Música Catártica: Spooler pra se divertir

A banda de Belo Horizonte Spooler traz um “rock dançante e descompromissado” que promete tirar as preocupações de sua cabeça com sua música única e de qualidade.

Depois de um dia cansado, uma semana problemática, é preciso descansar. Um som tranquilo, relaxante, para dormir e recuperar-se. Mas para que isso, quando se pode escolher uma boa música agitada e divertir-se, deixando tudo para trás?

spooler2“Estamos aqui para resolver os seus problemas”, é a proposta do Spooler(@spoolermusic), um grupo de Belo Horizonte. “Nos dê suas preocupações que acabamos com ela na hora, com alegria, ritmo e uma dose de intelecto. Ou seu dinheiro de volta.” Então antes de se afogar em seus dilemas rotineiros, a sugestão é conhecer este som.

David Dines (vocal, guitarra e teclado) e Gustavo Matos (bateria e programação) formam a banda Spooler. Colegas de faculdade de jornalismo, não deixaram a profissão de lado, mas desejam caminhar com a música. “Jornalismo na verdade é algo que se passa a viver, 24 horas por dia”, afirmam.

Ambos possuem trabalhos musicais paralelos, David é vocal e guitarrista da banda As Horas e Gustavo é baterista do Ragna. Estes outros projetos são bem diferentes do Spooler, voltados para o pós-punk e metal respectivamente.

De acordo com o Myspace da dupla, “entre as afinidades musicais, o gosto por rock dançante e descompromissado falou mais alto, trazendo influências da new wave, do pós-punk e do que há de pior na disco music. Tudo moldado por bateria precisa, guitarras e teclados minimalistas, além de letras agridoces, que procuram desviar da desgraceira”. Entendeu? Então vamos lá…

“A gente cansou de tocar pra headbanger (fãs de heavymetal e variantes) sem ritmo e sem senso de humor”, riem. Daí é que surgiu o que chamam de “rock dançante e descompromissado”, no qual querem que “as pessoas se envolvam com a música sem que isso seja uma experiência dolorosa, como acontece muitas vezes no rock”. Por fim, resumem: “a intenção é fazer música boa pras pessoas se divertirem”.

spooler3E é desta ideia que vem inclusive o nome da banda, Spooler. De acordo com eles, o termo designa “aquele momento em que se está na pista de dança, com todo mundo olhando pro DJ, vem aquela determinada música e acontece a catarse coletiva”. “É aquele instante de transcendência”, filosofam.

A dupla parece ter uma boa sintonia. Quando se conheceram, na mesma sala da faculdade, decidiram começar o projeto sem grandes pretensões, lá para o final de 2008. “Já tocávamos em outras bandas e a ideia era que o som não tivesse nada a ver com nenhuma delas”, explica David. Buscavam algo que, de acordo com eles, falta em BH, mais estilo pop dançante. “Marcamos um ensaio e em pouco tempo, já tínhamos algo bacana pra mostrar.”

As músicas são de autoria própria. Os dois compõem quase sempre juntos, e só às vezes criam separado. “Mas as coisas só ficam com a cara da banda depois que os dois põem a mão”, explicam. O EP, virtual, tem seis músicas (duas em inglês) disponíveis no Myspace  e Trama Virtual, onde podem ser baixadas. “Não o lançamos em formato físico por achar que, neste momento, não tem feito diferença”, comentam, “a maioria prefere andar por aí com seu MP3 player”.

Das músicas em inglês, explicam ser “reflexo da pista de dança”, além de olharem para mais longe e desejarem “ultrapassar barreiras de linguagem”.

Eles concordam com o fato da internet fragmentar o conceito de álbum: “as pessoas vão em busca das coisas em unidades”, diz David e Gustavo. Neste novo cenário musical, os dois já têm uma ideia de como lidar: “cada música precisa ter sua força específica”. Ainda assim, não exageram. “A ideia de álbum é algo que não morreu, mesmo com o formato físico em queda (…) dá pra construir roteiros e conceitos”, afirmam.

