Curte eletrônica e versões? Confira nossa seleção de quatro músicas antigas remixadas, para o bem ou para o mal
A música eletrônica foi a descoberta dos anos 70 e 80. Hip hop e outros ritmos depois, desde então temos de nos acostumar com sintetizadores inimagináveis, baterias automáticas e um puntz-puntz por vezes interminável. Mas nem tudo é negativo: o som que bate junto com o coração, a animação que ele provoca, o estado de torpor, a diversão, a batida mais alta e o eletrorock. Sem contar com a vontade de dançar.
E se transformássemos ou usássemos todas as músicas feitas antes desta “descoberta” em eletrônicas ou semelhantes, o que restaria? Escolhemos alguns exemplos para nossa lista de clássicos – ou nem tanto – que são mais conhecidos pelas batidas remixadas do que pelo som original. Recusamos comentários sobre qual versão possui mais qualidade… A favor ou contra, confira as transformações:
Para começar num som tranquilo, “Mr. Lonely”, de Bobby Vinton, participou de forma aguda e um pouco cômica do single “Lonely”, do Akon
O clássico “Tu Vuò Fà L’americano”, do italiano Renato Carosone, virou latin house music (!) em “We Speak No Americano”, da dupla Yolanda Be Cool
Laurent Wolf tirou da boca de Johnny Cash “I walk the line” para ferver pistas de eletrônica em todo mundo. Me digam: por que alguém faz isso?
Já “Time of my life”, que já era agitadinha e até embalou o filme Dirty Dancing (sem comentários), foi salva – me arrisco a dizer – na regravação por Black Eyed Peas, “The Time”. A banda está acostumada às releituras e até já usou surfrocks antiguinhos em seus singles