O cantor norte-americano Cee Lo Green cancelou hoje o show que faria em São Paulo, no Urban Music Festival, neste domingo, dia 29 de maio, na Arena Anhembi.
A organizadora do evento, Coliseu, divulgou que não ouve nenhuma explicação da parte do cantor sobre o cancelamento, que o cachê já estava pago e que está tomando as medidas legais cabíveis, e também promete colocar no site oficial como fará a restituição dos valores dos ingressos para os que desistirem de ir ao
evento. Também tocarão no evento Ja Rule, John Legend and The Roots e Copacabana Club, entre outros.
Os casais mineiros terão mais uma opção de lazer para passar o Dia dos Namorados. No dia 12 de junho, acontece em Belo Horizonte o Festival Natura Musical Minas, com mais de 15 atrações espalhadas por quatro praças de diferentes regiões da capital mineira, entre 10h e 22h. E o melhor, tudo na faixa! Pato Fu, Palavra Cantada, Renegado, Marcelo Jeneci e Maria Gadú são só alguns dos artistas.
Confira a programação completa:
Praça da Liberdade (Região Centro-Sul)
A programação especial para o público infantil começa com a oficina musical Pratubatê, do grupo Trampulim, seguida do grupo Palavra Cantada, que se apresentam no local às 11h, com o espetáculo “Brincadeiras Musicais”. Às 15h30, o Pato Fu sobe ao palco para apresentar o “Música de Brinquedo”, e para fechar a tarde, o integrante do Clube da Esquina Lô Borges divide o palco com o cantor mineiro Pedro Morais.
10h: Oficina Grupo Trampolim (MG) 11h: Palavra Cantada (SP) - infantil 15h30: Pato Fu - Música de Brinquedo (MG) - infantil 17h: Lô Borges e Pedro Morais (MG)
Praça Duque de Caxias (Região Leste)
As apresentações começam às 10h15, com o show “Pequeno Cidadão”, em que os músicos Edgard Scandurra, Taciana Barros, Arnaldo Antunes e Antonio Pinto convidam seus filhos para cantarem juntos músicas infantis próprias, cuja inspiração vem da experiência como pais e também das lembranças de infância. Às 12h, o grupo Trampulim promove a oficina Pratubatê para os presentes. Karina Buhr sobe ao palco às 14h30, apresentando seu primeiro álbum “Eu menti pra você”. Na sequência, o rapper mineiro Renegado entra às 15h40 e Marcelo Jeneci encerra a tarde, às 16h50 apresentando seu álbum de estreia “Feito pra Acabar”.
O grupo mineiro “Curupaco” dá início às apresentações, às 10h30, com o espetáculo “Danca Balanca”, que brinca com elementos tradicionais da cultura da infância, ao mesmo tempo em que aborda assuntos contemporâneos ao cotidiano dos pequenos. O sexteto de violeiros mineiros “Vivaviola” se apresenta com o grupo “Meninhas de Sinhá”, formado por mulheres com idade entre 50 e 92 anos, moradoras da região Leste de Belo Horizonte às 12h15. Em seguida, o público participa da oficina do Grupo Trampulim a partir das 14h30, e às 15h40, Marku Ribas apresenta sua obra contemporânea, marcada por traços africanos, jazz e black music. Fechando a tarde no parque, às 17h, o grupo mineiro Zé da Guiomar apresenta seu samba de raiz.
10h30: Grupo Curupaco (MG) 12h: Vivaviola e Meninas de Sinhá (MG) 14h30: Oficina do Grupo Trampolim (MG) 15h40: Marku Ribas (MG) 17h: Zé da Guiomar (MG)
Praça da Estação (centro)
Depois de curtir as atrações nas outras três praças, o público poderá seguir para a Praça da Estação, onde o Festival Natura Musical Minas será encerrado. A primeira atração da noite, às 18h, será o grupo de percussão baiano Orkestra Rumpilezz, seguida pela sambista carioca, mas mineira de criação, Aline Calixto, às 19h, que traz Carlinhos Brown como seu convidado para um dueto. O cantor e compositor encerra o festival às 20hs, e para acompanhá-lo no palco, convida duas cantoras que têm ganhado cada vez mais destaque na cena musical: a paulistana Maria Gadú e a potiguar Roberta Sá.
