Love2010 – como foi o festival

“O Love2010 é isso apresentar a todos vocês o amor através das músicas, das letras. E que através delas você possa ser atingido, mudar seu rumo e o rumo das pessoas que andam com você.” Rafael Amaral, produtor e idealizador do festival de música alternativa cristã abriu a tarde sem muitas palavras, logo dando espaço para a primeira participação do dia [veja a entrevista com as bandas antes do evento].

A banda paulistana de abertura não estava no line-up, mas mesmo assim a Eved foi aprovada pelo público. O som, que mistura desde MPB até rock e reggea, levantou os primeiros ouvintes das cadeiras para ouvirem atentamente. Com boa percussão o grupo pede um pouco mais de precisão no vocal. No final da apresentação, o público pediu mais uma música, mostrando que agradou.

Logo em seguida, os cariocas da Crombie subiram ao palco e puxaram o primeiro coro da noite com a canção “Sobre o tempo”. Os músicos, que, de acordo com o público, eram uns dos mais esperados da tarde, levaram seu som com seriedade em boas execuções. Os espectadores até dançaram em “Quando é de manhã”, animando-se ao som da MPB.

Hélvio Sodré veio em seguida. O mais “gospel” da turma, falou até um pouco mais e fugiu um pouco do objetivo do evento. Mas a qualidade técnica dos seus instrumentos – que poderia, inclusive, ser mais explorada – fez com que o show levasse mais pessoas ainda a se animarem e dançarem. A grande abertura animou toda a casa, mas Hélvio cansou um pouco ao ultrapassar seu tempo e exigir coro quando tocava sua versão de um hino evangélico (ele ainda trás muitas influências diretas do louvor de igreja). Mas nada que ofuscasse a animação da galera e a qualidade das músicas.

O rock esquentou em seguida com a proposta alternativa do Judeairplane. Praticamente com um fã-clube formado com gritos e dancinhas na plateia, o grupo de São Carlos puxou coro em todas as músicas e as pessoas realmente dançaram a cada canção. O trio, acompanhado das cordas, mostrou que tem presença de palco.

Em seguida, as músicas fizeram uma pausa para algumas palavras. Depois de um político falar de uma Ong contra pedofilia, Fabrício Cunha subiu ao palco para falar um pouco de amor. Ele mencionou que amor não é apenas um sentimento, mas uma atitude e decisão. Depois dos discursos, hora para música de novo! E Palavrantiga, com ares de atração principal, subiu ao palco para uma apresentação repleta de qualidade e participação do público.

A casa parecia mais lotada e quase todos cantam e pulam cada nota da banda. O vocalista Marcos de Almeida, inclusive, desceu do palco para dividir o microfone na estrofe de “Casa”: “Eu sou casa / Lugar de Deus / E ele habita em mim”. “Essa não é pra uma pessoa só, essa é pra todo mundo cantar”, afirmou o músico.

Para finalizar a noite, a atração internacional, Shawn Mcdonald, tocou seu pop alternativo acompanhado só de mais um músico, também no violão, Ryder Jones. Shawn encantou a plateia que aplaudia ao reconhecer cada uma das músicas. E o músico não compreendia: “I don’t get it. How do you know my songs? It’s awesome!” Depois de um pouco de rock, o norte-americano terminou a noite com seu som mais tranquilo, só na voz e violão e, como não podia deixar de fazer, cantando sobre amor.

[fotos por Jessica Grant. em breve mais no flickr.com/jessicagrantc]

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