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#entrevista: banda Offline

Posted on 04 June 2010 by Clara Camargo

O Vitroleiros conversou com a banda carioca Offline sobre seu novo álbum independente, lançado em abril deste ano. É o segundo disco dos caras, um trabalho primoroso que comporta 12 faixas inéditas. Lançado pelos quatro integrantes (Pedro, Diego, Marcão e Gabriel) + empresário + engenheiro de som + patrocínios é “totalmente independente de selos, gravadoras, empresários ricos e famosos”, como contou o baterista, Diego.

O curioso é que o “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar” foi gravado no ambiente rural, numa fazenda. Os garotos comentam que o resultado deste “isolamento” do mundo urbano foi um disco mais fluido, mais acústico e mais despojado.

O CD está disponibilíssimo para baixar, com as letras das músicas e tudo mais, no site oficial.

Confira também:

Fotolog

Myspace

Orkut

Youtube

Quem toca:

Pedro Burgos – vocal e guitarra, Gabriel Marcondes – baixo, Diego – bateria, Marcão – guitarra


Ouça “Quando o chega o fim”:

A Offline surgiu no Rio de Janeiro, cidade menos acostumada com o cenário do rock independente, diferente de São Paulo, Curitiba e até mesmo do nordeste brasileiro, o que torna mais difícil a subida de uma banda na escada da fama e do reconhecimento. Mas isso não foi um empecilho para a Offline. Confira na entrevista.

Sempre em busca de apoiar as produções alternativo-independentes, o Vitroleiros perguntou para a Offline:

- Vitroleiros: Há poucas bandas de rock do Rio de Janeiro conhecidas atualmente. Qual a força, o impacto e o público deste estilo na região?

Offline: Bem, no Rio de Janeiro o cenário que prevalece é o do funk, samba e o das noitadas, é claro. Então ser uma banda de rock, por mais pop que seja, é difícil por aqui. Mas acho também que a dificuldade em se tornar uma banda reconhecida não é só no Rio. Em todos os lugares é bem difícil aparecer, até porque hoje em dia tem “mil bandas por quilômetro quadrado”. Toda essa dificuldade, para nós, é vista como um incentivo a correr mais atrás do nossos sonhos e objetivos como banda.

- Vitroleiros: Como a banda Offline foi formada?

Offline: Eu (Diego) e Pedro estudávamos juntos na adolescência e nos identificamos musicalmente desde sempre. Quando dava, nos reuníamos para fazer um som, fosse em pequenos projetos ou simplesmente para passar o tempo, e um dia tivemos a ideia de formar a Offline. Gabriel é primo do Pedro e já havia tocado conosco em um desses projetos. Começamos a fazer shows, frequentar ainda mais shows e a conhecer gente, e assim conhecemos o Marcão.

- Vitroleiros: Qual a identidade musical deste álbum?

Offline: Depois de alguns anos de banda, meio que achamos o que se chama de ”identidade musical“. Nada mais é do que um início de estrada pelo qual você começa a querer caminhar. Ao longo desse trajeto muitas coisas vão acontecendo e influenciando essa estrada de todas as formas. Um diferencial nesse disco foi o fato de o gravarmos numa fazenda, meio isolados do mundo e num clima diferente da cidade grande que estamos acostumados a (con)viver. O resultado foi um disco mais despojado, muito orgânico, com mais violões e arranjos mais livres do que os do primeiro disco (OFFLINE – 2008). Gostamos de acreditar que foi um belo registro daquele momento. Simples assim.

- Vitroleiros: Quais são as influências de músicos nacionais e internacionais da banda?

Offline: Nossas influências são as mais variadas possíveis. Mas como exemplo de artistas nacionais podemos citar Legião Urbana, Barão Vermelho, Lulu Santos e Nando Reis e internacionais posso dizer que Counting Crows, Goo Goo Dolls, Bon Jovi, Aerosmith, Guns ‘n Roses, etc. Influência vem basicamente de tudo o que a gente ouve, lê, vive e imagina.

- Vitroleiros: Como está a recepção do público pelas músicas novas?

Offline: Tem sido a melhor possível! As pessoas comentam que o som está mais maduro, muito “gostoso”, que é um som que embala. Falam das canções e comentam também da naturalidade, que foi na minha opinião um dos pontos altos do disco. Ainda vamos apresentar esse novo projeto a muitas e muitas pessoas!

