Up Brothers lança novo EP. Só ouvindo para saber

Cansado de Cine, NxZero, Hevo 84, coloridos e blablablas?

Alivie seus ouvidos com o som do novo EP dos Up Brothers, lançado nesta semana no Myspace da banda. A música da banda paulistana soa familiar, mas está longe de seguir a moda que vigora atualmente. Apesar de estarem de ouvidos sempre atentos às bandas do mainstream, os Up Brothers produzem um som original e próprio.

A banda lançou o  EP intitulado “Dias em Claro” no domingo, dia 1 de Agosto, que está disponível para baixar no Myspace. Após meses trabalhando, o disco finalmente saiu,  com cinco novas músicas. As minhas duas apostas para o EP são a segunda e a quarta faixa. The Killers é a cara de “Walking All Day”, com a letra toda em inglês e rockabilly define a quarta composição, “Dolores”.

Baixe aqui e ouça agora

A banda Up Brothers foi formada em 1999 quando os irmãos Rick (voz e guitarra) e Guilherme (voz e bateria) começaram a tocar o que ouviam de seus artistas favoritos por bares de São Paulo. Depois, outros músicos se integraram ao grupo até chegar na formação atual, com o guitarrista Felipe Lucas e o baixista Rafael Puccini. Os caras definem suas letras como “conscientes e com boas pitada do clássico protesto do rock”. Eles pretendem consolidar seus trabalhos na cena do rock alternativo nacional.

CONFIRA A #ENTREVISTA:

O som de vocês é diferente do que estamos acostumados a ouvir, tanto nas rádios, quanto nos Myspaces das bandas alternativas, principalmente por ser mais eletrônico e mixado. De onde vêem as referências e influências?

Estamos sempre antenados ao que as bandas do mainstream estão produzindo. Bandas como Killers e Franz, fazem parte da nossa referência. Se eles lançam material de qualidade, por que nós não podemos? Nos dias de hoje a tecnologia é nossa grande aliada. Portanto, sempre que vamos criar alguma coisa, prezamos pela qualidade da produção. Caprichar nos arranjos de todos os instrumentos é fundamental. Nem tudo que é independente, alternativo, tem que ser tosco ou mal feito. Nós jogamos no time das bandas que se preocupam com o trabalho que estão apresentando pro público.

Como a banda se formou?

Rick – A formação atual tem pouco mais de um ano. Começamos quando o meu irmão, Guilherme, tinha apenas seis anos de idade. Na época, ensinei algumas batidas na bateria para ele me acompanhar e assim tocávamos em shoppings, festas e tudo mais. O engraçado é que naquela época ele era tão pequeno que só se conseguia ver baquetas tocando. Com os outros integrantes chegando, as primeiras composições próprias foram surgindo e a gente foi se consolidando como uma banda de verdade.

Como surgiu o novo álbum?

O lançamento virtual foi no dia 1 de agosto. Ele é fruto de um trabalho de mais ou menos um ano, entre prédios, viagens de metrô, melodias que aparecem durante o sono e você acorda no meio da madrugada pra gravar no celular. A proposta foi criar músicas com batidas vibrantes, que retratem situações do nosso dia a dia e tenham a capacidade de despertar a capacidade de reflexão nas pessoas.

Como foi a composição das músicas?

A gente tem um mini estúdio em casa e a pré-produção e gravação da maioria dos instrumentos aconteceu lá. A mixagem e gravação da bateria foram feitas no estúdio Lamparina, onde conhecemos a galera gente fina do Coletivo Amerê e o Gutão, que trabalhou conosco e contribuiu muito com a sonoridade do EP.
Gravamos cinco faixas:

1.Ana – Já a tocávamos desde a turnê do EP passado. Mas ainda não tínhamos gravado.

2.Walking All Day – Nossa primeira composição em inglês. Uma parceria minha (Rick) com a Daniele Guirau.

3.Meu Lugar – Essa fala um pouco sobre a cidade em que vivemos e dá um toque urbano ao EP.

4.Dolores – Ela é originalmente um blues, composição do nosso baixista. Demos uma roupagem mais roqueira pra música dele.

5.Face – “Roubamos” essa letra de uma banda amiga chamada Duendts da Terra do Nunca. Era uma mbp e fizemos um rock! O legal foi que a galera do Duendts curtiu a nova roupagem que demos pra música.

Já lançaram outros trabalhos antes?

No início de 2009, gravamos um EP intitulado “Up Brothers” reunindo algumas músicas que tínhamos desde que começamos a banda. Foi o nosso primeiro trabalho lançado, nos abriu muitas portas e nos fez entender como a cena independente funciona.

Contem sobre as premiações dos integrantes e da banda, como por exemplo o prêmio do Guilherme no “Tagima In Concert”

É engraçado esse lance de premiações, porque a gente não faz o trabalho nessa intenção, mas quando vêm é sempre uma alegria imensa! Em um festival do caderno “Folhateen” do jornal “Folha de São Paulo” em que nossa música foi uma das selecionadas entre mais de 3.500, eu (Rick) e o Guilherme fomos eleitos os melhores músicos do evento (minha mãe quase teve um infarto na platéia vendo as suas duas crias sendo premiadas). O Guilherme sempre foi o mais prodigiozinho da banda, foi eleito destaque do festival “Tagima In Concert” e se apresentou em um evento ligado à bateria chamado “Batuka Music Festival” recebendo elogio de bateristas que são ídolos dele. O batera do Angra e dos Titãs estavam por lá.

Como está a agenda de shows?

Tocamos recentemente em Mogi das Cruzes, São Caetano. A turnê do “Dias em Claro” está se desenhando. Logo mais teremos datas confirmadas!

Pelo que vocês podem perceber, as bandas mais famosas e já emplacadas na cena do rock oferecem apoio para as bandas que estão começando ou é cada um por si?

Não temos muito contato com bandas famosas. Mas não se pode contar muito com o apoio de quem já tem o trabalho consolidado. Se as bandas que estão começando não correrem atrás do seu, fica muito complicado de se alcançar os objetivos.

E as bandas independetes? Apoiam-se entre si?

Demorou um pouco mas parece que a consciência de que “a união faz a força” está cada vez mais viva entre as bandas independentes. Coletivos pipocam cada vez mais pelo Brasil e entendo que essa seja a forma mais urgente que as bandas tem para lutar pelos seus interesses.

Indicam bandas de selo independente ou do cenário alternativo de amigos, conhecidos ou que chamam a atenção de vocês que merecem ser divulgadas?

Em nossas pernadas pelo universo alternativo, conhecemos muitas bandas legais de quem ficamos amigos, tocamos juntos e trocando muitas figurinhas. Dentre elas posso citar Narcotic Love, Jane Dope, Maquiladora, Circo Motel, Siete Armas, The Name … poderia citar várias… todas são muito boas, mas cada uma tem sua pegada.

MySpace@upbrothersBlogLastFMTrama Virtual

10 thoughts on “Up Brothers lança novo EP. Só ouvindo para saber

  1. Adoro ouvir as músicas do novo EP, principalmente “Dolores” que tem um duplo sentido irreverente na letra! É mto divertido!
    Abs aos Brothers!

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