~ baby you can drive my car, and maybe I love you ~

Já contamos do Indie On The Run, certo? E você provavelmente foi esperto e já se deliciou ouvindo. =P

Continua chovendo surpresa boa. A banda Vivendo do Ócio liberou o clipe em estúdio da versão de Drive My Car, gravada com o Chuck Hipólitho (Vespas Mandarinas) e que é, sem dúvida, uma das melhores faixas da coletânea. Se liga:

(via Chuck Hipólitho, no Facebook.)

#ficadica: Coleção Beatles e Sorteio de LP do Yellow Submarine no TMDQA!

Tá entediado? Cansado? Procurando novidades? Querendo algo que encha os olhos? ACHOU. Nosso vizinho e parceiro Tony Aiex, que tem mais discos que amigos, contou no blog esse mês a história da coleção de vinis importados dos Beatles que herdou do pai. Pra celebrar o especial, que tem detalhes sobre os 13 discos e mais de 300 fotos exclusivas, ele está sorteando um LP de “Yellow Submarine”. Até domingo (25/7), dá pra participar e tentar levar o vinil bonitão pra casa. É só seguir o usuário @mdiscosqamigos no Twitter e twittar a seguinte frase:

Eu quero esse LP dos Beatles, @mdiscosqamigos !! http://migre.me/YfgY

Você pode tentar quantas vezes quiser. :)

Curtiu? Mais legal que a promoção, só mesmo o especial do Tony. Corre lá no TMDQA dar uma olhada e depois conta pra gente o que achou. Os links estão aí embaixo. =D

Especial The Beatles no Tenho Mais Discos Que Amigos!
Parte 1 | Parte 2

(ps: estou com uma invejinha booooa dessa coleção. faz parte, né? :P )

Entre cartas, pop e rock

A banda de pop-rock do Rio de Janeiro, Bleffe, leva diversão e animação com seu trabalho independente e fala de si, influências e opiniões em entrevista para o Vitroleiros.

O Blefe, no pôquer, é aquela mentirazinha em que alguém com jogo pequeno finge ter um grande jogo na mão, para que os demais não paguem e ele não tenha de mostrar suas cartas. Já Bleffe, na música, é uma opção de pop-rock atual brasileiro para quem curte diversificar sua trilha sonora.

bleffe1Christian Garcia (voz e violão, @christianbleffe), Alex Borges (guitarra e vocais, @Alex_bleffe), Cristiano Cokada (bateria e vocais) e Dan Lucasta (baixo, @danlucasta) formam a banda do Rio de Janeiro, que lembra muito algumas dos anos 90 e começo dos 2000. A música, animada e romântica, é daquelas que serve para quase toda ocasião: uma festinha, uma conversa com os amigos, um domingo à tarde, no ônibus indo ao trabalho.

O nome do grupo vem do gosto do vocalista pelo jogo. Mas não pense logo que eles apostam tudo no pôquer… “Nunca jogamos entre nós”, afirma Christian que explica que os mais ligados são ele e o Alex, quem já demonstra certa preferência por outra área dos jogos: “Estou ainda amadurecendo no pôquer, mas me considero um bom jogador de Sueca…”. Cokada é outro que está aprendendo pôquer, mas prefere buraco “e fechado, é claro”. Já Dan Lucasta disse ter perdido um bom dinheiro, “por mais que eu goste do jogo, não sou um jogador”.

Alguns projetos que dão espaço para novos talentos levaram o Bleffe para o público nacional, como o Oi Novo Som, que lançou o single Tarde Demais, e o Garagem do Faustão. “Pra mim foi um susto”, diz Garcia sobre a participação no programa global, onde nem sabia que o vídeo participaria. De acordo com ele, a exibição rendeu até agora mais de três mil visualizações no You Tube. Alex Borges, por sua vez, reconhece que diretamente não rendeu nada, “mas só de estar lá participando, já nos deixou muito orgulhosos do nosso trabalho”. Já Lucasta destacou que “o Faustão foi o maior público do Bleffe até o momento”. Cokada ainda acrescenta, com risadas, à expressão “Se não é visto, não é lembrado”: “num programa de grande audiência, melhor ainda”!

Dentre as influências da banda está The Beatles, de quem gravaram uma versão de Revolution, citada no O Dia Online como destaque. “No nosso caso o que aconteceu foi que fomos convidados por Guto Ribeiro pra fazermos parte de um Tributo aos 40 anos do Álbum Branco dos Beatles”, conta Christian. “Foi uma grande honra pra nós”, afirma o integrante cujo álbum preferido é Let It Be. Somente Dan Lucasta conta com o White Album entre a lista dos que mais gosta, ao lado de Sargent Peppers.