- Vitroleiros: Quais são os projetos futuros da banda?

Offline: Futuro é o presente neste caso. Temos que botar a cara na estrada para divulgar nosso disco recém-lancado em todos os lugares possíveis e acumular experiências e novas influências para fazer um novo disco daqui há algum tempo.

- Vitroleiros: Como está a agenda de shows?

Offline: Nosso empresário esta agendando nossos shows dessa turnê que começará custe o que custar, agora no mês de junho. Então em breve divulgaremos as datas, locais e tudo mais.

- Vitroleiros: Vocês Pretendem lançar algum clipe?

Offline: Com certeza! Ao final da gravação do “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar”, juntamos o equipamento numa certa área da fazenda e gravamos um material que está sendo editado como vídeo da música “Você Me Disse Que Ia Voltar” (faixa 2). Decidir uma música em especial é que é difícil (risos), mas estamos sempre fazendo imagens de shows ao vivo. Pretendemos produzir um clipe oficial mais requintado para lançar na TV também.

- Vitroleiros: A Offline disponibiliza o álbum, inclusive os encartes e letras no site para baixar gratuitamente. A divulgação da música hoje é mais importante do que vender mais discos?

Offline: Sem dúvida que é. Hoje em dia tem muita oferta de música, então a melhor maneira de vender música é dando elas para o público sem que eles precisam de grandes esforços. Qualquer empecilho gerado para alguém chegar até música já é ruim, devido ao fato de que certamente terá um link ao lado de uma outra música, com o acesso mais fácil e rápido. Então a gente dá a nossa música a quem quer ouvir e dá a oportunidade das pessoas conhecerem mesmo que seja sem querer (risos).

- Vitroleiros: Indicam alguma banda que considerem de destaque do cenário alternativo?

Offline: Alternativo é o que destoa do comum e hoje em dia tudo destoa do comum, então grupo alternativo pode ser qualquer um, inclusive a gente, se comparado com outra realidade. Mas um cenário alternativo que eu indico é o do rock ‘n roll. Tem muito rock bom hoje em dia que não tem espaço na mídia. Procurem no Googlerock ‘n roll” e escutem tudo o que puderem que vão achar muita coisa boa.

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#Lançamento: novo EP da banda Evora

Posted on 29 April 2010 by Clara Camargo

E para a estreia da coluna semanal de lançamentos do Vitroleiros, selecionamos o novo EP (Extended Play) da banda Evora! O download do “Ignore a Inércia” está disponível no Myspace dos meninos desde a quinta-feira, dia 22 de abril. O mini-álbum é fruto de três meses de composição musical, e soa bem mais MPB que o “Inconstante”, primeiro CD dos caras. Segundo a banda, essa pegada um pouco bossa nova+pop rockque chega a lembrar Cérebro Eletrônico/Jumbo Eletro. É o tipo de som que eles queriam ter feito desde o começo.

Os talentos são: Paulinho no vocal, Guima e Adriano nas guitarras, Dan na batera e voz e Rufles no baixo.

Confira na íntegra a entrevista com Evora: 

Vitroleiros: Esse é o primeiro EP da banda?

Evora: Sim, em 2007 lançamos uma demo com 2 músicas. Em 2008 lançamos o álbum “Inconstante” e agora em 2010 nós achamos que o melhor formato seria um EP.

V: Qual a identidade musical e as influências do “Ignore a Inércia” em comparação com o “Inconstante”?

E: O “Inconstante” foi um trabalho mais baseado em rock e as músicas refletiam influências antigas da banda. Já no “Ignore a Inércia” nós nos permitimos experimentar, deixando mais evidente nossas influências musicais. As inspirações foram muitas, música brasileira em geral, além de Rock, MPB, Jazz, Funk, Soul, R&B. O disco “Inconstante” tinha influências de bandas como Foo Fighters, Incubus, Coldplay, Rufio e Anberlin, entre outras menos evidentes. Já no EP algumas dessas influências foram descartadas e outras acrescentadas; Incubus, Foo Fighters e Coldpay permanecem agora acompanhados de Los Hermanos, Chico Buarque, João Gilberto, Teatro Mágico, Arctic Monkeys e Queens Of The Stone Age, entre as principais.

V: Como está a recepção do público diante das músicas novas?

