Bob Dylan na Cinemateca

De hoje até domingo (29 de maio) é possível curtir o escurinho do cinema com o aniversariante da semana, Bob Dylan. Em comemoração aos 70 anos do cantor, a Cinemateca Brasileira preparou uma programação especial com (quase) todos os filmes relacionados ao universo dylaniano.

O festival abre hoje às 20h com o filme “Pat Garret & Billy The Kid“. Exibido originalmente em 1973, o faroeste é dirigido por Sam Peckinpah e conta a história do ex-bandoleiro Pat Garret que, transformado em xerife, precisa caçar seu antigo comparsa, Billy The Kid. Fascinado por Billy The Kid, Dylan assina a trilha sonora do filme (que tem Knockin’ on Heaven’s Door) e faz uma ponta como o personagem Alias.

Na quarta-feira, é a vez de “The Last Waltz – O Último Concerto de Rock”, documentário de 1978 de Martin Scorcese. O filme mostra o último show da banda canadense “The Band”, responsável por acompanhar Dylan na famosa turnê de 1965-1966 pelos Estados Unidos. Além de Bob Dylan, Eric Clapton, Joni Mitchell e o beatle Ringo Starr aparecem no doc.

Quinta é o dia da exibição de duas ficções: “Não Estou Lá” e “Os Famosos e os Duendes da Morte”. Obrigatório para qualquer fã que se preze, “Não Estou Lá” (2007) é fruto da imaginação do diretor Todd Haynes, que desenhou a história do cantor por uma ótica multifacetada. Seis atores (Cate Blanchett, Ben Whishaw, Christian Bale, Richard Gere, Marcus Carl Franklin e Heath Ledger) encarnam as diferentes facetas do cantor. Cheia de releituras das músicas de Dylan, a trilha sonora de “Não Estou Lá” é um show a parte. A participação brasileira no Festival fica por conta do cineasta Esmir Filho. Seu filme, “Os Famosos e os Duendes da Morte”, conta a história de um garoto sensível, apaixonado pela música de Dylan, que vive em uma pacata cidade do interior do Rio Grande do Sul.

Se ainda sobrar fôlego, reserve sexta-feira para assistir a outro documentário de Scorcese – “No Direction Home” (2005). O filme tem quatro horas de duração e exibe longas (mas boas, ótimas) entrevistas com o cantor. Ainda na sexta, é possível conferir um curioso filme com trilha sonora e roteiro do próprio Dylan – “A Máscara do Anonimato”, com Penélope Cruz e Jeff Bridges.

Quem não tiver tempo durante a semana, tem uma segunda chance de assistir os filmes no sábado e no domingo.

A entrada é franca em quatro dos seis longas exibidos. Já as sessões de “Não Estou Lá” “Os Famosos e os Duendes da Morte” custam R$8, com direito a meia-entrada para estudantes. Alunos de escolas públicas de São Paulo entram de graça em qualquer sessão, basta apresentar a carteirinha.
PS: “Don’t Look Back”, documentário fodão focado na fase em que Dylan trocou o violão pela guitarra, ficou de fora da programação da Cinemateca por falta de autorização da distribuidora. Mas dá para encontrar o filme nas internetes e, aqui em São Paulo, na locadora (uf) 2001 Video.

Vai lá:

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207 (próximo ao Metrô Vila Mariana)
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
PROGRAMAÇÃO COMPLETA

24.05 | TERÇA
SALA CINEMATECA BNDES
20h00   PAT GARRETT & BILLY THE KID

25.05 | QUARTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00   THE LAST WALTZ – O ÚLTIMO CONCERTO DE ROCK

26.05 | QUINTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h30   OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE
20h30   NÃO ESTOU LÁ

27.05 | SEXTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
17h30   A MÁSCARA DO ANONIMATO
19h30   NO DIRECTION HOME

28.05 | SÁBADO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
16h00   THE LAST WALTZ – O ÚLTIMO CONCERTO DE ROCK

SALA CINEMATECA BNDES
18h00   NÃO ESTOU LÁ
20h30   OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE

29.05 | DOMINGO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
14h00   NO DIRECTION HOME
18h00   PAT GARRETT & BILLY THE KID
20h30   A MÁSCARA DO ANONIMATO

#musicmonday: Bob Dylan, por outros

Textos sobre o Bob Dylan sempre chamam minha atenção. Foi assim que no fim de semana passado li o artigo “Bob Dylan e o grande segredo da indústria da música”, de Pedro Alexandre Sanches, no Opera Mundi. O texto fala de como o biógrafo do cantor e compositor, Colin Escott, expôs no encarte da coletânea The Witmark Demos: 1962-1964 um detalhe importante da indústria fonográfica: o trabalho – e lucro – das editoras. Quando Bob Dylan começou, antes de virar o que virou, suas canções foram levadas pela editora para outros interpretarem-nas. Com o maior número de versões, mais ela lucraria, mais ou menos assim.