Dos diversos gostos, costumam fazer versões nos shows. “Tocamos Lulu Santos, Lenine, Barão Vermelho…”, enumera Christian. “Acabamos unindo uma boa música com o nosso jeito de tocar”, explica o guitarrista, e Cokada acrescenta: “dá mais personalidade à banda”. Mas também há outras influências como Creed, Legião Urbana, Santana, Djavan, Oficina G3 (“por ser uma grande banda”), Paralamas do Sucesso, Jota Quest, e muitos outros.

Das bandas brasileiras dos anos 80, acompanhadas pela infância, ficaram alguns traços perceptíveis no som da Bleffe. “Nessa época eu já me considerava roqueiro”, afirma Alex, que tentava imitar os grupos. Dan Lucasta já teve uma vivência com os shows desde cedo: “fui ao primeiro rock in Rio acompanhado de amigos mais velhos e amigos da minha mãe”, conta.

Do cenário atual, pouca coisa agrada aos quatro. “Eu curto Jota Quest, que já não é tão nova assim”, pondera Garcia. Alex ainda acrescenta que “não tenho ouvido nada que me chame atenção”. Já Dan Lucasta vai ainda mais longe. Para ele, o rock nacional está dominado pelos “controladores da mídia e pelo jabá”. “Espero que com o advento da mídia digital e descentralizada isso venha a mudar, pois atualmente só se tem mais do mesmo”, comenta o baixista que também acredita que as produtoras e gravadoras preferem produzir seus próprios clones.

bleffe2E é da internet que eles se aproveitam para divulgar o som. Christian Garcia acha que “esse caminho do download é irreversível”, e divulga o blog da banda… Além deste, a Bleffe possui o site, Fotolog, Myspace, Twitter… enfim. Não é a toa que o próprio vocalista possui como uma fonte de renda alternativa a divulgação do trabalho de outras bandas nas redes sociais.

O grupo existe desde em 2002, cresceram depois, com seu primeiro álbum, o independente “Viagens”. Esta é a segunda formação, que caminha junto desde o final de 2007 e “deu certinho”, de acordo com Alex e Cokada. Mas as fronteiras do Rio já são pequenas para a banda. Este ano foram para São João Del Rey, Belo Horizonte e Além Paraíba, em Minas. Para Cokada, “a receptividade fora do Rio tem sido sempre muito positiva”. “Ficamos mal-acostumados”, ri Garcia enquanto Alex sonha (“quem sabe um dia até mesmo fora do Brasil”) e Dan planeja (“acho que deveríamos gravar em espanhol para podermos atingir um público maior, já que o rock ainda é muito marginalizado no Brasil”).

Desde 2007, fazem o Bleffe Convida”, projeto em que tocam com outras bandas. “É um evento que oferece o que todos nós do cenário independente precisamos: TOCAR e mostrar nosso trabalho”, simplifica Cokada. Já Dan filosofa, mais uma vez criticando a indústria, “esses eventos possibilitam manter um ritmo de trabalho (…) sem ser explorado por produtores sem escrúpulos”. Garcia, por fim, explica: “Reunindo mais duas ou três bandas, essa despesa [do aluguel dos espaços] diminui e todos podemos tocar”. De acordo com o vocalista, foi com a banda de Sandra Grego que a Bleffe sintonizou melhor.

Das músicas autorais, românticas e com uma pegada do pop, todos contribuem no processo de composição. Geralmente, Christian compõe no violão e mostra, mas “todos nos damos liberdade de levarmos o que quisermos”, como menciona Alex. “O som acaba ganhando a cara da banda”, finaliza Cokada.

Quase todos tiveram alguma instrução formal musica, e acreditam na importância deste ensino. Cokada até dá aulas hoje em dia (até porque, como mencionou Alex, “infelizmente ainda não dá para viver só da música”). “Ter conhecimento musical sempre amplia muito os horizontes” para o guitarrista. Já o baterista Cokada ainda destaca a facilidade do processo: “hoje em dia o acesso à informação está cada vez mais amplo e simples. Basta você querer pra se aprofundar no assunto”.

Ele, cujo pai era saxofonista, também teve instrução no trompete, que não toca desde 2005. “É um instrumento que você tem que viver em função dele”, explica o músico que resolveu se dedicar aos tambores e pratos. “Hoje estou muito mais realizado musicalmente e não sinto falta nenhuma da época de trompetista”, diz, mas logo brinca: “exceto quando tenho que carregar, montar e desmontar a bateria”.