17h30: Oskestra Rumpilezz (BA) 19h: Aline Calixto (RJ) convida Carlinhos Brown (BA) 20h: Milton Nascimento (MG) convida Maria Gadú (SP) e Roberta Sá (RN)
No dia 29 de maio, último domingo desse mês, você está convidado a curtir 12 horas de rock nacional sem intervalo no Espaço Victory. É a quarta edição do Sampa Music Festival, que reúne bandas oriundas do cenário rock/hardcore underground na maior responsa.
E o line up está demais: em destaque, os guris do Rancore, que acabaram de lançar Seiva — um dos melhores álbuns nacionais do ano até agora — dividem o palco com a Fresno, agora em sua versão mais “madura”, os barulhentos queridos do Gloria, os pops da Mash, que já apresentamos aqui no ano passado, e a gigante underground Granada.
Além dessas atrações, o evento recebe ainda mais 20 bandas da cena independente de São Paulo, divididas em dois palcos. Curtiu? Tá afim? Saiba mais no site oficial do evento.
*** SERVIÇO:
Site Oficial: www.sampamusicfestival.com.br
Data e Horário: 29 de maio de 2011, domingo, das 10 às 23horas
Local: Espaço Victory (Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – Penha/SP)
Proibida a entrada de menores de 12 anos sem um responsável.
- Não será permitida a entrada de pessoas portando qualquer tipo de alimento, bebidas e objetos cortantes. Chapelaria: R$ 3,00.
“Você não sabe, mas tem cultura para isso”. Foram estas as palavras de Milkon Chriesler (a.k.a. Mac), diretor de eventos da The Groove Concept e o homem por trás do bem sucedido Maquinária de 2009, quando perguntei sobre como sua equipe quer passar o conceito do Festival SWU, e como é lidar com o emaranhado 2.0 das redes sociais. Você tem cultura para isso, e é justamente o que o grupo encoraja: uma espécie de publicidade onde o material bruto não são apenas adjetivos e hipérboles, mas plena discussão aberta. Tanto é que, no percurso de um diálogo com bloggers que rolou em um restaurante da Zona Sul paulistana na semana passada, a maioria das perguntas dirigidas vinham de internautas e tuiteiros anônimos. “Falem bem, falem mal, mas falem de mim”, brincou Mac, já visivelmente prevendo uma torrente de perguntas com relação á preços de ingressos, áreas Premium e setlists. A estratégia pode até parecer impregnada de casualidade e levianismo, mas é fato que, entre todo o burburinho típico de trending topics, a The Groove Concept tem um poderoso argumento a passar com o Festival SWU.
De certa maneira, o SWU é uma continuação e ampliação natural dos princípios da Groove Concept: conceito e conteúdo, arte e sustentabilidade. Não é de se estranhar que, nos primeiros meses, a SWU foi vista como uma espécie de Woodstock com sua temática natureba e a localização do evento distante de centros urbanos. Não é um paralelo assim tão errôneo, mas é um pouco superficial: assim como mega festivais europeus como Glastonbury e Loolapalooza, o evento não é apenas sua banda favorita no palco, mas sim uma experiência ampla, onde diversos estilos musicais dividem espaço com atividades menos óbvias, como camping, artes plásticas e até uma pitadinha básica de gastronomia – o espaço na Fazenda Maeda, em Itu, contará com praças de alimentação para quem quiser beliscar algo entre e durante os shows, nada muito complexo aqui. É o tipo de coisa que já virou prática pela Europa, mas que ainda tem muito o que provar para o público nacional. Pense bem nos últimos shows que você foi: se a maioria lotou um estádio ou ao menos trouxe uma manada de 20 mil pessoas e se você pagou o olho da cara pelos ingressos pra esquecer a banda que abriu e ouvir uma dúzia de músicas do seu ídolo, parabéns, você é o típico entusiasta musical brasileiro. A agenda aqui é predominada por shows grandes, custosos e de uma única atração. O que é compreensivo: qualquer bar norte-americano de certo expoente pode contratar um ZZ Top da vida com muito maior facilidade do que um organizador teria em coloca-los num avião para o Rio de Janeiro por exemplo. O problema é que essa mentalidade acabou sangrando também para artistas nacionais – que evitam Pocket Shows e apostam em shows grandes e exclusivos com tanta veêmencia quanto qualquer outro hit de fora.