E: Estamos super felizes e satisfeitos porque as pessoas estão entendendo bem a proposta. Nos dias de hoje nós percebemos que algumas pessoas estão carentes de rock e abertas a novas propostas musicais.

V: Há previsão para lançar novo álbum com mais músicas? Projetos futuros?

E: Sim, nosso planejamento é lançar já no primeiro semestre de 2011 o novo disco do Evora. O álbum deverá seguir a mesma linha do EP “Ignore a Inércia”.

V: Como está a agenda da banda?

E: Estamos preparando o show de lançamento do EP, no entanto, já temos outras propostas que devem ser confirmadas em breve. É só ficarem ligados em nossa agenda!

V: Vai rolar o lançamento de um videoclipe?

E: Sim, iremos gravar muito em breve o clipe de “Permita-se”. O projeto está bem encaminhado e a previsão é de ser rodado já no mês de maio.

No Ipod do Paulinho toca…

Paulinho: As bandas que mais tenho ouvido são Arctic Monkeys e Incubus. É muito difícil sair dessas duas. (risos). Mas gosto muito da Maria Gadú. Tenho visto muitos vídeos e curtido alguns sons dela também.

Acesse, conheça e ouça:

Site oficial da Evora  - Comunidade no Orkut com novidades da banda  - @evorarock - Fotolog  - Trama Virtual - Myspace

Sobre a coluna

Esta é a digníssima estreia da coluna de #lançamentos do Vitroleiros!

A ideia surgiu de uma tarde desesperada em encontrar algo recém-colocado da agulha da vitrola. Sabe aquela sede por algo novo que toma conta da gente a cada momento em que colocamos pela décima vez o mesmo CD no repeat?

Eu sempre me pergunto: onde estão as produções musicais novas? Todo mundo só fica sabendo dos lançamentos comerciais e “obrigatórios”, mas e quanto aos trabalhos independentes ou com selos de gravadoras alternativas?

Bandas como Facas voadoras, Siete Armas, Lulina, agora Evora e todas as outras ótimas produções que passaram pelo nosso site são exemplos disso. Mas na maioria das vezes, só depois de muitos Googles que conseguimos encontrar o que precisávamos.

A coluna veio para dar uns pitacos em tudo que for novo! Comercial, não comercial, dependente, independente, selado, enfim. Basta ter aquele cheirinho de novidade boa que a gente coloca no ar!

Trazemos isso para todos nós que somos Vitroleiros de equipe e de coração. Sempre com música por e para quem não vive sem!

Não deixem de mandar sugestões para o contato@vitroleiros.org e/ou cadastre sua banda aqui.

Aguardem por mais entrevistas e novidades sobre esta banda e outros lançamentos!

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Money is Money!

Posted on 14 October 2009 by Emanuelle Herrera

O que esperar de uma banda que tem a ‘destruição do rock’ no próprio nome?

“Money ? O começo e o fim de tudo”, diz Paul. Assim começou o nosso papo com a os paulistas  da Money, no último dia 25, no Centro Cultural da Juventude onde, dois anos depois do lançamento do EP “Who cares?”, a banda lança seu CD homônimo.

A platéia com poucas pessoas não desanimou o trio, que mostrou a energia de quem toca para um milhão de pessoas. Desde “Intro”, passando “Paper Scissor Rock” até “Singing in The Rain” – última música do setlist.

Em tempos de Myspace, a banda optou por lançar o CD em formato físico, embalado em digipack e com arte simples mas muito bem elaborada. Sobre o mundo da música na internet, Fran diz: “Com a internet, as bandas conseguem gravar, disponibilizar e alcançar um público maior de modo muito mais rápido que há uns 15 anos. Esse é o lado bom, mas a qualidade é prejudicada por pessoas que não levam a sério e postam qualquer coisa”. Ainda sobre as bandas que surgem na internet, Fran complementa: “Só o fato de começar com um fotolog já é errado. Uma banda começa com o som e não com foto.”.

Uma banda brasileira cantando em inglês? Paul, que morou um tempo nos Estados Unidos, responde: “Pra gente sempre foi mais natural compor em inglês. Já tentei escrever em português, mas para a sonoridade da banda as composições em inglês se encaixam melhor.”

A lista de influências do Money vai de Ramones à ACDC. Para o trio, o rock surgiu para “incomodar, gerar uma vontade destrutiva e sinceridade no limite”, contou Dom.

Fotos: Lucas Barbosa Villar

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