Hoje em dia, com a internet, esta indústria está mudando. Seja lá qual for o seu futuro, o texto do Sanches me lembrou das inúmeras versões de Dylan que existem por aí… Por hoje, fica a dica: confira o texto, ao som da nossa playlist de Dylan [por outros].

Especial Bob Dylan- Não sou eu, baby

Hoje Bob Dylan completa 68 anos. Geminiano e músico – não precisa de mais nada. Parabéns e vida longa, Mr. Dylan.

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Dylan com a sortuda Suze Rotolo. Nova York, 1962.

O assassinato de Kennedy por Lee Oswald é considerado por muitos como o maior acontecimento da História Contemporânea dos Estados Unidos , “o fim do sonho”. Também foi a morte do Dylan travestido de Woody Guthrie, segurando a mão de Joan Baez e cantando exclusivamente hinos políticos.  A morte de JFK5 e o crescente fanatismo em torno de sua obra fizeram com que Dylan se afastasse do ativismo e desse uma guinada rumo ao rock n’ roll.
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Ao abandonar o violão acústico, a gaita e a pretensão de mudar o mundo, Dylan sofreu uma enorme rejeição de seu outrora fiel público. Era religiosamente vaiado em todos os shows e recebia uma descompostura de todos os fãs que encontrava pelo caminho. No famoso festival folk de Newport, sua performance eletrificada causou furor: o próprio Peter Seeger tentou cortar os cabos durante o show com um machado, enquanto a platéia vaiava ostensivamente seu ídolo, chamando-o de “traidor”.

O ressentimento dos fãs-órfãos, no entanto, não conseguiu diminuir a influência revolucionária causada por Dylan nas mentes dos jovens que logo se revoltaram contra a Guerra do Vietnã (1959-1975), praticaram o amor livre e abraçaram a contra-cultura. “Quando você não tem nada/Você não tem nada a perder”, canta Bob Dylan em “Like a Rolling Stone”.  As cenas de protestos contra a presença americana no Vietnã até hoje são mostradas tendo como música de fundo “Knocking on Heaven’s Door” ou “With God on Our Side”.

“Dylan, através de seus arranjos e canções, foi o fator de  revolução para centenas de pessoas. Ele pode não ser responsável pela ideologia por trás dos movimentos, mas foi ele quem forneceu a emoção que fundamentou-os.”  (SCADUTO,Anthony. Bob Dylan. New York: Grosset & Dunlap, 1971)

Sua habilidade de dizer aquilo que todos pensam, mas não conseguem exprimir, é o que torna sua música tão especial ainda hoje, quase 50 anos depois que o jovem Robert Zimermann encontrou, por acaso, uma vitrola com  antigos discos de música folclórica americana e morreu, dando origem a Bob Dylan, A lenda. Por mais que ele odeie esse rótulo.

Para ir além:

Blanton, Amy. Bob Dylan: An Impact on American Society in the 1960’. 2001.
Hobsbawn, Eric. Tempos Interessantes: uma Vida no Século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
SCADUTO,Anthony. Bob Dylan. New York: Grosset & Dunlap,
Documentário “No Direction Home”, Martin Scorsese. 2005.
Documentário “Bob Dylan: Don’t Look Back”, D.A. Pennebaker, 1965.

Artigo “À procura de Bob Dylan”, Eurípedes Alcântara, Revista CULT, Março de 2008.

Ainda sobre o assunto:

Parte 1: Ele estava lá
Parte 2: Hey , Woody Guthie
Parte 3: Na calçada, pensando sobre o Governo

Parte 4: Não sou eu, Baby

Especial Bob Dylan – Parte 3: Na calçada, pensando sobre o Governo

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Em 28 de agosto de 1963, os Estados Unidos viram 200 mil pessoas marcharem sobre a capital Washington, invadirem o espelho d’água e declamarem discursos que entrariam para a História – tudo em nome da igualdade racial. O evento ficou conhecido como “Marcha sobre Washington por empregos e liberdade”. Organizado por ativistas dos chamados “direitos civis” e por grupos religiosos, a marcha pressionou o Governo Kennedy a encaminhar o “Ato dos Direitos Civis” ao Congresso. Porém, o assassinato de JFK em 22 de novembro do mesmo ano acabou atrasando a aprovação da emenda pelos congressistas americanos, feita em 1964 por Lindon Johnson e seguida pelo “Ato de Direito de Votos”, em 1965.