Dentre as influências, o cenário disco dos anos 80, que está voltando com diversas festas e novas bandas, se mostra presente no trabalho de David e Gustavo. Eles afirmam que conheceram algumas coisas na época e outras vieram depois. “Na verdade, o que importa é o que essa sonoridade nos marcou bastante”, explicam. Para eles, “música boa não tem época, e pode ser curtida em qualquer espaço temporal”.

Em Belo Horizonte eles gosta da recepção do público e até elogiam, “nosso público é fantástico, cheio de pessoas bacanas, calorosas, de todos os tipos”. Também mencionam que estes ouvintes aumentam com a internet, numa reação gratificante. Até por que, não é de menos, o trabalho tem qualidade para tanto. “A gente quer tocar até onde a Internet alcança”, almejam.

spooler1Mas não somente sonham como também investem. A Spooler está formatando um novo show, mas costumam tocar em casas de amigos, o que, de acordo com eles, “tem sido ótimo”. Logo mais eles disponibilizarão seu primeiro clipe, do single “Isadora”, que já está pronto.

A proposta de diversão é alcançada pela dupla, que até na aparência – com uma diferença considerável e simpática no tamanho – esbanjam graça. Mas a ideia não caminha sozinha, a música é original, tem qualidade e anima a quem ouvi-la. Aos fatigados ou aos que simplesmente buscam diversão, Spooler é a sugestão para o seu momento de “desestress”.

Pós-post: Depois de publicada a matéria, avisaram que estão montando também um show para São Paulo e devem participar de uma coletânea-tributo, realização do Pisces Records (www.piscesrecords.com.br). O trabalho de animar platéias segue firme!

De onde vêm as capas dos discos?

Imagem: Reprodução/G1

Já sentiu aquela curiosidadezinha de saber onde foi fotografada a capa do seu CD favorito? E a daquele disco famosão de que todo mundo fala mas pouca gente já ouviu? Pois bem, hoje o Blog do Curioso contou um pouquinho sobre a origem de algumas capas, baseado num mapa colaborativo feito pelos leitores da Word Magazine. Pra quem, como nós vitroleiros, adora música, vale a pena parar pra dar uma olhadinha pelos sites. =)

Ainda não está satisfeito? Rola no Planeta Bizarro uma lista com as 14 capas que ‘assombraram’ o mundo da música (fonte inclusive da imagem que ilustra esse post), e aí, só pra contrastar, tem na Rolling Stone gringa uma galeria com as 25 melhores capas da história.

Aliás, já que estamos falando em capas de álbuns… O Memorable Covers, tumblr da gatíssima Marina Santa Helena, é atualizado quase todos os dias com, como o próprio nome já diz, capas memoráveis de álbuns aleatórios – algumas arrancam risadas, outras suspiros, outros dão vontade de ver mais e mais! Eu já sigo o blog, e você?

LP em grande estilo

Com a volta dos LPs, o mercado de aparelhos para reproduzir o som neste formato tem reaquecido. Embora caros, os novos produtos costumam ser mais modernos e bonitos do que os antigos. Atentando para o design e a reprodução sonora de qualidade, a empresa alemã montegiro apresenta seu tocador de bolachões no melhor estilo.

Quinze anos de protótipos jogados fora e de cabeças pensando como unir a música ao design levaram a concepção perfeita da marca – na opinião deles, é claro. Com material de qualidade – como acrílico, madeira, titanio e alumínio – a força do toca-discos também é garantido com a boa mão-de-obra. Desde a versão mais bonita, alta e chamativa, que pode ser usada como um destaque de todo um ambiente, até versões simples, clean e baixinhas, os produtos todos garantem a qualidade sonora aliada à beleza. A tecnologia alemã (“made in germany”) e o design italiano é a receita do sucesso da montegiro, em que cada detalhe forma o todo harmonico.

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Quem tiver como (leia-se: quem tiver grana), aproveite e procure já saber como importar o seu.