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# The Gossip em Março !

Posted on 31 January 2010 by Clara Camargo

Preparem-se para uma atração de peso no dia 19 de março:

A banda The Gossip, liderada pela stylíssima Betty Ditto vem ao Brasil, finalmente. Depois de ter cancelado um show no Tim Festival de 2008, que teria rolado no dia 23 em São Paulo e no dia 25 no Rio de Janeiro se não fosse a desculpa usada pelo grupo: “um inesperado conflito de agendas”.

Mas dessa vez está confirmadíssimo: o show rola no  Global Room, espaço anexo à Pacha, no primeiro festival de música promovido pela Chilli Beans, o “Vírus Chilli Beans”.

E não para por aí, a programação ainda conta com a discotecagem de DJs incríveis. Check it out:

GLOBAL ROOM – palco principal

22:00 hrs - Dj Troter
24:00 hrs - Banda EX
01:00 hrs - Killer on the Dancefloor
02:30 hrs - THE GOSSIP
04:00 hrs - Crew
05:30 hrs - DJ Mau Mau

>>>Ingressos:

1º Lote: R$ 100 (R$ 50,00 estudante*)
2º Lote: R$ 150 (R$ 75,00 estudante)
3º Lote: R$ 200 (R$ 100,00 estudante)

*Ingressos de estudante à venda apenas na Chilli Beans da Galeria Ouro Fino, R. Augusta 2690, mediante a apresentação da Carteira de Estudante. Informações: 11 3062.3266

Venda Online: www.carambolarecords.com.br

Atenção: Não se esqueçam de levar o valor do ingresso em cash, pois os pontos de venda não aceitam cartão nem cheque.

Local: Global Room, Rua Bruno Bauer 66 – Vila Leopoldina

Mais informações no site da Chilli Beans.

Ouça The Gossip no myspace da banda.

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Lulilândia no SESC

Posted on 22 January 2010 by leonardoatorama

Nesta última quinta-feira (21/01), o SESC Vila Mariana teve uma noite de puro Folk nacional com o show da cantora recifense Lulina. Nova nas paradas de sucesso – e bem familiar para qualquer um que acompanhe o cenário Indie paulistano a fundo – a simpática vocal comemorou sua primeira apresentação em um SESC, assim como seu primeiro show do ano. Como não poderia deixar de ser, convocamos das trincheiras vitroleiras Leonardo Ávila e Clara Camargo para contar em mais detalhes a experiência do show. Confira!

Clara Camargo

Ontem de manhã vi no jornal o anúncio do show “Lulina no SESC Vila Mariana”. Nem pisquei e já decidi: “Eu vou”. Afinal sou fã incondicional e há uns bons meses não apreciava o som lulínico.

No corre-corre, sob um céu negro e tempestuoso, Leonardo e eu chegamos lá para comprar os ingressos 20 minutos antes de o show começar. Hello! Lulina é pura fama e obviamente os ingressos já haviam esgotado. O que fazer? Usar o poder do magnetismo jornalístico, é claro! Conversamos com o porteiro, com o moço da bilheteria, com a organizadora do evento no SESC, com a produção do evento, telefonamos até para a própria Luciana Lins (o nome mesmo da Lulina) e nada. Quando de repente, ilustremente sai do elevador o Leo Monstro, braço direito da nossa cantora recifense – Monstro espreme sons distorcidos dos teclados e faz o backing vocal, além de ajudar Lulina a compor muitas de suas canções. Mais do que logo, corremos e cumprimentamos o músico, conhecido nosso de uma tarde de ensaios da Lulina que tivemos a oportunidade de acompanhar, antes do lançamento do disco “Cristalina”. E ele nos salvou com dois ingressos que guardava como reserva, caso alguém aparecesse de última hora, justinhos para a nossa entrada. Eram nossos. Agarramos os bilhetes e asseadamente sentamos na terceira fileira do auditório, que aguardava ansioso.

Com uma espécie de jardineira-shorts preto (meu [não]conhecimento em moda me limita a uma descrição mais precisa), entrou nossa querida Lulina, tímida, porem sorridente, cantando “Nós”, segunda faixa do “Cristalina”. Seguiu com mais meia dúzia de canções, até chegar na “Balada do Paulista”, momento de maior empolgação dos amigos e fãs. Esta música ficou entre as 50 melhores do ano de 2009, segundo a Rolling Stone, como o CD Cristalina, que conseguiu um lugar merecido no ranking dos 50 melhores discos do ano.