O Maquinária, de 2009, já havia sido de certa maneira um indício de uma nova mentalidade, coletando ideias de eventos como o Planeta Terra e apostando ainda mais na diversidade cultural. Querendo ou não, o SWU agora terá que competir não só com seu antecessor, mas com o Natura Nós – festival que também tem entre suas atrações bandas de sabores variados e responsabilidade ambiental – e, de forma mais direta, com os eventos e os grandes shows deste semestre, que prometem desviar bastante a atenção dos fãs da música. Isso sem contar que a nova iniciativa da The Groove Concept não está livre de suas incongruências: para um festival que cultua tanto a variedade e a inserção, a solução encontrada para as áreas VIPs (ocupando toda a frente dos palcos) e o preço acordado (no mínimo R$535,00 incluindo camping básico e meia entrada para os três dias) soam um pouco elitistas. O que ainda é mais estranho se você levar em conta que a esmagadora maioria das bandas internacionais confirmadas para o SWU não são exatamente do tipo de mover multidões. Longe de querer tirar o mérito de gente como o Pixies (uma banda fora de série em minha opinião pessoal), mas quando se paga mais de 500 reais, é de se esperar atrações grandiosas além de Rage Against the Machine e Linkin Park (okay, não tão grandiosa nesse caso). O que se tem são várias bandas de apelo cult, e para o público brasileiro padrão isso talvez não vá justificar o preço do ingresso.
O que é uma pena. O SWU Music & Arts Festival é o tipo de coisa que pode muito bem abalar o que se entende por show nacional, oferecendo uma experiência que vai muito além da música. Segundo o diretor do evento, Mac, não tem sido um caminho fácil: entre ter que se adequar à agenda de seus convidados, encorajar um energético marketing boca a boca e lidar com as dificuldade financeiras de se começar um evento de grande porte no país, um desafio e tanto teve que ser superado, por bem ou por mal. Bem lembrou Mac: “o (festival norte-americano) Coachella, mesmo com foco em conceitos, se deu mal quando surgiu em 1999, tanto que nem fizeram uma edição no ano seguinte. Mas eles aprenderam com seus erros e hoje são maiores que o Loolapalooza”. No caso do SWU, eles tem um forte aliado em mãos: a expectativa. “Quando vocês estiverem lá, vocês vão saber!” brincou Mac enquanto todos – bloggers e afins – alcançavam suas cervejas.
Dentre todos os festivais que estão agitando este segundo semestre já era de se esperar que um deles fosse atrair outro público. O LOVE2010, primeira edição do festival paulistano organizado pelo movimento cultural cristão Love7, deve levar ao Carioca Club em São Paulo (SP) este sábado 14 pessoas a fim de ouvir mais sobre sua fé. O line-up não é repleto de artistas gospel estrelinhas, mas sim de bandas alternativas que rejeitam o rótulo e se assumem como, simplesmente, música feita por cristãos.
A mais nova delas, JudeAirplane, já contou sua história por aqui. Crombie, uma das mais reconhecidas, também já foi mencionado no Vitroleiros. Além destes o festival conta com Palavrantiga e Hélvio Sodré. Como destaque, Shawn Mcdonald, cantor americano, também se apresentará no palco do LOVE2010. Em breve você verá, por aqui, entrevistas com todos eles.
#sorteio
O ingresso custa a partir de 40 reais, mas no Vitroleiros você leva de graça. Vá lá no seu twitter, siga @vitroleiros e twitte um trecho de qualquer música destes cantores com, no final, o link http://migre.me/13TCR (mas tem de ser completo, viu?). Quinta-feira, dia 12, às 12 horas, serão sorteados entre todos os que twittaram o link dois ingressos para o festival. Mas, atenção, só é válida a participação de quem mora em São Paulo ou poderá retirar seus ingressos na porta do Carioca Club dia 14 antes do evento! Combinado?
