#drops: All my sisters at Funhouse

O blues me lembra aqueles bares de New Orleans com poucas pessoas e um clima introspectivo.  O rock ‘n blues ainda resgata essa lembrança, mas com mais alegria e leveza. Essa é a proposta da banda paulistana Siete Armas, que com uma levada dançante recria de forma criativa o clima dos anos 60, através de letras que falam de liberdade, amor, comportamento, poesia, e do universo feminino em geral.

A banda composta por Helena Krausz (bateria), Lu Carvalho (guitarra), Nessa Salvado (guitarra), Sarah C. Si (baixo) e Débora Lopes (voz) está na estrada desde 2006 e aproveita da experiência de cada integrante no cenário alternativo para compor um conjunto homogêneo e ao mesmo tempo diverso, provando a maturidade do grupo.

Em 8 de Março, a Siete Armas lançou um EP em sua página do Myspace (confere lá) com destaque para as músicas “Those Flowers” , “A Dreamer’s Photographic Mind” e “All My Sisters”. No próximo domingo acontece o lançamento ao vivo do trabalho na Funhouse, com muito rock, blues e poesia.

Lançamento EP Siete Armas
Funhouse – Rua Bela Cintra, 567.
Data: 11/04
Horário: 19hs
Entrada: R$ 20 – consumíveis

#playlist: partying everyday

Olha eu aqui de novo!

Meu #musicmonday é uma salada que muitos de vocês chamariam herege. Mas não me incomoda o fato de praticar constantemente isso que classificam como heresia — em especial quando no campo da música. Porque pra mim é essa a função dela, desvirtuar. No mais, são escolhas até bem clichês, mas como não quis aqui criar conceito nenhum (a ideia foi só unir o que me fazia bem), não liguei.

Misturei aí um pouquinho de tudo que ouço todos os dias. Muita coisa eu só não coloquei porque a brincadeira toda já estava ficando extensa, mas aguardem pra um futuro próximo.

Aos conservadores, não pedirei perdão. Não, peço mais é que vão procurar o que fazer (por exemplo, encher o saco em outras freguesias). #hatemaltine

Por aqui está tudo lindo — e tende a ficar melhor, porque apertei o play ali embaixo. façam isso também!

tracklist

all I can do is write about it, lynyrd skynyrd
baby it’s cold outside, ella fitzgerald
cocksucker blues, the rolling stones
easy, faith no more
either way, wilco
empty baseball park, whiskeytown
i ain’t got nobody, john lee hooker
i heard it through the grapewine, marvin gaye
i just wanna make love to you, etta james
it ain’t me, baby, johnny cash
love buzz, shocking blue
magic carpet ride, steppenwolf
no particular place to go, chuck berry
patience, guns’n'roses
proud mary, creedence clearwater revival
purple haze, jimi hendrix
respect
, aretha franklin
she wants to play hearts, ryan adams
the whores hustle & the hustlers whore, pj harvey
true love tends to forget, bob dylan
unhappy girl, the doors

player

(se o player não funcionar, arrisca direto no grooveshark. ele tá de doce hoje)

se você acompanha o blog pelo feed, clique aqui para ouvir a playlist.

Na fossa com os Cowboys Junkies

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Por Rosana Villar

Nos últimos anos o ritmo folk invadiu com o pé na porta a cultura rock. O Kings of Leon se tornou uma das bandas mais importantes do mundo, vimos surgir Mallu Magalhães e todo um séqüito de jovens seguidores, fãs de Bob Dylan desde o nascimento. Mas não é de hoje que a banda indie Cowboy Junkies bebe dessa fonte e abusa da mistura folk-rock de uma maneira única e brutal.

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O grupo nasceu em 1985, com o propósito de fazer blues canadense (?) da melhor qualidade. Margo, irmã caçula de Michael e Peter Timmins, foi a escolha óbvia para os vocais e os Cowboys Junkies se tornaram uma banda quase familar – quase, por conta do intruso, Alan Anton, o baixista. Margo tinha uma voz suave e cantava de uma forma melancólica que soou extremamente interessante. Para aproveitar o trunfo, a banda toda resolveu se adaptar. Baixaram ainda mais as rotações e inseriram elementos daqueles velhos e chorosos blues do interior dos Estados Unidos.
Gaitas, slides de guitarra e aquela maldita voz! O primeiro disco, Whites Off Earth Now!!, lançado pelo selo que a própria banda havia fundado, vinha recheado de clássicos do blues revisitados pela voz emblemática de Margo e o ritmo cadente do grupo. Era impressionante, para o público, como uma coisa tão triste podia soar tão bem. Pois, se você acha Belle and Sebastian triste, meu amigo, tenha medo de Cowboy Junkies!

Altamente recomendável para fossas homéricas e desaconselhado em caso de intenção de suicídio. São, seguramente, uma das maiores “bandas tristes” de todos os tempos.

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Mas os Cowboys Junkies nasceram de verdade para o mundo, e talvez para si mesmos, no segundo álbum. Em The Trinity Session a influência folk estava por toda a parte. O disco é imperdível, do início ao fim. O mais interessante é que o álbum foi gravado inteiro ao vivo, no dia 27 de novembro de 1987, num “estúdio” de acústica muito peculiar, a igreja The Holy Trinity (santa trindade), em Toronto.

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A Session começa com Mining for Gold, uma canção tradicional canadense interpretada em capela por Margo, e é seguida por baladas de tirar o fôlego. 200 More Miles, uma das mais lindas canções da história, e a versão icônica de I’m So Lonesome I Could Cry, do monstro da música folk norte-americana, Hank Williams, já valem a audição.

Mas o grande sucesso de The Trinity Session ficou por conta da contundente versão de Sweet Jane, de Lou Reed, considerada pelo próprio autor como a melhor versão já gravada de sua música. A versão alcançou a 5° colocação na parada da Billboard e foi trilha sonora do filme Assassinos por Natureza, do diretor Oliver Stone, de 1994.

De lá para cá, já foram 24 anos de banda, firme e forte, cerca de 20 álbuns lançados (entre coletâneas e inéditos) e muitas canções boas de ouvir chorando no banheiro.

*Falando em Cowboy Junkies…Vocês lembram daquela promoção da Virgin, que tinha um cartaz com 75 nomes de bandas escondidos em uma imagem? Pois eles estão lá. Dá uma olhada. Aproveita e tenta encontrar as outras 74…

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