Além das músicas que se pode ouvir pelo site, é possível baixar a faixa “Tá Tarde” e acompanhar pelo Oi Novo Som a última “Tarde Demais”. “A idéia é gravarmos single a single e depois juntar tudo num EP”, comenta Christian. “Além disso, o momento tem sido muito bom para a gente e isso se reflete no processo criativo e administrativo da banda. As idéias estão surgindo quase que diariamente”, anima Alex. Mais uma vez, Dan Lucasta sonha mais alto: “esperamos estender isso pra todo o Brasil, quiçá a América Latina e quem sabe o mundo”, ri.

Christian Garcia, Alex Borges, Dan Lucasta e Cokada parecem já ter um novo album caminhando, o que poderá aumentar o conhecimento e reconhecimento do trabalho por aí. Com um jeito de pop-rock brasileiro, a banda Bleffe configura no cenário musical atual como uma boa opção, que certamente poderá se tornar a trilha sonora de muitas pessoas, incluindo diversos casais.

Se os Beatles fossem irlandeses

flag_of_irelandQuerendo ou não os meninos de Liverpool tinham alguma descendência irlandesa, expressa em seus sobrenomes. Mas, fato é, nasceram na Inglaterra. Mas e se, só “se”, eles tivessem nascido na Irlanda? Sua música seria diferente? O que os caracterizaria?

Um vídeo do You Tube de Roy Zimmerman soluciona estas dúvidas e apresenta a resposta a pergunta “What if the Beatles where irish?”. O autor da resposta, bem inteligente por sinal, brinca com sotaque e o ritmo da trad music irlandesa (já explicada por aqui) nos singles dos Beatles. Lucy in the Sky with Diamonds, Hey Jude e Eleanor Rigby são algumas das músicas apresentadas em quatro minutos. Aliás, “all the lonely people, where do they all come from?” ganhou, também, resposta: Dublin!

Imagine uma igreja tocando Lennon

john_lennonDe acordo com uma matéria publicada no site da Rolling Stone, uma igreja em Liverpool tocará uma das músicas mais famosas de John Lennon, considerada um “hino antirreligioso”. “Imagine”, que foi escrita em 1971 pelo ex-Beatle, foi, inclusive, usada pelo seu autor como confronta à igreja cristã (e religiões no geral) em entrevistas. Parte da letra até mesmo diz, bem claramente, “imagine que não há céu” e “imagine (…) que não há nada para matar ou morrer por/e nenhuma religião também”.

Os sinos que ecoarão o famoso som são considerados os mais pesados e altos do estilo e podem ser ouvidos a quilômetros. São 13 deles envolta de um maior, chamado de “Great George”. Todos os 14 serão orquestrados por Sam Austin, estudante da Royal Northern College of Music de somente 23 anos, que regirá sete voluntários responsáveis pelas badaladas. Todo este trabalho faz parte de um festival de artes, o Futuresonic. Este ocorrerá entre os dias 13 e 16 de maio em Manchester, passando, estratégicamente, pela terra dos Beatles.

Leia o que mais a Rolling Stone disse sobre a polêmica:

Segundo o canal BBC, um porta-voz da catedral deixou claro que “permitir a ‘Imagine’ ser executada por nossos sinos não significa que concordamos com a letra da música”. (…)

Idealizadora do número, a artista Cleo Evans foi encarregada de liderar uma comissão para convencer a instituição religiosa – e não precisou de grande lábia, segundo seu porta-voz. Apesar de levar em consideração certas “sensibilidades a respeito da letra”, a igreja “reconhece o poder (da música) de nos fazer pensar. Como uma catedral, não nos recolhemos na hora do debate. Reconhecemos a existência de outros pontos de vista”. Um porta-voz da igreja católica local não quis se pronunciar.

“É uma canção icônica que será interpretada de um jeito provocante e surpreendente”, disse Evans. A viúva de Lennon, Yoko Ono, declarou achar a ideia “tão linda que me fez engasgar”.

Abaixo, a letra do clássico “Imagine”:

Imagine there’s no heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace
You may say,
I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day
You’ll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day
You’ll join us
And the world will be as one

Beatles e o fim do sonho

Há 40 anos, o sonho acabava para o quarteto de Liverpool.

beatles

Os Beatles foram vistos e ouvidos juntos  pela última vez no dia 30 de janeiro de 1969, no telhado da gravadora Apple, no  número 3 da Rua Savile, em Londres.

O setlist do histórico último show incluiu “Get Back”, “Don’t Let Me Down”, “I’ve Got a Feeling, “One After 909″ e “Dig a Pony”.