Resultado: Quinta-feira, meio dia, e conforme prometido o sorteio foi feito! Você confere no link http://sorteie.me/NAn que a sortuda foi Talita Walker! Parabéns!
Sampa Music Festival 2 contará com Cine, Catch Side, Replace, Gloria e outros no palco em setembro
Os festivais estão em alta e bem coloridos em São Paulo. Depois do Yes!Rock Music Fest e da primeira edição em maio, haverá mais um Sampa Music Festival em setembro. No dia 19, a partir das 10 horas, o Espaço Victory receberá vários grupos de Pop Rock a Hardcore.
Para começar a sensação Cine será a principal atração que levará o show do seu primeiro DVD. O rock ficará por conta da banda Gloria, além do hardcore do Rancore. Entre outras atrações, haverá Catch Side e os recém-contratados de Rick Bonadio, V.O.W.E. e Replace (foto). E estas não são todas as bandas, ou seja, haverá ainda muito mais!
Animou? Ainda dá tempo, até o dia 31, de comprar ingressos a R$ 25! Corre lá! O segundo lote custará R$ 30. Você pode acompanhar no site do festival mais informações como sobre os locais de compra dos ingressos.
Pra anotar:
Quando? 19 de setembro, 10 horas Onde? Espaço Victory, Rua Major Ângelo Zanchi, 825, próximo ao Metrô Penha Quanto? Ingressos promocionais R$25 até dia 31
Mais informações: www.sampamusicfestival.com.br
ALÔVOCÊ, adolescente cheio de hormônios que ainda não se programou para o dia 12 de junho: a partir das 11h, no Victoria Hall, em São Caetano do Sul, vai rolar a terceira edição do Yes!Rock Music Fest, cheia de atrações voltadas para o pop rock nacional: Cine, Replace, Catch Side, Mash, Dj Arikawa… Pras meninas, ainda tem a presença dos Colírios da Capricho: Dudu Surita, Emílio Eric, Caíque Nogueira, Trio Sampaio, Hector Mosterio, Matheus Donadio, Fe Ribeiro, Piconn, Samir Rachid, Luan Sacomani, Victor Carbono, Alex Batista…
Tudo bem, tudo bem. Também estamos entediados e procurando programas pro mês de maio. MAS, enquanto isso, a gente acerta junho, não? Os ingressos já estão à venda e o preço varia entre R$25 (pista) e R$45 (camarote). Dá pra conferir os pontos de venda no site da YES!ROCK, e acompanhar as novidades via Orkut (YES! ROCK MUSIC FEST), Twitter e Fotolog. Quem sabe você não consegue VIPs para festa?
A classificação é livre, mas menores de 12 anos devem estar acompanhados por pais ou responsáveis. Também será proibida a entrada de qualquer tipo de alimento ou bebida, objetos cortantes, perfurantes ou qualquer coisa que comprometa a segurança do festival.
Ah! Fiquem espertos: As pulseiras para sessão de fotos com artistas e Colírios serão vendidas no dia do evento, a partir das 11 horas, com quantidade limitada e sem reservas. Portanto, você que deseja conhecer alguma banda ou garotos, chegue CEDO.
Pra conhecer melhor as bandas, fiquem de olho aqui no Vitroleiros agora em Maio. Rolarão as devidas apresentações, prometemos.
E em junho a gente quer trombar com vocês por lá, hein?
Serviço
YES! ROCK MUSIC FEST
Data: 12 de junho de 2010, a partir das 11 horas
Local: Victoria Hall – Rua Baraldi, 743 – Centro – São Caetano do Sul – São Paulo (próximo a estação de trem)
Informações: 4232- 7537 ou contato@yesrockfest.com.br.
Twitter: @yesrockfest Orkut: YES!ROCK MUSIC FEST
Gabriel esteve no show de Iggy& The Stoogesno Planeta Terra e conta como foi assistir a este espetáculo da plateia – e, de quebra, subir ao palco e apertar a mãodamaiorlenda viva do Punk.
