
Sexta-feira, 3 de junho, 20h. Encarando um frio caprichado da noite paulistana, encontrei-me em um hostel muito simpático na Vila Madalena com os meninos do Apanhador Só, banda porto-alegrense que se apresentou no dia 4 de junho no Centro Cultural São Paulo e em uma intervenção especial no Parque do Ibirapuera, no dia 5.
Os meninos me receberam muito bem (aliás, no local foi gravada a vinheta para a indicação de Aposta MTV do VMB do ano passado) e logo começamos a conversar sobre a banda, os projetos antigos, atuais e futuros, além dos shows e dos times de futebol de cada um. Após uma maratona de shows no Rio de Janeiro, eles tiraram a sexta para descansar e conceder uma entrevista para o Vitroleiros.
“Já tocamos bastante em São Paulo. É quase como a nossa segunda casa, o lugar onde a gente tem mais público, tirando Porto Alegre. É legal vir pra cá e ver alguns rostos conhecidos nos shows, o pessoal cantando as músicas… muito massa”, conta Alexandre, vocalista. Sobre o Acústico Sucateiro, álbum recém disponibilizado no site da banda, eles contaram que a gravação faz parte de um processo longo.
“Em 2005, a Carina Levitan estava com a gente na banda, e acompanhava o som da guitarra, baixo e bateria com a percussão sucata. Mas daí ela foi pra Londres e deixamos a versão desplugada de lado. Às vezes, éramos chamados pra tocar em lugares que não comportavam o formato plugado da banda, então resolvemos adaptar os arranjos das músicas para uma versão desplugada, e não só tocá-las no violão”, completa.
O resultado agradou tanto a banda que eles resolveram gravar o álbum e disponibilizá-lo no site da banda (para quem não baixou, você o encontra aqui). Agora, eles estudam uma forma de unir as duas versões, plugada e desplugada, em um único show. Na apresentação da semana passada, para exercitar as duas formas da banda, o show foi dividido em duas apresentações.

A ideia de ir para o Parque Ibirapuera foi a influência de versões já testadas nos parques de Porto Alegre. ”O Acústico Sucateiro tem outras propostas, precisa de lugares mais tranquilos e intimistas pra rolar, até pra combinar com o clima e a estética que a gente propõe. As pessoas precisam ver o que a gente tá fazendo, aí por isso tem que ser menos gente, um show mais leve”, contou Felipe, guitarrista da banda. Martin, baterista, comentou que “é muito legal testar os sons que saem ao tocar na sucata. É aquela experiência de batucar nas coisas e testar os sons, de cantil, ralador… pra ver que sons saem”.
Felipe ainda contou que eles desejam tocar em outros lugares inusitados, para mostrar se trabalho e se relacionar com espaços urbanos de formas diferentes. “No show que fizemos no Rio, decidimos levar uma parte da apresentação para a praça em frente ao local onde tocamos. É uma forma de interagir de um jeito diferente com quem conhece a banda e com quem não conhece. A gente já chegou a tocar até na escadaria do metrô Sé e foi muito bacana”.
Curtiu? Ficou com vontade de ver a banda? Pois eles estarão de volta fazendo show em São Paulo no Jukebox Festival. No twitter deles, dá pra acompanhar por onde eles fazem shows, pelo Brasil todo. Super recomendado!
(Agradecimentos especiais à Roberta Lopes, pela concessão das fotos dos shows!)