Uma vida única, conturbada — e curta. Se você nunca ouviu Billie Holiday (existe essa possibilidade?), precisa começar agora. Se já ouviu, a dica é imperdível da mesma forma: Lady Sings the Blues, sua autobiografia, emociona pela sinceridade. De sua infância aos problemas com polícia, imprensa, drogas, casos amorosos e o show biz, é encantadora a forma como o sofrimento dela se mostra por entre as páginas com fotos, títulos de canções e lembranças.
Billie brilhou entre as décadas de 1930 e 1950, consagrando-se como mito do jazz. No entanto, morreu viciada em heroína, sem voz e pobre. O reconhecimento, como muitas vezes acontece, veio só depois da morte — mas marcou a influência diversas cantoras norte-americanas, como Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald.
Quer conhecer mais da cantora? Na edição brasileira da biografia, o relato que abrange o início da década de 1950 até sua morte trágica, em julho de 1959, é feito por Roberto Muggiati, crítico de música. A capa convida: “Esta nova reedição da autobiografia de Billie Holiday equivale à reedição remasterizada de um clássico LP de jazz, com bônus track” e o livro faz por merecer. Um apaixonado por música não pode deixar passar.
Para dar um gostinho, ouça a música que entitula o livro:
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Lady Sings the Blues: A autobiografia dilacerada de uma lenda do jazz
Billie Holiday com a colaboração de William Dufty
Jorge ZAHAR Editor
Nas livrarias de todo o Brasil

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