O início
Orelógio marcava 00:03 quando o baterista Scott Asheton, o baixista Mike Watt, osaxofonista Steve Mackaye o guitarrista James Williamson subiram ao palcoSonora Main Stage,doPlaneta Terra 2009, montado no enorme espaço de entrada do Parque de Diversões paulistano Playcenter, na Barra Funda. Do lado direito, uma grande área vip abrigava jornalistas e personalidades que esporadicamente eram entrevistadas pela equipe jornalística doTerrae mostradas nos telões espalhados pelofestival. Em frente ao palco, centenas de fãs se amontoavam e se empurravam tentando chegar mais perto da grade que separava o chiqueirinho dos fotógrafos do espaço destinado a platéia.Uma chuva fina caía na cidade – nada que desanimasse os roqueiros que presenciavam o evento.
A entrada dos integrantes despertou no público um burburinho de excitação para o que viria a acontecer. Faltava o convidado mais ilustre da noite, a lenda viva do punk,Iggy Pop.O cantor entra vestindo apenas uma calça preta e botas, deixa à mostra a barriga um tanto quanto flácida, mas nada mal pra um senhor de 60anos. Enquanto a banda tocaas primeiras notas de Raw Power, Iggy anda de um jeito peculiar até o microfone, que segura enquanto faz movimentos frenéticos com os quadris, e cantaos primeiros versos do clássico, que batiza o terceiro e mais pesado disco do grupo. Outra atração especial da noite é a volta de James Williamson, que não tocava com os Stooges desde a dissolução do grupo,em 1974. O guitarrista não participara da reunião da banda em 2003, e retorna agora para substituir o também lendárioRon Asheton, falecidoem janeiro deste ano.Williamson é voraz. Sua guitarra é pesada e seus riffs, contínuos, diferente da clássica wah-wah de Asheton, mas não menos boa.
Iggy está com tudo. Ao final da primeira música, talvez confundindo o português com o idioma italiano (onde usa-se a mesma saudação para o cumprimento de encontro e despedida), diz um “Tchau Paulistas”. Sem pausas, a banda engata na seqüência Kill City, música que também nomeia o disco feito em dupla por Iggy e Williamson em 1975.Mal a música acaba, a bandasegue comSearch and Destroy, outro clássico lendário deRaw Power. A plateia está atônita, pula, ergueos braços.Iggy corre ese agitapelo palco.Jovens com idade três vezes menorque a de Iggy olham perplexos enquantoentoamos versos do refrão.
Um jovem pulapara ochiqueirinho dos fotógrafos, que divide a platéia do palco, e prontamente é agarrado por um segurança que tenta devolvê-lo para a platéia. Outro segurançavê e agarrao garoto de volta para o chiqueirinho. Logo se juntam quatro outros seguranças, totalizando seis, que dão pontapés e, de maneira excessivamente bruta, retiram o garoto do palco pela lateral. Era só a primeira prova da violência desnecessária que os seguranças iriam praticar até o final do show. Iggy vê a cena e ainda cantando se indigna, aponta para os seguranças e dizum “let him off” que é ignorado.
A banda dá seqüência ao show com Gimme Danger, também de Raw Power, e Cock in My Pocket, música dos Stooges presente apenas no álbum Metallic KO, um disco ao vivo não-oficial que contém diversas músicas que provavelmente originariam um quarto álbum da banda antes de sua dissolução: quarto álbum este que acabou sendo The Weirdness, de 2005, com músicas totalmente novas e sem James Williamson no grupo. O álbum não fezmuito sucessoentre público e crítica – talvez este seja mais um dos motivos da banda não ter executado nenhuma música deste durante o show.
“Just a few guys”
É então que Iggy convoca as pessoas para subirem ao palco, tomando o cuidado de dizer para subirem“apenasalguns caras”. A chamada surte efeito, mas o aviso não. Aos poucos os fãs vão subindo.
“Just a few guys”: Será que alguém obedeceria?
