Ela não é brasileira, mas canta com um português surpreendente. Também não é nascida em nenhum país latino, mas tem nome espanhol. É daquelas mulheres privilegiadas com um talento musical incrível, uma beleza sutil e um estilo único. A moça não é novidade, mas vale a pena falar um pouco dela.
Esperanza Spalding é contrabaixista, vocalista e compositora, além de ser considerada a nova diva do Jazz. Com seus 25 anos ela já conquistou o respeito de muita gente. Ela não teve, digamos, uma infância privilegiada. Foi criada só pela mãe em um gueto e teve dificuldades com o ensino tradicional da escola. Mas, com persistência, descobriu (aos 4 anos) que queria era fazer carreira no mundo musical. Começou aprendendo violino (sozinha), depois descobriu o contrabaixo. Já tocou música clássica, blues, funk, hip hop, entre outros. Isso tudo antes dos 16, quando ela largou a escola e começou a ir em cursos de música (superiores, diga-se de passagem), nos quais já dá aula. Spalding já tem um currículo e tanto, trabalhou, inclusive, com artistas notáveis como Michel Camilo, Dave Samuels, Stanley Clarke, Pat Metheny, Patti Austin, Donald Harrison e Joe Lovano.
Seu primeiro álbum solo, Junjo, veio em 2005. O segundo, Esperanza, surgiu em maio do ano passado. Canta em inglês, espanhol e português. Consegue se destacar em um meio quase exclusivo dos homens. Seu jazz apresenta influências da música brasileira, do blues, e de muita coisa, demonstrando que a moça conhece, mesmo, o mundo musical. Para quem não a conhece, vale ir atrás.
Pessoalmente eu acho que a voz de Esperanza Spalding esbanja personalidade. Só de ouvir algumas de suas músicas fico contagiada com alegria e já percebo a “força” desta nova mulher. Ela é, sim, um prodígio que já está no auge da carreira. Mas ainda acredito que possa crescer muito mais. Ela vai além do Jazz clássico, inova e inova com características únicas. Porém ela não deixa de ser Jazz, como todos conhecemos. Spalding é forte e talentosa mesmo.
Quer ver além de ouvir? Há notícias de que Esperanza vai estar no Brasil em junho. Em São Paulo ela se apresenta no dia 7 no Telefonica Open Jazz que será no Parque da Independência. No mesmo evento ela aparece no Rio de Janeiro, dia 8 de junho, no Vivo Rio.
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