Pouco mais de um ano após sua última passagem pelo Brasil, o Aerosmith volta para um show único em São Paulo, que acontecerá na Arena Anhembi, no dia 30 de outubro. A apresentação faz parte da turnê latino-americana da banda, que deve passar ainda pelo Chile, Argentina, Peru e Equador.
Os ingressos tiveram pré-venda exclusiva para membros do fã-clube e clientes Credicard, Citibank e Diners. Para o público em geral, a venda começa no dia 15 de junho, e os preços vão de R$ 220 a R$ 500.
Além da nova turnê mundial, o Aerosmith anunciou que começará a trabalhar em um novo álbum a partir de julho, depois de uma década sem gravações inéditas. Seu último lançamento foi o “Just Push Play”, em 2001.
O Vitroleiros conversou com a banda carioca Offline sobre seu novo álbum independente, lançado em abril deste ano. É o segundo disco dos caras, um trabalho primoroso que comporta 12 faixas inéditas. Lançado pelos quatro integrantes (Pedro, Diego, Marcão e Gabriel) + empresário + engenheiro de som + patrocínios é “totalmente independente de selos, gravadoras, empresários ricos e famosos”, como contou o baterista, Diego.
O curioso é que o “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar” foi gravado no ambiente rural, numa fazenda. Os garotos comentam que o resultado deste “isolamento” do mundo urbano foi um disco mais fluido, mais acústico e mais despojado.
O CD está disponibilíssimo para baixar, com as letras das músicas e tudo mais, no site oficial.
Pedro Burgos – vocal e guitarra, Gabriel Marcondes – baixo, Diego – bateria, Marcão – guitarra
Ouça “Quando o chega o fim”:
A Offline surgiu no Rio de Janeiro, cidade menos acostumada com o cenário do rock independente, diferente de São Paulo, Curitiba e até mesmo do nordeste brasileiro, o que torna mais difícil a subida de uma banda na escada da fama e do reconhecimento. Mas isso não foi um empecilho para a Offline. Confira na entrevista.
Sempre em busca de apoiar as produções alternativo-independentes, o Vitroleiros perguntou para a Offline:
- Vitroleiros: Há poucas bandas de rock do Rio de Janeiro conhecidas atualmente. Qual a força, o impacto e o público deste estilo na região?
Offline: Bem, no Rio de Janeiro o cenário que prevalece é o do funk, samba e o das noitadas, é claro. Então ser uma banda de rock, por mais pop que seja, é difícil por aqui. Mas acho também que a dificuldade em se tornar uma banda reconhecida não é só no Rio. Em todos os lugares é bem difícil aparecer, até porque hoje em dia tem “mil bandas por quilômetro quadrado”. Toda essa dificuldade, para nós, é vista como um incentivo a correr mais atrás do nossos sonhos e objetivos como banda.
- Vitroleiros: Como a banda Offline foi formada?
Offline: Eu (Diego) e Pedro estudávamos juntos na adolescência e nos identificamos musicalmente desde sempre. Quando dava, nos reuníamos para fazer um som, fosse em pequenos projetos ou simplesmente para passar o tempo, e um dia tivemos a ideia de formar a Offline. Gabriel é primo do Pedro e já havia tocado conosco em um desses projetos. Começamos a fazer shows, frequentar ainda mais shows e a conhecer gente, e assim conhecemos o Marcão.
- Vitroleiros: Qual a identidade musical deste álbum?
Offline: Depois de alguns anos de banda, meio que achamos o que se chama de ”identidade musical“. Nada mais é do que um início de estrada pelo qual você começa a querer caminhar. Ao longo desse trajeto muitas coisas vão acontecendo e influenciando essa estrada de todas as formas. Um diferencial nesse disco foi o fato de o gravarmos numa fazenda, meio isolados do mundo e num clima diferente da cidade grande que estamos acostumados a (con)viver. O resultado foi um disco mais despojado, muito orgânico, com mais violões e arranjos mais livres do que os do primeiro disco (OFFLINE – 2008). Gostamos de acreditar que foi um belo registro daquele momento. Simples assim.
- Vitroleiros: Quais são as influências de músicos nacionais e internacionais da banda?
Offline: Nossas influências são as mais variadas possíveis. Mas como exemplo de artistas nacionais podemos citar Legião Urbana, Barão Vermelho, Lulu Santos e Nando Reis e internacionais posso dizer que Counting Crows, Goo Goo Dolls, Bon Jovi, Aerosmith, Guns ‘n Roses, etc. Influência vem basicamente de tudo o que a gente ouve, lê, vive e imagina.
- Vitroleiros: Como está a recepção do público pelas músicas novas?
Offline: Tem sido a melhor possível! As pessoas comentam que o som está mais maduro, muito “gostoso”, que é um som que embala. Falam das canções e comentam também da naturalidade, que foi na minha opinião um dos pontos altos do disco. Ainda vamos apresentar esse novo projeto a muitas e muitas pessoas!
- Vitroleiros: Quais são os projetos futuros da banda?
Offline: Futuro é o presente neste caso. Temos que botar a cara na estrada para divulgar nosso disco recém-lancado em todos os lugares possíveis e acumular experiências e novas influências para fazer um novo disco daqui há algum tempo.
- Vitroleiros: Como está a agenda de shows?
Offline: Nosso empresário esta agendando nossos shows dessa turnê que começará custe o que custar, agora no mês de junho. Então em breve divulgaremos as datas, locais e tudo mais.
Offline: Com certeza! Ao final da gravação do “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar”, juntamos o equipamento numa certa área da fazenda e gravamos um material que está sendo editado como vídeo da música “Você Me Disse Que Ia Voltar” (faixa 2). Decidir uma música em especial é que é difícil (risos), mas estamos sempre fazendo imagens de shows ao vivo. Pretendemos produzir um clipe oficial mais requintado para lançar na TV também.
- Vitroleiros: A Offline disponibiliza o álbum, inclusive os encartes e letras no site para baixar gratuitamente. A divulgação da música hoje é mais importante do que vender mais discos?
Offline: Sem dúvida que é. Hoje em dia tem muita oferta de música, então a melhor maneira de vender música é dando elas para o público sem que eles precisam de grandes esforços. Qualquer empecilho gerado para alguém chegar até música já é ruim, devido ao fato de que certamente terá um link ao lado de uma outra música, com o acesso mais fácil e rápido. Então a gente dá a nossa música a quem quer ouvir e dá a oportunidade das pessoas conhecerem mesmo que seja sem querer (risos).
- Vitroleiros: Indicam alguma banda que considerem de destaque do cenário alternativo?
Offline: Alternativo é o que destoa do comum e hoje em dia tudo destoa do comum, então grupo alternativo pode ser qualquer um, inclusive a gente, se comparado com outra realidade. Mas um cenário alternativo que eu indico é o do rock ‘n roll. Tem muito rock bom hoje em dia que não tem espaço na mídia. Procurem no Google “rock ‘n roll” e escutem tudo o que puderem que vão achar muita coisa boa.