Estou próximo à grade do público, frontal ao palco. Pessoas me empurrampara tentar subir e outros incentivam e ajudam os corajosos que se arriscam. Meu amigo resolve subir. Com minha ajuda e a de outros fãs que estão na mesma área,eleconsegue passar a grade e ir em direção ao palco. A banda toca o início de Shake Appeal.Uma atmosfera de caos, rebeldia e êxtasetoma conta doconcerto.Os fãs que chegam primeiro ao palco pulam, dançam e tentam chegar perto de Iggy, nesta hora cercado por dois seguranças. Resolvoir também. Me apoio em fãs que estão ao lado e consigo aos poucos transpassar a grade e cair meio de lado no chão do chiqueirinho. Iggy tenta cantar a música, mas já são tantas pessoas que ele mal consegue segurar o microfone. Os seguranças ajudam e Iggyse recompõe e recomeça a cantar.Corro até a escada que leva ao palco. Seguranças bloqueiam a entrada e tentam evitar com que mais pessoas subam. Neste momento, já são diversos fãs por ali. Algumaspoucas garotas se arriscam na aventura. Vejo fãs subindo pelas caixas de som do lado direito. Corro até lá e vejo um segurança tirar uma das caixas que serviam como escada para o palco. Consigo pular até uma caixa de som maior, apoiar o pé e encostar a mão na beira do palco. Fãs de cima ajudam os de baixo a subir. Finalmente estou em cima. Olho para a multidãona platéia. Dezenas de jovens dançam e pulam no palco. Vou até o baixista Mike Watt e agito os punhos, demonstrando estar realmente gostando daquilo. Ele se anima, faz uma cara de êxtase e se agita enquantotoca. Vou até o baterista Scott Asheton e o chamo. Ele continua tocando com seu boné e óculos escuros e nãomedá a mínima. Ia pedir uma baqueta, mas desisto. Percebo que o guitarrista James Williamson foi para o fundo do palco e tocaprotegido por seguranças.Iggy canta a música enquanto diz várias vezes “thank you” e literalmente abençoa os paulistas com um “bless you”.
Decido que preciso ir até Iggy. Quase que irracionalmente corro na direção de onde a voz surge. Não consigovê-lopelo número de pessoas que estão emsua volta. Abro caminho no meio da multidão do palco comempurrões e desvios de ombro e logo estou perto de Iggy. Tudo isso dura poucos segundos. Me sinto nervoso e emocionado. Vou até Iggy,ondeseu segurança pessoal faz uma barreira humana para que ele consiga cantar sem ser constantemente abraçado e ter o microfone arrancado de suas mãos.Alguns jovens tentam se aproximara todo custo. Estico minha mão para Iggy para cumprimentá-lo.Ele retribui o aperto de mãoe me arrepio. Estou apertando a mão de uma lenda viva do rock. Estou apertando a mão do cara que rolou sobre cacos de vidro e andou sobre as mãos daplateia lambuzado de manteiga de amendoimno lendário show deCincinnati em 1970. Hesito em soltarsua mão. O segurança afastameu braçoe solto. Estou extremamente feliz. Pulo do palco em direção a escada comemorando e agitando minha camiseta preta e antiga com uma foto de Iggye o logo dos Stooges. Pulo no chão e tento voltar para a platéia.
O troféu: registraram o aperto de mão. [ Foto: Lucas Lima/UOL ]
Os seguranças distribuem sopapos e carregamosinvasorespra foracom rispidez. Querem esvaziaro palco e abusam da truculência e do excesso de força. Tento voltar para meu lugar antigo, mas é impossível. Corro até o lado direito da grade, um pouco mais afastado de onde eu estava, mas ainda perto do palco. Os fãs me ajudam a voltar, sob meus argumentos de que se continuasse ali acabaria apanhandodos seguranças. A música rola a todano palco enquanto alguns fãs saem por conta própria. O palco vai se esvaziando aos poucos. A música se acaba eo saxofonista faz um solo enquanto os últimos fãs são retirados.Iggy pergunta se podeseguirem frente“como umasex machine”, parafraseandoJames Brown. É então queum jovemcabeludo chega perto de Iggy, o agarra e beija. Instantaneamente diversos seguranças o separam de Iggy, e o garoto cai desmaiado.(Mais tarde, em uma comunidade do Orkut, descobri que o jovem desmaiara por fingimento, para não apanhar dos brutos seguranças).
