Covers e mais covers

Aí vão covers muito bons de músicas que não saem da nossa cabeça, e nem dessas bandas:

The Vaccines tocando “Last Friday Night (t. G. F.)” da Katy Perry:

The Vaccines – Last friday night (Katy Perry Cover) by bandalismo

John Legend cantando “Rolling In The Deep” da Adele:

John Legend – Rolling in the Deep (Adele Cover) by johnlegend

The Kooks tocando “Kids” do MGMT:

The Kooks – Kids (MGMT cover) by rslblog.com

Adele cantando “Lovesong” do The Cure:

The Cure – Lovesong (Adele Cover) by Too Good For Radio

Preparando o clima dessa sexia-feira…

Caetano Veloso, Araçá Azul

por Débora Lopes

“Que é um sonho que tive e que, simbolicamente, eu botei como nome do disco”
Caetano Veloso

Estamos em 1973, Caetano Veloso lança “Araçá Azul”, um álbum cheio de experimentalismo, diversidade, poesia e algo ainda sem nome, inclassificável, um quê de doçura, psicodelia e genialidade; talvez a medula óssea poética do próprio Caetano. São dez faixas que a qualquer momento podem ser interrompidas por cânticos, vozes, violinos ou palmas. Um disco que virou tese de mestrado na Universidade de São Paulo, defendida pelo Prof. Dr. Peter Dietrich, em uma detalhada análise semiótica sobre o que Caetano proporcionou a seu público, tornando-se alvo de críticas e boicote de vendas.

“Vem comigo no trem da leste, peste…
Vem no trem pra Boranhém, nhém nhém nhém, nhém”

Caetano, na época com 30 anos de idade, usou em “Araçá Azul” elementos lúdicos, às vezes infantis, transcendeu em corpo, alma, música e fez a Bahia chegar até os nossos ouvidos já na primeira faixa. O álbum, que oscila sinestesicamente entre sonho e pesadelo, tem folclore nas letras e tristeza nas melodias. As letras não são apenas cantadas, elas saem de sua boca balbuciadas, faladas, arranhadas, grunhidas e proporcionam, muitas vezes, estranheza em quem ouve. Quando se aperta o “play” em “Araçá Azul”, fica difícil prever o que acontecerá nas próximas faixas.

“Sugar Cane Fields Forever” é a música preferida (na vida) desta que vos fala. Uma canção que exige olhos fechados e concentração total. Funcionaria bem como trilha sonora. Há horror e amor, há facetas diversas de um artista que cria sem medos. Inúmeros elementos que tecem o caos poético proporcionado por Caê. E, ah, lindas melodias numa só canção. Lindíssimas, meus caros.

A letra de “Júlia – Moreno”, oitava música na ordem do disco, por exemplo, foi construída como uma espécie de poesia concretista, um holograma. Durante as gravações de “Araçá”, o filho de Caetano – em começo de gestação – tinha seu sexo desconhecido pelos pais. Daí a brincadeira na letra “Uma talvez Júlia, um quiçá Moreno…”

Elementos regionais, étnicos, experimentalismo desenfreado e um orgulho brasileiro que pulsa nas habituais criações de Caetano marcam “Araçá Azul”. Mas o disco não sobrevive apenas com o que o cantor e compositor sabe fazer de olhos fechados. Influenciado pelo viés rock and roll de seu parceiro musical e amigo Gilberto Gil, que dois anos antes lançara o também lendário “Expresso 2222”, Caetano acrescenta psicodelia e guitarra elétrica ao álbum como em “De cara – Eu quero essa mulher”. Guitarras que, vale lembrar, são tocadas pelo mestre Lanny Gordin, que participou de gravações com diversos artistas brasileiros, tais como Roberto Carlos, Tim Maia, Gal Costa, Rita Lee e Erasmo Carlos.

Mas será que Caetano voou alto demais no sonho que virou vinil? Na época, grande parte dos discos distribuídos em loja foi devolvida à gravadora por falta de venda, sendo “Araçá Azul” relançado apenas em 1987. Faltou veia poética aos fãs de Caetano em plena década de 70 ou faltou ao artista tino comercial, gana por sucesso? A resposta para essa pergunta, talvez seja exatamente a frase que fecha o disco, onde Caetano, solto, com ar de menino, revela “Araçá Azul é brinquedo…”

a desafiada

Débora Lopes. Poeta e estudante de jornalismo. Cantou e compôs por quatro anos na Siete Armas, largou o rock and roll e criou o Clube da Chapadócia, pra misturar samba e poesia. Tem como paixões recém descobertas o teatro e a dança contemporânea. Prometeu não cortar o cabelo por quatro anos – já cumpriu 1/8. Gosta de ler o jornal, ver o sol e escrever poemas. Urbanóide a contragosto, quer mesmo é fugir pro meio do mato pra fazer filhos e livros.

