Abram alas para o novo espetáculo

ludov

O sábado frio não impediu que cerca de 200 pessoas fossem ao Clash Club prestigiar o lançamento de “Caligrafia”, o novo trabalho da banda paulistana Ludov. O show, que começou com o clipe de “Reprise”, fez a galera se aglomerar perto do palco para ouvir “Luta Livre”, “Terrorismo Suicida” e “Sob A Neblina Da Manhã”. Valeu a pena: a noite foi recheada de surpresas. Na música “O Seu Show é Só pra Mim”, por exemplo, a banda contou com a participação da Talita, da banda Motores e em “Não me poupe”, foi a vez Bruno Serroni, baixista do Pullovers, entrar com seu cello.

Os ludovicos (como são chamados os fãs da banda) cantaram todas as músicas, do início ao fim – engasgando no francês de “Notre Voyage”, fazendo passinhos para “Reprise” e vibrando ao som de “Kriptonita”, “Rubi” e “Urbana”. Sem contar o ‘bis’, praticamente um presente: “Dois a Rodar” e “Princesa”.

Algumas semanas após o show, trocamos algumas palavrinhas com Mauro Motoki. Confira abaixo um pouquinho do nosso diálogo!

Como foi o processo de criação do novo disco?

Motoki: Fomos para o sítio do Fabio Pinczwoski (o produtor da banda) com quase nenhum material composto. Levamos todo o equipamento pra lá, e à medida que as canções iam surgindo, íamos gravando.

A proposta do disco era apresentar um pouco da identidade coletiva do Ludov, mas também um pouco de cada um dos integrantes. Quais músicas representam essa proposta?

MM: A proposta do disco foi deixar cada um livre para exercer sua individualidade. Todas as músicas representam essa proposta. Não houve a obrigação de tudo parecer coletivamente a cara do Ludov.

Qual a principal diferença entre “Disco Paralelo” e “Caligrafia” ?

MM: Acho que a principal diferença foi essa da coletividade versus individualidade. No Disco Paralelo, vínhamos sentindo uma necessidade de nos provarmos como entidade coletiva, como auto-suficientes em nós mesmos. Os arranjos foram quase todos resolvidos entre nós 4, sem overdubs. Já no Caligrafia, admitimos que tudo que viesse de cada membro já seria automaticamente do grupo. Demos mais espaço para cada um dar sua visão pessoal do todo.

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Alguém me explica a capa do disco? (rs)

MM: A capa é uma fotografia linda tirada pela Tainá Azeredo, de um espetáculo do artista japonês Toshi Tanaka, em que ele faz uma performance de dança e ao mesmo tempo escreve um ou mais ideogramas no papel de arroz. Remete a música e a caligrafia.

Como foi pra vocês já ver a galera cantando junto músicas como “Luta Livre” e “Terrorismo Suicida” ?

MM: Temos muita sorte de ter fãs como os nossos, que se interessam, que acompanhan, que também adoram essa troca que são os shows. É sempre emocionante ver alguém cantando nossas letras, ainda mais tão perto do lançamento.

O videoclipe de “Reprise” tem uma dancinha estilo anos 80.  De quem foi a idéia e porque vocês escolheram essa música como a primeira a ser trabalhada ?

MM: A idéia veio de conversas com o diretor Ricardo Sêco, que levou todo o processo com muita tranquilidade, eficiência e dignidade. Essa música tem uma cara de primeiro single, né? Ela sintetiza um pouco um discurso, por mais variado que seja.

Cd lançado, videoclipe pronto. Quais são os planos agora?

MM: Muitos shows!

Quando são os próximos shows? Quais cidades vocês pretendem tocar?

MM: O próximo show é no Sesc Pompéia, dia 18/09. Mas temos shows confirmados em Campinas, São José dos Campos, Osasco… Em breve todos estarão no nosso site. Queremos rodar o Brasil, como fizemos nas turnês dos outros dois álbuns. E quem sabe estrear ao vivo fora do país…

É difícil fazer bom rock’roll no Brasil?

MM: Deve ser. Às vezes é difícil fazer qualquer coisa boa no Brasil. O negócio é não desanimar.

Fotos: Inker Agência Cultural

2 thoughts on “Abram alas para o novo espetáculo

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