“I had a dream” – o mais famoso discurso do líder Martin Luther King Jr. -  foi ouvido pelos milhares aglomerados nas escadarias do Memorial Lincoln e por Bob Dylan, que participou do evento acompanhado pela cantora e ativista Joan Baez, apresentado como “um cantor de Nova York”. Bastante envolvido com a agitação política da época, Dylan cantou “Only a Pawn in Their Game”, do seu terceiro e mais politizado álbum “The Times they are a-changing”.

Escrita sobre o assassinato do ativista Medgar Evers, a música apresenta o algoz, Brian de La Beckwith como “apenas um peão no jogo deles” e também uma vítima “do sistema que ensina o ódio”:

“O deputado, o xerife, os soldados, os governadores são pagos / E os delegados e policiais recebem o mesmo / Mas o pobre homem branco é usado / Nas mãos de todos estes como uma ferramenta/ Ele está preso em sua educação / Desde o inicio pela regra / Que a lei está com ele para proteger sua pele branca / E manter o seu ódio para que nunca pense direito / No estado que ele está / Mas não é ele o culpado / Ele é apenas um peão no jogo deles”

Outra canção de 1963, “Blowin’ in the wind” tornou-se o hino da luta pela igualdade racial. Os famosos versos “how many roads must a man walk down/ before you can call him a man” transformaram Dylan em uma espécie de líder espiritual, um profeta dos tempos modernos, cujas músicas carregavam implicações e alusões políticas em cada palavra – um papel que o jovem cantor nunca se sentiu apto a desempenhar. “Eu não penso quando escrevo. Eu só reajo ao que está a minha volta e coloco no papel. O que há em minhas músicas é um chamado à ação”.


Leia também:

Parte 1: Ele estava lá
Parte 2: Hey , Woody Guthie


Especial Bob Dylan – Parte 2: Hey, Woody Guthrie

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Bob Dylan chegou em Nova York em janeiro de 1961, com os objetivos de se apresentar na cena local e também visitar o músico que mais o influenciou, do sotaque às  letras engajadas tudo foi emprestado de Woody Guthrie.

Guthrie era, junto com Peter Seeger, o principal representante da chamada “canção de protesto” (topical song) dos anos 40 e 50: música socialmente engajada, feita com arranjos de folk e fortemente influenciada pelo pensamento de esquerda.  Uma década depois, a canção de protesto perdeu parte da sua orientação política esquerdista e adquiriu um espectro mais amplo, englobando as noções de “direitos iguais para todos” e “paz”. Tal mudança ocorreu também nos movimentos sociais como um todo.

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E foi no Greenwich Village dos anos 60, em meio ao burburinho de conversas, poesia e fumaça dos cafés, que a lenda de Bob Dylan foi construída. Fervilhante de juventude, política e arte, o bairro era o principal reduto da boemia intelectual da época, que não fazia muita distinção entre platéia e artista – praticamente qualquer um poderia subir no palco e fazer um discurso, declamar um poema ou cantar suas canções. Jack Kerouc, Allen Ginsberg e Dylan Thomas beberam e escreveram nos balcões do Greenwich Village, os quatro membros do “Mamas and the Papas” se conheceram e começaram a carreira no Village, bem como o Velvet Underground, Joan Baez e Jimi Hendrix.

Inicialmente conhecido no meio musical por “cantar músicas do Woody”, Dylan logo começou a delinear seu próprio repertório e estilo. Apesar e talvez exatamente por isso, a primeira música do seu primeiro álbum – “Bob Dylan”, de 1962 – seja “Song to Woody” (Canção para Woody):

“Hey, hey Woody Guthrie, I wrote you a song/ ‘Bout a funny ol’ world that’s a-comin’ along./ Seems sick an’ it’s hungry, it’s tired an’ it’s torn,/ It looks like it’s a-dyin’ an’ it’s hardly been born./ Hey, Woody Guthrie, but I know that you know
/ All the things that I’m a-sayin’ an’ a-many times more./I’m a-singin’ you the song, but I can’t sing enough,/’Cause there’s not many men that done the things that you’ve done.”

Parte 1: Ele estava lá
Parte 2: Hey , Woody Guthie
Parte 3: Na calçada, pensando sobre o Governo

Parte 4: Não sou eu, Baby

Especial Bob Dylan – Parte 1: Ele estava lá

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Poeta, beatnik, porta-voz do inconsciente coletivo, bardo, ídolo do folk, profeta, gênio, louco, cantor de protesto, traidor, aquele-que-canta-like-a-rolling-stone. Todos os rótulos acima cabem em Robert Allen Zimmermann, neto de judeus-russos nascido em Dulluth, Minnessota, em 1941.