Finalmente a multidão é controlada.A coisa toda dura menos de dez minutos, mas parece uma eternidade. Com o palco livre, a banda começa Loose, também de Raw Power.Na seqüência atacam de 1970, do segundo álbum dos Stooges, Funhouse.Os versos iniciais da música dizem “Out of my mind, Saturday night”. É exatamente o que acontece naquela noite de sábado com todos esses fãs.E Iggycontinua:“Baby oh baby,burn my heart, fall apart, all night ‘til I blow away…I feel alright, I feel alright”.É a música perfeita para descrever o que acontece naquele show.
A banda continua com Funhouse, do segundo disco, e Night Teme.Na seqüência Skull Ring, música do homônimo disco solo de Iggy de 2003, e Johanna, outra das músicas que estão no Metallic KO e não saíram em nenhum álbum oficial. O show continua com I Got a Right,que não consta em álbunsde estúdio,mas pode serencontradaem discos ao vivo dos Stooges e da carreira solo de Iggy.Em seguida, ele puxa o microfone ediz que a próxima música será para o falecido Ron Asheton,e entãogrita “DOG!”bem alto; o suficiente para todos perceberem que a próxima música seria o clássico absoluto dos Stooges – I Wanna Be Your Dog – única música do primeiro disco tocada no show.A banda inicia a música e aplatéia se inflama.Iggy incita o público e corre pelo palco. É uma grande apoteose do rock. I Wanna Be Your Dog é um verdadeiro hino punk. Iggy canta e, na hora do refrão, aponta o microfone para a platéia cantar junto. Ao meu redor, diversos jovens pulam. Garotassobemnos ombros dos amigos e namorados emãos seguramcâmerasqueregistram o momentohistórico. Iggy se ajoelha e continua cantando. Joga o microfonee rolapelo chão. Levanta as mãos e anda de quatro enquanto a banda toca e incendeia o palco. A platéia volta a cantar alto conformeIggyaponta o microfone para eles. A música desacelera, e Iggy canta alguns versos como se estivesse pregando, para na seqüência dar vazão a um estouro sonoro que durado último refrão até o final,com a batida nos pratos deScottAsheton. O público grita “Iggy, Iggy” e o Iguana soca o ar e anda pelo palco enquanto faz pose. Aos poucos, a banda sai do palco e os roadies chegam para arrumar as coisas. Era muito óbvio que haveria o bis: cerca de três minutos depois,a banda retorna e a platéia vibra.Iggydiz “I Love You”e distribui beijos. A música da seqüência é Five Foot One, canção da carreira solo de Iggy presente no disco New Values, de 1979.
Gran finale
A música acaba e Iggy berra paraos Stoogestocarema “maldita” Passenger. Williamson dá os primeiros acordes e o público parece não acreditar. A música faz parte de Lust For Life,segundodisco solo de Iggy, feito em parceria com David Bowie. A platéiadelira.Percebo que estou realmente emocionado por ouvir uma das músicas mais bonitas da história executada ao vivo por uma lenda. Todos olham com atenção e cantam trechos da música. O público canta em uníssono com Iggy no clássicorefrão (“la la la la la la la la”). A música acaba e Iggy bate com o pedestal no chão do palco, enquanto grita e anuncia que a próxima canção é Death Trip, última faixa do Raw Power, mas não a última do show.
O gran finale fica por conta de um dosmaioresclássicosde Iggy em carreira solo, eelefaz questão de berrar e anunciar “Lust for life”a plenos pulmões. A bateria e o baixo iniciam os acordese Iggy canta sobre“Johnny Yenn coma bebida eas drogas”. Sua calça já está quase toda caída, na altura dos pelos pubianos. Sua bunda está praticamente inteira de fora e seus famososcabelos loiros na altura do queixo estão completamente molhados, como também está ele, enquanto cantaseu“tesão pela vida”.
