Para dançar all nite long!

Postado em 11 February 2009 por Jessica Grant

Homens indo convidar a moça pra dançar a dois, vestidos rodados, topetes, Rockabilly e diversão. Ao invés da descrição um ambiente dos anos 1950-1960, esta é a descrição de um local em plena São Paulo atual. E não é preciso ser um fascinado por este período para aproveitar, aliás, o difícil é conseguir o oposto! The Clock Rock Bar, um barzinho estilo “fifties, sixties” em Perdizes, tem a capacidade de transportar-nos para essa época. Com um ar retrô, o ambiente costuma encher de bons dançarinos do Rock’n'Roll antigo.
Casais na pista do The Clock Rock Bar e Alex Valenzi&The Hideaway Cats.

Casais na pista do The Clock ao som de Alex Valenzi&The Hideaway Cats.

O nome da casa foi inspirado, possivelmente, na música “Rock Around The Clock”. Aliás, quem não lembra da época ao ouvir este som de Billy Haley? É um dos muito clássicos que embalam o Rockabilly. Este é um dos inúmeros tipos de Rock’n'Roll que, quando surgiu, misturou com aspectos da música country e da música negra. O sucesso de “Rock Around The Clock”, em 1954, impulsionou todo o estilo e criou seguidores que ainda persistem até hoje. Artistas como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Johnny Cash fizeram nome tocando Rockabilly.

A música também foi importante para época. Alguns historiadores até mesmo comentam que, apesar de seus músicos não serem tão jovens, foi um dos primeiros estilos que visavam um público jovem e quebraram barreiras musicais em regras que nunca tinham sido transviadas. De certa forma, o Rockabilly foi um dos precursores dos movimentos musicais (depois político e comportamentais) que criaram a consciência de uma juventude e questionaram os limites até então impostos.

Sendo uma música para jovens, mas de tempos antigos, o público atual é bem diversificado. Desde jovens até pessoas mais velhas, The Clock abriga a todos. Eles convivem (leia-se: dançam) muito bem, não há aquele clima de “balada de tiozinho”, são simplesmente pessoas de idade diferente que curtem o mesmo tipo de música e o mesmo local, não há uma separação entre eles, característica muito boa.

O ambiente, como um todo, é muito bom. A decoração segue o clima: os bancos vermelhos, acolchoados, são clássicos! Os atendentes, também, vestem roupas parecidas com as da época: um charme! A pista de dança poderia ser um pouco maior, visto que os casais rodopiando ocupam um belo espaço, mas isso não diminui a qualidade do local. Ao fundo uma simpática loja vende artigos, roupas e até sapatos para quem quer mergulhar de fato na proposta do The Clock. Atrás de lá os banheiros, muito bem “conservados” mesmo no final da madrugada. Todo o local é bem cuidado, limpo, organizado e digno de uma máquina do tempo!

As bandas e os DJs embalam a noite no som queridinho para as danças. São algumas que variam os dias de apresentações e são, em geral, muito boas. Há “Alex Valenxi & the Hide a Way Cats”, “Seedão HD e os Destruidores de Arquivo”, “Henry Paul trio”, “RollimanS”, entre outros. Com destaque para a primeira banda, todas tocam o melhor do Rock’n'Roll. Gustavo Hitzschky, um dos freqüentadores assíduos, confirma a qualidade da banda mas comenta “Alex Valenzi faz mais cover do que tem composições próprias”. Embora não expresse decepção, ele lembra um dos aspectos da casa. Todas as bandas que passam por lá tem de “ter pelo menos 3 horas de repertório rockabilly conhecido e beeeeem pop da época”, conforme exigências dos próprios mantenedores. É algo que, por um lado, pode ser negativo, visto que se torna repetitivo e o público acaba não tendo acesso a outras músicas Rockabilly tanto da época quanto mais atuais. Embora alguns não gostem disso, há de se considerar que o The Clock se propõe como um bar temático, estando isso dentro das características deste tipo de estabelecimento.

Mas para quem se irrita com a continuidade do mesmo estilo de música por toda a noite, all nite long, o The Clock busca evitar ao máximo o tédio. Há até mesmo curtos shows dos barmen com fogo num momento no meio da noite, entre outras coisas a mais.

Gostou da idéia mas não sabe dançar? Não é um problema, antes dos shows toda sexta e sábado há uma aulinha básica de Rockabilly para os iniciantes pegarem o gosto da coisa e não se darem totalmente mal. Mas quem vê alguns arrasando na pista com mil e uns passos (realmente há dançarinos que humilham!), pode fazer as aulas. A próxima turma começa em março e só restam vagas para os moços. Mas logo logo podem surgir mais turmas este ano, fiquem de olhos abertos!
Pra quem gosta de voltar pra casa lá pras seis da manhã, o The Clock não é lá muito bom. O bar fecha as quatro da matina, mas levando em consideração que a maioria dança a noite inteira e os novatos podem chegar mais cedo pra aulinha básica, o horário é até razoável.

Muitos rodopios e certo cansaço muscular depois, só me resta recomendar de coração o The Clock Rock Bar! Localiza-se na Rua Turiassú, 806. Mais informações no site (aulas, shows, como chegar) ou pelo telefone 3672-0845. Pra que viver nesta década se por uma noite podemos nos transportar a outra? Uma última sugestão: pode ir a caráter!

The Clock Rock Bar
www.theclock.com.br
Rua Turiassú, 806

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2 Comentários

  1. Hari-El Says:

    Como curto rockabilly desde criança(rock and roll como era chamado até mais ou menos na década de 70)pois meus pais eram da turma da brilhantina/juventude transviada, desde 1955(sou de 47)porque nesse ano recebi como presente de aniversário um disco de Nora Ney.Dai em diante escutei tudo dentro do possível em matéria de rock´n´roll e até hoje não troco meu estilo(teddy boy)por nenhum modismo canhestro,apesar que já militei nas fileiras punk entre 76 e 84.Mas não dá prá trocar banquete por sanduiche,porisso esse local(The Clock) tem tudo a haver.Prá quem acha que ser um rocker é só se produzir visualmente,aconselho aos tais visitar o Clock que conhecerá muitos autênticos missivistas rockers.Apareça e que com certeza voce se renovará conhecendo pessoas prá lá de legais.

  2. rogerio Says:

    Novo filme de terror com rockabilly e carros antigos
    Dando continuidade a nova onda de filmes enfocando o rock e os carros das décadas de 50 e 60, a AV Pictures inglesa lançou Flick, comédia de horror com Faye Dunaway. O filme se passa em 1960, quando Johnny Taylor decide ir para um baile e dançar com a garota de seus sonhos, Sally Andrews. Porém, um assassinato na pista de dança atrapalha seus planos e, ao fugir com seu Hilmann Minx, Johnny acaba saindo estrada com o carro, que cai em um rio e desaparece no meio das águas. Quarenta anos depois uma rádio pirata volta a tocar o som dos anos 50 e faz o cadáver de Johnny acordar, o qual retorna para as ruas ao volante de seu fantasmagórico Hillman, iniciando assim não só a procura pela amada Sally, mas também a vingança contra os responsáveis por sua morte.

    Veja o trailer do filme:
    http://www.streetcustoms.com.br/revistas-carros/noticias/novo-filme-de-horror-com-rock-e-carros-antigos.html

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