experience” e “National Indie Hits”. Os três lançamentos acontecerão esse ano  - o que garante uma agenda bem movimentada. No começo de julho, saiu o novo clipe “Dois Corações e O Sol”.


Eu só quero saber quando você vem me ver

Wry é viciante. Em português, em inglês… Viciante. Tente colocar pra tocar enquanto cumpre as obrigações: faz a vida parecer ainda mais um filme/seriado, com direito a momentos em que você simplesmente parece estar olhando pra ela de cima. “Different From Me”, como definiu a Rolling Stone, é digna de se ouvir em loop.

Dá pra acompanhar a banda pelo blog WryNow – e quase todas as músicas estão disponíveis para download no TramaVirtual. A agenda deles tá aqui embaixo, que é pra vocês poderem correr quando estiverem por perto. (Essa sexta, inclusive, tem Studio SP! Vamos?)

AGENDA -WRY
17 jul 2009 22:00
StudioSP Sao Paulo, São Paulo
8 ago 2009 22:00
Groselha Fuzz @ Bronze Ribeirão Preto, São Paulo
13 ago 2009 21:00
A Obra Belo Horizonte, Minas Gerais
15 ago 2009 22:00
BDZ Campinas, São Paulo
29 ago 2009 20:00
Sorocaba Clube Sorocaba, São Paulo
4 set 2009 22:00
Proibido Divulgar Proibido Divulgar, São Paulo
5 set 2009 22:00
Studio Eleven Franca, São Paulo
26 set 2009 22:00
Tribo’s Maringá, Paraná

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Jennifer Lo-Fi

Posted on 10 April 2009 by Ariane Freitas

jenniferlofi

Sabine Holler, Filipe “Miu”, Caio Freitas e Luccas Vilella se conheceram no Myspace, cada um trilhando um caminho solo na música. Daí, em 2008, decidiram unir-se num projeto só. Em sua bagagem musical, influências como Cat Power, The Mars Volta, Belle & Sebastian, Sigur Ros e Sonic Youth. "I’m illogical but lovable", diz a voz doce de Sabine em "Michael Caine" – música que, com o apoio da Levi’s Music e direção de Thais Denardi, acaba de receber videoclipe oficial.

A primeira vez em que ouvi falar de Jennifer Lo-Fi, estava na Campus Party, conversando com o Mário (sem piadinhas, ok?), enquanto ele transmitia a premiação do Best Blogs Brasil no streaming oficial do evento. Foi lance rápido, eu estava querendo ver o blogueiro panaca da novela das nove focada na gravação, nem rolou muita curiosidade. Uns dois dias depois, só Deus sabe como (a internet é um ovinho de codorna, sabiamente me disse o Inagaki um dia desses), conheci a Munique Lima no Flickr e lá estava a tal de Jennifer Lo-Fi em seu álbum, de novo. Poxa, como assim, comofas? Duas citações numa semana foram o suficiente pra me atiçar loucamente a lombriga da curiosidade – e eu corri pro Myspace da banda. Aliás, coisa que eu acho que você também deveria fazer agoooora.

Por quê? Porque seu som é uma delícia. Assim, "uma delícia", na maior. E olha que eu não sou de usar esse tipo de adjetivo na hora de falar de música. Indiezinho gostoso pra ouvir fazendo algo que goste – especialmente numa tarde de feriado como a de hoje :D . E o melhor? Toda quinta-feira, às 20h, tem Web show! É, é só entrar no USTREAM da banda e curtir. Aliás, se você participar do chat na hora do show, pode ajudar a escolher o repertório.

Vamos combinar? Ouve e depois me conta o que achou! ;)

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