Esse provavelmente também era o pensamento de cada um daqueles fãs presentes ali naquele show de sábado, 07 deNovembro de 2009.Era esseo sentimento geralapós a banda tocar a última nota da noite e fechar a série de shows do festivalPlaneta Terracom chave de ouro. Iggy anda pelo palco com as calças caindo, agradece ao públicode braços abertos e saí de cena,seguido pelo resto da banda.As drogase a bebidapodemterdiminuído ou cessado, masIggy Popcom certeza ainda temmuitotesão pela vida.
Batalha de Bandas dá chance de novos apresentarem seu trabalho ao lado de Evanescence, Faith No More, Jane’s Addiction, Panic! e outros no Maquinária Festival em novembro
Nos dias 7 e 8 de novembro bandas como Faith No More, Jane’s Addiction, Deftones, Sepultura, Nação Zumbi (dia 7) e Evanescence, Panic! At The Disco, Duff McKagan’s Loaded, Dir En Grey (dia se reunirão no Maquinária Festival. Serão dois dias de muita música e, para ficar ainda melhor, muita oportunidade. O Palco MySpace, com atrações ainda a definir ao lado da Danko Jones, será um local onde bandas iniciantes também poderão mostrar seu trabalho.
Realizado na Chácara do Jockey (Av. Pirajussara, s/n) em São Paulo, o Maquinária é um festival que traz um conceito inovador de aliar a música e os shows à sustentabilidade ambiental, artes urbanas e novidades democraticamente. Estas terão espaço no “Batalha das Bandas”, que busca um grupo que aposte na renovação de ideias.
Que quiser tocar no Palco MySpace pode tentar sua sorte. Para inscrever-se basta ter um perfil de sua banda no MySpace, acessar a conta do Maquinária na rede social e mandar uma mensagem com a URL do seu MySpace e um telefone para contato. A seleção das 10 primeiras bandas será feita por uma comissão de profissionais do MySpace e do festival. Dentre estas, seis bandas serão escolhidas pelo público para fechar o casting do Maquinária Festival. A votação do público será na página da conta do Maquinária. Durante o festival, a banda que tiver o melhor desempenho ainda será escolhida como destaque.
As bandas podem se inscrever apartir de segunda-feira, 5 de outubro, até o dia 11. A votação – do público – será de 12 à 21 de outubro e o resultado será divulgado dia 23. Os ingressos do festival custarão, a inteira, cerca de R$ 200 na pista e R$ 450 na área VIP.
Agora corre arrumar seu MySpace e se preparar para a disputa! Boa sorte a todos…
A partir desta sexta, 24, a nova safra do rock brasileiro invade o Teatro Santa Cruz e fica por lá até domingo, 26. No palco, cinco bandas já conhecidas no cenário independente: Vanguart, Garotas Suecas, Forgotten Boys, Cérebro Eletrônico e Los Porongas.
Forgotten Boys, com seus 12 anos de estrada e abertura de shows como o de Marky Ramone and the Intruders e dos New York Dolls (que, por sinal, cancelaram show neste sábado, 25, em São Paulo) na bagagem, abre o festival. Em seguida, Garotas Suecas, sexteto paulistano que dá uma pausa na turnê pelos Estados Unidos pra divulgar sua EP por aqui também.
Sábado é dia de Vanguart, a banda cuiabense que assinou recentemente com o selo Universal. No repertório, a já conhecida “Semáforo”, além de “Cachaça” e “Mexico Dear Blues”. Como “novidade” versão de “O Mar”, de Dorival Caymmi, morto em agosto de 2008.
Domingo tem Los Porongas, provando que o Acre existe SIM, e que sabe de rock! Cérebro Eletrônico, daqui de sampa, encerra o Rock no Santa Cruz sob comando de Tatá Aeroplano.
Rock no Sant Cruz
24 a 26 de abril Teatro Santa Cruz – Rua Orobó, 277 – Alto de Pinheiros
Horário: 21h (sexta e sábado) e 20h (domingo)
R$30,00 e R$15,00 (meia entrada)
Informações: 11 3024-5191
Programação 24 de abril (sexta) Forgotten Boys
Garotas Suecas
25 de abril (sábado) Vanguart
26 de abril (domingo) Los Porongas
Cérebro Eletrônico