Uns nove meses antes de janeiro de 1989 meus pais cometeram um ato inegavelmente bom para mim. (Ok, é melhor não pensar nisso.) Mas foi assim que eu vim ao mundo e conheci todas essas coisas maravilhosas, não é? Tomei como nome completo Bruno Guerrero Zerbini. E, desde o começo dessa caminhada, já quis ser arquiteto, geólogo, publicitário, fazer parte de um desenho animado, ter uma banda de sucesso e muitas outras coisas que não aconteceram. Acontece que hoje em dia procuro ser jornalista, filósofo (se seguir à risca as faculdades que curso) e aproveitador da vida, principalmente.
Não diferente de todos desse coletivo, amo música. Já passei pela fase do pop rock, do metal, do punk, do hardcore, do emo, da mpb, do samba, da bossa nova, do mainstream e do alternativo. Meu diretor preferido é Woody Allen, a melhor animação já feita é Wall-E e os melhores diálogos a gente encontra por aqui e por ali, entre um Antes do Pôr-do-Sol e um Waking Life. Quando me bate aquela volúpia de sangue eu assisto Battle Royale, Sin City e Cães de Aluguel ou qualquer outro filme genérico de mortos-vivos.
Esportes? Não, só pra praticar uma vez ou outra, sem compromisso… Ah, jogo do Brasil na Copa também vale.
Por fim, uma característica marcante: indecisão. Nunca sei se vou de ônibus ou a pé, tropeço na escada por não conseguir escolher se subo um ou dois degraus por vez, jamais penso uma vez só, em qualquer coisa que seja. Tenho certeza que é uma coisa que me define, essa palavra. Bom, talvez não.