Que belo contador de estórias eu sou
Como todos nossos leitores devem ter percebido (e se você o fez sozinho minhas profundas parabenizações), nosso pequeno cantinho musical será uma humilde tentativa autoral de mostrar, de nossos diversos pontos de vista, a complexa colcha de retalhos que é o cenário musical, essa criatura respirante e transpirante de métodos, rótulos e fuckin’ rock n’ roll, baby. E, portanto, aqui estou.
Meu nome antes de mais nada (e depois de um parágrafo inteiro. Que belo contador de estórias eu sou) é Leonardo Ávila, Coiote para alguns, KGB para outros, Áquila para terceiros, mas isso não vem ao caso. Era uma tarde chuvosa, de uma umidade pesada quando recebi o convite da Ariane para participar deste blog como comentarista e artista (designer talvez, quem sabe) e, doravante, estarei meio que tomando as rédeas de artigos temáticos sobre o cenário do Hard Rock e do Metal em boa parte de suas formas, e degladiando com meus comparsas em algumas observações no mundo do Jazz e do Folk (ouviu esta Tory Oliveira!?), alimentando minha metade beatnik de poltrona.
Com meus quase quatro anos em estudo musical pretendo fazer deste um esforço culto, com o pé no chão e o nariz em 90°, e um pouco multimidiático desse convoluto cenário, quase moribundo em suas repetições, seus riffs desgastados e suas soluções melódicas previsíveis. Diabos! A coisa toda do metal está meio que desviando para a musicalidade clássica, senão agora totalmente, dando vazão para se dizer que somos todos uns alienados.
E somos mesmo. Por isso, vamos fazer como sempre fizemos: quebrar garrafas na cabeça, arrotar, dar porrada e protestar com a voz rouca de hinos de sangue e batalha-mas com um belo léxico para dar uma inovada- na cara daqueles dentre os "lançamentos" que chupam do mesmo osso à décadas. E como diria Bruce Dickinson, da banda inglesa Iron Maiden (um pináculo de criatividade e bom senso, sempre novo, não importa quantas vezes ouvido):
"We were eternal, back in those days, but now we are memories, they had us away!"