Todos e nenhum, já que Bob Dylan, forjado na efervescência cultural novaiorquina dos anos 60, despreza rótulos. O certo é que Dylan traduziu em muitas de suas letras o espírito de uma geração. Utilizando-se de uma sonoridade tradicional, profundamente enraizada na cultura musical americana, Dylan cantou sobre episódios contemporâneos: a Crise dos Mísseis (1962) entre Cuba e EUA,  a luta pelos Direitos Civis, cujo expoente máximo foi Martin Luther King e, em um nível maior, sobre as profundas mudanças sociais, culturais e comportamentais da época.

Sua infância, nos anos 50, foi marcada pela paranóia nuclear da Guerra Fria. Mesmo na pequena cidade de Hibbing, perdida nas planícies do Meio-Oeste, pessoas construíam abrigos e crianças realizavam treinamentos em escolas, esperando pelo apocalipse nuclear que nunca veio. Anos depois, no mesmo ano da chamada “Crise dos Mísseis” em Cuba,  Dylan compôs “A hard rain’s a-gonna fall” (Uma chuva forte vai cair)

“And what did you hear, my blue-eyed son?/ And what did you hear, my darling young one?/ I heard the sound of a thunder, it roared out a warnin’/Heard the roar of a wave that could drown the whole world/ Heard one hundred drummers whose hands were a-blazin’/ Heard ten thousand whisperin’ and nobody listenin’/ Heard one person starve, I heard many people laughin’/ Heard the song of a poet who died in the gutter/ Heard the sound of a clown who cried in the alley / And it’s a hard, and it’s a hard, it’s a hard, it’s a hard /And it’s a hard rain’s a-gonna fall.”


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A chuva seria, para o entendimento da maior parte dos que viveram naquela época,  negra e radioativa:“Em 1963, Dylan escreveu “A Hard Rain’s a-gonna fall”, que descrevia a situação vivida pelo público naquele momento – medo, antecipação, preocupação, amargura e temor. O próprio Dylan disse que aquela era “uma música de terror. Linha após linha tentando capturar aquele sentimento de desolação”. Sua música traça paralelos entre o  que acontecia nos EUA e o imaginário usado pelos profetas bíblicos para descrever “destruição e desolação” (BLANTON, Amy, Bob Dylan: An impact on American Society in the 60′s, 2001.)

Em uma de suas famosas coletivas de imprensa, Dylan mais tarde desmentiu a versão de que a música fosse sobre uma hecatombe nuclear. Na verdade, “A hard rain’s a-gonna fall” foi lançada quase um mês antes que John F. Kennedy fosse à televisão, em rede nacional 1 anunciar a crise com Cuba.  Apesar de irritar-se com o sentido profético atribuído a muitas de suas canções, Dylan tinha o raro dom de sentir o  pulso da sociedade da época, fazendo com que letra e música escapassem do controle autoral e se tornassem obras coletivas.

Para ir além:

Blanton, Amy. Bob Dylan: An Impact on American Society in the 1960’. 2001.
Hobsbawn, Eric. Tempos Interessantes: uma Vida no Século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
SCADUTO,Anthony. Bob Dylan. New York: Grosset & Dunlap,
Documentário “No Direction Home”, Martin Scorsese. 2005.
Documentário “Bob Dylan: Don’t Look Back”, D.A. Pennebaker, 1965.

Artigo “À procura de Bob Dylan”, Eurípedes Alcântara, Revista CULT, Março de 2008.

Para Ouvir:

The Freewheelin’ Bob Dylan (1963)

Parte 1: Ele estava lá
Parte 2: Hey , Woody Guthie
Parte 3: Na calçada, pensando sobre o Governo

Parte 4: Não sou eu, Baby

Just Like a Woman

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A Liv Brandão – do blog “Go To Heaven” – preparou essa mixtape fofíssima só com versões “mulherzinhas” de bandas como The Strokes, Hot Chip e Arctic Monkeys.

A minha favorita foi Emmy The Great com “Where’s My Mind”

Salvou minha segunda-feira.

Confiram a coletânea completa aqui.

Mais sobre a Emmy na página dela do MySpace

Ah, sobre o título.  “Just Like a Woman” é uma das faixas do álbum “Blonde on Blonde” (1966), do Bob Dylan. Reza a lenda que a letra da música (“She aches just like a woman / But she breaks just like a little girl”) foi inspirada em Edie Sedgewick, a socialite, modelo e musa de Andy Warhol. Edie e Dylan tiveram um breve romance, mostrado no terrível “Factory Girl” e no genial “I’m Not There”. Muitos acreditam que o clássico “Like a Rolling Stone” também carrega a inspiração de Edie.