Em um aglomerado de livros, guitarras, bebidas e gente, a Livraria da Esquina abre espaço para o som alternativo e sobe aos palcos da noite paulistana trazendo o que dificilmente outro lugar traz – agitação cultural próxima ao centro da cidade. Na quinta e última parte deste especial, confira a conversa com Nevilton.
Por Bruno Guerrero, Guilherme Assen e Jessica Grant
09/04/2010 – Livraria da Esquina “A” – Show Circo Vivant e Nevilton
Do dia 6 a 11 de abril São Paulo sediou o festival Fora do Eixo, que trouxe um panorama do cenário cultural independente brasileiro. O Circuito chegou a São Paulo também com a agência de mesmo nome para cuidar das carreiras de 15 bandas. Grupos já conhecidos, como Macaco Bong e Porcas Borboletas, se apresentaram no mesmo cenário que outros ainda novos para os paulistanos, como Mini Box Lunar e Calistoga. O melhor do festival foi abrir os olhos de São Paulo para a música que vem sendo feita no resto do Brasil. No dia 9 de abril foi a vez da Livraria da Esquina dar espaço para o festival com Circo Vivant e Nevilton. A resenha do show, você confere aqui, publicada na época.
Mesa de Boteco: Bate-papo entre um acorde e outro
Nevilton de Alencar, vocalista e guitarrista da banda Nevilton
Vocês reconhecidos pelo show, mas ainda sem disco, só um EP, vocês acham que esse é o caminho da música atual? As apresentações?
Acho que pra gente dá certo porque mesmo quando não tínhamos disco, só um demo, a gente distribuía pra muitas pessoas, então mesmo quem não ia no show acabava conhecendo pelas gravações. O segredo na verdade é sempre ter material pra apresentar pra turma e fazer de tudo que pode pra divulgar, internet, muitas apresentações, passar pra pessoas que podem falar pra outras, no boca a boca mesmo. A gente nem imaginava chegar na imprensa [Rolling Stone de fevereiro, matéria “Iê-iê-iê moderno”, por Fernanda Catania].
Vocês trazem algo do Paraná (Umuarama) em si, regional, na música de vocês?
Com certeza, né? Acho que São Paulo é um negócio muito maluco, não sei como consegue pensar direito, é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Viver no interior nos deu um contato diferente do que as pessoas por São Paulo, isso reflete na arte. O grande estalo foi isso de viver a vida inteira no interior e ter o choque de, do nada, ir para Los Angeles, onde a cidade serve arte e entretenimento. Lá minha cabeça virou algo assim, começou a pensar em arte.
O que vocês fizeram em Los Angeles?
A gente foi lá para viver mesmo e tentar tocar lá. Tocamos bastante, trabalhamos em eventos, nos envolvemos com tudo. O pessoal de lá é muito receptivo, muito legal. A questão é que do entretenimento lá é mais organizado, pode ser uma grande escola.
Como é participar do Festival Fora do Eixo? Como entraram para o Circuito?
A gente entrou no circuito porque ficamos indo atrás para estar nos festivais, a gente sempre mandava as primeiras gravações pra tocar em algum festival. Quando começaram a chamar, a gente foi de cabeça. Gostamos de participar [de festivais], conhecer outras bandas. sempre que é possível a gente participa.
Já conhecia a Livraria da Esquina?
A gente já tocou lá no início de dezembro do ano passado, foi bem bacana. Achei bem bonito e a história de juntar livraria com ambiente da música me lembrou alguns bares que vi em Los Angeles, achei um charme.
Especial – Do outro lado da ponte – a Livraria da Esquina
Parte 1 – Do outro lado da ponte, uma esquina do outro lado da música
Parte 2 – Esquina Sinestésica
Parte 3 – Diário de Palco/Fabulosa Banda do Curinga/mesa de boteco
Parte 4 – Diário de Palco/Spooler
Parte 5 – Diário de Palco/Circo Vivant e Nevilton/mesa de boteco