Quem não sabia, descobriu que o Sangue de ET tem poder, que criar minhocas é um negócio lucrativo, além de vislumbrar uma fração cristalina e límpida da Lulilândia, que ainda tem muito a ser explorada. Para mim só faltou tocar Blebs e Birigui, as duas canções-poesia que mais me divertem no mundo da nossa amiga Lulina.

Consegui o último exemplar da noite do “Cristalina”, e ainda recebemos um convite para tomar um café com Lulina. Até coloquei aqui a mensagem que revela o que todos já imaginavam: somos garotas abduzidas.

Leonardo Ávila

Minha colega já fez questão de relatar nossa pequena aventura pessoal – acredite, a tensão de se chegar numa noite de evento enquanto uma chuva cai pesada lá fora só para descobrir que não temos vagas tem uma carga melodramática digna de qualquer literatura russa que se preze. O que vou dissecar aqui é algo um pouco mais voltado para minha impressão técnica do show. Conheço a voz da Lulina boa parte devido à uma ou outra tarde com a Clara trocando casuais playlists, há coisa de, digamos, dois anos atrás. O que me atraiu nessa irreverente nordestina estava justamente no teor de suas letras: um humor salpicado por gordas doses de nonsense e ingenuidade. Um fundo instrumental tímido, mas afiado, completava o pacote, e imprimia no trabalho de Lulina algo de extremamente pessoal. Personalidade é também o que acaba me atraindo para qualquer música Folk. Pude vê-la em pessoa poucas vezes, mas foi em sua apresentação na Vila Mariana que mais me identifiquei com seu som.

Veja bem, pode soar bizarro para alguns, mas a comparação entre Lulina e Mallu Magalhães é bem comum por aí, e nada deixa a cantora mais inquieta. E ela tem toda razão, afinal Lulina está para Mallu assim como que, digamos, Janis Joplin está para Joan Jett. A recifense usa e abusa de tons menores, polarizados por uma cadência levemente mais acelerada e de maior ataque. O som é complementado com o que mais se assemelha ao blip-blop 8-Bit que sai dos teclados loucos de seu companheiro de viagens, Leo Monstro. A seleção musical foi bem variada, incluindo variantes de Folk Rock e até um samba no final, com o qual Lulina fez questão de agitar o público paulistano que, acostumado a tardes de ócio, cigarros e à porcaria do James Joyce, não arriscou sequer uma rebolada (juro que vi a Clara mexendo levemente os quadris em cima da cadeira em certo ponto, mas talvez tenha sido impressão minha. Não podíamos entregar o garbo jornalístico assim de bandeira,não é?) . Enquanto ajustava a lapela da minha camisa, as metâforas de sua canções não deixavam de esquentar um pouco meu coração. Juro, é o tipo de coisa que te arranca um sorrisso sem querer.

No final fomos dar um alô do tipo “velha amizade” para a Lulina, conhecidos que somos depois de uma sessão de perguntas, café e pão de queijo. A timidez e surpresa com o qual ela nos recebeu, antes de uma conversa de alguns minutos, parecia ser o fac-símile exato de sua linguagem musical, a Lulilândia feita sólida nos gestos inconfundíveis de sua ditadora alegre.

(Fiquem ligados, quem comparecer em futuros show da cantora não deve se esqueçer de levar imprimido o Passaporte de Lulilândia – disponível no site oficial – que, preenchido, pode servir para concorrer à prêmios exclusivos da banda.)

Saiba mais sobre Lulina em:

http://lulilandia.wordpress.com (blog da cantora)

http://www.lulilandia.com.br (site oficial)

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#playlist: Cover Sessions

Posted on 06 October 2009 by Clara Camargo

Receita Cover: pegue uma pimenta punk, com 500 mL de new wave, coloque na fôrma e asse. Quando ficar pronto, adicione a cobertura de bossa nova. Devore seu Nouvelle Vague, quentinho.

A banda é francesa e leva o nome de um contra-movimento de cinema dos anos sessenta – o Nouvelle Vague (“Nova Onda”). O som é simples e certo, um dos melhores que eu já ouvi. Alguns covers tem mais originalidade do que as músicas primordiais. Mas no caso do Joy Division, fiquei na dúvida… Só ouvindo para saber:

Estão em turnê pela Europa agora. São eles: Marc Collin, Oliver Libaux e mais 15 cantores. Não, você não leu errado. São 14 cantoras e  um cantor que compõem o grupo. Mas essas músicas que selecionei aqui são performances de Mélanie Pain (“Dance with me”) e Eloisia ( “Love will tear us apart”), que por sinal é carioca.

Eloisia

Eloisia

Mélanie Pain

Mélanie Pain

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