Poucas coisas me fazem tanta falta quanto a minha fase pré, durante e ligeiramente pós adolescência. Era lindo poder cantar o que eu quisesse onde eu quisesse e quando quisesse, sem medo de assustar chefia, clientes ou qualquer coisa do gênero. Não que eu tenha me tornado uma pessoa educada e boca limpa — quem me segue no twitter ou ouviu o podcast percebeu — mas, em geral, eu tento me conter em certas ocasiões.
E tem o espírito e o brilho da época. Eu perdi. Era lindo cantar “Imagem é Tudo, Sua Cabeça Não Tem Nada” — aliás, era lindo cantar “Odeia Eu”, o disco todo do Jason — aos berros e acreditando em cada palavra. Ver a mãe horrorizada com os palavrões, a irmã menor achando aquilo o máximo (ui, que subversivo) e as amigas patricinhas diretamente ofendidas.
Por pouco não tatuei a letra dessa música. Tinha na parede do quarto, nas capas de cadernos e apostilas, em header de fotolog (sim, eu era fotologger) e, enfim, sempre arranjava algum contexto pra enfia-la. Eu também tinha uma banda e letras que tentavam ser parecidas e nao chegavam nem perto. Bons tempos de hardcore, viu?
Hoje bateu uma saudade no ônibus… Talvez seja porque o Marcelo, baterista, me contou que tem show esse final de semana no Hocus Pocus, em São José dos Campos, e minha mente de fã ficou tentando arrumar um jeito de me convencer de que SIM, preciso me locomover até lá de alguma forma. Ainda não sei da minha ida, mas já alerto vocês:

Aqui ficaram registradas duas coisas, então: preciso da minha convicção de volta e você precisa ir ao show do Jason comigo. Fechou?
(Tudo bem, minha rapidinha extrapolou o tempo previsto, mas foi por uma boa causa. Se quiser saber mais de Jason pode dar uma fuçada no perfil oficial da banda e seguir @jasonoficial no twitter)
De nada.