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tracklist

“Viola, meu bem (canta Edith Oliveira)”
“De conversa/Cravo e canela”
“Tu me acostumbraste”
“Gilberto misterioso”
“De palavra em palavra”
“De cara/Eu quero essa mulher”
“Sugar Cane Fields Forever
“Júlia/Moreno”
“Épico”
“Araçá azul”

Você pode ouvir o álbum online e ler mais sobre ele.

Novos singles do Evora para esquentar a segunda

Não deixa o frio dessa segunda dominar o estado de espírito não! Tem novidade gostosa no ar. Os guris do Evora me mandaram há algum tempo o link para seus singles de 2011, mas eu estava sem computador. De certa forma, parece ter valido a pena: o dia de hoje é ideal para curtir em loop as cinco faixas disponibilizadas no site oficial da banda. Café em Sol Maior e Permita-se vocês já conhecem de posts anteriores, não? Mas ainda há Ego, O Lado de Lá e Quebre o Silêncio.

As faixas estão na pegada nova da banda, cada vez mais dentro do conceito próprio e ousado que eles vêm tentando seguir desde o ano passado: um rock bem tocado e cheio de influências da MPB. E parece que esses lindos vão continuar fazendo sexo com a música por muito tempo… Bom pra nós. :)

Ouça aqui as novas faixas do Evora

The Reign of Kindo no Brasil! É nessa semana!

Anunciamos antes aqui no Vitroleiros e agora estamos lembrando dos shows da banda essa semana pelo Brasil:

19/08/2011 – Rio Rock and Blues Club – Rio de Janeiro, Brazil
20/08/2011 – Manifesto – São Paulo, Brazil
21/08/2011 – Blackmore – São Paulo, Brazil (Acoustic)

Os integrantes da banda ainda gravaram um vídeo promovendo o show, veja só:

Vazou! Confira o novo clipe de Lady Gaga, “You and I”

Bem que a Lady Gaga tentou segurar seu novo clipe, “Yoü and I”, mas não conseguiu. O blog Perez Hilton publicou hoje a tarde, dois dias antes do lançamento oficial, que aconteceria pela Mtv americana. A cantora acabou se rendendo e tweetou o vídeo horas depois.

Como sempre, o novo trabalho é recheado de bizarrices e figurinos excêntricos, mas o que surpreende mesmo é a música, pelo menos para uma leiga em Gaga como eu – o quarto single de Born This Way, lançado esse ano, tem uma pegada country, completamente diferente de tudo que ela havia feito até então.

E sim, o mais curioso é o tal do Jo Calderone, seu lado masculino aflorado em uma capa da Vogue Hommes Japão do ano passado, presente no novo clipe. Engana bem, viu?

Confira Yoü and I e tire suas próprias conclusões!

Metric em estúdio

E parece que finalmente a banda Metric dará um sucessor ao álbum Fantasies, de 2009: eles anunciaram nesta segunda-feira, via Twitter, que entraram em estúdio. Nada de data ou previsões ainda, mas podemos esperar algo para logo, pois a banda não para nunca. Esse últimos dois anos eles passaram divulgando Fantasies, que teve sete singles, lançando EP com versões acústicas, trilhas para filmes e até álbum de remixes.

Aguarde e vá aquecendo com o último single da banda, “Stadium Love”:

 

Tomando umas com o AC/DC

E mais um item pra lista de desejos-colecionáveis-caros-ou-não-existentes-na-maravilhosa-gringolândia: não bastasse a carreira musical soberba, os shows absurdamente colossais, o montão de dinheiro que nem cabe mais no bolso, o AC/DC agora vai virar marca de vinho!

Imagine receber os amigos e oferecer a eles um “Highway to hell Cabernet Sauvignon”, ou um “You shook me all night long Moscato”? A safra terá o nome de alguns dos clássicos da banda e ainda não tem preço definido, mas a venda começa já no próximo dia 18, na Austrália. De acordo com Steve Donohue, gerente das destilarias Woolworths, se a coisa render, a tendência é espalhar o souvenir exclusivo pelo mundo.

(amgs rhycos  indo pra Austrália, tô fazendo encomenda)

Nova música da Feist


Os fãs da cantora Feist podem comemorar. Essa semana ela liberou a primeira música de seu quarto álbum, Metals, que  contará com 12 músicas e será lançado dia 04 de outubro.

Ouça agora a faixa “How Come You Never Go There” e vá preparando os ouvidos, vem coisa boa por aí!

 
How Come You Never Go There by Feist